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Educação

Estudantes negros da UnB denunciam fraudes no sistema de cotas; universidade investiga 100 alunos

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A primeira universidade do país a adotar as cotas raciais para ingresso no ensino superior, investiga 100 estudantes suspeitos de fraudar este sistema. A Universidade de Brasília (UnB) criou uma comissão que investiga, internamente, os alunos que se declararam negros, mas a aparência física não corresponde à autodeclaração.

A partir de denúncias de estudantes negros da UnB, o Ministério Público e a universidade negociam um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, que prevê procedimentos para “prevenir, coibir e punir fraudes”. Em nota, a UnB explicou que, até então, a lei de cotas previa o ingresso ao ensino superior por meio de autodeclaração. No entanto, confirma a necessidade do TAC e que uma comissão interna apura os casos denunciados.

O caso não é novidade. Em diversos estados do país, há situações em que estudantes negros denunciam a ocupação de vagas de cotas por alunos não negros, sobretudo em cursos de maior concorrência, como áreas de saúde e engenharias.

A Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) tem 83% de estudantes negros e passa pelo mesmo impasse: investiga estudantes de medicina que fraudaram o sistema de cotas. O estudante de museologia da instituição Paulo Reis argumenta que o problema amplia a exclusão. Além disso, ele defende que o sistema de cotas seja melhor aplicado, para que a sociedade não se volte contra a política afirmativa.

Além da UnB e da UFRB, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) enfrenta o problema e teve o caso mais emblemático com um estudante que ingressou no curso de medicina se declarando negro. No entanto, ele tem cabelos loiros, olhos e pele clara. Por isso, a instituição passou a exigir, para o ingresso por cotas, que o candidato escreva uma carta formal citando elementos que o identifiquem como negro, pardo ou índio. A Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) investiga 334 estudantes cotistas.

O Ministério Público Federal acompanha casos semelhantes na Universidade Federal do Paraná e na federal do Espírito Santo (Ufes).  A Universidade de Brasília também informou, em nota, que uma reunião está agendada para a primeira semana de janeiro, entre a direção da universidade, integrantes do Ministério Público Federal, a comissão de sindicância e o Cebraspe, a banca organizadora dos vestibulares da instituição. Com a reunião, serão definidos procedimentos adequados a partir do acordo firmado no TAC. A UnB permite o ingresso de estudantes negros, pardos e indígenas, pelo sistema de cotas, há mais de 10 anos.

Fonte: RAN-EBC

Cidades

UEPB altera Calendário Acadêmico e aulas do período 2020.1 terão início no dia 2 de março

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O início das aulas do período letivo 2020.1 da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) foi adiado para o dia 2 de março. A decisão consta na Resolução Ad Referendum UEPB/Consepe/0225/2020, que alterou o Calendário Acadêmico do referido semestre, considerando os impactos sociais e administrativos negativos para os candidatos aprovados no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) e para o calendário de chamadas e matrículas da UEPB, causados pelos atrasos do Ministério da Educação (MEC) na publicação das listas de aprovados e da Lista de Espera do processo seletivo.

Conforme a Resolução, foi considerado ainda que, em consequência dos referidos atrasos, o calendário de chamadas a partir da Lista de Espera precisou ser alterado, retardando o ingresso dos estudantes e comprometendo a formação das turmas. O documento destaca que a entrada muito tardia dos estudantes ingressantes em sala de aula, com o semestre letivo em curso, poderia comprometer irreparavelmente o devido cumprimento das cargas horárias dos componentes curriculares, afetando o desempenho acadêmico dos novos estudantes no primeiro período do curso, fatos que fizeram necessário o adiamento.

Com a alteração do início das aulas, também foram alterados os prazos das demais ações definidas no Calendário Acadêmico. A Resolução com o novo calendário pode ser conferida clicando AQUI.

Por Tatiana Brandão

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Cidades

Matrículas de aprovados no SiSU 2020.1 para cursos da UEPB serão realizadas de 30 de janeiro a 5 de fevereiro

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A Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) informa que as matrículas dos alunos aprovados no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) 2020.1 para cursos da Instituição serão realizadas entre os dias 30 de janeiro e 5 de fevereiro, na coordenação do curso para o qual o candidato foi selecionado.

Para se matricular, o estudante deve apresentar os seguintes documentos (com as respectivas cópias autenticadas): Certificado de Conclusão do Ensino Médio e Histórico Escolar; RG; CPF; Prova de quitação com o Serviço Militar (no caso de candidatos do sexo masculino); Registro de Nascimento ou Certidão de Casamento, Prova de Quitação com o TRE (para maiores de 18 anos); e uma foto 3 x4 recente.

