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Converta e corte seus vídeos para assistir em qualquer lugar

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Programas gratuitos permitem editar conteúdo multimídia.
Para visualização em celular recomenda-se formato adequado.

Uma tarefa de que deveria ser tão simples – assistir vídeos em dispositivos que se consideram “multimídia” – nem sempre é tão fácil como deveria. Quantas vezes um vídeo que funcionava bem no seu computador simplesmente não rodou no vídeo de um amigo, colega, da escola ou do trabalho? O lado técnico reflete a complicação: você sabe o que é um codec? Taxa de bits? Quadros por segundo? Por isso o G1 preparou um guia para que você consiga converter seus vídeos e assisti-los em qualquer computador – e até no celular – usando apenas softwares gratuitos.

Em sua primeira parte, este guia mostrará como você pode “cortar” um vídeo para criar um novo arquivo com apenas a parte desejada. Isso é útil se você quer exibir apenas uma cena de um filme sem ter que carregar o arquivo inteiro. Além disso, você pode, também, criar uma montagem, “colando” os trechos cortados em um único arquivo.

Na segunda parte, você conhecerá as ferramentas para converter seu vídeo, trocando-o de formato para adaptá-lo a qualquer sistema em que ele seja executado.

Preparando seu vídeo

Software permite realizar cortes rápidos em um vídeo sem alterar o formato (Foto: Reprodução)

Se você tem um vídeo e quer usar apenas um trecho dele, você pode cortar esse trecho e salvar em um novo arquivo. A ferramenta Avidemux consegue fazer isso de forma rápida, e você pode – se desejar – usá-la também para converter seu vídeo.

Basta abrir o vídeo (File > Open) e rodá-lo, ou usar a barra de reprodução para ir até o ponto desejado no vídeo para o início do corte (onde você quer que o vídeo novo inicie). Clique no botão “[A]”, logo à direita do “>>”. Depois, vá até o ponto final de corte (onde você quer que o vídeo termine) e clique no [B]. Clique em File > Save e você terá um vídeo novo apenas com o trecho selecionado.

Se você quer criar um vídeo novo com vários trechos, você pode realizar vários cortes e salvar cada um. Depois, abra o primeiro da lista e clique em File > Append. Selecione o vídeo seguinte. E assim por diante. No final, você terá um vídeo novo. Note que, se você tiver vídeos em diferentes formatos para juntar, esse processo poderá levar mais tempo.

Nas opções à esquerda, cujos padrões são “Copy”, “Copy” e “AVI”, você pode configurar qual será o formato do vídeo utilizado. Um vídeo não é apenas definido pela sua extensão (.avi, .mp4, .mkv, etc), mas sim pela forma como o vídeo foi codificado, ou seja, transformado em bits que o computador compreende. Este guia, no entanto, recomenda que você se sinta confortável com o Any Video Converter primeiro antes de se aventurar no Avidemux.

Se você quer realizar uma edição mais completa do seu vídeo, outra opção gratuita é o Windows Live Movie Maker, parte da suíte Live. No entanto, o vídeo precisa ser sempre convertido para o formato de vídeo do Windows (WMV), o que demanda mais tempo do que um corte simples no Avidemux e, dependo do lugar em que o vídeo será utilizado, não é interessante que o arquivo seja convertido duas vezes, porque ele perde qualidade a cada conversão. Entretanto, se você for executar o vídeo em outro computador com Windows, isso não será um problema.

Windows Live Movie Maker é gratuito e parte integrante da suíte Live ou do Windows XP. (Foto: Reprodução)

Convertendo seu vídeo

O Any Video Converter permite que você transforme o formato do seu vídeo para Flash, para um formato aceitável por celulares ou, ainda, para diversos outros codecs. Mas antes de se aventurar nesse mundo, conheça alguns termos:

Resolução: é a quantidade de pontos em um vídeo. Quanto maior, melhor a qualidade. Porém, é preciso que as outras configurações do vídeo (especialmente a taxa de bits) acompanhem o aumento da resolução. Caso contrário, a qualidade irá piorar. Alguns codecs também trabalham melhor com vídeos em resolução mais baixa ou mais alta.

Codec: encoder/decoder. É um software que cria uma “linguagem” de vídeo, ou seja, um software capaz de criar um vídeo e depois ler esse mesmo vídeo criado. Muitos vídeos não funcionam em alguns computadores porque o computador não possui um codec de leitura (decoder) compatível com o codec de escrita (encoder) usado para gerar o vídeo. Alguns codecs estão mais presentes do que outros, e talvez seja interessante converter um vídeo para múltiplos formatos para garantir que um deles funcione.

