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Educação

Começam hoje matrículas dos aprovados em primeira chamada no Sisu

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Foto: Ilustração

Começam hoje (3) as matrículas para os candidatos selecionados na chamada regular da primeira edição deste ano do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Elas poderão ser feitas até a próxima quarta-feira (8), a critério das instituições de ensino. Os candidatos devem estar atentos ao cronograma e aos procedimentos estabelecidos pelas instituições, já que não haverá outra chamada para os selecionados na primeira opção de curso.

No dia 16 de fevereiro, serão convocados os candidatos que integram a lista de espera do Sisu, aqueles que não foram selecionados em nenhuma das opções na chamada regular e aqueles selecionados na segunda opção, independentemente de terem feito a matrícula. Para integrar a listas de espera, o participante deve manifestar interesse até o próximo dia 10.

Cerca de 2,5 milhões de estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 se inscreveram no Sisu para o primeiro semestre de 2017. Como o sistema permite que o candidato faça duas opções de curso, o número de inscrições chegou a quase 5 milhões.

Ao todo, são ofertadas 238.397 vagas em cerca de 6,4 mil cursos de 131 instituições públicas, entre universidades federais e estaduais, institutos federais e instituições estaduais.

A lista de selecionados em cada instituição, o edital e o cronograma de chamadas estão disponíveis na página do Sisu na internet.

Da Agência Brasil

Educação

Golfinho encontrado morto em praia da Paraíba será usado em ações de educação ambiental

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O golfinho da espécie cabeça-de-melão, que foi encontrado morto, na manhã desta quarta-feira (16), na Praia de Formosa, em Cabedelo, será usado em ações de educação ambiental, para conscientizar crianças e adultos sobre a importância da preservação da fauna marinha. O animal apresentava visíveis sinais de que foi machucado por rede de pesca, antes de morrer.

Equipes do Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb) já estão com o golfinho e vão fazer um trabalho de taxidermia (popularmente conhecido como empalhamento) para que o animal seja usado nas ações educativas.

O golfinho tem mais de 2 metros de comprimento. A presença dele no litoral paraibano não é muito comum, mas chega a ser registrada em períodos de passagem. Os ferimentos da rede foram constatados principalmente na parte da cabeça do animal. O BPAmb alerta que a pesca predatória é considerada crime ambiental, com detenção de até 3 anos e multa que varia de 700 reais até 100 mil.

Assessoria/BPAmb

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Educação

MPPB discute perspectiva para a educação na pandemia com representantes do Estado e PMJP

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O Ministério Público da Paraíba realizou, nesta terça-feira, reuniões com as Secretarias de Saúde e de Educação do Estado e com representantes da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) para discutir as perspectivas para a educação, diante da pandemia, no Estado e na Capital.

A primeira reunião teve a participação do procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho; do corregedor-geral do MPPB, Alvaro Gadelha; do procurador de Justiça Francisco Sagres; dos promotores de Justiça Raniere Dantas (coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Saúde) e Juliana Couto (coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Educação); do secretário de Educação, Cláudio Furtado; e do secretário executivo da Saúde, Daniel Beltrame.

O procurador-geral agradeceu a presença dos secretários e destacou que o Ministério Público está acompanhando as questões referentes à educação e retomada das aulas presenciais de forma gradual e com segurança. 

O secretário Cláudio Furtado falou sobre o Plano Educação para Todos em Tempos de Pandemia (PET-PB) que define o processo de retomada das aulas presenciais de modo seguro e que o retorno na modalidade híbrida estava previsto para o dia 1º de março na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Entretanto, devido ao agravamento da pandemia, o retorno gradual foi prorrogado. O secretário afirmou que o plano consiste em três etapas de retomada do sistema híbrido.

O secretário Daniel Beltrame explicou que é preciso avaliar o cenário epidemiológico nos próximos 15 dias para averiguar o impacto das últimas medidas restritivas tomadas pelo Estado, ressaltando que as escolas são locais de encontros obrigatórios. Ele falou ainda que, a cada etapa da reabertura, conforme o PET-PB, o Estado fará o inquérito sorológico.

