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Marcha de combate ao Crack em Guarabira

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Nestas duas décadas, nunca se viu um avanço tão vertiginoso de um entorpecente como estamos vendo agora. Nossos jovens estão perdendo a juventude, estão sendo mortos, estão morrendo a troco de nada. Não conheço nenhuma criança que use cocaína. Criança é crack. É muito grave. Ainda mais em uma cidade marcada pela presença ostensiva do tráfico. Em toda a caminhada na vida profissional, do alto de toda a experiência acumulada ao longo da carreira, nunca se viu uma escalada tão rápida no uso de uma droga. Podemos falar que é uma epidemia, que é um problema de Saúde Pública. Os usuários de crack que procuram o CAPS ad, em busca de ser ajudado, de se livrar do vício já representam 60% do total. Em 2005, houve apenas alguns atendimentos pelo uso da droga. Este ano, só no primeiro semestre, foram muitos casos. O mais grave é que á pacientes com oito anos. O crack não é consumido só por quem mora na rua. São crianças escolarizadas, com leis dentro de casa, mas que, devido a falta de uma conscientização acabam usando crack.

É importante alertar para os danos devastadores que a droga traz não só para a saúde, mas, também, para a sociedade. Vamos partir, pra uma geração completamente prejudicada na sua saúde mental, pelo uso do crack”. Houve um aumento considerável do uso de crack em nossa João Pessoa, elevando para a primeira colocação em todo o país. A nossa cidade não fica de fora também do elevando índice de jovens, que já estão perdendo o controle sobre si e sobre a droga. E não só tivemos aumento no consumo de determinada droga de uma maneira impressionante em apenas um ano e meio, como também houve a redução da idade do consumidor. Antes, estávamos habituados a lidar até com adolescentes. Mas nunca havíamos atendido crianças usuárias de drogas.

O crack enlouquece, mata, provoca problemas de saúde graves e isso chama a atenção das pessoas para a boca de fumo. Então, o tráfico não admitia que se vendesse crack no Rio. A partir do ano passado, talvez por briga de facções, não sabemos ao certo, ele começou a ser comercializado livremente em calçadas, ruas. É muito barato, cada pedra custa em média cinco a dez reais. E começou a haver um uso grande por crianças, não só por meninos de rua, que antes cheiravam cola e agora usam crack, e ficam extremamente agressivos, como também por crianças em idade escolar, que compram de colegas e gerentes de boca de fumo que fazem com que a droga circule em algumas escolas.

O crack é uma droga muito invasiva, que tem o poder de causar dependência rapidamente. Ninguém usa o crack socialmente. O desespero é tão grande que, quando termina a onda, a pessoa procura outra pedra para sair do abismo em que está mergulhada. O uso do crack e sua potente dependência, leva o usuário à prática de pequenos crimes para suprir sua intensa necessidade de usá-la novamente, a compulsão se estala e o usuário faz de tudo pra conte-la. Nesses casos, não é raro que os dependentes vendam objetos pessoais e da família. Já existem alguns estudos que relacionam a entrada do crack com o aumento da criminalidade e furtos praticados por jovens, assim como também um aumento da troca de sexo por droga com a finalidade de manter o vício; em ambos os sexos. CRACK é uma droga que provoca problemas físicos muito graves, principalmente nos pulmões. Como é uma droga fumada, arrebenta os pulmões, leva a expectorações sanguinolentas, a infartos. É uma droga fisicamente perigosa. Psicologicamente, para uma criança, é um dano. Por causa do crack, ela rouba, assalta e mata. Isso traz problemas para a sociedade, para o indivíduo, para as secretarias de saúde, que têm que ter leitos para internar essas pessoas. As duas principais causas de morte associadas ao crack na literatura científica são o homicídio e a AIDS.

