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Saúde

SBP lança campanha de sensibilização para prevenir gravidez precoce

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Foto: Divulgação

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou no dia 24 de janeiro de 2019 uma campanha para engajar, sensibilizar e fortalecer a atuação dos pediatras e hebiatras (especialistas responsáveis pela assistência à saúde dos adolescentes) na prevenção da gravidez precoce. O lançamento da campanha antecipa-se ao início da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, no dia 1º de fevereiro. A data foi instituída após o presidente Jair Bolsonaro sancionar a Lei nº 13.798, que acrescenta ao Estatuto da Criança e do Adolescente um artigo sobre o assunto.

Por meio do site Prevenção da Gravidez na Adolescência, a SBP apresentará aos médicos e à sociedade dados estatísticos, alertas sobre os riscos da gravidez precoce e detalhes da lei que instituiu a semana nacional dedicada ao tema. Também serão distribuídos cards pelas redes sociais e e-mail marketing aos mais de 23 mil associados.

Estarão disponíveis ainda dois documentos científicos destinados aos pediatras: o guia prático Prevenção da Gravidez na Adolescência e o manual de orientação Consulta do Adolescente: Abordagem Clínica, Orientações Éticas e Legais como Instrumentos ao Pediatra”, ambos de autoria do Departamento Científico de Adolescência da SBP.

De acordo com a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, com a campanha, a entidade quer alertar todos os pediatras brasileiros sobre sua importância no processo. Para isso, a SBP está também estimulando todas as suas filiadas estaduais a fazer um movimento com discussões sobre o tema. “Queremos que o pediatra seja protagonista nessa ação de prevenção. Que, em toda consulta, ele possa alertar e orientar adequadamente não só o adolescente como seus pais.”

A médica ressaltou que nas escolas brasileiras não há informação e educação sexual de maneira adequada e que muitas crianças e adolescentes não têm um pediatra que os acompanhe. “Ele [o pediatra] tem um papel fundamental na prevenção de doenças, na melhora da qualidade de vida e na orientação sobre a saúde da criança. Seu papel é importante também no acompanhamento do adolescente, na prevenção do uso de drogas, da gravidez.”

Para Luciana, a educação sexual deve começar em casa, junto com a família, mas é sabido que há uma parcela significativa da população que não tem nível educacional adequado e não se sente confortável para passar as informações aos filhos. “A adolescência vai dos dez aos 20 anos e nesse período é preciso ter informação sobre os riscos das doenças venéreas, da gravidez, sobre a necessidade de preservativo, sobre atividade física”.

Segundo Luciana, em muitas localidades brasileiras, as crianças e adolescentes só são atendidos na emergência e quando estão doentes. “Isso vai contra nossa ideia de que o pediatra tem que acompanhar esses indivíduos de maneira sistemática e periódica. Precisamos ter gestores e leis para isso, para que eles [os gestores] compreendam que. se queremos fazer um futuro diferente para o Brasil, temos que cuidar das nossas crianças hoje.”

A presidente da SBP ressaltou que a época da gravidez deve ser escolhida pelos pais, em um momento de maior maturidade, e não como um acidente que ocorre nos primeiros anos da vida sexual da adolescente. “É inadmissível que interrompamos a vida de uma adolescente aos 12, 13 anos. Que ela deixe de ir para a escola porque engravidou. É preciso cumprir o ciclo do desenvolvimento, da infância, da adolescência, estudar, trabalhar, ter uma perspectiva de vida, para depois escolher ter um filho.”

A médica disse ainda que normalmente a menina é mais prejudicada pela gravidez não planejada, porque o menino nem sempre tem maturidade para assumir o papel de pai nessa idade. “Nos hospitais públicos, muitas vezes chegam meninas de 17 anos já com três filhos, às vezes um de cada pai. Elas não têm expectativa de trabalho, não têm com quem deixar os filhos, e isso é muito ruim também para essas crianças.”

Além do aspecto social envolvido, a gravidez na adolescência está associada a uma série de riscos para a saúde da mulher e do bebê. Elevação da pressão arterial e crises convulsivas (eclâmpsia e pré-eclâmpsia) são alguns dos problemas de saúde que podem acometer a jovem grávida. Para o bebê, os problemas mais comuns são a prematuridade e o baixo peso ao nascer.

