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Política

Camila cobra providências do Governo para greve da UEPB que já que dura 97 dias

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A deputada estadual Camila Toscano (PSDB) lembrou que os professores da Universidade Estadual da Paraíba estão em greve desde o dia 6 de abril, deixando sem aula 23 mil alunos e estancando a produção cientifica e o desenvolvimento de projetos que beneficiam diretamente a população. “A greve que já dura 97 dias é em função da falta de condições de trabalho e em decorrência do não repasse de recursos e desrespeito à autonomia da instituição por parte do Governo do Estado. Mesmo com esse tempo todo em greve, o governador não se prontifica a receber a categoria para discutir a situação. Ele quer que a greve continue, pois quer tirar dos paraibanos um grande patrimônio que é a UEPB”, disse.

Camila lembrou que em duas greves de professores e funcionários entre os anos de 2013 a 2016 a instituição perdeu 15.128 alunos. Isso, sem levar em consideração os estudantes que desistiram dos cursos com essa greve atual e aqueles que não conseguiram entrar na universidade em decorrência do corte de um período, motivado por problemas financeiros.

Além dos prejuízos gerados à comunidade acadêmica, a sociedade, segundo a deputada, paga um alto preço pelo descaso do Governo do Estado com a educação. Ela destacou o desenvolvimento de projetos importantes que beneficiam a população. Entre as pesquisas que interferem no dia a dia da população está a que descobriu uma técnica que torna possível o cultivo de feijão em regiões de escassez de água, usando o ácido salicílico e outra para produzir frangos caipira em apenas 90 dias de criação e com custos até 30% menores em relação a produção convencional feita nas granjas, usando “equipamentos alternativos” como bacia de zinco e uma iluminação específica com pouca luz.

Na área de saúde, foi feita a confecção de kits com objetos destinados ao tratamento de bebês portadores de microcefalia e de outras deficiências; e desenvolvida a técnica inovadora de reabilitação para a melhoria motora de pessoas que sofrem com lesão medular, utilizando um equipamento chamado de Estimulador Magnético Transcraniano.

Meio ambiente – A instituição tem um projeto de coleta seletiva, melhorando a vida dos catadores de resíduos sólidos; e o programa de arborização “Adote uma Árvore” que tem 10 anos e já cultivou e distribuiu mais de 300 mil mudas.

Tecnologia – A UEPB desenvolveu um software onde a população tem acesso aos pagamentos da folha de pessoal de forma mais simples, garantindo transparência e acesso à informação. Também tem uma plataforma livro digital com mais de três milhões de downloads de livros diversos, difundido o conhecimento e o hábito da leitura.

Assessoria

Cidades

Assembleia realiza sessão para discutir os projetos “Caminhos do Frio” e “Raízes do Brejo”

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A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realiza, nesta quarta-feira (12), uma Sessão Especial para debater os projetos de rotas culturais “Caminhos do Frio” e “Raízes do Brejo”. A propositura, de autoria do deputado Lindolfo Pires, tem o objetivo de discutir a importância dos projetos no calendário estadual para a valorização do turismo no interior da Paraíba.

Para o parlamentar, as duas rotas culturais se estabeleceram como os eventos mais importante para a região do brejo paraibano. “Trata-se de um programa que valoriza a gastronomia, o patrimônio cultural, histórico e as riquezas naturais, com uma vasta agenda realizada pelo Fórum de Desenvolvimento Turístico Sustentável do Brejo Paraibano”, destacou o deputado.

São integrantes do “Caminhos do Frio” os municípios de Alagoa Nova, Alagoa Grande, Arara, Araruna, Areia, Bananeiras, Borborema, Campo de Santana, Guarabira, Matinhas, Pilões, Pirpirituba, Serraria e Solânea. Já o “Raízes do Brejos” passa pelas cidades de Belém, Alagoinha, Duas Estradas, Lagoa de Dentro, Serra da Raiz, Borborema, Dona Inês e Pilõezinhos e Pirpirituba.

Os programas também contam com o apoio da Associação de Turismo Rural e Cultural de Areia (Atura), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado da Paraíba (Sebrae-PB), Governo do Estado e prefeituras.

Assessoria

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Política

Eleições: voto em trânsito pode ser pedido até dia 23

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Foto: Divulgação

Os eleitores que estarão fora do seu domicílio eleitoral no período das eleições deste ano, marcadas para outubro, têm mais três dias para pedir a autorização à Justiça Eleitoral se pretendem votar em outras cidades.

O prazo para o requerimento começou em 17 de julho e termina na próxima quinta-feira (23), podendo ter validade tanto para o primeiro quanto para o segundo turno, ou ambos.

O voto em trânsito está previsto em leis, como o Código Eleitoral, mas segue algumas restrições. Essa habilitação apenas pode ser usada em capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores. Outro limite tem relação com o alcance territorial.

Se a pessoa estiver fora do estado onde tem domicílio eleitoral, o voto em trânsito vale apenas para a escolha do candidato a presidente da República. No caso do deslocamento ser dentro da unidade da Federação em que vota, ele poderá usar a autorização para escolher também governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Para conseguir votar nestas condições, os eleitores precisam apenas apresentar um documento oficial com foto em qualquer cartório eleitoral e solicitar sua habilitação, indicando onde estará durante o pleito.

Essa modalidade só pode ser requerida pelas pessoas que estão com situação regular no Cadastro Eleitoral.

Ausência deve ser justificada
Se, no dia da votação, o eleitor tiver qualquer problema para comparecer à seção eleitoral definida pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) – que têm até 23 de agosto para atualizar os locais aptos – ele deverá justificar sua ausência.