Contudo, o uso excessivo de crack tem potencial para matar uma pessoa, pois eleva a temperatura corporal assim como pode desencadear arritmias e acidentes vasculares cerebrais. Provoca em alguns indivíduos a degeneração dos músculos do corpo transformando a aparência esquelética ao indivíduo: ossos da face salientes, os braços e as pernas ficam finos e as costelas aparentes.
Como o uso, muitas vezes, é comum que a pessoa pouco se alimente, ficando debilitada física e emocionalmente, o que pode trazer conseqüências e graves complicações orgânicas. Geralmente um usuário de crack, após algum tempo de uso, utiliza a droga apenas para fugir da sensação de desconforto causado pela abstinência e outros desconfortos comuns a outras drogas estimulantes como depressão, ansiedade, porém com uma carga maior de agressividade.

O uso do crack e sua potente dependência, leva o usuário à prática de pequenos crimes para suprir sua intensa necessidade de usá-la novamente, a compulsão. Nesses casos, não é raro que os dependentes vendam objetos pessoais e da família. Já existem alguns estudos que relacionam a entrada do crack com o aumento da criminalidade e furtos praticados por jovens, assim como também um aumento da troca de sexo por droga com a finalidade de manter o vício; em ambos os sexos. Os consumidores de crack são expostos a riscos sociais e a diversas formas de violência. Geralmente, quando os efeitos da droga diminuem no organismo da pessoa, ela sente sintomas de depressão e tem sensação de perseguição. Outros sintomas comuns são desnutrição, rachadura nos lábios, sangramento na gengiva e corrosão dos dentes; tosse, lesões respiratórias e maior risco para contrair o vírus HIV e hepatites.

De forma complementar, a campanha também terá material informativo sobre as opções de tratamento oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir desta quarta-feira, será disponibilizado mais um instrumento para dar suporte ao familiar e ao usuário da droga: o Disque Saúde (0800 61 1997) terá um ramal exclusivo para informações sobre o crack e orientações para tratamento dos usuários na rede do SUS, com profissionais especialmente treinados.

O Centro de Atendimento Psicossocial de Álcool e Drogas (CAPS-ad), e outras secretaria irão fazer parte das ações da Prefeitura Municipal na prevenção e no combate ao CRACK e está aberta à participação de toda a população da cidade.

O CRACK é a maior causa evitável de mortalidade em todo o mundo. Segundo dados levantados pelo CAPS-ad, o CRACK é a segunda droga mais consumida pelos usuários que buscam os serviços. A campanha contra o crack em Conquista concentrará esforços na conscientização de crianças e jovens, público que, segundo as pesquisas mais recentes, é o mais vulnerável de todo ás drogas.

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Festival de Inverno anima a cidade de Campina Grande

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Foto: Lara, Gitana e Tan (TB)

Numa certa manhã de inverno, fui convidado a assistir o lançamento do Festival de Inverno de Campina Grande. Nunca havia participado de um lançamento como esse, apesar de estarmos no 41º ano ininterrupto do evento. Ali, imaginei encontrar a baluarte da Cultura de Campina Grande, minha amiga e confrade do Instituto Histórico de Campina Grande Eneida Agra Maracajá (e a encontrei!) mas não só isso, estavam lá os ativistas culturais Walter Tavares, Erasmo Rafael, Mirna Maracajá; nomes do turismo como Romero Rodrigues, Catarine Brasil; músicos e artistas compondo uma plêiade de estrelas de raro brilho. Os expoentes da cultura de Campina Grande estavam ali, no Memorial Severino Cabral, centro da cidade.

Ocupei um dos assentos reservados para os convidados, observando a arquitetura, os lustres, detalhes de canto, a meia parede de madeira entalhada… tudo compunha um cenário poético, onde o Festival de Inverno era a personagem principal.

