Conecte-se conosco

Saúde

Secretário de SP diz que Zika requer atenção multidisciplinar

Publicados

em

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, David Uip, disse nesta quarta-feira (6) que os governos, federal e estaduais têm de estar preparados para apoiar as famílias com crianças com sequelas decorrentes da infecção causada pelo vírus Zika. Segundo ele, essa assistência tem que abranger diversas frentes, uma vez que os bebês que foram vítimas da doença durante a gestação podem apresentar vários problemas.

“Essas má-formações, quando ocorrem, são má-formações extremamente importantes. E o estado tem que ter competência para dar assistência para a mãe, para a família e para essa criança que vai nascer. Uma assistência multidisciplinar”, enfatizou ao abrir um seminário sobre o tema, em São Paulo.

O diretor o Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, destacou que, apesar da microcefalia ser o sintoma mais conhecido, existem outros problemas neurológicos que podem ser causados pelo vírus.

Hage disse que “20% das crianças com manifestações neurológicas achadas em exames de imagem não apresentaram no primeiro exame microcefalia. Ou seja, seriam considerados falsos negativos e poderiam ser perdidos do ponto de vista do acompanhamento e toda a abordagem que deve ser oferecida para essa criança”.

Síndrome congênita

Por isso, os problemas decorrentes da infecção por Zika e outras doenças capazes de afetar o desenvolvimento do feto devem, de acordo com o diretor, ser tratadas como uma síndrome congênita. “Juntando essas peças vai ser possível caracterizar a síndrome e migrar da fase atual, da detecção a partir de casos de microcefalia, para algo mais amplo, detectando e acompanhando todas as crianças que tenham manifestado má-formações congênitas com as sérias consequências que têm sido observadas”, disse, ao lembrar que ainda há muitas dúvidas a respeito dos sintomas e características que podem estar relacionadas ao vírus.

A neurologista infantil do Instituto de Medicina Integrada Fernando Figueira (Imip), Ana Maria Campos Van Linden, acompanhou 85 bebês com sequelas ligadas ao vírus zika dos cerca de 200 que nasceram na instituição, em Recife (PE). Além dos problemas na formação do crânio e cérebro, a médica identificou alterações comportamentais e outras má-formações nessas crianças.

Como o vírus tem preferência por atacar as células que formam o sistema nervoso, Ana Maria disse que também foram identificadas deficiências na medula espinhal de parte dos recém-nascidos, o que causando deformidades nos membros.

Capacidade visual

A deficiência visual é, segundo a neurologista, outra característica comum às crianças acometidas pela síndrome congênita associada ao Zika. Esse problema vai se tornando mais evidente, de acordo com Ana Maria, a partir do desenvolvimento do bebê. “Não que a doença faça a capacidade visual regredir. Mas é que. à medida em que ela vai crescendo, você vai tendo uma expectativa de capacidade visual maior e isso você não está acontecendo”.

A dificuldade para dormir e a irritabilidade dos recém-nascidos são outro sintoma, que, segundo a médica, causa muitos problemas aos pais, uma vez que a criança precisa de vigilância intensa. “O que a gente faz com eles é fisioterapia e terapia ocupacional”, diz, sobre o tratamento dedicado aos acometidos pela síndrome.

“O que a gente nota é que ele tem uma boa resposta na evolução. A irritabilidade dessas crianças, que é extrema no primeiro e segundo mês de vida, a partir do terceiro mês começam a melhorar. Em torno de seis meses, essas crianças dormem. Existe uma melhora nítida nisso. Se a fisioterapia está funcionando, é uma dúvida. Eu acredito que sim”, acrescenta, sobre os resultados das medidas.

Agência Brasil

Avalie esta postagem
Apoio

Cidades

Fogueiras e fogos de artifício podem prejudicar a visão

Publicados

em

Os cuidados devem ser redobrados ao assistir os fogos de artifício.

A temporada de festas juninas traz, além de música caipira, comidas e bebidas típicas, muita fogueira e fogos de artifício. Não há quem não goste de apreciar os espetáculos pirotécnicos ou de se esquentar na beira da fogueira. No entanto, brincar com fogo exige cuidados para evitar acidentes graves, não só com queimaduras no corpo, como também na região dos olhos. As informações são do Portal Correio.

“A irritação por causa da fumaça pode desenvolver uma conjuntivite ou, em casos mais graves, uma ceratite”, explica o oftalmologista Hilton Medeiros (FOTO), da Clínica de Olhos Dr. João Eugênio. Segundo o médico, não é recomendado ficar muito próximo das fogueiras nem olhar fixamente para o fogo por longo tempo.