Somente será permitida a matrícula aos estudantes que apresentarem todos os documentos exigidos no Edital, não sendo permitida a complementação de documentos posteriormente. Aqueles que não foram selecionados na Chamada Regular podem declarar interesse, no site do SiSU (http://www.sisu.mec.gov.br/), em participar da lista de espera. A partir do dia 10 de fevereiro, a UEPB iniciará a convocação da lista de espera. Ao todo, serão seis chamadas. As aulas do período letivo 2020.1 serão iniciadas no dia 17 de fevereiro.

Ao todo, a UEPB está ofertando 3.025 vagas para ingresso de novos alunos por meio do SiSU, em cursos de graduação dos seus oito câmpus, conforme o Termo de Adesão aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe). Outras informações podem ser obtidas através dos telefones (83) 3315-3350 e 3315-3434.

Assessoria/UEPB

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Educação

Estudantes podem se increver no Sisu a partir desta terça-feira

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Serão ofertadas neste semestre 237 mil vagas em 128 instituições.

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abre amanhã (21) o calendário dos processos seletivos federais que usam o Enem como critério de seleção. Neste semestre, o Sisu vai ofertar 237 mil vagas em 128 instituições de ensino superior públicas. O prazo para se inscrever vai até sexta-feira (24).

Para participar do Sisu, é preciso ter feito o Enem 2019 e ter tirado nota acima de zero na prova de redação. Na hora da inscrição no processo seletivo é preciso informar o número de inscrição do Enem e a senha atual cadastrada na Página do Participante.

A nota do Enem está disponível desde sexta-feira (17) tanto no aplicativo, quanto na própria Página do Participante. É preciso informar o CPF e a senha cadastrada na hora da inscrição. Caso o candidato tenha esquecido a senha, pelo próprio sistema é possível recuperá-la.

É essa senha que deve ser usada na hora da inscrição no Sisu. O número de inscrição, que é solicitado também para participar da seleção, está disponível para cada estudante na Página do Participante.

Cálculo da nota

Na hora da inscrição, é possível escolher até duas opções de curso, de acordo com a ordem de preferência.

Alguns cursos, no entanto, têm certas restrições. O Sisu dá liberdade para as instituições de ensino definirem como usarão o Enem. Assim, determinado curso pode exigir, por exemplo, uma média mínima no Enem – que é a soma de todas as notas obtidas nas provas do exame, dividida por cinco – ou mesmo uma nota mínima em determinada prova. Isso faz com que, dependendo da nota obtida, estudantes não sejam classificados para determinados cursos.

É possível também conferir pesos diferenciados para as provas. A nota em ciências da natureza ou em matemática pode valer mais para um curso de física ou química, por exemplo. Dessa forma, a nota do estudante pode variar dependendo do curso para o qual ele está concorrendo.

Nota de corte

Uma vez por dia, o Ministério da Educação (MEC) divulga na página do Sisu as notas de corte, que são as menores para os candidatos ficarem entre os selecionados na modalidade escolhida. A nota de corte é calculada com base no número de vagas e no total de candidatos inscritos.

A nota de corte é apenas uma referência para auxiliar o candidato no monitoramento de sua inscrição. Ela não garante que o estudante seja selecionado.

É possível alterar as opções de curso feitas até o final do período de inscrição. O Sisu considera válida a última opção registrada pelos estudantes.

Reservas de vagas

Todas as universidades federais, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e centros federais de educação tecnológica participantes do Sisu oferecem vagas reservadas para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. Há instituições participantes do Sisu que disponibilizam ainda uma parte de suas vagas para políticas afirmativas próprias.

No momento da inscrição, o participante deve optar por uma dessas modalidades, de acordo com o seu perfil. Os estudantes concorrem apenas com os demais candidatos que fazem a mesma opção, seja pela ampla concorrência ou por alguma política afirmativa. O sistema selecionará, entre eles, os que obtiveram as melhores notas no Enem de 2019.

Cronograma

As inscrições para o Sisu podem ser feitas de 21 a 24 de janeiro. No dia 28 de janeiro será divulgado o resultado da seleção. Os estudantes que forem aprovados deverão fazer a matrícula nas instituições de ensino entre 29 de janeiro e 4 de fevereiro.

Aqueles que não forem selecionados poderão ainda participar da lista de espera. O prazo para se candidatar é de 29 de janeiro a 4 de fevereiro. Os candidatos em lista de espera serão convocados pelas próprias instituições de ensino, entre 7 de fevereiro e 30 de abril.

Próximos processos seletivos

Além de participar do Sisu, os estudantes podem usar as notas do Enem para concorrer a bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). As inscrições poderão ser feitas de 28 a 31 de janeiro. Podem também se inscrever no Programa de Financiamento Estudantil (Fies), de 5 a 12 de fevereiro.

Os estudantes podem ainda usar as notas para cursar o ensino superior em Portugal. O Inep tem convênio com mais de 40 instituições portuguesas.

Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem como forma de seleção independente dos programas de âmbito nacional. Os estudantes podem, portanto, consultar diretamente as instituições nas quais têm interesse em estudar.

Agência Brasil

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