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Educação

6º CONJUR encerra atividades com conferência do ex-ministro José Eduardo Cardozo em Guarabira

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Fotos: Adriano Santos

Professores, estudantes, advogados, empresários e políticos prestigiaram, na noite da última sexta-feira (27), na sala de projeção do Shopping Cidade Luz, em Guarabira, a conferência do ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo. A atividade marcou o encerramento do 6º Congresso Jurídico Nacional (CONJUR), que promoveu durante toda a semana uma série de debates pautados pelo eixo-temático “Democracia e corrupção: os limites do poder”.  Tratou-se de uma iniciativa do Centro Acadêmico de Direito Antônio Cavalcante (CADI), em parceria com o Departamento de Ciências Jurídicas do Centro de Humanidades do Campus III da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), contando ainda com o apoio de diversos setores da sociedade.

A partir do tópico “A crise do Estado Democrático de Direito”, José Eduardo Cardozo privilegiou em sua explanação alguns pontos considerados por ele indispensáveis ao debate, tais como: Estado de Exceção, soberania popular, representatividade política, limites ao poder, garantias constitucionais e combate à corrupção. Dirigindo-se a um público composto, em sua maioria, por discentes, Cardozo iniciou a fala chamando atenção para o fato de que é essencial a um advogado ter consciência de seu dever profissional.

“Participava de uma palestra, ainda no começo da faculdade, no período da Ditadura Militar, quando um aluno perguntou ao professor como deve agir um advogado diante de um processo no qual o juiz se comporta de forma parcial. O professor foi enfático em sua resposta, afirmando que é preciso sempre cumprir o papel de advogado, para que sua voz seja ouvida para além dos tribunais, para que todos saibam que ali se cometeu uma injustiça. De certa forma, me vi em situações como essa em muitos momentos de minha vida”, relatou.

Em seguida, José Eduardo traçou um quadro histórico em relação ao surgimento da concepção de Estado de Direito, apontando as transformações verificadas nessa esfera a partir do final do século XVIII. O palestrante fez questão de destacar que não é possível abordar leis e normas jurídicas à margem do processo histórico, e que jamais a história deveria ser uma disciplina negligenciada nos cursos de direito, pois acredita que essa área do saber explica tudo no âmbito das ciências humanas e sociais.

Para José Eduardo, a Democracia e os limites do poder encontram-se em crise, não apenas no Brasil, mas em diversas partes do mundo. Tem-se, por um lado, de acordo com o advogado, um Estado de Direito minado pela corrupção, que, por sua vez, gera desigualdade social: “Quando há desvios de verbas públicas, a oferta dos serviços públicos piora, sendo o pobre o principal prejudicado, porque não tem alternativa”. Por outro, aponta que se tem, diante de um Estado de Direito em colapso, um crescente nível de intolerância ao outro, que é sempre visto de forma diferente e desigual, provando, assim, um fenômeno de negação da Democracia.

José Eduardo ressaltou que a corrupção deve ser combatida com vigor, mas dentro da lei, das garantias constitucionais. Ele afirmou que o combate à corrupção não se dá apenas com código penal, sendo fundamental uma mudança de natureza estrutural, de mentalidade, diante de um sistema político que gera corrupção e de uma cultura política permissível à corrupção.  “A cada um de nós, que temos a concepção de democracia do Estado de Direito, só nos cabe resistir, falar, para que nossas vozes sejam ouvidas para além das salas de audiências”, concluiu.

O professor Antônio Cavalcante, do Departamento de Ciências Jurídicas do CH, parabenizou o CADI pelo evento, por propor um debate atual e oportuno, reunindo profissionais importantes do cenário jurídico. Também relatou a admiração que sente pelo ex-ministro Eduardo Cardozo: “Admiro sua firmeza na luta pelo que acredita, e a elegância como conduz seu agir, fazendo sempre a crítica com respeito, não vendo o outro como o inimigo a ser destruído”. Ainda estiveram presentes no evento: o professor Laplace Guedes, diretor do Centro de Ciências Jurídicas da UEPB, que, na ocasião, representou o reitor Antônio Guedes Rangel Junior; a diretora adjunta do CH, professora Cléoma Toscano; o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados da Paraíba, Carlos Fábio; além de representantes da OAB-Subsecção Guarabira e vereadores dos municípios de João Pessoa e Guarabira.

O 6º CONJUR teve como objetivo principal promover um debate amplo sobre sistema democrático e relações de poder, tendo a conjuntura política brasileira como ponto de partida para as discussões. O presidente do CADI, o estudante Yoseph Vaz, agradeceu a cada um dos membros da diretoria pelo empenho na organização do evento e aos colaboradores externos por terem acreditado na proposta. “O CONJUR é muito esperado pelos estudantes de direito. A cada edição, conseguimos elevar o nível do congresso. Nosso sentimento é de dever cumprido”, disse Yoseph.