Entra o cerimonial e convida a cantora Gitana Pimentel para desfilar sua voz, deslumbrando aquele momento. Gitana, de madeixas loiras, sorriso terno e voz suave, ao som das cordas de um violão, cantarolou a composição mais famosa de Edson Conceição e Aloísio Silva, o samba “Não deixe o samba morrer”, para o delírio dos presentes. Não por menos, o Festival homenageia os 100 anos do samba, tema principal que ouvimos por todo aquela manhã. Se juntaram a Gitana os músicos campinenses Tan e Lara Sales. Lara, com voz firme e envolvente, canta Elis Regina. A este momento, a aura do Festival envolvia a todos em samba, a propósito, o trio ensejou um fragmento do show que fará no palco Caixa na Praça da Bandeira. O momento alto foi quando cantaram o samba-jóia “Retalhos de Cetim”, de Benito de Paula. A partir de então, palmas, gestos, risos, balançados de ombro, ninguém teve ousadia em conter-se! Além da música, tivemos no lançamento uma prévia da peça “O casamento de Trupizupe com a filha do Rei”, dirigido por Arly Arnaud.

Dança, Teatro e Música são os três seguimentos de apresentações, a programação traz nomes fortes expressivos do cenário local e nacional. A Praça da Bandeira receberá o “Palco Caixa” e o Teatro Municipal Severino Cabral também será palco de espetáculos. Nesta segunda-feira (dia 15) o evento foi aberto, em seu segundo dia houve uma expressiva intervenção da Companhia Corpo em Trânsito na Feira Central de Campina Grande, emocionando feirantes e frequentadores. Durante nove dias o Festival de Inverno promete animar a cidade com muita arte.

Confira a programação:

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Por Thomas Bruno

 

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Tracunhaém, os Potiguaras e a conquista da Parahyba

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Foto: DE/UFPB

O Rio Tracunhaém, na atual região fronteiriça (PB/PE), foi palco de um interessante acontecimento da história da Paraíba. Ali, índios Potiguara trucidaram um engenho e todos os seus moradores, episódio que ficou conhecido como ‘Massacre de Tracunhaém’ sendo referenciado nos principais livros de História do Brasil e da Paraíba.

Partindo de Olinda, um ‘mameluco aventureiro’ raptou uma cunhã (do Tupi: mulher jovem) de uma aldeia Potiguara tomando-lhe como esposa; aproveitando-se da relação amistosa e comercial entre brancos e aldeias da região da Copaoba (no norte da atual Paraíba). A raptada era Iratembé, filha do chefe indígena, o Ininguassú (çú), que na oportunidade, enviou dois de seus filhos à Olinda para buscar a cunhã. Após expor o fato ao ‘Governante das Terras do Sul’ Antônio Salema (que estava em Olinda), tiveram o pedido atendido e Salema ainda deu provisão aos índios para não serem molestados no caminho. Chegando a Tracunhaém, os três filhos de Ininguaçú pernoitaram no engenho de Diogo Dias, que encantado com a moça, a ocultou de seus irmãos. Mesmo vendo a provisão de Salema, Dias desconversou e os irmãos retornaram à Copaoba, informando o sucedido.

Confiante na negociação, Ininguaçú enviara outros (não se sabe quantos) emissários para o intento, só que Dias dissimulava e envolvia-os com palavras enganosas. Neste momento, Ininguaçú resolve buscar sua filha ‘quebrando a paz’, e para o intento, milhares de índios se deslocaram para Tracunhaém, chegando em plena madrugada, esperando o amanhecer para pegar de assalto os moradores. Horácio de Almeida, em sua História da Paraíba (1978), afirma que este reclame indígena tenha sido fomentado pelos franceses, que por comercializar Pau-Brasil com os Potiguara, temiam o instinto colonizador do português. Aliás, esta é a opinião de historiadores como Irineu Pinto (1909) e Maximiano Machado (1912).

Diogo Dias, que possuía um fortim dentre um cercado de pau a pique, rechaçou um pequeno grupo, saindo para o campo aberto, indo de encontro a uma inúmera quantidade de índios que estavam à espreita, no mato, prontos para dominar a propriedade. Cercado pelos Potiguara, Diogo já não tinha lugar seguro para se abrigar e foi derrotado. Segundo Maximiano Machado, mais de 600 pessoas morreram no enfrentamento, dentre estes, índios domesticados, escravos, parentes e o próprio Diogo Dias; a propriedade foi saqueada e incendiada, ficando um ‘monte de ruínas’ como afirmou Almeida, o que assanhou os indígenas pela fácil e trucidante vitória.

