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Saúde

Zika terá pico de transmissão no sul da Europa a partir de junho, diz estudo

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Pesquisadores da Universidade de Umeå, na Suécia, publicaram um estudo na revista “EBioMedicine” nesta sexta-feira (10) que indica um pico do vírus da zika entre os meses de junho e agosto no sul da Europa. A região compreende países como Portugal, Espanha, Itália e Grécia.

A pesquisa foi baseada na previsão de temperatura para a época e levou em consideração o fluxo de passageiros aéreos que chegam a várias cidades europeias a partir de regiões das Américas. O estudo não levou em consideração uma possível influência da Olimpíada no Rio de Janeiro.

Além disso, os cientistas utilizaram as estimativas mensais da capacidade de reprodução e infecção pelo vírus da zika por mosquitos Aedes na Europa, levando em conta as áreas onde seria possível a transmissão.

Segundo o resultado, o pico de viajantes deve coincidir com o pico do risco de transmissão do vírus na região sul da Europa – entre os meses de junho e agosto. O pico de transmissão no Brasil, em 2016, ocorreu entre fevereiro e abril.

A descoberta dos meses em que deve ocorrer a maior incidência do vírus da zika pode “ajudar a opinião pública europeia e os profissionais e funcionários de saúde pública a identificar os locais e os horários em que o risco de importação e transmissão são elevados”, diz o estudo.

“Sabemos que climas quentes criam o tipo de condições adequadas para doenças transmitidas por mosquitos se espalharem”, diz Joacim Rocklöv, pesquisador da Universidade de Umeå e co-autor do artigo. As temperaturas mais altas são registradas durante esta época da região sul da Europa.

Riscos de transmissão no Rio
O professor Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da USP, fez uma estimativa de que cerca de 15 pessoas devem ser infectadas pelo vírus da zika na Olimpíada. O cálculo leva em conta apenas os visitantes.

Ele calcula que a chance de ser picado durante o evento por um mosquito Aedes aegypti é de 3,5%. Já a chance de um turista ou atleta ser infectado é “mínima”.

Segundo o professor, o risco individual de dengue é de 5 casos por 10 mil indivíduos. Já no caso da zika, a probabilidade é de 3 casos para cada 100 mil. Caso venham 500 mil pessoas para o evento, como é previsto, Massad avalia que cerca de 15 pessoas sejam infectadas pelo vírus da zika e, no caso da dengue, cerca de 250.

Ainda de acordo com Massad, o mosquito Aedes Aegyptix, da dengue e do vírus da zika, tem picos de transmissão. Em agosto, no entanto, a chance de ser picado é muito menor que em meses como fevereiro.

Mesmo com tal perspectiva, mais de 150 cientistas de 28 países pediram à Organização Mundial da Saúde (OMS) que a Olimpíada do Rio seja adiada ou transferida para outro lugar.

Entre os especialistas que assinam a carta aberta estão médicos da Fiocruz e das universidades mais renomadas dos Estados Unidos, como Harvard e Colúmbia.

Eles afirmam que a exposição de atletas e turistas ao vírus da zika no Brasil pode pôr em risco a saúde global.

“A probabilidade de você receber uma picada de Aedes Aegypti no Rio de Janeiro no Carnaval…você tem ideia? 99,9%. É inescapável. Se você for no Rio no Carnaval, você vai ser picada (o) por um Aedes”, diz o professor, demonstrando que há muito mais risco de se visitar o Rio de Janeiro durante o mês do samba.

Medo do zika
O surto do vírus da zika no Brasil levou o britânico Greg Rutherford a decidir congelar esperma antes de viajar ao país para defender seu título olímpico no salto em distância nos Jogos em agosto.

A companheira de Rutherford, Susie Verrill, que não viajará para os Jogos com seu filho pequeno, disse que o casal tomou a precaução de congelar esperma por desejar ter mais filhos. “As notícias sobre o Zika não param de nos preocupar”, escreveu ela na revista Standard Issue.

O ciclista norte-americano Tejay Van Garderen desistiu de participar da Rio 2016 na semana passada por causa do temor de que o surto possa representar riscos para sua esposa grávida.

Já co-apresentadora da rede norte-americana NBC, Savannah Guthrie, disse que está grávida e não irá viajar para cobrir a Olimpíada por conta de preocupações com o vírus da zika, que possui ligação com casos de microcefalia em bebês.

