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Saúde

Anvisa aprova registro de medicamento para tratar epilepsia

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova opção terapêutica para o tratamento da epilepsia. O produto é o Levetiracetam, medicamento genérico que será comercializado em solução oral.

Segundo a agência, o remédio é indicado como monoterapia para o tratamento de crises parciais, com ou sem generalização secundária, em pacientes a partir dos 16 anos com diagnóstico recente de epilepsia.

O medicamento também é indicado como terapia complementar no tratamento de crises parciais em adultos, crianças e bebês a partir de 1 mês de vida e está autorizado para uso durante crises mioclônicas (espasmos rápidos e repentinos) em adultos e adolescentes a partir dos 12 anos.

O Levetiracetam poderá ser usado ainda em situações de crises tônico-clônicas (combinação de contrações musculares) primárias generalizadas, em adultos e crianças com mais de 6 anos com epilepsia idiopática generalizada.

“Para a Anvisa, a concessão de registro de um novo medicamento genérico é de extrema importância para ampliar o acesso da população a medicamentos com qualidade e com redução de custo”, informou a entidade, por meio de nota.

Fonte: Agência Brasil

Saúde

SBC diz que diagnóstico precoce do câncer de próstata salva vidas

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Por preconceito e medo, muitos homens ainda deixam de se submeter aos exames preventivos do câncer de próstata, a segunda maior causa morte de pessoas do sexo masculino, depois do câncer de pulmão.

Caso houvesse maior conscientização sobre os benefícios do diagnóstico precoce, além das chances de cura, haveria uma substancial redução nos custos do tratamento, alerta o cirurgião oncológico Ricardo Antunes, presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

“É preciso ter em mente que o maior desafio de saúde no mundo , apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é o surgimento de 20 milhões de casos novos de câncer. Metade dos afetados vem à óbito. No Brasil, 30% dos mais de 60 mil novos casos de câncer em homens correspondem à incidência de tumores malignos”, destacou o especialista.

Diante dessa constatação ele lembra a importância da campanha Novembro Azul, um movimento que surgiu na Austrália, em 2003, e mais recentemente no Brasil, de alerta sobre a necessidade de os homens cuidarem melhor de sua saúde, especialmente nos cuidados preventivos, como o toque retal, onde o médico pode perceber o aumento da glândula, e o PSA, exame de sangue pelo qual pode-se detectar a enzima produzida pela próstata.

De acordo com o oncologista, o ideal é começar a fazer esses exames anualmente a partir dos 50 anos. Segundo ele, a recomendação àqueles com histórico familiar de câncer é que os exames sejam feitos aos 45 anos. Nesse caso, o risco de contrair o mal cresce de três a dez vezes.

Para Ricardo Antunes, o grande desafio é que “existem dois grandes fantasmas que aterrorizam os homens: o medo de uma evolução para disfunção erétil e incontinência urinária”. Ele garante, no entanto, que houve um grande avanço no conhecimento científico e na medicina para tratamento e que deixar para buscar a cura tardiamente implica em altos custos e perda da qualidade vida, além do risco de morte.

Conforme o concologista, as causas do câncer de próstata ainda são desconhecidas. Entretanto, existem evidências de maior suscetibilidade entre homens com histórico familiar, com dieta a base de carnes vermelhas e gorduras, que consomem mais álcool ou fazem uso de tabaco. A doença é menos comuns entre os que dão preferência para alimentos à base de frutas e vegetais, entre eles tomate, cenoura e leguminosas (feijões, ervilha e soja).

O presidente da SBC reconhece que não bastam as campanhas de conscientização. Ele defende a necessidade de um aporte maior de recursos destinados a exames preventivos e mais acesso aos tratamentos de cura, pois o tempo de espera de um paciente no Sistema Único de Saúde (SUS) chega a demorar até seis meses.

Ricardo Antunes acrescentou que a valorização do setor de saúde pública deveria ser ainda maior, levando em consideração o fato de que o Brasil está envelhecendo. “Houve um aumento da longevidade no Brasil e, pelas estimativas, teremos 30 milhões de idosos em 2025. Isso preocupa porque 80% dos pacientes com câncer são idosos”.

Fonte: Agência Brasil

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Saúde

Associação lança projeto para conscientizar população sobre diabetes 2

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Para lembrar o Dia Mundial do Diabetes e conscientizar a população sobre o diabetes tipo 2, a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ) lançou o projeto Bom Dia – Um Dia de Cada Vez, e Cada Dia Melhor!. O objetivo da campanha é chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce, por meio de consulta e exames, e para a necessidade da adesão ao tratamento indicado pelo médico.

A campanha destaca ainda o alerta para mudanças de hábito e estilo de vida que têm de ser de adotadas pelas pessoas diagnosticadas com a doença.

