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Educação

UEPB se pronuncia sobre incidente entre aluna e professora do Curso de Direito do Câmpus de Guarabira

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A Administração Central da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) vem a público se pronunciar a respeito do incidente ocorrido na tarde de terça-feira, 31 de outubro, no Câmpus III, em Guarabira, envolvendo uma professora do Curso de Direito e uma aluna, que é policial militar e compareceu em sala de aula para realizar prova estando em serviço, fardada e armada.

Diante dos relatos sobre o fato ocorrido, a Reitoria informa, inicialmente, que determinou ao procurador-geral e ao ouvidor da Instituição que fossem ao Câmpus III com o objetivo de apurar, com riqueza de detalhes, como se deu toda a situação, para que fosse possível, a partir do esclarecimento das dúvidas e contradições das versões apresentadas, posicionar-se sobre o caso e tomar as medidas cabíveis. Havia muitas versões para o mesmo fato e seria imprudente qualquer fala ou ação sem o relato fiel do ocorrido, a partir dos depoimentos das partes envolvidas e do máximo de testemunhas possível.

A visita do ouvidor e do procurador-geral da UEPB no Câmpus III resultou na coleta de depoimentos que irão balizar procedimento sindicante a ser realizado pela Universidade a partir da queixa formalizada pela aluna junto à coordenação do Curso. A equipe da Universidade também se reuniu com o comando do 4º Batalhão de Polícia Militar, onde atua a aluna PM, e foi informada de que dois tenentes coronéis, de João Pessoa, já foram designados pelo comando geral da PM da Paraíba para averiguar se houve excesso ou abuso de autoridade por parte da aluna e da guarnição de policiais acionada para as dependências da Universidade, de acordo com as normas regimentais da Polícia Militar.

A partir desta apuração inicial, a compreensão das instituições é de que o problema foi gerado, a princípio, por inabilidade das partes envolvidas na condução do fato. Nesse sentido, para evitar que situações dessa natureza voltem a acontecer, o comando da PM e a UEPB definiram alguns termos para a formalização de um convênio de cooperação, no qual o aluno militar passe a conhecer melhor o âmbito da Universidade e suas normas, bem como os servidores da Instituição também tenham melhor compreensão sobre as regras que regem a conduta do profissional militar.

Para isso, os representantes da Ouvidoria e da Procuradoria Geral da UEPB farão visitas a todos os câmpus da Universidade para se reunir com os alunos policiais e ouvir seus relatos sobre as principais dificuldades que encontram para conciliar suas funções com a vida acadêmica, de modo que a Instituição entenda com precisão a realidade vivenciada por cada aluno policial e, assim, possam ser estabelecidos critérios que evitem contratempos e contribuam para o estabelecimento de um ambiente cada vez mais salutar.

Por outro lado, esse trabalho também permitirá que os alunos policiais compreendam que, assim como a Polícia Militar possui normas a serem seguidas por seus servidores e respeitadas por todos os cidadãos, a Universidade também tem suas regras, que devem ser seguidas por todos aqueles que integram a comunidade acadêmica (professores, técnicos administrativos e estudantes), respeitando os procedimentos disponíveis para a solução de todo e qualquer conflito que surja em nível institucional, visando encerrá-los no âmbito da Instituição.

Convém ressaltar que a Universidade é um espaço pedagógico por excelência e que, a partir dos princípios do respeito, da tolerância e da educação, todos que compõem a comunidade acadêmica devem atuar no sentido maior da busca do saber e da construção do processo civilizatório. Como espaço democrático, a UEPB preza e estimula a prática de valores que engrandecem a sociedade e que, especialmente, todos colaborem para uma convivência respeitosa em todos os ambientes sociais.

A UEPB reconhece o relevante trabalho realizado pela Polícia Militar em todo o Estado, que vem combatendo incansavelmente a criminalidade e resultando na redução dos indicadores da violência na Paraíba. A Universidade Estadual da Paraíba e a Polícia Militar, inclusive, são instituições parceiras e sempre buscaram trabalhar em conjunto em prol do povo paraibano. São inúmeras ações que contam com a participação da Universidade e da PM de forma conjunta.

Essa parceria não deve ser maculada por fatos isolados. As instituições não podem ser avaliadas pelos excessos ou inabilidades de um ou de outro de seus integrantes. O fato ocorrido chama atenção para a necessidade de, cada vez mais, se pensar em soluções conjuntas e se buscar um disciplinamento para que situações semelhantes não voltem a acontecer. A Reitoria da UEPB acredita na capacidade do exercício da razão e do bom senso para a consolidação de um ambiente saudável e equilibrado, no qual divergências possam ser resolvidas com diálogo, maturidade e compreensão.

 

Antonio Guedes Rangel Junior
Reitor

Educação

MEC divulga resultado da seleção do P-Fies

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Foto: Arquivo Brejo.com

O resultado do P-Fies, modalidade do Programa de Financiamento Estudantil, foi divulgado ontem (6) à noite pelo Ministério da Educação e está disponível na página do programa. O P-Fies atende estudantes com renda familiar entre três e cinco salários mínimos e tem o financiamento feito por bancos privados ou fundos constitucionais e de desenvolvimento.

