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Saúde

IBGE inicia censo sobre políticas de saúde do estudante

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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) começou hoje em Campo Grande o levantamento de dados para a Pense (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar). Mato Grosso do Sul é um dos 5 primeiros estados a fazer o trabalho, assim como Acre, Amazonas, Goiás e Piauí. Os outros estados iniciam a pesquisa até 10 de abril, e a coleta deverá ser feita até meados de junho.

O objetivo da pesquisa é traçar o perfil dos estudantes do 9º ano, para formular políticas que contribuam para combate a problemas como a obesidade e o tabagismo.

Após o levantamento, os dados serão encaminhados para o Ministério da Saúde, explica a coordenadora técnica de pesquisa do IBGE, Laide Bueno.

Em Campo Grande, a verificação das 60 escolas selecionadas deverá ser concluída nos próximos dois meses.

A escolha dos estabelecimentos de ensino pesquisados foi feita com base em critérios de amostragem, a partir da lista fornecida pelo MEC (Ministério da Educação).

Participam da pesquisa somente alunos do 9º ano. Nos estados em que essa série ainda não está em funcionamento, são os alunos do 8º ano que respondem ao questionário.

Nesta tarde, a equipe do IBGE esteve na Escola Estadual Joaquim Murtinho. No local, 65 estudantes de duas turmas contribuiram com o levantamento.

Método – De acordo com a coordenadora técnica da pesquisa, Laide Bueno, o primeiro passo para o levantamento é a apresentação da proposta para os diretores das escolas.

Depois disso, a equipe explica aos alunos como o trabalho será feito por meio da apresentação de um vídeo de 3 minutos. Em seguida, os estudantes respondem a um questionário de 120 perguntas. O diferencial nessa fase é a utilização de um novo aliado: o palm top. É nesse aparelho que os alunos respondem ao questionário.

Para a estudante Ana Lívia Fernandes Rodrigues, de 13 anos, o aparelho foi importante para diferenciar esse questionário dos demais, geralmente aplicados em folhas de papel. “É um jeito mais prático de responder”, afirma a garota.

Após o questionário, os alunos são submetidos a um exame de audiometria, com aferição do peso e da altura.

Aplicabilidade – O diretor da escola Joaquim Murtinho, Lucílio Souza Nobre, de 36 anos, avalia a importância da preocupação com a saúde dos alunos, pois convive com eles e observa a quantidade de problemas decorrentes da falta de cuidado com o corpo.

Ele espera que os dados levantados possibilitem traçar um perfil dos estudantes, a fim de prevenir doenças e hábitos errados. “Serve para a gente fazer uma política na escola que pode contribuir”, afirma.

Para ele, os dados servirão também para que a escola esteja adaptada para as necessidades dos estudantes. Sobre isso, ele cita o fato de que muitas carteiras e cadeiras não possuem o tamanho adequado, por exemplo. “Tem aluno que não consegue colocar as pernas debaixo da carteira”, observa o diretor.

A partir do perfil dos estudantes, ele afirma que será possível tomar medidas adequadas para contribuir com a saúde deles, como fazer carteiras maiores para garantir que os alunos mais altos ficarão confortáveis para assistir às aulas.

Consciência – O professor de física, Marcelo Fedrigo, de 32 anos, já sabe há tempos a importância que a saúde dos alunos tem para a aprendizagem. Como exemplo, ele cita o fato de os estudantes que não tomam café-da-manhã em casa apresentarem mais sonolência durante as aulas.

Ele conta que procura uma abordagem interdisciplinar para os conteúdos, a fim de contribuir para a consciência dos alunos sobre sua saúde. Ao tratar de calorias, por exemplo, o professor aproveita para falar sobre a dieta mais adequada.

Apesar de considerar importante a saúde de seus alunos, eles não esconde o receio em relação à eficiência da pesquisa do IBGE.

Para o professor, ela irá contribuir com a saúde e com o rendimento dos alunos se as ações lançadas pelo Ministério da Saúde a partir do perfil dos estudantes forem aplicadas efetivamente nas escolas.

CampoGrandeNews

Cidades

Distrito em Curral de Cima cria Grupo de Mulheres para discutir Saúde Feminina

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A Prefeitura de Curral de Cima, por meio da Secretaria de Saúde, criou o Grupo de Mulheres para atender as demandas e esclarecer a população do distrito de Laranjeiras acerca de temáticas do universo feminino. O primeiro encontro reuniu cerca de 20 mulheres e aconteceu na última quarta-feira (21), na sede do Unidade de Saúde da Família (USF).

O Grupo tem por objetivo empoderar as mulheres para que elas alcancem uma melhor qualidade de vida a partir do conhecimento de seu próprio corpo. “Já havia em nós que compomos a equipe de saúde da USF em Laranjeiras a vontade de desenvolver o trabalho, mas o desejo de conhecimento vindo das mulheres nos motivou ainda mais para criação e execução desse projeto”, disse a médica da USF e coordenadora do Grupo de Mulheres, Alexina.

