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Saúde

Saúde mental deve integrar tratamento de crianças e jovens com câncer

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Foto: Ilustração

O atendimento oncológico tem que estar integrado a um centro de tratamento especializado, dentro do qual se deve dar atenção especial à saúde mental dos pacientes, sobretudo quando se trata de crianças e adolescentes. A avaliação foi feita hoje (10) à Agência Brasil pelo oncopediatra Marcelo Milone Silva, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope). “O paciente tem que ser visto não só pelo médico, mas por uma equipe multidisciplinar e, dentro dessa equipe, é imprescindível a presença de um psicólogo ou psiquiatra”, disse.

Segundo Milone, essa necessidade envolve não só o paciente, mas toda a família, englobando pais e, também, irmãos que, muitas vezes, se sentem negligenciados e desenvolvem irritação ou até mesmo raiva, porque todos os olhares passam a ser para a criança ou jovem doente. Ele acrescentou que é preciso levar em consideração também que o paciente, quando é feito o diagnóstico, tem sua rotina alterada completamente. “Devolver essa criança ou adolescente para o convívio dos amigos também é delicado”.

Quando esses pacientes são submetidos a tratamentos de quimioterapia, por exemplo, ocorrem alterações no seu aspecto físico, o corpo fica inchado sob ação de algum medicamento. Ele fica careca, pálido, a família fica mais controladora e tudo isso afeta a cabeça do paciente, que pode requerer atendimento psicológico ou psiquiátrico para medicação. Tem que ser visto de forma mais intensa”.

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Suporte

Na avaliação do médico, o suporte psicológico ou psiquiátrico durante e após o tratamento oncológico é fundamental, inclusive para adolescentes ou adultos jovens, entre 18 e 20 anos, porque, nesta idade, eles começam a achar que a “turma” deles não entende o que eles estão passando. “O convívio que eles têm com a morte é muito próximo”.

O oncopediatra explicou que esses pacientes têm um convívio muito grande com a população hospitalar e veem muitos dos amigos com que convivem nesse ambiente e que se tratam da mesma doença, falecerem durante o tratamento. Daí a necessidade de terem um suporte emocional. Os pais também convivem com a ideia de perda dos filhos, o que é uma ideia muito delicada. “A finitude da coisa toda é muito próxima”, disse, para completar que esse é mais um sinal da importância do suporte emocional.

A taxa de cura dos pacientes com câncer hoje é muito variada, dependendo do tipo do câncer. Nos países mais desenvolvidos, como Canadá, Estados Unidos, Europa e Japão, por exemplo, atinge em torno de 80%. Segundo Milone, no Brasil o problema está na estrutura de modo geral. O oncopediatra disse que há condições de oferecer quimioterapia no Brasil como em qualquer outro país.

O problema é que, muitas vezes, o custo do remédio para o tratamento excede o valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Há remédios que custam até R$ 20 mil. Ocorre, ainda, que durante o tratamento, o paciente pode sofrer uma intercorrência e ter que ser levado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas a estrutura do hospital não permite e ele acaba morrendo. Com isso, a taxa de cura no país, em geral, oscila entre 50% e 60%.

Transtornos

Segundo pesquisas internacionais, ex-pacientes da doença têm 10% mais transtornos psíquicos que a população em geral. Os resultados chamam a atenção para a importância de práticas relacionadas à saúde mental no tratamento oncológico de crianças e jovens, incluindo também familiares e profissionais de saúde. “O estresse pela perda de um paciente é muito intenso”. Daí a recomendação para que a equipe de saúde também tenha acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.

O mês de janeiro é considerado o mês de conscientização sobre a saúde mental, que é importante em situações de tratamento de doenças como o câncer, segundo o médico.

Fonte: Agência Brasil

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Saúde

Vereadora defende farmácias básicas em unidades de saúde em três bairros

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A Câmara Municipal de Guarabira aprovou, nesta terça-feira (2), três requerimentos de autoria da vereadora Jussara Maria, solicitando da prefeita Léa Toscano a implantação de farmácias básicas nas unidades de saúde dos bairros Assis Chateaubriand, Clóvis Bezerra e Lucas Porpino.