Foram três dias de atividades, em que mais de 200 inscritos assistiram palestras proferidas por relevantes nomes do campo jurídico e da ciência política, bem como por advogados renomados, representantes da Controladoria Geral da União e do Ministério Público de Contas da Paraíba. O evento ainda contou com a experiência e contribuição de professores da UEPB, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Ascom-CH

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Educação

Abertas inscrições para o concurso “Meu mundo 360º”, organizado pelas Nações Unidas

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A Coordenadoria de Relações Internacionais (CoRI) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) informa que estão abertas, até o dia 15 de agosto, as inscrições para o concurso “Meu mundo 360º”, promovido pelas Nações Unidas, que busca por mídias 360º de jovens de todo o mundo em apoio as Metas de Desenvolvimento Sustentável, com foco em Ação Climática e Redução de Desigualdades. As melhores histórias serão exibidas na Assembleia Geral da ONU, na Alemanda, em setembro de 2019.

Conforme os promotores do concurso, o “Meu mundo 360º” convida jovens de todos os lugares para se tornarem criadores de mídia de 360º e compartilharem suas perspectivas sobre como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são relevantes em suas comunidades como tomadores de decisão para inspirar todos a agir por essas metas.

As ações desenvolvidas pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) ao longo dos seus 53 anos credenciaram a Instituição na admissão à United Nations Academic Impact (Unai), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que reúne instituições de ensino superior de todo o mundo para promover ações no âmbito de 10 princípios fundamentais, dentre os quais estão o enfrentamento aos problemas da pobreza através da Educação, compromisso com os direitos humanos, sustentabilidade, promoção da paz, entre outros. Atualmente, a Unai conta com 1.300 instituições associadas, espalhadas por 135 países.

Conheça mais sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável clicando AQUI. Detalhes sobre o concurso, link para inscrição, tutoriais e recomendações podem ser conferidos clicando AQUI.

Por Tatiana Brandão/UEPB

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Brasil

Termina hoje prazo para complementar inscrição no Fies

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Foto: Ilustração

Termina hoje (12) o prazo para que os candidatos pré-selecionados no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) complementem a inscrição no site do programa na internet.

Para garantir a vaga, o candidato deve prestar informações como nome do fiador, caso seja necessário, e o percentual de financiamento.

A relação com os pré-selecionados já está disponível no site do Fies desde a última terça-feira (9).

Caso o candidato perca o prazo, as vagas ficarão disponíveis na lista de espera para todos os candidatos não contemplados na primeira fase.

A lista serve para que esses estudantes tenham a oportunidade de preencher vagas que não forem ocupadas. Essa etapa ocorre de 15 de julho a 23 de agosto.

Para a segunda edição do ano, 46,6 mil vagas foram ofertadas em 1.756 instituições de ensino privadas de todo o país.

Com financiamento a juro zero, o Fies é voltado para estudantes com renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos.

Para concorrer ao financiamento, o candidato precisa ter feito qualquer uma das últimas dez edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter alcançado média igual ou superior a 450 pontos nas questões e não ter zerado a redação.

P-Fies

O resultado para o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) foi divulgado no último dia 9.

Diferentemente do Fies, no P-Fies os juros são variáveis e as condições são definidas pela instituição de ensino e pelo banco.

Para participar, o estudante precisa ter renda familiar mensal bruta por pessoa de até cinco salários mínimos.

Os aprovados no P-Fies devem comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição com a qual fecharão o contrato para validar suas informações.

O P-Fies é por chamada única, sem lista de espera.

Fonte: Agência Brasil

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Cidadania

Gari graduado em História destaca invisibilidade social da profissão e poder transformador da Educação

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Fotos: Dje Silva

“Quando o homem compreende a sua realidade, pode levantar hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procurar soluções. Assim, pode transformá-la e o seu trabalho pode criar um mundo próprio, seu ‘Eu’ e as suas circunstâncias”. Se essa frase de Paulo Freire, o mais importante educador brasileiro, remete ao poder libertador que a educação tem, ela certamente pode ser dirigida à vida de Ednilson de Pontes Silva. Aluno do curso de História do Centro de Humanidades (CH) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), ele apresentou recentemente seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), uma obrigação de praxe para todos os estudantes concluintes, mas que ganhou um significado especial quando, instantes antes de iniciar sua apresentação, o estudante se retirou da sala, vestiu um uniforme e retornou ao local para realizar a defesa da sua pesquisa.

