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Ciência

Universidade desenvolve drone para monitoramento de águas

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Brasília, 18 de março de 2014 – Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com o Instituto Francês de Pesquisa e Desenvolvimento (IRD) e com as universidades federais do Amazonas (Ufam) e do Ceará (UFC) vão desenvolver um drone para ajudar no monitoramento das águas de reservatórios artificiais, lagos e rios do país.

Segundo Henrique Roig, professor do Instituto de Geociências da UnB, o objetivo do AquaVant – junção das palavras água e Vant que dá nome ao projeto – é capturar imagens difíceis de se obter em campo e por satélite e, assim, preencher uma lacuna existente no sistema de sensoriamento remoto. A intenção, em resumo, é diversificar as plataformas de observação para registrar as mudanças ambientais dos corpos d´água com mais precisão.

“O drone pode voar abaixo das nuvens logo após uma chuva forte, por exemplo, e registrar a movimentação de sedimentos na água, coisa impossível de ser vista das estações terrestres e orbitais”, diz Roig.

Entre as vantagens, o professor cita também o custo e mais agilidade na hora de detectar problemas, como manchas de óleo na água. “Com ele, é possível acessar determinada área sem precisar de pista de decolagem, piloto e co-piloto”, explica. “Vazamentos de óleo, como os ocorridos recentemente no lago Paranoá [em Brasília], também podem ser monitorados mais rapidamente com a ajuda da nova tecnologia”, acrescenta.

Regulamentação – Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants), mais conhecidos como drones, são usados para atender às mais diversas finalidades. A cada dia ficam mais comuns, mesmo sem uma regulamentação definida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No Brasil, só as aeronaves com o Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave) têm permissão para voos.

“Estamos no processo de obtenção do Cave. Enquanto a certificação não sai, os estudos são realizados com Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), embora já tenhamos toda a tecnologia para voos totalmente autônomos”, explica Roig.

O fato de não existirem estudos com drones que monitoram a qualidade das águas no país faz do AquaVant um trabalho inédito. “Drones existem às centenas, mas quase todos estão voltados para segurança, mapeamento territorial e agricultura de precisão”, observa o professor.

O projeto, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), envolve quatro pesquisadores da UnB que, em breve, começam a testar lentes e câmeras multi e hiperespectrais de pequeno porte (700g) nas aeronaves. “Nosso trabalho é descobrir qual das aeronaves servirá melhor para o transporte das câmeras e, assim, obter os resultados desejados”, diz Roig.

Para os primeiros testes, foi escolhido o modelo com seis a oito hélices e sistema eletrônico de voo e registro de imagens. Ele é chamado de multirrotor por ter vários eixos de motor, que proporcionam mais equilíbrio à aeronave. A expectativa é que exemplares de asas fixas sejam usados para sobrevoar áreas maiores no futuro.

O robô – um protótipo de 2,5kg e um metro de diâmetro – atinge uma altura máxima de 150 metros e fica no ar de 15 a 30 minutos. O tempo de duração da bateria varia de acordo com o peso dos sensores transportados.

As aeronaves são construídas pela TerraSense, empresa incubada no Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da UnB. Lentes e câmeras ainda são importadas. Para que se avalie o poder dessas lentes, “cada foto obtida por uma hiperespectral registra 232 pontos num único disparo”, conta Alexandre Moreno, mestrando e integrante do grupo de pesquisa responsável pela construção dos Vants.

Fonte: Secretaria de Comunicação da UnB

Foto: Drone em fase de teste.

Ciência

Embrapa cria tomates mais nutritivos e com maior produtividade

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Foto: Divulgação

A Embrapa está criando um novo tipo de tomate, rico em vitamina A e que terá a cor alaranjada. O tomate alaranjado da Embrapa vai entrar em teste de cultivo. Os ensaios ocorrerão no campo, em seis estados (BA, CE, DF, ES, RS e SP), e servirão para observar em condições diferentes o desenvolvimento do fruto, qualidade e produtividade, até se chegar ao híbrido que poderá gerar sementes para a produção em escala e comercialização em até três anos.

Não se trata de um produto modificado com transgênia, mas de um experimento feito a partir de sementes híbridas colhidas e catalogadas em uma “biblioteca gênica” da Embrapa, com acervo de 1.800 variedades de tomates guardadas, conforme explica Leonardo Boiteux, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da empresa.

O novo tomate em pesquisa segue o caminho de outros frutos desenvolvidos pela Embrapa que já têm as sementes disponíveis para os agricultores ou já são plantados há mais tempo, e estão à venda nos supermercados – como são os casos, respectivamente, dos tomates enriquecidos BRS Zamir e BRS Nagai.

