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Saúde

DIA DO SEXO – Ginecologista e psicóloga falam sobre mitos e verdades quando o assunto é sexo

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Dez anos atrás, uma marca de preservativos lançou uma campanha de marketing instituindo o dia 6 de setembro como Dia do Sexo. A escolha do dia tem a ver com os algarismos da data que remetem a uma das posições sexuais mais famosas do Kama Sutra, o 69. O slogan da campanha dizia que “Faltava um dia em homenagem àquilo que deu origem a tudo”. Aproveitando a data, a ginecologista Ticiana Torres e a psicóloga Patrícia Satto, ambas do Hapvida Saúde, falam sobre alguns mitos e verdades a respeito do sexo. Confira:

A mulher pode engravidar durante o ciclo menstrual

MITO. “Durante a menstruação a mulher não engravida. Já que estamos diante do período fisiológico de descamação do endométrio (camada interna do útero). A mulher engravida durante o período ovulatório e peri-ovulatório (dias antes e depois da ovulação)”, esclarece Ticiana Torres, ginecologista do Hapvida.

É possível ter relações sexuais durante toda a gravidez

VERDADE. É possível sim fazer sexo durante toda a gravidez, mas, claro, se a gestante tiver à vontade com o fato de ter a relação sexual. “Se não sentir dor, se não tiver sangramento ou nenhuma outra contraindicação pelo médico obstetra que a acompanha, não há motivos clínicos para evitar o sexo durante a gestação”, conta Ticiana Torres.

A gravidez aumenta a libido da mulher

DEPENDE. Segundo a ginecologista Ticiana Torres, a gravidez pode, em algumas mulheres, exercer um efeito maravilhoso na libido, mas isso depende de como essa mulher encara a gravidez, o “estar grávida”. “Se isso é bem-vindo, pode sim aumentar a libido”, reforça.

Coito interrompido evita gravidez 

DEPENDE. O coito interrompido é considerado uma forma de contracepção, porém, de acordo com a ginecologista Ticiana Torres, não é o mais seguro, pois os homens também têm uma lubrificação durante o ato sexual e nesta pode haver espermatozoides. “O melhor é conversar com seu ginecologista para seguir métodos contraceptivos mais seguros”, aconselha.

Masturbação faz bem.

VERDADE. “É preciso conhecer seu corpo, suas preferências, o que traz prazer, para que assim você possa ter uma relação sexual prazerosa com outra pessoa. O primeiro passo para quem não tem orgasmo é fazer a autoconhecimento para descobrir o máximo sobre o que gera prazer em você e isso inclui, sim, a masturbação”, esclarece Ticiana.

O uso de anticoncepcional diminui a libido.

DEPENDE. Alguns anticoncepcionais podem sim reduzir o desejo sexual, mas não todos. “Converse com seu ginecologista para ele te esclarecer melhor o método que você já usa ou que vai usar. Temos já muitos anticoncepcionais no mercado, mais modernos, que tiveram essa preocupação de não interferir na libido”, conta a ginecologista.

Ausência de vitamina B12 pode ser a causa da infertilidade.

VERDADE. Como conta a ginecologista Ticiana Torres, a vitamina B12 está associada ao metabolismo de diversas células no nosso corpo. As deficiências importantes de vitamina B12 podem sim interferir nos gametas feminino e masculino, isto é, óvulos e espermatozoides. Não é exame fundamental para pesquisar se não houver outras queixas associadas ou uma infertilidade já estabelecida. E se houver infertilidade no casal, o médico deve pesquisar tanto o homem quanto a mulher. “Vários são os exames necessários para o casal. É necessário buscar o foco do problema do casal, e esse deve ser resolvido em conjunto. A mulher procura seu ginecologista e o homem o urologista”, reforça.

Prender a ejaculação causa dor nos testículos.

