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Assentados da PB vão fornecer frango caipira para merenda escolar através de cooperativa

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Crédito: Neto Fernandes

Agricultores de cerca de 30 assentamentos da reforma agrária de várias regiões da Paraíba vão fornecer, a partir deste mês, frango caipira abatido e congelado para a merenda escolar das 34 Escolas Cidadãs Integrais do Governo do Estado, que atendem 11 mil alunos em 25 municípios. Os assentados integram a Cooperativa dos Empreendedores Rurais Rede Agro PB, que venceu, há cerca de 15 dias, uma licitação, no valor aproximado de R$ 1 milhão, para o fornecimento regular, através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), de 66 toneladas de frango no período de março a dezembro deste ano.

Em uma reunião na sexta-feira (2), na Secretaria da Agricultura da Paraíba, no Centro Administrativo Estadual, em João Pessoa, representantes do Governo do Estado e da Rede Agro PB discutiram detalhes da criação e do abate das aves, incluindo o levantamento da capacidade de produção de cada associado e dos custos de aquisição dos pintos, da ração, do transporte dos frangos vivos, do abate e do transporte do produto congelado para os pontos de entrega, bem como o valor que os produtores receberão por cada animal.

De acordo com o agricultor assentado e presidente da Rede Agro PB, Jaciel Franklin Pereira da Silva, do Assentamento Canudos, no município de Cruz do Espírito Santo, o encontro teve como principais objetivos organizar a produção dos frangos caipiras de forma a atender a legislação sanitária e definir os calendários de abate e de entrega das aves para esta primeira licitação vencida pela Rede Agro PB, criada há três meses.

Participaram da reunião representantes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater/PB)/Gestão Unificada, que será responsável pela assistência técnica aos produtores, a secretária de Agricultura, Meio Ambiente e Pesca do Município de Lucena, Edjane Maria Carlos dos Santos, cooperativas que integram a Rede Agro PB, como a Cooperativa dos Agricultores Familiares do Semiárido de Queimadas (Coopravida), a Cooperativa da Agricultura Familiar do Agreste da Borborema (Coafab), a Cooperativa dos Produtores Rurais de Campina Grande e Boa Vista (Coopegrande), a Cooperativa de Produção e Industrialização da Aquicultura e Agricultura Familiar da Paraíba (Cindeas) e a Cooperativa de Avicultores de Galinha Caipira e Agricultura Familiar do Estado da Paraíba (Coopeaves), proprietária de um abatedor, no município de Monteiro, no Sertão paraibano, onde os animais serão processados.

Assistência técnica – Todos os avicultores ligados à Rede Agro PB serão assistidos pela Emater/PB, através dos assessores técnicos, ambos médicos veterinários, Vicente de Assis Ferreira, que também é consultor do Sebrae/PB na área de avicultura, e Hermano Araújo, ex-superintendente da Emater/PB e ex-presidente do Comitê Estadual de Sanidade Agrícola (Coesa/PB), que também participaram da reunião na Sedap e deram orientações aos representantes das cooperativas que integram a Rede Agro PB.

“Só temos dois objetivos: o bem do produtor rural e o crescimento da avicultura caipira no nosso estado”, disse Vicente de Assis Ferreira.

Preço de mercado – Os avicultores ligados à Rede Agro PB vão receber os mesmos valores pagos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por quilo de frango caipira, de acordo com o presidente da Coopeaves, o médico veterinário Ricardo Morato. Ele explicou que, descontados os custos com o transporte para o abatedor, com o abate, com a entrega dos animais congelados e com os impostos, o preço final pago ao produtor chegará a um valor entre R$ 8 a R$ 10 por cada ave com peso médio de 2,5 quilos.

A expectativa é que os frangos sejam comercializados com pouco menos de 90 dias de vida, o que, de acordo com Morato, reduziria os custos com a aquisição de ração – que tem custo significativo na avicultura.

Os frangos congelados seguirão para os pontos de entrega em embalagens individuais com a marca “Estrela Caipira” – nome fantasia utilizado pela Rede Agro PB.

Rede Agro PB – Criada em 1º de dezembro de 2017, a Rede Agro PB é a maior cooperativa da Paraíba em seu segmento e possui 222 sócios – representando mais de 500 famílias –, incluindo, além de beneficiários da reforma agrária, agricultores familiares, quilombolas e cooperativas de produtores rurais.

A Rede Agro PB também reúne produtores de macaxeira, inhame, cará, batata doce, melancia e jerimum. Mas, os principais produtos de comercialização da cooperativa são os frangos e ovos caipiras. “Foi a necessidade de organizar a produção avícola e de criar canais de comercialização para as aves caipiras que motivou a criação da cooperativa”, disse Jaciel da Silva.

Assessoria/Incra-PB

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Divulgado edital e abertas inscrições para professor do Pronatec na PB

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Foi publicado, nesta quinta-feira (20), um edital para seleção pública simplificada de professores bolsistas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) na Paraíba. As inscrições são gratuitas, já estão e seguem até o sábado (22). No total, são oferecidas 44 vagas, além de formação de cadastro de reserva.