O trabalho com o grupo será realizado sempre por meio de rodas de conversas. “A didática escolhida para atividades com o grupo é o da conversa, da troca de experiências e cada tema será escolhido com base na necessidade das integrantes do grupo. Então, é um projeto que as mulheres participam não só como ouvintes, mas também como agentes ativas da ação”, destacou a coordenadora.

No primeiro encontro foi conversado sobre sexualidade e as participantes puderam conhecer mais do seu próprio corpo e também do corpo masculino. Mas antes da abordagem do tema houve uma dinâmica para poder integrar o grupo e quebrar o gelo.

As atividades são conduzidas pela própria equipe da USF, que é composta por médica, enfermeira e agentes de saúde.

A secretária de saúde de Curral de Cima, Renata Ribeiro, falou sobre a importância da criação do Grupo. “O município de Curral de Cima tem uma população muito ativa, poder ver o envolvimento das mulheres numa ação como essa é a garantia de que a equipe de saúde da cidade está fazendo um bom trabalho, não só do que diz respeito à saúde a partir da obtenção de uma doença, mas também no processo preventivo e educativo o que é de grande valia para nós. Nosso propósito é desenvolver essa ação em outras localidades do nosso município”, avaliou.

O próximo encontro acontece no dia 4 de julho, às 13h, e é destinado a toda e qualquer mulher que reside na área de abrangência da USF de Laranjeiras e que tenha interesse em conhecer mais e melhor o universo feminino a partir da saúde.

Assessoria de Imprensa

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Brejo/Agreste

Liminar obriga prefeitura e Estado a retomarem tratamento de 42 pacientes com glaucoma

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A Defensoria Pública do Estado da Paraíba assegurou por meio de liminar a retomada do tratamento de 42 pacientes portadores de glaucoma na cidade de Araçagi, localizada no Brejo paraibano. Dos 59 pacientes cadastrados na Secretaria Municipal de Saúde, apenas 17 tinham acesso a tratamento, que inclui consultas, exames e uso contínuo de colírio.

A Ação Civil Pública foi ajuizada pelo defensor público Marcos Freitas, após ser procurado por um grupo de 12 pacientes prejudicados pela suspensão do tratamento – o que pode levá-los, inclusive, a perda irreversível da visão. A liminar, contudo, garante o retorno imediato do tratamento a todos os 42 pacientes cadastrados, além de novos portadores que venham a necessitar do tratamento junto a Secretaria Municipal de Saúde de Araçagi.

“Nós demonstramos o imprescindível direito dos pacientes, cadastrados ou não, receberem de forma imediata os colírios, bem como a realização de exames e tratamento médico na rede pública ou, na impossibilidade, na rede privada, as expensas do município de Araçagi ou do Estado da Paraíba, de maneira solidária”, argumentou o defensor na ação.

Na decisão, o juiz da comarca, Fábio Brito de Faria, destacou que “a obrigação do Estado/réu deverá ser cumprida, sob pena de execução forçada, mediante a apresentação periódica (semestral) de receita médica atualizada, comprovando a necessidade de continuação da medicação”. Como Prefeitura e Estado são entes solidariamente responsáveis, o cumprimento da decisão também caberá a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Doença crônica – O glaucoma é uma doença crônica capaz de causar cegueira pela falta de tratamento. Embora não tenha cura, pode ser controlada na maioria dos casos por meio de tratamento adequado e contínuo, com uso de colírios.

Fonte: Paraiba.com.br

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Saúde

Epidemia de chikungunya pode atingir o Brasil nos próximos dois anos, alertam pesquisadores

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A previsão é da Sociedade Brasileira de Virologia que analisou os dados de pesquisas sobre a doença que estão sendo feitas pelo Instituto Butantã e a Faculdade de Saúde Pública da USP.

O estudos monitoram quatro vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti: dengue, chikungunya, Zika e Febre Amarela. E a previsão é de que o pico máximo de ocorrência do chikungunya ainda está pra acontecer no país.

Segundo Fernando Spilki, vice-presidente da sociedade brasileira de virologia, a explicação é que o Brasil já tem o vírus da doença, e que a quantidade de mosquitos voltou a aumentar. Como o vírus circulou pouco entre a população, poucas pessoas desenvolveram anticorpos contra a doença.

Além de problemas crônicos, como febres altas e dores nas articulações, a chikungunya pode deixar sequelas graves, como artrite crônica, que impossibilita a pessoa de trabalhar por longos períodos.

E os pesquisadores alertam: como não existe vacina contra chikungunya, a única forma de evitar o problema é a prevenção. Aí, a regra é a mesma do combate à dengue: dificultar a proliferação do mosquito. Portanto, é preciso muito cuidado com reservatórios de água, pratinhos de plantas, caixas dágua e pneus velhos.

Entre 2015 e 2017, período em que houve um surto de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, foram registrados 292 mil casos de chikungunya. A febre amarela, que já era considerada extinta, registrou quase 3.200 casos.

A estimativa é que 75 milhões de pessoas vivam em áreas de risco da doença. Algumas regiões podem ser mais atingidas, como os estados do Nordeste e o litoral da região sudeste, especialmente na primavera e no verão.

Fonte: Radio Agência Nacional

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