VERDADE. “Não ejacular pode causar dor testicular, pois quando ocorre a ereção aumenta o fluxo sanguíneo para a região íntima masculina e esse fluxo sanguíneo, tanto na mulher quanto no homem, retorna ao normal mais rapidamente quando ocorre a ejaculação no homem e quando ocorre o orgasmo na mulher”, esclarece Ticiana.

O diálogo é fundamental para uma vida sexual satisfatória.

VERDADE.  Quanto mais aberto com o parceiro ou parceira, quanto mais você fala e expõe o que gosta e o que não gosta, melhor será a relação sexual. “A relação sexual é se permitir e quanto mais você conhece o outro e tem uma conversa aberta sobre sexo, a relação sexual fica mais gostosa, pois você vai saber o que o outro quer e espera”, aconselha a psicóloga Patrícia Satto.

Aspectos psicológicos podem afetar o desejo sexual.

VERDADE.  A falta de desejo sexual pode ter diversas causas, fisiológicas, mas também psicológicas. Alguns traumas ou situações vivenciadas podem gerar algum bloqueio que afeta a vida sexual dos indivíduos e, nesses casos, é importante procurar um psicólogo. “É importante buscar uma ajuda psicológica quando a pessoa não tem vontade de fazer sexo, quando não sente prazer, quando não se permite vivenciar esse momento, quando não se abre para o outro para entender o porquê desse bloqueio, independente de ser homem ou mulher”, lembra a psicóloga.

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Saúde

Setembro Amarelo: OMS diz que é possível prevenir suicídio

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Foto: Reprodução/internet

A cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo. No Dia Mundial para a Prevenção do Suicídio (10/9), a Organização Mundial da Saúde (OMS) reafirma a importância de todos os países adotarem estratégias de prevenção com eficácia comprovada.

De acordo com o diretor-geral da OMS, é possível evitar o suicídio. Ele diz que, para isso, as nações precisam se mobilizar para implementar ações eficazes e políticas públicas eficientes. Segundo a OMS, apenas 38 países têm programas nacionais de saúde e políticas eficientes de prevenção ao suicídio.

Uruguai

O Uruguai é um país que tem, historicamente, altos índices de suicídio. Em todo o continente americano, é o terceiro em número de casos, ficando atrás apenas da Guiana e do Suriname. A taxa registrada em 2016 foi quase três vezes maior do que a brasileira – foram 18,4 suicídios para cada 100 mil habitantes, enquanto o Brasil registrou 6,5 para cada 100 mil habitantes.

Neste ano, o Ministério da Saúde uruguaio fez um apelo à imprensa com o objetivo de melhorar a abordagem do assunto no noticiário e de romper o tabu de que não se deve falar sobre suicídio na mídia. O ministério promoveu inclusive uma oficina com jornalistas e outros profissionais que podem ter  papel relevante no momento de dar uma notícia ou difundir serviços e mecanismos de apoio aos cidadãos.

Para especialistas do Ministério da Saúde do Uruguai, o primeiro mito é justamente o de que não se deve falar sobre o assunto. Eles afirmam que o assunto deve ser tratado, sempre com responsabilidade, nas escolas, nas ruas e nas famílias. E compartilham o entendimento do governo brasileiro de que o apoio emocional e o diálogo podem salvar vidas.

No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende voluntária e gratuitamente, sob total sigilo, todas as pessoas que querem conversar sobre o assunto. O atendimento é por telefone, e-mail, chat e voip e funciona 24 horas, todos os dias. A ligação para o CVV, que atua em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do número 188, é gratuita e pode ser feita de qualquer linha telefônica fixa ou celular.

De acordo com o Ministério da Saúde do Uruguai, outros mitos são os de que falar de suicídio estimula mais pessoas a se matar; que quem ameaça se matar não tem uma real intenção e que quem tenta o suicídio uma vez seguirá tentando.

Os especialistas insistiram que o fundamental é a prevenção e a divulgação de serviços de apoio a quem necessita. Outro ponto muito importante é nunca associar juízos de valor como “coragem” ou “covardia” quando se noticiam suicídios.

