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Saúde

Profissionais estrangeiros poderão ficar por mais três anos no Mais Médicos

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A presidenta Dilma Rousseff anunciou, na manhã desta -sexta-feira (29), que os municípios com médicos brasileiros formados no exterior e estrangeiros poderão contar com os profissionais por mais três anos. Durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, a presidenta assinou uma Medida Provisória (MP) que prorroga por três anos o prazo que permite a atuação de médicos sem diploma revalidado no Brasil para que continuem atuando no Programa.

A MP foi proposta ao governo federal pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), pela Associação Brasileira de Municípios (ABM) e pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS). Para as entidades, é essencial a permanência dos 7 mil médicos graduados fora do Brasil que encerrariam o período de atuação em 2016.

De acordo com a FNP, a ABM e o CNS, muitas cidades dependem dos médicos intercambistas para manter os serviços básicos de saúde à população, e a descontinuidade criaria um caos nas cidades em período eleitoral. Os gestores também consideram que os significativos resultados gerados pela atuação dos profissionais, dos quais 73% são intercambistas, justificam a prorrogação do tempo de atuação.

Entre os profissionais intercambistas que vêm de mais de 40 países, além dos médicos brasileiros e cubanos, 98% manifestaram o interesse em permanecer no Brasil, segundo pesquisa realizada com o apoio da Universidade de São Paulo e da Organização Pan-Americana da Saúde.

O Ministério da Saúde e a prefeitura de São Paulo também assinaram, nesta sexta-feira (29), um termo de cooperação (TC). O objetivo é expandir em 160 o número de profissionais do Mais Médicos atuando na capital paulista. O acordo estabelece que o município ficará responsável por pagar a bolsa formação dos médicos, além de moradia e alimentação.

O Ministério da Saúde permanece responsável por financiar as bolsas até o limite máximo de profissionais estabelecidos pelo Programa. Caso o município queira exceder, a prefeitura pode assumir os custos. Caberá ao governo federal selecionar os profissionais, garantir o curso de especialização e realizar a supervisão dos médicos, bem como emitir registros e monitorar o acolhimento dos médicos intercambistas.

Edital de reposição

Também foi divulgado o resultado das inscrições de médicos e adesões de municípios ao atual edital de reposição. Foram 2.894 profissionais brasileiros CRM Brasil com inscrições validadas para 1.374 vagas em 712 municípios e 3 distritos indígenas. Os participantes inscritos puderam escolher as preferências de cidade esta semana, e a lista com a alocação será publicada no dia 2 de maio.

Depois disso, os profissionais deverão confirmar o interesse em ocupar a vaga e se apresentarem no município com a documentação necessária. A previsão é que os candidatos selecionados iniciem as atividades em 16 de maio. Caso as vagas não sejam preenchidas na chamada de médicos com CRM Brasil, serão abertas inscrições para brasileiros que se formaram no exterior.

Curso de preceptoria

O Ministério da Saúde divulgou o resultado das inscrições no curso de preceptoria em Medicina de Família e Comunidade (MFC) ofertado pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC). Dos 1.151 residentes em MFC atualmente no País, 989 se inscreveram para fazer a especialização em preceptoria, ou seja, 86%.

Nos Estados de Goiás, Maranhão e Roraima, 100% dos residentes se matricularam. No Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins, mais de 90% dos residentes se candidataram. Os maiores quantitativos absolutos de residentes que aderiram se encontram no Rio de Janeiro (311) e em São Paulo (147).

Existem, atualmente, em torno de quatro mil médicos formados em MFC no País. Os 1.151 residentes somente deste ano já incrementam em mais de 25% o número de especialistas – e 86% já se formarão preceptores simultaneamente, podendo assim, em breve, atuar em residências na área. Isso vai facilitar a expansão de vagas nesses programas de residência.

O curso de especialização em preceptoria foi lançado com o objetivo de estimular a formação de preceptores em MFC. Puderam se inscrever residentes de primeiro, segundo ou terceiro anos. Com duração de dois anos, o curso pagará aos residentes uma bolsa mensal custeada pelo Ministério da Saúde, no valor mensal de R$ 2,5 mil.