O ato da troca de roupa não foi protocolar, nem sequer uma exigência por parte da banca. Foi o modo que ele encontrou para expressar o que representou sua trajetória ao longo do curso. Concursado desde 2011 na Prefeitura de Pirpirituba, sua cidade natal, Ednilson, que está prestes a completar 32 anos, trabalha diariamente como gari nas ruas do município e disse saber bem o que sua profissão representa aos olhos de muitas pessoas. Sem reconhecimento profissional e visto com desconfiança por lidar com materiais descartáveis, ele disse ter escolhido o tema de invisibilidade social por sentir na pele essa reação quase todos os dias.

“As pessoas não reconhecem o trabalho dos garis. Existe um preconceito social enorme e nós sofremos isso todos os dias. É como se o fato da gente trabalhar varrendo a rua ou recolhendo o lixo nos diminuísse. Nós não somos invisíveis. Mas as pessoas não nos enxergam na rua. Já aconteceu comigo várias vezes de pessoas que eu conheço não falarem comigo se eu estiver vestindo a farda de gari”, disse Ednilson, que decidiu usar sua vestimenta na apresentação do TCC dias antes dela acontecer. “Como a área de concentração da pesquisa é História, Trabalho e Economia, eu achei que o ato de estar fardado tivesse uma grande representação”, acrescentou.

Intitulado “Trabalho, desigualdade social na contemporaneidade: reflexões sobre a invisibilidade dos agentes de limpeza pública (garis)”, o TCC de Ednilson Pontes começou a ser pensado a partir do contato que ele teve com a tese do psicólogo Fernando Braga Costa, que desenvolveu um estudo de psicologia social com garis. Orgulhoso do trabalho com 48 laudas, ele afirma ter levantado uma discussão importante nos contextos social e educacional. “Tudo o que eu lia naquela tese, que depois foi transformada em livro, era como se ele estivesse falando para mim. O autor falava do constrangimento que os garis passam, da invisibilidade social e é tudo isso que nós sofremos. É como se houvesse uma cegueira social impedindo que as pessoas nos enxerguem”, disse.

Por apontar o termo “cegueira social”, um dos autores utilizados pelo estudante foi o português José Saramago, autor do livro conhecido em todo mundo, “Ensaio sobre a Cegueira”. Além dele, foram usados como referenciais de pesquisa historiadores como Ricardo Antunes e Janaína Amado, que pesquisam sobre trabalho, classe operária, sindicalismo, conflitos sociais, entre outros. “A área de concentração nos deu oportunidade de abordar esses temas que são importantes para entendermos que cenário social é esse que vivemos. Na pesquisa que desenvolvemos está, além do estudante, um gari falando do que os garis sofrem diariamente”, destacou.

A professora Verônica Pessoa, orientadora do Trabalho de Conclusão de Curso, contou que, para ela, foi uma surpresa ver seu orientando entrar na sala vestido com sua roupa de trabalho, já que ele não havia comentado com ela, nem pedido sua opinião. Entretanto, ela valorizou a decisão do aluno, que conseguiu desempenhar uma pesquisa que tanto abordou questões relativas aos temas trabalho, invisibilidade social e a transformação da realidade a partir dos estudos feitos.

“O maior desafio era conseguir separar o pesquisador do objeto pesquisado. Mas, devido ao envolvimento de Ednilson como o tema e sua relevância social, a abordagem que ele fez foi muito boa. Foi uma grata surpresa a maneira como ele construiu o texto, usando parte da teoria e, logo em seguida, os depoimentos dos garis. Ele conseguiu evoluir muito, o que para mim e para a banca confirmou como um trabalho muito bom”, disse a professora, que ainda destacou a contribuição na banca avaliadora dos professores Rival Amador de Sousa e Susei Oliveira da Rosa.

No dia da apresentação, não bastava a presença da esposa Thaís Pereira Felipe, com quem é casado há seis anos, e da filha de dois anos, Laís Pereira de Pontes. Estavam lá alguns dos colegas garis que contribuíram para a realização da pesquisa de Ednilson. Satisfeito, ele agora está tentando se habituar com a repercussão que sua história teve. Após entrevistar seus amigos de trabalho, agora é ele quem tem atendido vários veículos de comunicação para aprofundar mais sua história. “Quando eu decidi apresentar o TCC com minha farde de gari, eu não esperava toda essa repercussão. Está sendo bom para as pessoas repensarem algumas coisas, como a valorização do nosso trabalho. Mas eu não quero ser lembrado apenas por isso. Quero que todos vejam o que a educação pode fazer na vida das pessoas”, acrescentou.