O promotor Raniere Dantas falou sobre a necessidade de ser observada a singularidade de cada local para definição do retorno de aulas presenciais. A promotora Juliana Couto apontou que os gestores públicos devem olhar a educação como prioridade, destacando que a reabertura deve ser gradual e com cumprimento de todos os protocolos sanitários. Ele pontuou ainda os prejuízos pedagógicos para os estudantes com as escolas permanentemente fechadas.

O corregedor-geral destacou que a primazia deve ser a questão da segurança de acordo com a realidade da pandemia no momento. O procurador Francisco Sagres defendeu a implantação gradual do sistema de ensino híbrido com protocolos rígidos.

Ao final, os secretários informaram que, caso se mantenha o cenário de melhora da pandemia, como registrado nos últimos dias, haverá o prosseguimento do PET-PB, com previsão de retorno das aulas presenciais dentro do sistema híbrido ainda para este mês de abril.

Reunião com o Município

Na segunda reunião, os representantes do MPPB debateram sobre as medidas relacionadas à rede municipal de ensino da Capital com o procurador-geral do Município, Bruno Nóbrega, e com a diretora da Vigilância em Saúde, Aline Grisi. 

A diretora Aline Grisi explicou que haverá uma transição gradativa e monitorada e que todos os protocolos para as escolas municipais já estão prontos. Ela informou ainda que existe um comitê avaliando o cenário epidemiológico para a tomada de decisão sobre o nível da transição. 

Ainda conforme a diretora, haverá fiscais exclusivos nas escolas, cronograma de sanitização das unidades e testagem em massa de forma a garantir um ambiente seguro para estudantes e profissionais da educação.

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Cidades

Estudo reúne pesquisas sobre educação na pandemia

Suspensão de aulas presenciais mostrou uma série de desigualdades

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A pandemia do novo coronavírus teve grande impacto na educação brasileira em 2020. A suspensão das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares evidenciou uma série de desigualdades, deixando, inclusive, estudantes sem atendimento. A publicação Retratos da Educação no Contexto da Pandemia do Coronavírus – Um olhar sobre múltiplas desigualdades reúne cinco estudos, realizados entre maio e julho de 2020, que se propuseram a coletar dados e depoimentos sobre o ensino no país. 

“A ideia é ter um material que traga as visões de diferentes atores, como foi esse período para os professores, como foi para os pais, como foi para os gestores, em se tratando de tomada de decisão para a educação. Assim, passar uma visão completa de qual foi o cenário educacional nesse período”, explica o diretor-fundador do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), Ernesto Faria, um dos participantes do estudo. 

A compilação pode, de acordo com Faria, servir como subsídio para que redes de ensino e escolas possam se preparar melhor para 2021. “[A pandemia] é um período que gera várias desigualdades. A gente precisa entender quais desigualdades são essas para daí poder tentar se antecipar a alguns problemas, como a evasão dos alunos”, diz. 

Uma das pesquisas que integram a publicação, realizada pela Fundação Lemann, o Itaú Social e Imaginable Futures, mostra que três meses depois do início da suspensão das aulas presenciais, ainda havia cerca de 4,8 milhões de estudantes, o equivalente a 18% do total de alunos do ensino fundamental e do ensino médio da rede pública, que não teriam recebido nenhum tipo de atividade, nem por meios eletrônicos, nem impressos. 

Além disso, mais de quatro em cada dez estudantes, o equivalente a 42%, não teriam, segundo seus familiares, equipamentos e condições de acesso adequados para o contexto da educação não presencial. Ficaram também evidentes desigualdades regionais. Enquanto quase sete em cada dez estudantes do ensino médio na região Sudeste tiveram aulas online mediadas por seus professores, essa proporção foi de pouco mais de quatro em cada dez nas regiões Nordeste e Sul.

Um dos grandes impactos a ser sentido ainda este ano, de acordo com Faria, poderá ser o aumento da evasão escolar daqueles que não seguirão estudando em 2021. Mais de um em cada quatro jovens do ensino médio já pensou em não voltar para a escola ao final do período de suspensão das aulas, segundo estudo realizado pelo Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e por parceiros. 

Com análise e texto de Ana Lúcia Lima, da Conhecimento Social, integram a publicação a Fundação Carlos Chagas, Fundação Roberto Marinho, Fundação Lemann, o Itaú Social, Instituto Península e Iede. O estudo está disponível na íntegra na internet.

Agência Brasil

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