Radicais livres
Estudos técnicos do tomate BRS Zamir, do tipo grape em formato parecido com um bago de uva, tem alto teor de licopeno – uma substância de pigmentação vermelha que favorece a captura dos radicais livres, “subproduto do metabolismo que acaba danificando o nosso próprio DNA, e outras estruturas celulares” e ajuda na prevenção de doenças de “estresse oxidativo”, como assinala Leonardo Boiteux em referência a infecções, alguns tipos de câncer, diabetes, problemas reumatológicas e neurodegenerativos.

A pesquisa com o BRS Zamir permitiu a produção do tomate alaranjado. “Se nós temos esse alto teor de licopeno, a gente pode dar um passo a frente na via metabólica e produzir um tomatinho com betacaroteno, precursor da vitamina A e disponível em cenoura e na abóbora”.

O BRS Zamir foi precedido pelo BRS Nagai, um fruto de tamanho maior, de formato cilíndrico, e que além de poder ser consumido cru na salada serve para a produção de molho, pois a polpa é mais nutritiva que outros tipos com acúmulo de água.

Os tomates desenvolvidos pela Embrapa chegam ao mercado por meio de uma parceria público-privada com a empresa Agrocinco Comércio de Produtos Agropecuários, do município de Monte Mor, próximo a Campinas no interior de São Paulo.

Os contratos são regidos pela Lei nº 10.973, de 02/12/2004 e pelo Decreto nº 5.563, de 11/10/2005, e asseguram a patente da Embrapa que recebe royalties de 5% dos recursos obtidos na comercialização. Pelo contrato, a empresa que comercializa as semetes financia parte da pesquisa e é responsável pela difusão da tecnologia e assistência aos produtores.

Conforme os indicadores do IBGE (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – Estatística da Produção Agrícola), este ano o Brasil deverá produzir 4,5 milhões de toneladas de tomate, 3,5% acima da produção do ano passado em uma área cultivada de 66 191 hectares, 2,4% menor do que em 2017.

Fonte: Agência Brasil

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Adolescentes encontram fósseis de mastodonte de cerca de 10 mil anos no RN

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Crédito: UFRN

Fragmentos de fósseis de um pré-histórico mastodonte foram encontrados em uma fazenda do município de Florânia (RN), região central do Estado, a 229 km de Natal. Segundo pesquisadores da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), o material é composto por pedaços da presa de marfim e da mandíbula com dentes molares do animal.

O material foi recolhido pela equipe do MCC (Museu Câmara Cascudo), da UFRN, e levado para análise em Natal, na sexta-feira (12). Os fósseis passarão por processo de limpeza e, depois, pesquisadores farão estudos complementares para datação do material.

Esta é a primeira vez que fósseis de mastodonte são encontrados em Florânia. Segundo pesquisadores da UFRN, fósseis do animal já foram descobertos em todos os Estados brasileiros, com exceção do Tocantins. Os mastodontes viveram há cerca de 10.000 anos nas Américas do Norte e do Sul. A espécie é da família dos mamutes.

A descoberta em Florânia ocorreu quando dois adolescentes, Ana Karollina da Silva, 12, e o irmão dela Edvan Galdino Neto, 14, se banhavam no rio de uma fazenda, na semana passada. Eles observaram no leito que havia materiais semelhantes aos ossos de um animal pré-histórico e chamaram o pai, Edmilson Galdino, que é vaqueiro da fazenda.

pesquisador-mostra-fosseis-de-mastodonte-encontrados-no-rnGaldino informou sobre o achado ao proprietário da fazenda, que acionou o arqueólogo Astrogildo Cruz. O pesquisador analisou o potencial do material junto com o arqueólogo Orlando Figueredo, professor de Geologia da UFRN, e informaram a descoberta dos fósseis ao Museu Câmara Cascudo.

A paleontóloga e diretora do MCC, Maria de Fátima Ferreira dos Santos, coordenou os trabalhos de expedição em Florânia e confirmou a existência do fóssil. O museu faz parte da Rede Universitária de Museus da UFRN e possui um setor de paleontologia com metodologias de coleta de amostras e dados em campo para embasamento e organização das coleções científicas. Agora os fósseis serão estudados pela Universidade.

Fonte: noticias.uol

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Trânsito de mercúrio é acompanhado pelos sergipanos

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O planeta Mercúrio passou na frente do disco solar nesta segunda-feira (9). Esse é um fenômeno que acontece a cada 100 anos, o trânsito durou cerca de 7h30. Em Sergipe, o fenômeno pode ser observado a partir 9h na Casa de Ciência e Tecnologia de Aracaju (CCTECA). A entrada foi gratuita.

De acordo com a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), os visitantes tiveram acesso aos telescópios e orientações com monitores. Além disso, foi discutidos temas como Mercúrio, sistema solar e observações astronômicas.

Do G1 SE / Foto ilustrativa

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