Mundo
Estação espacial chinesa descontrolada cairá na Terra nos próximos meses
A agência espacial chinesa já sabia que sua estação Tiangong-1 estava em órbita decadente desde o ano passado e já havia previsto que ela cairia na Terra em algum momento. Neste fim de semana, entretanto, a agência notificou a ONU com um prazo mais determinado para quando isso deve acontecer. De acordo com os cálculos dos chineses, a estação deve atingir o solo terrestre entre outubro de 2017 e abril de 2018.
Essa janela de tempo é bastante abrangente, mas, considerando que qualquer modificação por causas naturais nas condições orbitais da estação pode acelerar ou atrasar consideravelmente a queda, o prazo está sendo considerado sensato.
Não saber quando a queda vai acontecer é a mesma coisa que não saber onde vai cair
Contudo, não existe uma previsão de onde exatamente os restos da estação devem cair no nosso planeta. Por enquanto, isso pode acontecer em praticamente qualquer parte do mundo. “Você realmente não consegue prever essas cosias”, disse Jonathan McDowell, um astrofísico da Universidade de Harvard consultado pelo The Guardian. “Mesmo alguns dias antes de a estação fazer sua reentrada, nós provavelmente não teremos uma previsão melhor do que em seis ou sete horas de quando ela vai cair. Não saber quando a queda vai acontecer é a mesma coisa que não saber onde vai cair”, completou.
O astrofísico ainda explicou que, como a estação começou a experimentar os primeiros vestígios da atmosfera terrestre, sendo que ela está a 300 km de altitude em seu perigeu, qualquer condição climática pode interferir em previsões de queda. Como a Tiangong-1 pesa 8,5 toneladas, espera-se que ela se despedace na atmosfera antes de atingir o solo, mas partes de até 100 kg podem atingir o solo.
Outras estações
Partes metálicas de 100 kg podem causar sérios danos caso atinjam alguma área urbana, mas agência especial chinesa afirma que essa possibilidade é remota. Em 1991, uma estação soviética de 20 toneladas chamada Salyut 7 caiu na Terra enquanto estava acoplada a outra estação de mesmo peso. Os detritos se espalharam pela cidade de Capitán Bermúdez, na Argentina e não causaram vítimas. Em 1979, uma estação de 77 toneladas da norte-americana NASA se despedaçou sobre a sobre uma área não habitada da parte ocidental da Austrália e também não causou mortes.
Tec Mundo
Mundo
Veja o que se sabe sobre o Nipah, vírus que pode causar nova pandemia
Sem vacina ou tratamento específico, a infecção apresenta taxa de mortalidade de até 75%
Quase cem pessoas foram colocadas em quarentena após um novo surto do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia. Todas as cinco infecções confirmadas envolvem profissionais da saúde que trabalham no mesmo hospital.
Entre os casos, estão duas enfermeiras que trabalharam no mesmo turno no fim de dezembro e apresentaram sintomas graves poucos dias depois. Uma delas está internada em coma.
Segundo investigações, as profissionais podem ter sido infectadas durante o atendimento de uma pessoa com problemas respiratórios. No entanto, não é possível confirmar a origem da contaminação, já que o paciente morreu antes do diagnóstico.
Diante da repercussão dos casos, o Ministério da Saúde da Índia emitiu um alerta nacional e orientou os estados a intensificarem a vigilância, acelerar a identificação de casos suspeitos e reforçar medidas de prevenção, especialmente em hospitais.
O Nipah é um vírus que circula principalmente em morcegos do gênero Pteropus. Ele pode ser transmitido por alimentos contaminados ou pelo contato com fluidos corporais de animais e pessoas infectadas. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, vômitos e cansaços.
Quando a infecção evolui, pode causar sintomas graves, como infecção respiratória aguda e encefalite, quando acontece um inchaço no cérebro. Não há vacina ou tratamento específico para o vírus, que apresenta taxa de mortalidade de até 75%.
R7
Mundo
China propõe nova ordem mundial ao lado da Rússia e da Índia
Nova Délhi se aproxima de Pequim em meio às tarifas de Trump.
O presidente da China, Xi Jinping, propôs, nesta segunda-feira (1), a criação da Iniciativa de Governança Global (IGG), possível embrião de uma nova ordem mundial. A proposta foi divulgada durante encontro com a presença de 20 líderes de países não ocidentais, incluindo o russo Vladimir Putin e o indiano Narendra Modi.

No discurso oficial da reunião, Xi Jinping destacou que a governança global estaria ameaçada pela “mentalidade da Guerra Fria, o hegemonismo e o protecionismo” que continuariam a “assombrar o mundo” após 80 anos do fim da 2ª Guerra Mundial e da criação das Nações Unidas (ONU).
“O mundo encontra-se num novo período de turbulência e transformação. A governança global chegou a uma nova encruzilhada. A história nos diz que, em tempos difíceis, devemos manter nosso compromisso original com a coexistência pacífica, fortalecer nossa confiança na cooperação vantajosa para todos”, disse o líder chinês.
A proposta de Xi foi divulgada na Organização para Cooperação de Xangai Plus (OCX), fórum fundado em 2001, que reúne 10 países membros, sendo dois observadores e 15 parceiros.
O evento na China ocorre em meio à guerra comercial promovida pelos Estados Unidos (EUA) contra adversários e aliados, incluindo a Índia, taxada em 50% por Trump. Os EUA exigem que a Índia pare de comprar óleo russo, medida que Nova Délhi se recusa a aceitar.
Na reunião desta segunda-feira, o presidente indiano Narendra Modi apareceu, aos sorrisos e de mão dadas, com os homólogos russo e chinês. Esta foi a primeira vez, em sete anos, que o primeiro ministro indiano viajou à vizinha China. Os gigantes asiáticos têm uma relação marcada por tensões regionais, geopolíticas e disputas fronteiriças.