– Solicita da Prefeita Municipal uma farmácia básica para o Posto de Saúde do Bairro Assis Chateaubriand, conforme especifica.
– Solicita da Prefeita Municipal uma farmácia básica para a UBS do Bairro Clovis Bezerra, conforme especifica.
– Solicita da Prefeita Municipal uma farmácia básica para a UBS do Bairro Lucas Porpino, conforme especifica.

A vereadora Jussara gradeceu a aprovação de suas proposituras por unanimidade, disse que as demandas apresentadas são fruto de solicitações da população que chegam ao seu gabinete e defendeu que haja a descentralização da distribuição dos medicamentos.

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Ascom/CMG

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Saúde

Novos equipamentos do Hemocentro vão dobrar capacidade de armazenamento de plasma

Unidades de João Pessoa e Campina Grande vão receber novos freezers para armazenamento de plasma, o que permite ampliar produção de hemoderivados.

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(Secretaria de Estado da Saúde/Divulgação)

O Hemocentro da Paraíba recebeu novos equipamentos de alta tecnologia para ampliar e qualificar os serviços de hemoterapia prestados na rede estadual de saúde. A entrega foi feita nessa sexta-feira (28).

A iniciativa, idealizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), é resultado de investimentos estratégicos no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), programa do Governo Federal.  

O investimento total nos novos equipamentos ultrapassa os R$ 3,2 milhões de reais e vai beneficiar as unidades do Hemocentro de João Pessoa e Campina Grande.

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Ao todo, serão 18 freezers e flash freezers – 12 já foram entregues e 6 estão em processo de recebimento. Os novos equipamentos permitirão dobrar a capacidade de armazenamento de plasma do Hemocentro, ampliando a produção de hemoderivados (medicamentos produzidos a partir do plasma) com mais eficiência e segurança.

Em todo o Brasil, a Hemorrede, que já entregou cerca de 240 mil litros de plasma para Hemobrás, ampliará a capacidade de entrega significativamente, com estimativa inicial de aumento de pelo menos 30%.

Garantir a disponibilidade de plasma à Hemobrás é assegurar que medicamentos estratégicos, como Fatores 8 e 9 da coagulação¸ albumina e imunoglobulina, por exemplo, sejam produzidos nacionalmente, reduzindo a dependência de importações e consolidando a soberania sanitária do SUS.

Portal Correio

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Saúde

Hospital Santa Isabel, em João Pessoa, passa a oferecer exame de urodinâmica

Exame é fundamental para o diagnóstico do mal funcionamento da bexiga, tanto em homens quanto em mulheres.

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Hospital Santa Isabel (Foto: Divulgação/Secom-PMJP)

O Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI) passa a oferecer, a partir deste mês, mais um importante serviço aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se do estudo urodinâmico, um exame fundamental para o diagnóstico do mal funcionamento da bexiga, tanto em homens quanto em mulheres.

O serviço, que será entregue no próximo dia 29, é inédito na Rede Municipal de Saúde.

De acordo com o médico urologista Rafael Rebouças, que coordena o Serviço de Urologia do Hospital Santa Isabel, o estudo urodinâmico é muito importante para pacientes com aumento da próstata, mulheres e homens com incontinência urinária e pacientes com doenças neurológicas da bexiga.

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“É uma gama de pacientes que vão se beneficiar com o estudo urodinâmico, que hoje é muito difícil de conseguir na rede pública. Agora, o Hospital Santa Isabel vai expandir esse atendimento, favorecendo os pacientes que têm patologias prostáticas ou vesicais”, destacou.

A diretora-geral do HMSI, a médica Adriana Lobão, comemorou a implantação do novo serviço, destacando sua importância para a parte urológica do homem e da mulher. “Nós vamos ofertar o serviço para os homens e as mulheres. Em relação às mulheres, esse exame é necessário em algumas patologias femininas”, explicou.

Ela ressaltou também que o Hospital Santa Isabel, com a oferta do estudo urodinâmico, aumenta o acesso da população ao exame, que atualmente atende a uma quantidade restrita de pacientes do SUS.

“Nós ficamos felizes em saber que estamos oferecendo mais um serviço para os pacientes do SUS, que estamos proporcionando ao paciente que está precisando do exame fazer de forma mais rápida, com a inauguração desse novo serviço. Na prática, estamos aumentando a possibilidade do paciente ter acesso a esse exame na Capital pelo SUS”, declarou.

Portal Correio

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