Para realizar a inscrição, é preciso preencher o formulário disponível na página do Pronatec na internet e enviar as cópias digitalizadas dos documentos solicitados no edital.

A remuneração dos selecionados deve ser feita por meio da concessão de bolsas e o pagamento deve obedecer aos valores determinados no edital por hora de trabalho, sendo: R$ 35 (graduação/licenciatura/bacharelado/tecnólogo), R$ 40 (especialização), R$ 45 (mestrado) e R$ 50 (doutorado).

De acordo com o edital, o processo seletivo vai ocorrer por meio de avaliação curricular, com caráter eliminatório e classificatório.

São oferecidas vagas para professor nos cursos de técnico em segurança no trabalho, técnico em informática, técnico em administração, técnico em guia de turismo, técnico em marketing, técnico em contabilidade, técnico em programação em jogos digitais, técnico em hospedagem, técnico em eventos, técnico em confeitaria e técnico em vendas.

As oportunidades de ensino são oferecidas para cursos distribuídos entre os municípios de Bayeux, Boqueirão, Cabedelo, Cacimba de Dentro, Cajazeiras, Campina Grande, Conceição, Conde, Guarabira, Ibiara, João Pessoa, Mamanguape, Patos, Santa Rita, São Bento, Sousa e Sumé.

Seleção para professor bolsista do Pronatec

Fonte: G1 PB

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Arroz e feijão são os alimentos mais desperdiçados no Brasil

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Base da alimentação do brasileiro, o arroz e o feijão representam 38% do montante de alimentos jogado fora no país. O dado faz parte da pesquisa sobre hábitos de consumo e desperdício de alimentos, do projeto Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil, liderado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com apoio da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A pesquisa ouviu 1.764 famílias de diferentes classes sociais e de todas as regiões brasileiras. O ranking dos alimentos mais desperdiçados mostra arroz (22%), carne bovina (20%), feijão (16%) e frango (15%) com os maiores percentuais relativos ao total desperdiçado. “A grande surpresa foram as carnes aparecerem com um índice tão alto de desperdício, um produto de alto valor agregado, de alto valor nutricional e que é desperdiçado. E destaco ainda o leite, que é o quinto grande grupo mais jogado fora”, disse o professor de marketing da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da FGV, Carlos Eduardo Lourenço.

Os dados detalhados da pesquisa foram apresentados hoje (20) no Seminário Internacional Perdas e Desperdício de Alimentos em Cadeias Agroalimentares: Oportunidades para Políticas Públicas, na sede da Embrapa, em Brasília (DF).

No Brasil, a média de alimentos desperdiçados por domicílio é de 353 gramas por dia. Individualmente a média é de 114 gramas por dia.

Entre os motivos do desperdício apontados pelos pesquisadores está a busca pelo sabor e a preferência pela fartura dos consumidores brasileiros. O não aproveitamento das sobras das refeições é o principal fator para o descarte de arroz e feijão. “Essa busca pelo sabor e pelo frescor do alimento acaba tendo outro impacto que é o descarte de um excesso ou quando acontece algum evento que muda o planejamento da família”, disse Lourenço, explicando, entretanto que a culinária diversa e saborosa do brasileiro deve ser valorizada.

Como exemplo desses eventos, o professor da FGV cita o caso pesquisado de uma pessoa que, após um churrasco, acabou descartando quatro quilos de carne ou ainda o caso de quem salgou demais o feijão durante o cozimento e acabou jogando a panela toda fora, em vez de tentar recuperar o alimento.

Cultura da abundância
Os resultados mostraram que 61% das famílias priorizam uma grande compra mensal de alimentos, além de duas a quatro compras menores ao longo do mês. De acordo com os pesquisadores, esse hábito leva ao desperdício pois aumenta a propensão de comprar itens desnecessários, especialmente quando a compra farta é combinada com o baixo planejamento das refeições.

Algumas contradições também aparecem entre o público pesquisado. Enquanto 94% afirmam ser importante evitar o desperdício de comida, 59% não dão importância se houver comida demais na mesa ou na despensa. A maioria das famílias (68%) valoriza muito ter uma despensa e geladeira cheias de alimento. “O brasileiro gosta de abundância, é muito comum na nossa cultura”, disse Lourenço.

Outra descoberta relevante da pesquisa é que 43% das pessoas concordam que “os conhecidos jogam comida fora regularmente”, mas quando abordado o comportamento da própria família o problema não aparece tanto. Segundo Lourenço, apesar do grande desperdício, o brasileiro tem a percepção do impacto social desse comportamento e parece ter um esforço de não desperdiçar. “Essa consciência aparece na pesquisa”, disse.

Vilão do desperdício
De acordo com o professor da FGV, o motivador do desperdício é transversal e acontece em todas as classes sociais. “Não há um vilão”, ressaltou Lourenço. “Talvez fosse mais fácil se tivesse, mas é um problema geral da nossa sociedade”. Segundo ele, apenas em hortaliças o desperdício acontece mais nas classes A e B do que nas classes C e D.