 

Aprendendo a não ter vergonha da profissão

Conviver com outros alunos no Câmpus III, em Guarabira, não foi tão fácil para Ednilson Pontes como para qualquer outro recém-chegado em uma Universidade. Em contato com colegas que muitas vezem usavam a roupa do trabalho dentro da sala de aula, ele afirmou ter refletido durante muito tempo se teria coragem de vestir sua farda para assistir aula. Tímido no começo do curso, apenas no segundo ano revelou para seus amigos qual era sua profissão e como se sentia às vezes por vivenciar situações constrangedoras envolvendo a reação das pessoas ao saberem que ele era gari.

“Você vê pessoas que estudam na área de Saúde assistindo aulas com jaleco, outros, aqui no Câmpus, vindo com farda de policial ou de terno, por estudarem Direito. Daí sempre fiquei pensando como seria a reação das pessoas se eu usasse minha farda da gari na Universidade. No início eu me sentia constrangido. Era um choque de realidade para mim a vida na Universidade. Mas depois de um tempo conversei com meus amigos de turma, contei do meu trabalho e a reação deles foi a melhor possível. Me apoiaram, me acolheram com mais alegria e reconheceram a validade da profissão de gari”, disse Ednilson.

Ainda durante o processo de pesquisa, ele afirmou outra tarefa importante da sua formação: convencer 10 de seus colegas garis a participarem do TCC. “Nós somos 21 garis na ativa e eu consegui conversar com 10 para participarem da entrevista para a pesquisa. No início foi difícil convencê-los e eu entendo isso. Eles tinham medo de se expor, mas consegui encorajá-los. É muito preconceito que nós sofremos, mas consegui mostrar a eles que essa era uma oportunidade para darmos mais visibilidade a nossa profissão e também nos valorizarmos”, acrescentou.

Família humilde e trajetória na escola pública

Da infância humilde no bairro da Caixa D’água, um local no Centro da cidade de Pirpirituba podia mudar a história de Ednilson. E era lá que ele via a oportunidade de melhorar a vida conquistando suas aspirações. A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Augusto de Almeida foi a base educacional dele durante toda a sua formação, até concluir o Ensino Médio em 2006 e se ver no momento de colocar a prova o que aprendeu ao longo da vida.

Mas a trajetória não parecia ser fácil. Filho de um gari, profissão que o pai também exerceu, e de uma dona de casa, Ednilson precisava trabalhar paralelamente aos estudos para poder ajudar sua família. Foram anos no comércio de Guarabira que, além de contribuírem para seu sustento, também o enchia de vontade de continuar tentando ingressar em uma Universidade.

“Quando eu terminei o 3º ano, tentei vestibular na UEPB por dois anos, mas não consegui passar. Mas não parei por aí. Mesmo trabalhando no comércio eu usava o horário do almoço e a noite, quando chegava do trabalho, para estudar. Foi assim que passei no concurso, em 2011, mas o sonho de entrar na Universidade ainda era muito forte. Continuei estudando até que, em 2013, no último vestibular próprio da UEPB, consegui passar para o curso de História”, contou Ednilson.

E porque estudar História? Porque escolher a profissão de professor? Essas questões são rapidamente explicadas pelo futuro docente, que sempre viu na educação a chance de conseguir alcançar seus objetivos. “Sempre gostei de ler. Me interesso por poesia, literatura, até escrevi os agradecimentos do TCC em verso. Mas a História tem um significado diferente para mim. Entender as questões sociais, contribuir para a conscientização política e social das pessoas é algo que eu tenho muita vontade de fazer”, destacou.

Planos para a docência Ednilson também contou que tem. Além de ver potencial para continuar sua pesquisa na Universidade, em um Programa de Pós-Graduação, ele acredita que terá a oportunidade de mostrar, a partir de sua experiência, como a Educação pode transformar a vida das pessoas. “Se surgir uma oportunidade de ser professor, vou agarrar. Eu acho que, como gari, consegui plantar uma semente na vida de algumas pessoas. Mas, como professor, posso plantar muitas mais. A escola tem um papel primordial na vida da gente e se começarmos com a Educação nas crianças, seja ensinando que não pode jogar um papelzinho no chão, poderemos mudar muita coisa”, disse Ednilson, sem esconder a gratidão de ter conseguido seus objetivos a partir da escola pública.

“Eu só sou o que sou por conta da escola pública. Lá eu encontrei professores que me ajudaram a me formar e a formar muitas outras pessoas. E eu consegui me formar em uma universidade pública. Por isso fico muito triste com todos esses cortes na Educação. Se cortarem os investimentos quem vai sofrer é quem vem de baixo. Vai faltar escola e universidade para os filhos dos garis, das empregadas domésticas e não para quem pode pagar uma escola particular, por exemplo. Isso é a mesmo que cortar o sonho das pessoas”, concluiu Ednilson.

Texto: Givaldo Cavalcanti
Fotos: Dje Silva

Assessoria/UEPB

 

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