Do G1

Brejo/Agreste

Liminar obriga prefeitura e Estado a retomarem tratamento de 42 pacientes com glaucoma

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A Defensoria Pública do Estado da Paraíba assegurou por meio de liminar a retomada do tratamento de 42 pacientes portadores de glaucoma na cidade de Araçagi, localizada no Brejo paraibano. Dos 59 pacientes cadastrados na Secretaria Municipal de Saúde, apenas 17 tinham acesso a tratamento, que inclui consultas, exames e uso contínuo de colírio.

A Ação Civil Pública foi ajuizada pelo defensor público Marcos Freitas, após ser procurado por um grupo de 12 pacientes prejudicados pela suspensão do tratamento – o que pode levá-los, inclusive, a perda irreversível da visão. A liminar, contudo, garante o retorno imediato do tratamento a todos os 42 pacientes cadastrados, além de novos portadores que venham a necessitar do tratamento junto a Secretaria Municipal de Saúde de Araçagi.

“Nós demonstramos o imprescindível direito dos pacientes, cadastrados ou não, receberem de forma imediata os colírios, bem como a realização de exames e tratamento médico na rede pública ou, na impossibilidade, na rede privada, as expensas do município de Araçagi ou do Estado da Paraíba, de maneira solidária”, argumentou o defensor na ação.

Na decisão, o juiz da comarca, Fábio Brito de Faria, destacou que “a obrigação do Estado/réu deverá ser cumprida, sob pena de execução forçada, mediante a apresentação periódica (semestral) de receita médica atualizada, comprovando a necessidade de continuação da medicação”. Como Prefeitura e Estado são entes solidariamente responsáveis, o cumprimento da decisão também caberá a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Doença crônica – O glaucoma é uma doença crônica capaz de causar cegueira pela falta de tratamento. Embora não tenha cura, pode ser controlada na maioria dos casos por meio de tratamento adequado e contínuo, com uso de colírios.

Fonte: Paraiba.com.br

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Saúde

Epidemia de chikungunya pode atingir o Brasil nos próximos dois anos, alertam pesquisadores

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A previsão é da Sociedade Brasileira de Virologia que analisou os dados de pesquisas sobre a doença que estão sendo feitas pelo Instituto Butantã e a Faculdade de Saúde Pública da USP.

O estudos monitoram quatro vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti: dengue, chikungunya, Zika e Febre Amarela. E a previsão é de que o pico máximo de ocorrência do chikungunya ainda está pra acontecer no país.

Segundo Fernando Spilki, vice-presidente da sociedade brasileira de virologia, a explicação é que o Brasil já tem o vírus da doença, e que a quantidade de mosquitos voltou a aumentar. Como o vírus circulou pouco entre a população, poucas pessoas desenvolveram anticorpos contra a doença.

Além de problemas crônicos, como febres altas e dores nas articulações, a chikungunya pode deixar sequelas graves, como artrite crônica, que impossibilita a pessoa de trabalhar por longos períodos.

E os pesquisadores alertam: como não existe vacina contra chikungunya, a única forma de evitar o problema é a prevenção. Aí, a regra é a mesma do combate à dengue: dificultar a proliferação do mosquito. Portanto, é preciso muito cuidado com reservatórios de água, pratinhos de plantas, caixas dágua e pneus velhos.

Entre 2015 e 2017, período em que houve um surto de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, foram registrados 292 mil casos de chikungunya. A febre amarela, que já era considerada extinta, registrou quase 3.200 casos.

A estimativa é que 75 milhões de pessoas vivam em áreas de risco da doença. Algumas regiões podem ser mais atingidas, como os estados do Nordeste e o litoral da região sudeste, especialmente na primavera e no verão.

Fonte: Radio Agência Nacional

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Saúde

Copa do mundo altera expedientes em repartições municipais

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A Prefeitura de Guarabira decretou jornada especial de trabalho para os servidores municipais durante os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município no dia 14 de maio e vale para a administração direta e autarquias.

O decreto 18/2017 rege sobre a primeira fase do mundial. No segundo jogo do Brasil, dia 22/06, sexta-feira, o horário de expediente e de atendimento ao público será mantido só na parte da tarde, a partir das 14h.

No terceiro jogo, dia 27/06, quarta-feira, o horário de expediente será das 08h às 14h.

Os servidores que não puderem seguir a jornada especial (considerados no decreto como serviços essenciais) deverão repor as horas não trabalhadas, mediante compensação. Neste caso, ainda, os dirigentes dos respectivos órgãos e entidades são responsáveis por garantir a integral manutenção dos atendimentos conforme a demanda.

SÃO JOÃO.

No município de Guarabira o dia de São João é feriado municipal definido por Lei, e por este ano cair no domingo não terá impactos sobre as repartições.

Codecom/PMG

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