O codec é o formato real do vídeo. Um arquivo .AVI por exemplo pode usar vários codecs. É por isso que não é correto dizer que “meu computador só roda .AVI” ou “esse .AVI está com problema, porque meu computador roda todos os .AVI”. AVI, MKV, MP4 e outras extensões são chamadas de “contêineres” – em outras palavras, “cascas” que armazenam o vídeo de fato. O computador precisa ser capaz de abrir a “casca” e também processar o vídeo.

Taxa de bits (bitrate): quantos bits serão usados por segundo para armazenar o vídeo. Quanto mais bits podem ser usados, maior a quantidade de informação que pode ser colocada. Mas atenção: o tipo de codec utilizado influencia muito na taxa de bits. Para alguns codecs, uma taxa de bits precisa ser mais alta, já outros aceitam valores mais baixos. Isso porque cada codec foi desenvolvido para um determinado uso e é mais eficiente quando usado para as finalidades para as quais ele foi projetado. Também chamado de “taxa de transferência”.

Quadros por segundo (qps/fps): um vídeo é uma sequência de imagens. O valor de quadros por segundo identifica quantas imagens por segundo serão exibidas para formar o vídeo. Quanto maior, mais suaves serão os movimentos. Normalmente, vídeos ficam entre 23 a 30 qps. Pode ser considerado a taxa de velocidade da reprodução.

Opções do Any Video Converter se localizam à direita, onde é possível configurar a resolução do vídeo e demais opções. Na parte mais acima, o Profile (Perfil) permite selecionar uma configuração predefinida. Ele também pode pegar vídeos do YouTube. (Foto: Reprodução)

Sabendo isso, você pode configurar o Any Video Converter (AVC). Na janela principal, clique em Abrir Vídeo. Selecione o arquivo de vídeo desejado. À direita, selecione um Profile que preferir. Há opções para vídeos em Flash e também o MPEG-4 para celulares – que terá uma resolução reduzida. Note que você pode usar as opções da tesoura para também cortar seu vídeo aqui, ou a da varinha para fazer um recorte (reduzir o quadro). Depois de tudo pronto, clique em Converter. Você pode converter vários vídeos de uma só vez.

Se o vídeo ficar muito pequeno no seu ceular, aumente a resolução. Se estiver em baixa qualidade, aumente a taxa de transferência (bitrate). Se o som estiver ruim, role a janela direita um pouco para ver as opções de áudio. Normalmente, em qualquer codec de áudio escolhido, a taxa de 128kbps consegue produzir áudio de qualidade razoável.

Software é específico para trabalhar com codecs de celulares, iPhones e até PSPs. (Foto: Reprodução)

Se por algum motivo seu celular não tem suporte a mp4, o AVC só terá suporte para os vídeos padrão de celular (3GP) na versão paga. Mas isso não é problema: há um software específico para os formatos padronizados de celular, o Mobile Media Converter. Ele permite inclusive que você converta dos formatos de celular (como áudio AMR) para MP3 – e também permite o trajeto inverso.

Para as opções avançadas, clique nas setas laterais que aparecem no programa. Você poderá configurar a qualidade ou ir às opções avançadas para colocar manualmente as taxas de bits, quadros por segundo e outras – mas isso normalmente não é necessário.

Se você tiver alguma dificuldade para usar um formato de vídeo com o Mobile Media Converter, você pode converter o vídeo com o Any Video Converter ou com o Avidemux antes.

Dicas

Vídeos podem não ficar em tela inteira dependendo da resolução do aparelho e das imagens. (Foto: Altieres Rohr/Especial para o G1)

Configure o Any Video Converter antes de realizar vários trabalhos de conversão. As opções estão em Editar > Opções. Em “cabeçalhos”, coloque 2 se você tem um computador de dois núcleos ou Pentium com HyperThreading. Experimente aumentar ou diminuir essa configuração para verificar o desempenho da sua máquina na conversão do vídeo.

Para vídeos em celulares, não é preciso uma resolução alta. Porém, em aparelhos mais novos e de ponta, resoluções mais altas são necessárias. Até mesmo o padrão de qualidade alta do Mobile Media Converter possui uma resolução baixa, conhecida como QCIF (176 × 144). Vá às opções avançadas e troque para CIF (352 × 288) caso deseja utilizar esse formato, ou verifique as especificações do seu celular para reproduzir vídeos DivX, que podem ter resoluções maiores sem problemas.

Utilize os codecs Xvid e x264, pois eles são eficientes e produzem vídeos de qualidade em baixas taxas de bits.

Lembre-se de aumentar a taxa de bits quando for aumentar a resolução do vídeo, mas considere que isso terá um impacto no tamanho do arquivo.