O morticínio assustou a metrópole, que viu a ameaça indígena e francesa sob suas posses, determinando a criação da Capitania Real da Parahyba (no papel) em 1574 sendo determinante para a sua posterior conquista no acordo de paz em 05 de agosto de 1585 entre o capitão João Tavares e o chefe indígena Piragibe numa colina defronte ao rio Sanhauá, marco fundante da Paraíba. Tracunhaém mostrou o poderio nativo, uma resposta incisiva, que mudou os rumos da História do Brasil.

Por Thomas Bruno Oliveira*

*Historiador e Jornalista, Sócio do IHCG e da SPA.

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A/DEUS, Detinha – Homenagem por Marisa Alverga

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A/DEUS, Detinha

Você partiu, assim, inesperadamente. Sem até logo , sem despedida ou adeus.

Pegou uma cidade inteira de surpresa. Ninguém esperava por isso, até porque não era do seu feitio alardear  suas atitudes, causando impacto com o seus feitos.

Você se foi silenciosamente, sem alarde, assim como viveu.  Os seus atos não eram anunciados com uma trombeta, mas, diríamos, como um violino, suavemente.

Não consegui esquecê-la nem por um momento, imagino, portanto, como tem sido difícil para os seus filhos, seu esposo, sua  família, enfim.

Costumo dizer que ninguém morre de uma vez. A gente vai morrendo aos pouquinhos na morte dos  que amamos. Cada um que vai leva um pedacinho da gente e a vida nunca mais será a mesma.

Não pretendo aqui falar dos seus méritos como professora, educadora. Guarabira inteira conhece os seus feitos, inclusive quando assumiu a Secretaria de Educação do município recebeu uma Medalha de Ouro outorgada pelo MEC por um projeto denominado LER, ESCREVER E CONTAR. Quero, apenas, despedir-me de você, dando-lhe o meu adeus, recordando tanta coisa que fizemos juntas.

Uma vez  fomos – você e eu – a uma cidade vizinha contratar um palhaço para uma apresentação no Colégio e voltamos com o circo inteiro, o que causou estranheza no corpo docente do Educandário e a nossa resposta foi suscita: o mundo pertence aos ousados. Os que pensam muito acabam não fazendo nada.

Deus é mistério e mistério não é para ser entendido e sim para ser aceito. Há muito deixei de interrogá-Lo com os meus “porquês”. Por exemplo, havia mesmo necessidade de você ir agora? Que falta você estava fazendo no Céu? Deus, por certo,  tem outro planos, uma vez que na Terra a sua missão foi concluída.

A/DEUS, Detinha, que o seu reencontro com Ele seja eivado daquele amor que você distribuiu pelo mundo. Ele, certamente, vai se lembrar  quando deu de comer a quem tinha fome, visitou um doente no Hospital, ou no cárcere quando levou lenitivo a um detento ou ainda quando cobriu a nudez dos desvalidos da sorte que só dispunham de jornal para aquecê-lo nas noites frias e sem luar.

Ele não vai esquecer do ancião  que encontrou a sua mão substituindo a do filho que não se lembrou de que se não fosse ele, o outro nem vida teria.

Ele, onisciente e onipresente, estava na porta do Paraíso para recebê-la e abraçá-la com um ramalhete de violetas com as folhas em forma de coração.

Aí, onde você hoje está, nada mais poderá feri-la, a calúnia e a inveja não mais a alcançarão. Afinal, você  hoje, como filha predileta, é hóspede de Deus.

Seja feliz, Detinha. A serenidade  foi  sempre a sua marca registrada e foi serena que você ao encontro  Dele.

A nós, que aqui ficamos, resta a SAUDADE, sem perfume e sem beleza, mas nem por isso deixa de ser saudade.

A/DEUS Detinha. Até um dia. Quando? Sabe Deus.

 

Marisa Alverga

Guarabira, 24 de outubro e 2015

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