Segundo a ADJ, serão postados vídeos nas redes sociais da associação (Facebook, Instagram e Youtube), com depoimentos de convidados que falarão sobre as causas da doença, tratamentos e formas de prevenção. O primeiro vídeo, com o ator Danton Mello, que é o embaixador da campanha, já está no ar.

“Queremos motivar as pessoas a começarem cada dia com otimismo, seguindo o princípio de ‘um dia de cada vez’, comprometendo-se justamente com o dia que estamos sempre vivendo: o dia de hoje. Sem impor a si mesmo decisões para a vida toda, à base do ‘nunca mais vou…’, que resultam em grandes frustrações”, disse o gerente de marketing  do laboratório Servier, Rafael Borges.

De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que no Brasil, existam mais de 12,5 milhões de diabéticos tipo 2, e as mortes em decorrência da doença, aumentaram 12% em seis anos.

Os sintomas do diabetes tipo 2 são fome e sede frequentes, alteração visual, infecção na pele, principalmente quando as feridas demoram para cicatrizar, infecção de rins, vontade constante de urinar, emagrecimento sem controle e razão e formigamento.

De acordo com a ADJ, a doença pode aparecer em qualquer pessoa, de qualquer faixa etária, mas o risco maior está entre indivíduos com mais de 40 anos, obesos e sedentários. A hereditariedade, o consumo elevado de álcool, a hipertensão, o colesterol e os triglicerídeos alterados, além de histórico de diabetes gestacional, também são fatores de risco.

O diabetes é uma doença progressiva  e, se não for tratada adequadamente, pode ocasionar complicações como doenças cardiovasculares, hipertensão, insuficiência renal, perda de visão e até amputação de membros.

Fonte: Agência Brasil

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Saúde

Campanha pede empatia com pessoas que sofrem de depressão

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Foi lançada hoje (13), na capital paulista, a campanha de esclarecimento sobre a depressão Pode Contar, com enfoque na empatia, ou seja: a capacidade de familiares e amigos se colocarem no lugar da pessoa que sofre  com a depressão. O conteúdo da campanha está disponível no site.

Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), explica que a empatia não é passar a mão na cabeça ou sentir pena de quem sofre com a doença, mas se colocar no lugar do outro: “É se reconhecer no outro. Nós na ABP falamos muito de combater o estigma da depressão e nada melhor que exercitar a empatia”, disse.

De acordo com a médica, a empatia envolve processos afetivos e cognitivos e se traduz na capacidade de perceber os sentimentos e emoções da outra pessoa, sem julgamentos. Segundo ela, as doenças mentais estão entre as dez patologias mais prevalentes de um total de 32 doenças incapacitantes para o trabalho.

A engenheira Bernadete de Araújo, de 64 anos, conta que a depressão a afetou de diversas formas. Ela sofreu de forma recorrente desde a infância, mas notou sintomas exarcebados na vida adulta. Ainda assim, demorou oito anos para conseguir o diagnóstico.

“Houve um tempo na minha vida em que eu não conseguia raciocinar, somar ou subtrair. Eu fazia relatórios em outras línguas, mas não conseguia ler uma manchete de jornal. De repente, eu me tornei impaciente, ansiosa e até agressiva. Eu sentia uma tristeza enorme e não entendia a razão”, lembrou.

Diagnóstico

Para a cardiologista Roberto Miranda, da Faculdade de Medicina da USP, muitas vezes é o médico primário – como cardiologista ou ginecologista – que identifica os sintomas.

“Muitos pacientes têm alterações cardíacas, dor de cabeça, dor no peito, palpitações e crises de hipertensão. Eles vinham ao pronto-socorro com essas crises e, após o tratamento contra a depressão, não voltavam mais ao atendimento de emergência”, alerta.

O especialista explica que a depressão tem também relação com outros eventos cardiovasculares e está associado ao aumento do risco de infarto.

Tratamento

Táki Cordás, coordenador de ambulatório no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, disse que quanto menos desenvolvida é a sociedade, maior a demora para se buscar ajuda. “Estima-se que 70% das pessoas que precisam de tratamento não estão recebendo”, disse ele.

Depois de alcançar o diagnóstico, de 30% a 50% dos pacientes não continuam com o tratamento, um índice preocupante para Cordás. “Preciso lembrar que o antidepressivo não vícia, não muda a personalidade, não vai te deixar ligado. Assim como o indivíduo que tem hipertensão, diabetes, o depressivo precisa do medicamento”, disse.

Ele avalia que o tempo do tratamento pode variar conforme a quantidade de crises apresentadas pelo paciente. Dependendo do caso, pode ser de um ano ou, para aqueles que sofreram mais de três crises na vida, o tratamento pode durar a vida inteira. “A nossa medicina ainda é apenas controladora da doença”, explicou.

De acordo com ele, o paciente que toma a medicação por seis meses e decide descontinuar o uso tem 80% de chances de sofrer uma recaída.

Fonte: Agência Brasil

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