O candidato pré-selecionado no P-Fies deverá comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino para validar suas informações em até cinco dias, contados a partir do dia imediatamente subsequente ao da sua pré-seleção na modalidade do P-Fies.

Deverá então comparecer a um agente financeiro em até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil imediatamente subsequente à data da validação da inscrição pela CPSA, com a documentação exigida e especificada para fins de contratação e, uma vez aprovada pelo agente financeiro, formalizar a contratação do financiamento.

O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições privadas com avaliação positiva pelo Ministério da Educação. Nesta edição do programa são ofertadas pelo menos 155 mil vagas, das quais 50 mil com juro zero.

Agência Brasil

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Educação

UEPB suspende chamadas do Sisu 2018.2 devido a greve de servidores

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A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), por meio da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), divulgou um edital suspendendo as chamadas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2018.2 previstas para os próximos dias. A suspensão foi motivada pela greve dos servidores técnicos-administrativos, iniciada em 30 de julho. Confira o edital.

Segundo o documento, a paralisação dos servidores impossibilita o cumprimento dos prazos devidos para a efetivação das chamadas e matrículas do Sisu 2018.2.

Um novo calendário será elaborado até o final deste mês com novas datas para divulgação dos resultados. Conforme o cronograma de divulgação, ainda serão publicadas mais três chamadas para o ingresso de alunos pelo sistema Sisu, período 2018.2, previsto para o início de fevereiro de 2019.

Os servidores da UEPB cobram a autonomia da instituição e também reajuste salarial. De acordo com a universidade, as aulas estão acontecendo normalmente, e os setores administrativos estão funcionando com os técnicos temporários e parte dos efetivos.

Fonte: G1 PB

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Brasil

Brasileiros ganham medalhas em Olimpíada Internacional de Matemática

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Foto: Ilustração

Estudantes brasileiros estão trazendo para o país uma medalha de ouro e quatro de bronze, conquistadas na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, do nome em inglês), realizada em ClujNapoca, Romênia.

A medalha de ouro foi obtida por Pedro Lucas Lanaro Sponchiado, de 17 anos, de São Paulo, classificado na 12ª posição geral no certame, que contou com a participação de 594 mil estudantes e mais de 107 equipes de todo o mundo. Os seis representantes do Brasil foram escolhidos depois de quatro provas seletivas realizadas entre os premiados da fase nacional da 39ª Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM).

As medalhas de bronze foram conquistadas pelos estudantes Bruno Brasil Meinhart, de 17 anos, e Pedro Gomes Cabral, de 15 anos, ambos de Fortaleza (CE); e Bernardo Peruzzo Trevizan, de 16 anos, e André Yuji Hisatsuga, de 18 anos, de São Paulo (SP). Lucas Hiroshi Hanke Harada, de 17 anos, também de São Paulo, ficou com a menção honrosa.

A equipe foi liderada pelos professores Régis Prado Barbosa (São Paulo) e Armando Barbosa Filho (Fortaleza) e ficou na 28ª posição no quadro geral da competição. O resultado superou o do ano anterior, quando o Brasil alcançou a 37ª colocação, com duas medalhas de prata, uma de bronze e duas menções honrosas. Em 2017, a IMO foi disputada no Rio de Janeiro.

Coroação
“A conquista vem coroar um trabalho que está sendo realizado há vários anos de preparação dos representantes brasileiros na olimpíada internacional”, avalia Claudio Landim, diretor adjunto do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), entidade que coordena as olimpíadas nacionais de matemática.

A IMO é a mais antiga e prestigiada olimpíada científica para estudantes do ensino médio. Foi criada em 1959 e conta com a participação do Brasil desde 1979.

A primeira medalha de ouro obtida pelo Brasil na disputa foi nos anos de 1980. Ao longo dos últimos 39 anos, as equipes brasileiras conquistaram 130 medalhas, sendo 10 de ouro, 43 de prata e 77 de bronze, além de 32 menções honrosas.

Participação feminina
Claudio Landim, que também é coordenador-geral da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), afirmou que a participação feminina tanto na Olimpíada Brasileira de Matemática, como no certame internacional ainda é reduzida.

“Na OBMEP, por exemplo, se nota uma diminuição do número de alunas premiadas ao longo dos anos. Isso significa que, no sexto ano do ensino fundamental, a porcentagem de alunas que recebem medalhas fica entre 30% e 40%. Mas já no terceiro ano do ensino médio, essa proporção cai para 10%”, diz. Segundo ele, esse é um fenômeno que precisa ser compreendido para que se possa explicar o porquê dessa diminuição do número de alunas premiadas.

Para estimular a participação de meninas, no ano passado o instituto contribuiu enviando uma equipe para participar, na Europa, da primeira olimpíada de matemática exclusiva para estudantes do sexo feminino. “E, aliás, o time brasileiro foi muito bem nesse ano”. Landim observou que são poucas as meninas que escolhem áreas de engenharias ou ciências exatas, mas o número vem aumentando.

A partir de agora, o IMPA vai se dedicar à preparação da próxima OBMEP, que acontece em setembro e classifica para a OBM. Essa competição seleciona então as equipes que vão representar o Brasil nas olimpíadas internacionais. Em 2019, a IMO será na Inglaterra e, em 2020, na Rússia.

Fonte: Agência Brasil

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