Brasil

Para o Ministério da Saúde do Brasil, para a prevenção, é fundamental estar atento a possíveis sinais de alerta. Entre esses sinais estão o aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas; preocupação com a própria morte ou falta de esperança; expressão de ideias ou de intenções suicidas.

Caso a pessoa não atenda a telefonemas, passe a interagir menos nas redes sociais ou deixe de frequentar círculos de amigos e reuniões familiares, é importante ficar atento. Conversar com pessoas de confiança e procurar ajuda dos serviços de suporte são iniciativas fundamentais de prevenção.

“Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido e doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados determinantes para o suicídio.”  Assim, tais fatores devem ser levados em conta se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta”, acrescenta po ministério.

Em caso de perigo, não se deve deixar a pessoa sozinha, nem permitir que tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos). É importante estar em contato permanente para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

Mundo

Segundo o relatório Suicídio no Mundo – Estimativas Mundias de Saúde (Suicide in the world – Global Health Estimates, em inglês), o suicídio é um grave problema de saúde pública global. Está entre as vinte principais causas de morte em todo o mundo. Há mais mortes causadas por suicídio do que por malária, câncer de mama, guerra e homicídio. O suicídio atinge cerca de 800 mil pessoas todos os anos.

A OMS considera a redução da mortalidade por suicídio prioritária como meta global. A meta foi incluída como indicador nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), as principais intervenções que demonstraram sucesso na redução de suicídios são: orientar a mídia sobre a cobertura responsável do tema; implementar programas entre os jovens para desenvolvimento de habilidades que lhes permitam lidar com o estresse da vida; identificação precoce, gerenciamento e acompanhamento de pessoas em risco de suicídio.

Agência Brasil

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Saúde

Em um ano, ministério respondeu a 11,5 mil dúvidas sobre saúde

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Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O serviço criado pelo Ministério da Saúde para esclarecer boatos e notícias falsas da internet completa um ano nesta terça-feira (27) com 11,5 mil resoluções das 12,2 mil dúvidas. Segundo o ministério, o Canal Saúde sem Fake News, por meio do número (61) 99289-4640, esclareceu 104 diferentes notícias falsas (fake news). Entre os principais temas recebidos estão vacinação, falsos cadastros para atendimento no SUS, surgimento de câncer por falta de vitamina, uso excessivo de celulares e curas milagrosas de doenças por meio de alimentos.

De acordo com o diretor de Comunicação Social do Ministério da Saúde, Ugo Braga, a pasta verificou que, aos poucos, as pessoas estão entendendo a gravidade de espalhar esse tipo de notícia sem qualquer verificação. “A propagação de informação errada sobre saúde é tão grave que pode até matar”, diz.

A Região Sudeste foi a que enviou o maior número de mensagens; mais de 50% das conversas respondidas foram do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.  Segundo o ministério, por meio do canal, também foi possível perceber que na época de vacinação contra a gripe a principal notícia recebida era de uma nova gripe e que o chá de erva doce era a cura para doença. Uma curiosidade é que o número recebe diariamente mensagens sobre uma “bactéria no feijão” e sobre a água de coco para esclarecer se faz bem ou mal para saúde.

O canal é exclusivo para recebimento de dúvidas sobre notícias falsas e todos os boatos estão disponíveis no site www.saude.gov.br/fakenews. O ministério esclarece que o serviço não deve ser utilizado para dúvidas sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse caso, o material deve ser direcionado à Ouvidoria Geral do SUS, no número 136, ou as secretarias municipais e estaduais de Saúde.