Panorama

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), na América Latina e no Caribe, a taxa de gravidez entre adolescentes é a segunda mais alta do mundo, ficando atrás somente da África Subsaariana. Anualmente, ocorrem em média 66 nascimentos para cada mil meninas com idade entre 15 e 19 anos, enquanto o índice mundial é de 46 nascimentos.

Segundo os dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivo (Sinasc), do Ministério da Saúde, o percentual de gravidez na adolescência caiu 17% no Brasil em 2015. Em números absolutos, a redução foi de 661.290 nascidos vivos de mães entre 10 e 19 anos em 2004 para 546.529 em 2015. No entanto, apesar dos avanços, o número ainda é considerado grande, representando cerca de 18% do total de nascidos vivos no país.

Fonte: Agência Brasil

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Saúde

João Azevêdo entrega doses de vacinas contra a Covid-19 em Monteiro e destaca importância da imunização completa

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O governador João Azevêdo entregou, nesta quinta-feira (25), em Monteiro, no Cariri paraibano, mais uma remessa de vacinas contra a Covid-19. Ao todo, foram entregues mais 3 mil doses, que serão utilizadas em D1, para adolescentes, e D2, para completar o ciclo vacinal básico da população adulta.

Ao lado da prefeita de Monteiro, Anna Lorena, o chefe do Executivo estadual voltou a destacar a importância da imunização completa para vencer a Covid-19. “Precisamos aumentar o ciclo completo da vacinação, que são as duas doses mais o reforço. Essa é a nossa busca, e queremos no próximo ano, se Deus quiser, estar em outro patamar de enfrentamento da Covid, com essa doença controlada, como a gripe, a H1N1, a influenza”, afirmou, destacando a logística de distribuição das vacinas durante as agendas administrativas do Governo do Estado, agilizando a distribuição e reduzindo custos. 

A prefeita Anna Lorena falou da satisfação por mais uma entrega de vacinas. “Ficamos muito felizes e sabemos do compromisso do Governo do Estado em manter essa entrega de vacinas, passo fundamental para que não baixemos a guarda na luta contra o coronavírus”, disse. 

A gerente regional de Saúde, Ravena Farias, explicou que as vacinas recebidas nesta quinta-feira serão utilizadas na vacinação de adolescentes, com D1, e para completar o ciclo vacinal básico da população adulta, D2. “A grande maioria dos municípios contemplados ainda hoje farão a retirada dessas doses para, nesta sexta-feira, já iniciar a aplicação”, completou.

Nesta quinta-feira (25), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou a distribuição de 241.328 doses de vacinas contra a Covid-19. As doses enviadas nesta nova remessa são todas da Pfizer/Comirnaty. Os imunizantes irão garantir a abertura dos esquemas vacinais com dose um (D1) e segundas doses (D2) da população paraibana. Do total de doses enviadas aos municípios, nesta que é a 66ª Pauta de Distribuição, 94.982 doses garantirão a D1 e a D2 de crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos de idade. A vacina para esta população teve início no mês de agosto e, nesta pauta, 22 municípios oficializaram a necessidade de interrupção de envio de Dose 1 para adolescentes, tendo em vista o alcance da meta da população alvo a ser vacinada. Já o restante, 146.346 doses, será destinado para a D2 da população entre 18 e 59 anos.

Secom-PB

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Saúde

Diretora da OMS diz que mundo está entrando em 4ª onda e teme carnaval

Ela abordou a situação da pandemia em conferência na abertura no Congresso Brasileiro de Epidemiologia.

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O mundo está entrando em uma quarta onda da pandemia do novo coronavírus. A avaliação é da diretora-geral adjunta de acesso a medicamentos e produtos farmacêuticos da OMS (Organização Mundial da Saúde), a brasileira Mariângela Simão. Ela abordou a situação da pandemia em conferência na abertura no Congresso Brasileiro de Epidemiologia.