Os cuidados devem ser redobrados ao assistir os fogos de artifício, pois os fragmentos liberados durante as explosões podem perfurar o globo ocular, causando transtornos oculares ou comprometimento da visão. “Quando o dano ocorre nas pálpebras, pode haver deformidades sérias, com retração, perda de tecido e ressecamento, comprometendo a superfície ocular”, explica o especialista.

Casos mais graves

Mesmo queimaduras leves podem atingir a córnea e causar a diminuição da sua transparência, comprometendo seriamente a visão. Casos mais graves, com opacidade total da córnea, podem resultar em cegueira e, em algumas situações, é necessário fazer o transplante da córnea para restabelecer a visão.

Se a pólvora entrar em contato com os olhos, a orientação é lavar abundantemente com água corrente ou soro fisiológico sem esfregar. Não utilize colírio ou pomada por conta própria, muito menos coloque gelo no local afetado. Óculos de sol ou de grau e lentes de contato não protegem os olhos dos fogos de artifício, ao contrário, costumam agravar a situação.

Todos os casos que envolvem queimadura ocular precisam ser analisados e tratados por um especialista, pois a área é muito sensível e requer cuidados imediatos.

Fonte: Pbvale

Avalie esta postagem
Continue lendo

Saúde

Acaba exigência de reavaliação pericial a aposentados por HIV/Aids

Publicados

em

Pedro França/Agência Senado

Portadores de HIV/Aids aposentados por invalidez estão dispensados de reavaliação pericial. A regra está prevista na Lei 13.847, publicada nesta sexta-feira (21) no Diário Oficial da União.

A norma foi promulgada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, depois que o Congresso rejeitou, no dia 11 de junho de 2019, o veto total (VET 11/2019) ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 188/2017, aprovado em abril.

O texto foi proposto pela Articulação Nacional de Saúde e Direitos Humanos, uma entidade que luta por direitos das pessoas que vivem com HIV/Aids. Apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o projeto foi aprovado na forma de um substitutivo do senador Romário (Podemos-RJ).

O argumento da proposta é de que que a pessoa aposentada por invalidez já passou por diversos períodos de auxílio-doença, o que atesta a degradação de sua saúde e a irreversibilidade dessa condição.

Agência Senado

Avalie esta postagem
Continue lendo

Saúde

Hemocentro altera horário de atendimento aos doadores de sangue no feriadão

Publicados

em

O Hemocentro da Paraíba vai alterar o horário de atendimento aos doadores de sangue nos feriados de Corpus Christi e de São João.  Nesta quinta-feira (20), feriado de Corpus Christi, não haverá atendimento ao doador de sangue. Na sexta-feira (21), a instituição retomará as atividades normais, das 7h até as 17h30, e no sábado (22), das 7h às 17h. Já no São João, o Hemocentro estará fechado na segunda-feira (24), devido ao feriado local, e voltará às atividades normais na terça-feira (25).

Para doar sangue é preciso atender critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Podem fazer a doação pessoas que estejam em boas condições de saúde, com idade entre 16 a 69 anos, sendo que o limite de idade para a primeira doação é de 60 anos e doadores com idade de 16 a 17 anos precisam estar acompanhados do responsável legal (pai ou mãe).

Também é necessário pesar acima de 50 kg; ter repousado no mínimo 6 horas na noite antes da doação; e estar bem alimentado, evitando alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação; outros critérios serão avaliados pela equipe da triagem clínica.

No dia da doação também é preciso apresentar um documento original com foto, emitido por órgão oficial, sendo aceito a carteira de identidade (RG), carteira profissional e carteira de motorista.

A coordenadora de Ações Estratégicas do Hemocentro da Paraíba, Elaine Farias de Santana, lembra a importância da doação regular de sangue. “Precisamos que as pessoas contribuam fazendo sua doação periodicamente. Homens podem doar até 4 vezes no ano, respeitando o intervalo mínimo de 60 dias entre as doações e as mulheres podem doar até 3 vezes ao ano, com intervalo de pelo menos 90 dias”, ressaltou.

Ela explica ainda que o Hemocentro garante os estoques de sangue de mais de 30 unidades de saúde de João Pessoa e região Metropolitana. O sangue é essencial para os atendimentos de urgência, realização de cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doenças crônicas, como a Doença Falciforme e a Talassemia, além de doenças oncológicas variadas que, frequentemente, necessitam de transfusão. Apenas uma doação pode beneficiar até quatro pessoas.

Confira o cronograma de funcionamento do Hemocentro

•    DIA: 20/06 (quinta-feira): FECHADO
•    DIA: 21/06 (sexta-feira): Das 7h às 17h30
•    DIA: 22/06 (sábado): Das 7h às 17h
•    DIA: 24/06 (segunda-feira): FECHADO

Fonte: Secom-PB

Avalie esta postagem
Continue lendo
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio

Mais Lidas