Sobre o Programa

Criado em 2013, o Mais Médicos ampliou a assistência na Atenção Básica, fixando médicos nas regiões com carência de profissionais. O programa conta com 18.240 médicos em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), levando assistência para cerca de 63 milhões de pessoas. Somando com os residentes em Medicina de Família e Comunidade, esse número chega a 65 milhões de brasileiros beneficiados.

Além do provimento emergencial de médicos, a iniciativa prevê ações voltadas à infraestrutura e expansão da formação médica no País. No eixo de infraestrutura, o governo federal está investindo na expansão da rede de saúde. São mais de R$ 5 bilhões para o financiamento de construções, ampliações e reformas de 26 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Já as medidas relativas à expansão e reestruturação da formação médica no País, que compõem o terceiro eixo do programa, preveem a criação, até 2017, de 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina e 12,4 mil vagas de residência médica para formação de especialistas com o foco na valorização da Atenção Básica e outras áreas prioritárias para o SUS. Destas, já foram autorizadas 5.849 vagas de graduação e 7.782 vagas de residência.

Do Portal Brasil com informações do Ministério da Saúde

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Saúde

Camila sugere que Governo do Estado inclua o profissional de nutrição nas escolas

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A deputada estadual Camila Toscano (PSDB) apresentou na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) um projeto de Indicação 96/2019 sugerindo ao Governo do Estado a inclusão do nutricionista no quadro de servidores das escolas públicas com o objetivo de acompanhar e avaliar o cardápio de alimentação nas unidades escolares da rede pública e garantir que os alunos tenham uma alimentação de qualidade e adequada ao desenvolvimento saudável.

“Os espaços destinados à comercialização de alimentos nas escolas, geralmente terceirizados, disponibilizam, na maioria dos casos, alimentos industrializados. Esse tipo de alimento possui alta quantidade calórica em pequenas porções e baixa concentração ou ausência de nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento das crianças e dos adolescentes”, destacou a deputada.

Camila defende na matéria que o profissional nutricionista poderá atuar realizando orientação nutricional aos pais dos alunos, professores e funcionários, de forma a disseminar conhecimentos importantes relacionados às implicações de uma alimentação saudável, promovendo a mudança de hábitos alimentares e da adoção de novas práticas para uma vida saudável a começar pela escola.

Assessoria

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Saúde

Abraço pode reduzir efeitos da ansiedade, aliviar dores e diminuir riscos de algumas doenças

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Abraço de urso, abraço ponte ou abraço camarada, qual o seu preferido? Nesta quarta-feira (22), Dia do Abraço, a psicóloga do Hapvida em João Pessoa, Joyce Pontes, explica os tipos deles e ainda atesta uma série de benefícios desse gesto, que pode ser visto com várias propriedades terapêuticas. “É bom, é de graça, pode reduzir os efeitos da ansiedade, aliviar dores, diminui riscos de algumas doenças, melhorar a autoestima e a confiança, além de despertar a empatia e a compreensão das pessoas ao seu redor”, opina.

A especialista explica que o abraço contribui com a redução dos efeitos da ansiedade, tendo em vista que acaba diminuindo os níveis de cortisol no sangue. “Também eleva o nível do humor, pois ativa a produção de um neurotransmissor chamado serotonina, conhecido como o hormônio da felicidade e oxitocina o do amor”, ressalta.

Joyce Pontes

Joyce afirma que o abraço também tem o poder de relaxamento, a partir do momento em que diminui os níveis de cortisol, hormônio responsável pelo estresse, aliviando as tensões e fazendo com que o outro se sinta mais leve.

Além de reduzir a ansiedade, estudos indicam que o abraço atua diretamente no combate a algumas doenças. “Quando somos abraçados o nosso cérebro produz a endorfina, que é responsável pelas dores que sentimos, com isso, as dores diminuem. Não só as dores emocionais como também as dores do corpo”, esclarece a psicóloga, que acrescenta: “Ele também atua na redução da pressão arterial, fortalece o sistema imunológico e, através da produção da dopamina, diminui os riscos de doenças degenerativas”.

