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Quem diria: Ministro Joaquim Barbosa é flagrado bebendo cerveja em bar de Brasília

09/08/2010
Quem diria: Ministro Joaquim Barbosa é flagrado bebendo cerveja em bar de Brasília
Brasil
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Quem vê aquele ministro Joaquim Barbosa togado, de voz grave, extremamente legalista e intransigente com os acusados tem logo a imagem de que é o homem certo para presidir o Brasil, assumir a Igreja Católica ou a presidência da ONU.

“É disso que o Brasil precisa”, dizem sempre os mais entusiasmados com Joaquim Barbosa.

Não sabem os incautos que Joaquim Barbosa, algumas vezes, é o simples Barbosinha, típico brasileiro que apresenta razões “indiscutíveis” pra não trabalhar e acabar batendo papo em mesa de bar com os amigos mais próximos.

Foi nesse pequeno “deslize” terreno que a infalibilidade do ministro do STF acabou abalada.

Flagrado em Brasília em festas e mesa de bar, Joaquim Barbosa está de licença do Supremo desde o final de abril por problemas na coluna. Declarou que estava com dificuldades de ficar sentado despachando.

Solução? Beber em pé.

Considerado recordista em “entupimento” de processos no gabinete, Joaquim Barbosa sempre encheu a boca pra falar de moralidade pública. Diz que detesta as brechas da lei que favorecem os acusados.

Foi assim quando considerou absurda a renúncia de Ronaldo Cunha Lima do mandato de deputado federal a fim de evitar julgamento no STF. Foi assim quando considerou absurda a decisão inicial do TSE de cassar Cássio e mantê-lo no cargo até julgamento no Supremo.

Barbosa gosta assim: tudo certinho. Todo mundo preso, cassado e, claro, cerveja gelada, bem gelada.

A mim, sinceramente, nunca enganou. Prova de sua condição humana de pecador quem nos deu foi o então ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. No ano passado, ao bater boca de forma contundente com Barbosa disparou um “vossa excelência não tem moral pra falar de mim”.

Como assim “não tem moral”? O que Gilmar Mendes sabe de Joaquim Barbosa que nós não sabemos?

Quer dizer, que não sabíamos. Passamos a saber, a partir de agora, que pelo menos perfeito ele não é.

Do Blog do Luís Tôrres

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