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29 .10. 2008 - 10:02
491 Anos da Reforma Protestante e seus “Solas”

A Reforma Protestante foi um divisor de águas na história da Igreja Cristã. Não foi o primeiro confronto uterino da Igreja, pois, séculos antes já havia acontecido o grande embate entre a parte Ocidental da Igreja e a sua face Oriental. Essa difícil discussão interna ficou conhecida como o Cisma de 1054, quando a parte ocidental permaneceu fiel ao bispo de Roma, e a Igreja do Oriente seguiu seu próprio caminho.

No entanto, esse cisma não traria as mudanças estruturais, interpretativas e filosóficas que a Reforma Protestante foi capaz de causar. E assim como todo movimento de mudanças profundas na história, a Reforma Protestante fez o homem de seu tempo repensar sua fé, sua igreja, seus dogmas, suas tradições e o seu relacionamento com Deus.

É bem verdade que a Reforma não começou exatamente com Martinho Lutero, no famoso episódio das 95 teses na porta da catedral de Wittenberg, no dia 31 de outubro de 1517. Esse fato marcou a sua explosão para o mundo. Porém, ela começou, pelo menos duzentos anos antes e custou o sangue de muitos mártires que desejavam tão somente uma igreja pautada nos princípios cristãos.

É bem verdade, também, que podemos ler esse acontecimento através de vários aspectos, como por exemplo: o histórico, político, filosófico, econômico e religioso. Mas, o aspecto primordial e determinante que marcou a história da Igreja é o aspecto espiritual, que os reformadores traziam estampados em cinco emblemas de esperança que constituíam o anseio do povo e o âmago da Reforma. Eram os cincos “solas” :

Sola Scriptura – Para os Reformadores a Bíblia era a única regra de fé e prática, era a instância maior, acima das tradições e dos concílios. Não é verdade que os reformadores desconsideravam inteiramente as tradições e a voz dos concílios, não! Eles as tinham em grande estima, só que não os colocavam como regra infalível. Inerrante somente a Escritura, a Bíblia. O povo deveria ter acesso as Escrituras e para isso, ela deveria ser traduzida para a língua nativa de cada nação. (2ª Timóteo 3.16)

Sola Christus – Não existe nenhum outro salvador. Somente Cristo Jesus tem a autoridade para resgatar os homens das densas trevas e transportá-los para o Reino do seu amor. Ele, através do seu sacrifício vicário, com o seu sangue purifica os crêem em seu Nome. Não existe outro intercessor ou intercessora, Ele é O Caminho, A Verdade e A Vida, ninguém vai ao Pai senão por Ele. (João 14.6)

Sola Gratia – Não há nada no homem que possa ser apresentado como mérito diante de Deus. A salvação não é uma conquista meritória de homem algum, mas uma obra exclusiva da graça de Deus, que usa de sua misericórdia e de seu amor. E a graça é inegociável, não se pode fazer barganha nem acordos comercias com Deus, mas, devemos compreender que a graça de Deus torna o Evangelho superior a qualquer religião. (Efésios 2.8)

Sola Fides – O justo viveria somente pela fé. Não era as penitências, nem algum tipo de sacramento que conduziria o homem ao conhecimento de Deus e ter uma experiência vivencial com Ele, nem mesmo os atos de piedade, nem o fato de termos nascidos numa tradição religiosa; somente pela fé somos ligados a um salvador perfeitamente capaz de realizar a salvação. (Romanos 1.17)

Soli Deo Gloria – Somente Deus é merecedor de toda a gloria, louvor e majestade. No coração dos cristãos, e no seio da Igreja de Cristo não pode haver lugar para nenhuma outra adoração, Ele não reparte a sua glória com mais ninguém. Porque d’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas.(Romanos 11.36).

Como podemos ver, se faz necessário que a Reforma seja redescoberta e reaplicada na Igreja Evangélica de hoje, e que os seus valores e princípios sejam novamente a tônica de nossa doutrina.

N’Ele que é a plenitude de Deus. 

Jofre Garcia
colunas@brejo.com

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