Se há quem busca queimar algumas calorias, lá está ele: o famoso abraço atuando mais uma vez. “Abraçar é uma ação benéfica para o corpo por diversos aspectos. Estudos apontam que em um único abraço é possível perder até 12 calorias, devido ao movimento que se realiza nessa prática”, aponta a especialista.

Tipos de abraço – Mas afinal, como definir esse ato que promove benefícios à saúde dos indivíduos e proporciona a alegria em diversas pessoas? A psicóloga explica o abraço é uma espécie de comunicação não verbal e que pela forma como esse abraço é cedido pode designar características da personalidade do sujeito. Joyce pontes destacou alguns deles.

–  Abraço camarada é aquele dado com um leve tapa nas costas, geralmente acontece entre homens, demonstrando amizade e alegria. Porém, revelando pouca ou nenhuma intimidade com o outro;

–  Abraço de urso é aquele bem apertado, sem maldade, que significa respeito, gratidão e consideração, sendo ele bem comum em momentos de dor ou de muita alegria;

–  Um terceiro tipo de abraço e que é bem conhecido entre os apaixonados é o abraço que acontece juntamente com “olhos nos olhos”, demonstrando uma forte intimidade, conexão, afeto, e para os casais significa amor, respeito e cumplicidade;

– Existe ainda o abraço ponte, onde os corpos ficam bem afastados um do outro e geralmente acontece em situações bem embaraçosas, demonstrando falta de intimidade, quase nenhuma conexão, rancor, desconforto ou até mesmo que a pessoa não deseja ter aproximação.

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Saúde

Ministério da Saúde prepara campanha de vacinação contra sarampo

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Foto: Divulgação / Agência Brasil

O Ministério da Saúde está preparando uma campanha de vacinação contra o sarampo, que deverá ser iniciada em todo o país no dia 10 de junho. A informação foi confirmada pelo próprio ministério.

Neste ano, o ministério já confirmou 83 casos de sarampo no país, sendo 43 deles no Pará, 27 em São Paulo, quatro no Amazonas, três em Santa Catarina, três em Minas Gerais, dois no Rio de Janeiro e um em Roraima. Deste total, 27 são autóctones e todos eles de residentes no Pará. Os demais casos foram importados de outro país ou ainda não foi possível identificar a fonte de infecção. De janeiro a maio do ano passado, o ministério havia notificado 117 casos de sarampo no país, com dois óbitos.

Dos casos importados, 19 deles ocorreram em um surto da doença dentro de um navio de cruzeiro em Santos, no litoral paulista. O mesmo navio também provocou três casos de sarampo em Santa Catarina e um caso no Rio de Janeiro.

O sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa, viral e contagiosa, transmitida pela fala, tosse e espirro. Os sintomas da doença são febre alta [acima de 38,5º C], tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele e brancas na mucosa bucal. A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. A vacina que protege contra a doença é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.

As complicações mais comuns do sarampo são infecções respiratórias, otites, doenças diarreicas e doenças neurológicas. As complicações do sarampo podem deixar sequelas, tais como a diminuição da capacidade mental, a cegueira, a surdez e o retardo do crescimento. O agravamento da doença pode levar à morte de crianças e adultos.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Em março deste ano, no entanto, o Ministério da Saúde confirmou à Opas um caso de sarampo endêmico ocorrido no Pará, no mês de fevereiro. Com isso, o Brasil perderá a certificação de país livre da doença e precisará iniciar um plano para retomar o título dentro de 12 meses.

Segundo o ministério, o governo federal estabeleceu a cobertura vacinal como meta prioritária da gestão de saúde no país. Nessa agenda de prioridades, o ministério lançou, em abril, o Movimento Vacina Brasil, buscando reverter o quadro de queda das coberturas vacinais no país dos últimos anos.

Fonte: Agência Brasil

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