Instale um pacote de codecs para garantir que seu computador possa executar a maioria dos vídeos. Veja essa lista do Baixatudo, mas instale apenas um!

Agora você já entende um pouco mais sobre como funcionam os vídeos e como é possível fazer cortes básicos e mudá-los de formato, reduzindo as dores de cabeça causadas pelos vários formatos de vídeos incompatíveis.

Do G1

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Em João Pessoa acontece o Fórum sobre segurança de dados na internet

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Um fórum para discutir soluções eficientes em segurança de dados na internet acontece em João Pessoa, nesta terça-feira (2). O “Security Forum” é gratuito e as inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet. O evento acontece no auditório do Shopping Sebrae a partir das 19h.

Participam do evento o especialista em segurança da informação, Vitor Vale, a vice-presidente da Comissão de Crimes Cibernéticos da Academia Brasileira de Ciências, Carmina Hissa, e o gerente de data center da HostDime Brasil, organizadora do fórum, Lucas Montarroios.

Um dos assuntos que serão discutidos no evento é a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº13.709/2018), que está prevista para ser implementada em 2020 e exige que todas as empresas ofereçam tecnologia de ponta e processos bem definidos para a segurança da informação.

Fonte: G1 PB

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Brejo.com agora é um site inclusivo com a implementação do software Audima

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Foto: Divulgação

As publicações do portal brejo.com agora podem ser ouvidas. Nós do brejo.com instalamos recentemente no início deste mês de fevereiro em todo o portal o Audima, um software que converte texto em áudio. Desenvolvido pela carioca Paula Pedroza, a implementação do Audima é simples, mas precisa ser feito pelos administradores dos websites, que vão escolher o tipo de voz e a posição da ferramenta na página. O leitor precisa apenas apertar o play.

E essa é uma característica da acessibilidade conseguida com o uso do Audima. Ele é um recurso que ultrapassa as necessidades das pessoas com deficiência visual. Analfabetos funcionais, idosos, leitores com dificuldades para compreender textos escritos, usuários que preferem ouvir ao invés de ler e até mesmo quem está em movimento é beneficiado.

Dificuldades no acesso  a informação escrita em números

Segundo pesquisa, cerca de 19% da população brasileira tem alguma deficiência na visão. 25% são analfabetos ou semi-analfabetos no Brasil. 30% apresenta presbiopia(também conhecida como vista cansada). E 32% dos brasileiros apontam a falta de tempo como principal barreira para ler.

Startup brasileira

Desenvolvida pela brasileira Paula Pedroza, a ferramenta começou a ganhar a realidade em 2016 quando a empreendedora, formada em desenho industrial e psicologia, morava em Nova Iorque.

“Sempre aprendi melhor com áudio e gosto de fazer várias coisas enquanto escuto algo”, diz Paula Pedroza, fundadora da Audima. “Comecei a prestar mais atenção nisso quando vivenciei o ‘boom’ do audiobook nos Estados Unidos, uma tendência que ganhou força por causa da proposta de libertação dos devices (dispositivos) e do investimento em tecnologia weareble (vestível)”, conta ela nas palestras de divulgação do software.

Em outubro de 2017 Paula levou sua startup para o Vale do Silício, onde participou do Pioneer Accelerator, programa de aceleração do GSV Labs. Lá, ela aperfeiçoou seu projeto com a ajuda da Amazon, IBM, Google e Facebook. Juntos eles investiram U$S 250 mil (cerca de 942 mil reais) na empresa que lançou seu produto no Brasil e hoje já soma 2,5 mil clientes. Assista no vídeo abaixo sobre a Audima.

#audioinclui

Pesquisando novas formas de modernizar e deixar o portal mais acessível, nós do brejo.com encontramos no software Audima a maneira certa para alcançar mais pessoas e inclui-las nas notícias do dia-a-dia publicada aqui no brejo.com. Onde mesmo os que não tem tempo para ler podem agora simplemente dár um Play e escutar as notícias do brejo.com enquanto faz alguma atividade, seja em casa ou no trabalho. Desta forma,  estamos agora no movimento do #audioinclui contribuindo assim para um mundo mais inclusivo e democratizando o acesso a informação e ao nosso conteúdo online.

Da redação do brejo.com

Brejo.com agora é um site inclusivo com a implementação do software Audima
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Dicas para manter a sua pequena empresa antenada na era digital

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Consultor empresarial revela as principais tendências e como serão realizados os pagamentos futuros.