Presos provisórios e adolescentes que cumprem medida socioeducativa em unidades de internação também podem pedir a transferência temporária para outra seção eleitoral. Os nomes e dados serão indicados pelos responsáveis pelas unidades prisionais e de internação.

A habilitação também vale para integrantes das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, polícias civis, polícias militares, equipes do Corpo de Bombeiro e também de guardas municipais que estiverem em serviço em função das eleições.

Eleitores com deficiência ou dificuldade de locomoção que perderam o prazo específico para estes casos (9 de maio), também podem pedir a transferência do local de votação até o dia 23 de agosto.

Fonte: Agência Brasil

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Política

Propaganda eleitoral paga na internet terá que ser identificada

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Foto: Ilustração

Com o começo oficial da campanha eleitoral, teve início também a divulgação de publicidade voltada à disputa de outubro. Além dos tradicionais anúncios em rádio e TV, abre-se o período, de maneira inédita, para a divulgação de propaganda paga de candidatos e partidos em redes sociais.

A novidade foi introduzida pela Minireforma Eleitoral (Lei 13.488), aprovada no ano passado. A norma prevê as modalidades de impulsionamento de conteúdo (praticadas pelo Facebook, por exemplo) e de priorização paga de conteúdos em mecanismos de busca (adotada pelo Google, por exemplo).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma resolução (23.551/2017) detalhando exigências para essa modalidade de campanha. As mensagens com essa finalidade devem estar identificadas como tal, por meio da criação de selos (como no caso do Facebook) ou outras marcas. O TSE também definiu a necessidade das publicações trazerem as informações sobre o candidato ou partido, como os nomes e o CPF ou CNPJ do patrocinador daquela publicação.

Sendo essa uma obrigação da legislação eleitoral, candidatos e partidos não podem impulsionar conteúdos ou pagar resultados de busca sem essas identificações. Os que agirem desta maneira estão sujeitos à fiscalização. As denúncias podem ser feitas por eleitores (por meio do aplicativo Pardal), por candidatos ou pelo Ministério Público Eleitoral. Os questionamentos são analisados pela Justiça Eleitoral e podem se transformar em sanções diversas.

Concorrentes e legendas também não podem veicular publicidade em outros canais na internet, como banners em sites. Mas podem enviar mensagens por correio eletrônico e divulgar mensagens em seus sites.

Facebook

O Facebook abriu processo de cadastramento para veicular publicidade eleitoral paga. A inscrição pode ser feita por meio de um formulário específico disponibilizado no site da rede social. Esses anúncios serão identificados nas linhas do tempo dos usuários da plataforma como “propaganda eleitoral”. Aqueles publicados por candidatos vão mostrar o CPF dele, bem como a legenda à qual é filiado. Já os anúncios de partidos vão conter o CNPJ da legenda.

Consultado pela Agência Brasil, o Facebook não informou quantos candidatos e legendas já se cadastraram até o presente momento. Na plataforma, além da fiscalização da Justiça Eleitoral, os candidatos também ficam sujeitos às regras internas, denominadas “Padrões da Comunidade” (Community Standards). Esses princípios definem os limites do que pode ser publicado, proibindo, por exemplo, mensagens com discurso de ódio e conteúdos não autênticos. A empresa já afirmou em diversas ocasiões que não fiscalizará as chamadas “notícias falsas”.

O eleitor que receber uma mensagem desta poderá verificar o motivo em uma ferramenta, denominada “Por que estou vendo este anúncio”. A plataforma vai disponibilizar também um recurso chamado de “biblioteca de anúncios”. Nela, os usuários poderão ver posts pagos relacionados a política, incluindo propaganda eleitoral. Este repositório vai reunir tanto as publicações impulsionadas ativas quanto as que já foram divulgadas, permitindo que o eleitor possa verificar quais são as mensagens difundidas por seu candidato ou por concorrentes.

Este mecanismo tem por objetivo dialogar com preocupações manifestadas por diversos agentes da sociedade civil em eventos sobre internet e eleições acerca dos riscos da publicidade paga no Facebook, o que permitiria segmentar, ou quase personalizar, mensagens dos candidatos. Assim, abriria espaço para que um político falasse algo específico para um determinado público e, para outro grupo segmentado, um conteúdo diferente, ou até mesmo contraditório.

Google

O Google informou à Agência Brasil que vai disponibilizar as plataformas de publicidade a candidatos e partidos “de acordo com as regras previstas pelo Tribunal Superior Eleitoral”. Os conteúdos impulsionados voltados à campanha deverão ser identificados como “anúncio eleitoral” pelos responsáveis e conter CPF ou CNPJ, a depender se o patrocinador for um candidato ou partido.

Ainda de acordo com a assessoria, as plataformas identificam qualquer forma de anúncio, diferenciando o resultado de busca pago dos resultados “orgânicos”. A exemplo do Facebook, caso um usuário queira saber por que está visualizando aquela publicação paga, pode clicar em um ícone “I” e, em seguida, na opção “Por que esse anúncio”. O usuário pode também bloquear os anúncios daquela fonte se não quiser mais receber propaganda eleitoral daquele candidato.

Outra opção ao usuário é a denúncia de uma propaganda deste tipo. Basta clicar no ícone “x” e depois na opção “Denunciar este anúncio”. Na ferramenta, a pessoa pode justificar porque está questionando aquela mensagem. Segundo a assessoria da empresa, a legislação eleitoral não prevê fiscalização prévia dos assuntos, mas os candidatos e legendas estão sujeitos às políticas internas e podem ser alvo de punições como bloqueio da propaganda ou da conta.

Outras plataformas

O Twitter anunciou que não veicularia anúncios por não ter como se adequar às exigências do TSE.

Fonte: Agência Brasil

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