Para o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, é preciso atuar em todos os elos da cadeia: evitar que o produto fique no campo, com tecnologias e capacitações tecnológicas que aumentem a produtividade e preservem o meio ambiente; garantir que o alimento chegue à mesa do consumidor, com a comercialização in natura ou para agroindústrias; e educar as pessoas para ao consumo, para evitar o desperdício.

“Um terço de toda a produção agrícola está sendo desperdiçada, seja no pós-colheita, seja em toda a cadeia de alimentos. Se combatêssemos isso com efetividade, estaríamos combatendo a fome e diminuindo a pressão sobre nossas florestas e nossos recursos naturais”, disse.

Design dos alimentos
A pesquisa iniciou com uma fase qualitativa, na qual 62 consumidores foram entrevistados em supermercados, lojas de conveniência e feiras livres. A coleta de dados envolveu um grupo de pós-graduandos europeus das universidades de Bocconi (Itália), St Gallen (Suíça), Viena (Suíça) e Groningen (Holanda). O objetivo foi avaliar hábitos de compra e consumo de alimentos dos brasileiros, a partir do olhar dos europeus.

“Os estudantes europeus ficaram impressionados com a quantidade dos alimentos adquiridos pelos brasileiros, principalmente nas compras semanais”, disse Lourenço, contando que os estudantes se perguntavam por que nas lojas de conveniência, onde as compras são menores, os carrinhos utilizados eram enormes.

Na segunda fase da pesquisa, foi utilizado um painel com mais de 600 mil consumidores brasileiros. Depois de uma triagem, foram selecionadas três mil pessoas de todo o país e, dessas, 1.764 participaram efetivamente da primeira fase quantitativa da pesquisa. Entre elas, 638 famílias participaram também do preenchimento de um diário alimentar, que incluiu dados sobre quantidades desperdiçadas e fotos dos alimentos descartados.

Nessa etapa, foi observado que o brasileiro está mais preocupado com sabor e aparência dos alimentos, do que em consumir alimentos saudáveis ou pouco calóricos. Para o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, na hora da compra, o brasileiro exalta mais o design dos alimentos do que seu valor nutricional. “Temos uma cultura de expor em excesso, de exaltar o visual. Quando entramos no supermercado é ótimo ter gôndolas cheias de alimentos bonitos e polidos, consumimos primeiro com os olhos para depois pensar na consequência desse consumo”, disse.

Segundo Lopes, esse problema de consumo tomou grandes dimensões no sistema agroalimentar e faz com que a perda e o desperdício sejam quase que necessário. “Do ponto de vista da produção, muitas vezes faz mais sentido deixar os alimentos se perderem do que viabilizar outra rota de uso para esses produtos”, disse, explicando que, quando se fala em desperdício, não é só de alimento, mas de água, energia e mão de obra, além da emissão de gases de efeito estufa em toda essa cadeia. “Os números dessa pesquisa são nada menos que alarmantes”, ressaltou.

Engajamento
Por fim, na terceira fase da pesquisa, foi realizado um levantamento de dados em blogs e redes sociais como Facebook e Twitter, com o objetivo de avaliar como o tema desperdício de alimentos foi propagado na internet nos últimos meses. Os resultados indicaram que 75% desse assunto é tratado por instituições públicas e privadas e há pouco envolvimento das pessoas nesse tema.

Para Lourenço, é preciso pensar em estratégias de comunicação para sensibilizar e engajar o público nessa causa. “Há um esforço institucional que não reverbera nas pessoas, elas não reportam, não fazem a viralização, então a informação não se propaga”, destaca o professor da FGV. “Nos surpreendeu como ainda não conseguimos engajar o brasileiro num assunto que é tão relevante”.

As ações de cooperação para o combate ao desperdício alimentar, financiada pela União Europeia, são desenvolvidas com outros parceiros, como o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e a organização não-governamental WWF-Brasil.

Segundo o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, o tema não tem audiência nos debates públicos como deveria ter, mas quando a perspectiva é de 10 bilhões de pessoas no planeta em 2050, é preciso pensar em formas de alimentar essas pessoas com alimentos seguros e nutritivos.

“É fundamental que saibamos escolher políticas públicas que não nos obrigue a escolher entre alimentar o planeta ou salvar o planeta. A produção deve se tornar cada vez mais sustentável e menos um peso para os nossos recursos naturais”, disse.

Fonte: Agência Brasil

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Pastores do COMEB reúnem-se para falar sobre as eleições

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Nesta manhã de quarta-feira, 19 de setembro, os pastores integrantes do COMEB, se reuniram na Padaria Cristal para falarem sobre o processo político que a cidade e o país passam neste momento. Estiveram presentes o pastor Waldson da Igreja Betel, pastor Iranaldo do Verbo da Vida, pastor Alexandre da Igreja Sara Nossa Terra, pastor Gilson da Igreja Boas Novas, pastor Waldir da Igreja Batista, pastor Josenildo da igreja Assembléia de Deus, pastor João de Deus da IDMP – Igreja de Deus Missionária Pentecostal.

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