A 24ª cúpula da OCX em Tianjin, cidade costeira do Norte da China, acontece às vésperas das comemorações do “80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Antifascista Mundial”.
A celebração marca o fim da 2ª guerra mundial para os chineses, que lutavam contra a ocupação japonesa. Segundo a diplomacia em Pequim, são esperados 50 líderes mundiais no desfile militar da próxima quarta-feira (3).
Cinco princípios
No encontro desta segunda-feira, em Tianjin, o presidente da China Xi Jinping propôs uma nova governança global baseada em cinco princípios: igualdade soberana entre estados; respeito ao direito internacional; pratica do multilateralismo; abordagem centrada nas pessoas; adoção de medidas concretas.
“Devemos defender que todos os países, independentemente de tamanho, força e riqueza, sejam participantes, tomadores de decisão e beneficiários iguais na governança global. Devemos promover maior democracia nas relações internacionais e aumentar a representação e a voz dos países em desenvolvimento”, justificou Xi.
O evento em Tianjin e a proposta chinesa tem sido interpretada por analistas como uma resposta à guerra tarifária imposta pelo governo de Donald Trump. Xi Jinping ainda criticou o unilateralismo nas relações internacionais, prática fortalecida pelo governo Trump, que tem adotado medidas e decisões sem consultar adversários ou aliados.
Para o presidente da China, “devemos defender a visão de uma governança global com ampla consulta e contribuição conjunta para benefício compartilhado, fortalecer a solidariedade e a coordenação e nos opor ao unilateralismo”.
Ao lembrar a Organização da Cooperação de Xangai (OCX) promove a cooperação e integração entre os países euroasiáticos, Xi Jinping enfatizou que as nações devem “continuar a derrubar muros, não erguê-los; devemos buscar a integração, não a dissociação. Devemos promover a cooperação de alta qualidade no Cinturão da Rota da Seda e impulsionar uma globalização econômica universalmente benéfica e inclusiva”.
O Cinturão de Rota da Seda é a iniciativa da China para cooperação econômica entre países do mundo, apontado como um dos principais alvos da política dos EUA que tentaria reverter a perda relativa de poder na economia mundial diante o crescimento chinês.
O presidente Xi Jinping ainda anunciou ajuda de US$ 280 milhões para os membros da Organização de Cooperação de Xangai, além de um empréstimo adicional de 10 bilhões de yuans aos bancos membros do OCX. A organização ainda promove iniciativas de cooperação em diversas áreas, como Inteligência Artificial, luta contra narcotráfico, energia verde, entre outras.
Rússia
O presidente da Rússia, Vladmir Putin, destacou que uma dúzia de Estados são candidatos para participar da OCX, o que demonstraria o interesse de parte da comunidade internacional no “diálogo aberto e transparente” da organização. Putin também elogiou a proposta de nova governança global da China.
“A Rússia apoia a iniciativa de Xi Jinping e está interessada em iniciar discussões específicas sobre as propostas apresentadas pela China. Acredito que é a OCS que poderia assumir o papel de liderança nos esforços que visam moldar um sistema de governança global mais justo”, afirmou o líder de Moscou.
Índia
O presidente da Índia, Narendra Modi, agradeceu a China pela organização do evento e destacou, em uma rede social, a “excelente” reunião com Vladimir Putin, pivô das tarifas imposta por Washington contra Nova Délhi.
“Discutimos maneiras de aprofundar a cooperação bilateral em todas as áreas, incluindo comércio, fertilizantes, espaço, segurança e cultura. Trocamos opiniões sobre processos regionais e globais, incluindo a solução pacífica do conflito na Ucrânia. Nossa Parceria Estratégica Privilegiada Especial continua sendo o pilar mais importante da estabilidade regional e global”, escreveu Modi.
Índia e China
A China e a Índia tentam melhorar a relação marcada por tensões fronteiriças e regionais. O encontro bilateral entre Modi e Xi foi apontado pela diplomacia chinesa como a continuação de um processo de melhoria das relações iniciada em Kazan, na Rússia, durante a cúpula do Brics de 2024.
“O relacionamento está de volta a uma trajetória positiva. A paz e a estabilidade nas regiões fronteiriças foram mantidas e os voos diretos estão prestes a ser retomados. Esse progresso beneficia não apenas os povos da Índia e da China, mas também o mundo inteiro. Índia e China são parceiras, não rivais. Nosso consenso supera em muito nossa discordância”, informou, em nota, o Ministério das Relações Exteriores de Pequim.
Agência Brasil
Mundo
Papa emérito Bento XVI morre aos 95 anos
Ratzinger era conhecido por transitar entre os conservadores com mais facilidade e um dos favoritos para a sucessão papal.
O papa emérito Bento XVI morreu aos 95 anos neste sábado (31), anunciou o Vaticano.
Ratzinger nasceu em 16 de abril de 1927 na cidade de Marktl, mas passou boa parte da infância e adolescência em Traunstein, perto da fronteira com a Áustria.
De família humilde e o mais novo de três irmãos, entrou para o seminário aos 12 anos e era fluente em diversas línguas, entre elas grego e latim. Mais tarde, fez doutorado em teologia na Universidade de Munique.
Ele foi escolhido papa no dia 19 de abril de 2005, após a morte de João Paulo 2°, no mesmo ano.
Ortodoxo, Ratzinger era conhecido por transitar entre os conservadores com mais facilidade e um dos favoritos para a sucessão papal, mesmo não sendo oficialmente a sua vontade.
ClickPB via CNN Brasil
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