“Estamos vendo a ressurgência de casos de Covid-19 na Europa. Tivemos nas últimas 24 horas mais de 440 mil novos casos confirmados. E isso que há subnotificação em vários continentes. O mundo está entrando em uma quarta onda, mas as regiões têm tido um comportamento diferente em relação à pandemia”, declarou Mariângela Simão.

Segundo ela, o vírus continua evoluindo com variantes mais transmissíveis. Mas em razão da vacinação houve uma dissociação entre casos e mortes, pelo fato da vacinação ter reduzido os óbitos decorrentes da Covid-19. Ela lembrou que a imunização reduz as hospitalizações mas não interrompe a transmissão.

A diretora avaliou que os novos picos na Europa se devem à abertura e flexibilização das medidas de distanciamento no verão, além do uso inconsistente de medidas de prevenção em países e regiões.

“O aumento da cobertura vacinal não influencia na higiene pessoal, mas tem associação com diminuição do uso de máscaras e distanciamento social. Além disso, há desinformação, mensagens contraditórias que são responsáveis por matar pessoas”, pontuou a diretora-geral adjunta da OMS.

Um problema grave, acrescentou, é a desigualdade no acesso às vacinas no mundo. “Foram aplicadas mais de 7,5 bilhões de doses. Em países de baixa renda, há menos de 5% das pessoas com pelo menos uma dose. Um dos fatores foi o fato de os produtores terem feito acordos bilaterais com países de alta renda e não estarem privilegiando vacinas para países de baixa renda”, analisou.

Outro obstáculo é a concentração em poucos países que dominam tecnologias utilizadas para a produção de vacinas, como o emprego do RNA mensageiro, como no caso do imunizante da Pfizer-BioNTech.

Mariângela Simão considera que o futuro da pandemia depende de uma série de fatores. O primeiro é a imunidade populacional, resultante da vacinação e da imunização natural. O segundo é o acesso a medicamentos. O terceiro é como irão se comportar as variantes de preocupação e do quão transmissíveis elas serão.

O quarto é a adoção de medidas sociais de saúde pública e a aderência da população a essas políticas. “Onde medidas de saúde pública são usadas de forma inconsistente os surtos continuarão a ocorrer em populações suscetíveis”, projetou.

A diretora da OMS defendeu que além das medidas de prevenção é preciso assegurar a equidade no acesso a vacinas, terapias e testagens. “É vacinas, mas não somente vacinas”, resumiu.

Américas e Brasil

Ao avaliar a situação das Américas e do Brasil, Mariângela Simão afirmou que as Américas vêm tendo um comportamento de transmissão comunitária continuada, com ondas repetidas.

Quanto ao Brasil, ela avaliou que o programa de vacinação está andando bem. Mas, a partir da situação na Europa, se mostrou receosa com o futuro da pandemia no país pelas discussões em curso sobre o carnaval.

“Me preocupa quando vejo no Brasil a discussão sobre o Carnaval. É uma condição extremamente propícia para aumento da transmissão comunitária. Precisamos planejar as ações para 2022”, alertou.

Por R7

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Saúde

Novo decreto prioriza quem completou esquema vacinal

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A partir de agora, os frequentadores de shows realizados no Estado que já se encontrarem com o esquema vacinal completo (duas doses ou dose única) estão dispensados de apresentarem o exame negativo para a Covid-19. A mudança do artigo 13, do Decreto 41.805, de 30 de outubro de 2021, em vigor até o próximo dia 30, consta de novo decreto a ser publicado no Diário Oficial deste sábado (20).

Pelo novo decreto, “nos eventos sociais na modalidade shows a serem realizados no Estado deverá ser exigido dos frequentadores a apresentação de cartão de vacinação com, no mínimo, a comprovação da primeira dose da vacina, há pelo menos 14 dias, e apresentação de teste de antígeno negativo para COVID-19, realizado em até 72 horas antes do evento, sendo dispensada a apresentação do exame para as pessoas que já se encontrarem com o esquema vacinal completo (duas doses ou dose única)”.

O novo decreto mantém a capacidade de públicos nesses eventos em 20% por cento, observando todos os protocolos elaborados pela Secretaria Estadual de Saúde e pelas Secretarias Municipais de Saúde.

Secom-PB

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