A era digital e as constantes transformações trouxeram muitos desafios para o empresário que mira em inovação e experiência do consumidor. Como tornar as formas de pagamento cada vez mais práticas, eficientes e atrelar tudo isso a um atendimento e entrega ágeis?Uma pesquisa realizada em 2018 pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), constatou que 80% das empresas participantes já inserem a tecnologia como a computação e inteligência artificial nos processos.

Não podemos esquecer de que a segurança dos dados do cliente é de suma importância e deve ser priorizada pelas instituições financeiras e empresas que utilizam da prática para tornar ágil os seus serviços.

consultor empresarial, Adriano Nodari, apresenta algumas tendências futuras e uma previsão de como serão realizados os pagamentos futuros. Confira a seguir.

Pagamentos e transações online

As instituições financeiras investem a cada dia mais em plataformas e aplicativos que facilitam a vida do cliente na hora de resolver uma questão financeira, seja pagamento ou renegociações. Segundo a Febraban, em 2017 houve o aumento de 70% das transações financeiras via aplicativo de celular.

Em 2018, o Brasil foi o quarto país com mais downloads de aplicativos de acordo com a App Annie. O consultor empresarial explica que o pagamento em dinheiro tende a diminuir cada vez mais.

“O pagamento via cartão de crédito ou débito, assim como as transações online, já é uma realidade que faz parte da rotina do consumidor. O que as empresas necessitam é pensar em ferramentas de segurança e funcionalidades para melhorar a experiência na hora das compras”, acrescenta.

Como melhorar a experiência do consumidor na era digital? Aplique essas dicas:

  • Transparência: opte por plataformas em que o cliente permaneça no site da empresa na hora das compras. Além disso, é importante que o nome da empresa seja registrado na fatura do cartão de crédito e proporcione essa identificação para o cliente;
  • Flexibilidade na hora do pagamento: além das opções de pagamento disponíveis, preze por ferramentas ágeis na hora das compras, como one-click buy. Nesse caso, o cliente já terá os dados registrados na loja e pode finalizar a compra com rapidez;
  • Sistemas de rastreamento: sites transparentes sempre ganham pontos com o cliente. Mantenha o consumidor informado sobre a localização do produto e sistemas que propiciem essa transmissão online;
  • Disponibilidade para sanar dúvidas: o atendimento na hora das compras é considerado valioso para o cliente da era digital. Além das principais dúvidas que você pode registrar no próprio site, é importante disponibilizar e-mails, chats e prezar pelo bom relacionamento com o cliente;
  • Especifique o endereço da loja: seguindo as recomendações do Procon, os comércios online devem informar no site o endereço físico da loja e telefone para contato obrigatoriamente. Se portar como anônimo é prejudicial para credibilidade do seu negócio;
  • Ofereça atendimento personalizado: entre os consumidores de um comércio, compreendemos que existem preferências e comportamentos diferentes. Para filtrar e atuar com segmentação conte com o Big Data. A ferramenta proporciona uma visão detalhada sobre o comportamento do cliente na era digital no momento das compras;
  • Fique de olho no estoque: evite trabalhar com peças únicas e que necessitem de constante reposição. Nesse caso, o trabalho e a atenção devem ser dobrados. Acompanhe e organize o estoque para agilidade nas vendas e entrega. Já existem boas ferramentas de controle de estoque que podem ser integradas junto ao site e auxiliar a equipe.

Prepare o seu comércio para o atendimento em diferentes canais

O consultor de negócios salienta que o cliente da era digital segue a tendência “omnichannel”. Ou seja, estão presentes nas plataformas de consumo online, bem como redes sociais, site e pontos de venda físicos.

“O ideal é que a empresa, pequena ou média, esteja preparada para atender dentro dessas estruturas diferentes. O consumidor da era digital gosta de ter opções que possam ser integradas de acordo com o ambiente em que estiver”, pontua.

Novas experiências em pagamento

Os formatos de pagamento não param em transações online, transferências ou cartões. Num futuro muito próximo o varejo vai contar com os wearables, ou como também é definida, “tecnologia possível de vestir”.

Os wearables são acessórios que embutem alta tecnologia. São capazes de registrar distâncias percorridas, checar temperatura corporal e a frequência cardíaca. Essas ferramentas são integradas a outras plataformas, como redes sociais e smartphones, por exemplo.

Estão disponíveis em forma de relógios, pulseiras, óculos e outros. A grande novidade para o consumidor digital no Brasil foi testada durante os jogos Olímpicos de 2016. Visa e Bradesco lançaram uma pulseira que possibilitava os pagamentos via aproximação sem a necessidade de dinheiro físico ou cartões.

Além dessa comodidade para o consumidor, os varejistas conseguem “rastrear” ou detectar os clientes via dispositivo. E você, o que acha dessa ideia, como empresário e também consumidor?

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