Temas polêmicos e fake news recebidos pelo Ministério da Saúde:

1. Vacinação:

– Vídeo afirmando que a vacinação faz mal

– Vacina causa autismo

– Dúvidas sobre a campanha de vacinação do sarampo

– Nova gripe fatal e a cura pelo chá de erva doce (durante a época da campanha de vacinação)

– Vacina anticâncer

2. Cadastro Brasil Sorridente

3. Câncer é deficiência de vacina B17

4. Maculopatia (doença na retina) causada por uso do smartphone

5. Dipirona importado da Venezuela com vírus

6. Alimentação em geral

– Cura de doenças como diabetes por alimentos

– Chás e produtos que curam doenças

– Limão no copo faz mal

– Bactérias nos feijões

Fonte: Agência Brasil

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Saúde

Vacinar gestante é fundamental para proteger bebê, dizem especialistas

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Tema que encerrou a Jornada Nacional de Imunizações na tarde de hoje (7), a vacinação de gestantes foi apontada por especialistas como fundamental para proteger bebês contra doenças que podem infectá-los antes de chegar o momento da imunização. As coberturas vacinais entre grávidas, apesar de terem se elevado ao longo dos últimos anos, continuam abaixo das metas estabelecidas.

O calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde recomenda que as gestantes estejam em dia com a vacina contra a hepatite B, que se vacinem nas campanhas anuais contra a gripe e que tomem também a vacina dTpa, que previne a difteria, o tétano e a coqueluche.

Dados apresentados no encontro pelo Programa Nacional de Imunizações mostram que a vacinação de grávidas contra o vírus influenza ficou em 84,6% na campanha de 2019 – abaixo da meta de 90%. No caso da a vacina dTpa, a cobertura em 2018 foi de 62,81%, também inferior aos 95% pretendidos.

A vacinação de gestantes com a dTpa no Brasil começou em 2014, como uma reação ao aumento de casos de coqueluche, que tem incidência considerável entre bebês menores de 2 meses – idade mínima para tomar a primeira dose contra a doença. A partir de 2017, a vacina passou a ser recomendada para gestantes a partir da 20ª semana como forma de proteger o recém-nascido.

A taxa de imunização de 2018 com a dTpa, apesar de baixa, é a maior desde 2014 e o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, defende que é preciso informar mais a população e capacitar os profissionais de saúde para que não sintam insegurança no momento de indicar as vacinas às gestantes.

“[A vacinação da gestante] É a principal forma de proteger o bebê nos primeiros meses de vida, quando há o maior risco. Temos muito a percorrer na cobertura vacinal da gestante e temos certeza que, a partir do momento em que a gestante souber que isso é uma forma de proteger o bebê, ela vai se vacinar. Mas, para isso, também precisamos que os nossos profissionais de saúde indiquem a vacinação”.

Entenda

A pediatra infectologista Marion Burger, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, explica que as vacinas aplicadas em gestantes produzem anticorpos capazes de atravessar a barreira placentária em quantidade suficiente para proteger o bebê nos primeiros meses de vida. Após o parto, a transferência de anticorpos continua com a amamentação.

“A gestante é a melhor fábrica de anticorpos que temos para proteger recém-nascidos. Por isso, a vacina dTpa precisa ser repetida à cada gestação, porque estou usando essa mãe como uma fábrica de anticorpos para o seu bebê e cada bebê tem que receber esse anticorpo”, diz ela, que acrescenta: “O leite materno é um ótimo imunizante pós-parto para o recém-nascido”.

Pesquisas do Instituto Butantan e da Universidade de São Paulo apresentadas no último dia da jornada confirmam resultados positivos com a vacinação de gestantes obtidos em outros países e revelam a eficácia e a segurança da vacina dTpa, a mais recente do calendário vacinal da gestante no Brasil.

A responsável pela área de farmacovigilância do Butantan, Vera Gattás, apresentou um estudo realizado entre 2015 e 2016 no estado de São Paulo que conclui que possíveis efeitos adversos da vacina constatados em parturientes analisadas foram, na grande maioria, leves e desapareceram em no máximo 72 horas após a aplicação da vacina.

“A vacina dTpa usada pelo Programa Nacional de Imunizações é segura e não foram identificados sinais de segurança inesperados”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

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