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Ciência

Cientistas descobrem possível forma de combater o novo coronavírus

Técnica faz com que medicamentos sejam responsáveis por inibir a reprodução das células infectadas dentro do hospedeiro

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Para tentar encontrar tratamentos contra a Covid-19, bioquímicos e virologistas da Universidade Goethe e do Hospital da Universidade de Frankfurt investigam como a doença afeta as células humanas quando as infecta. Desde fevereiro os cientistas cultivam amostras da doença em laboratório. Esse procedimento foi essencial para aprender o máximo possível sobre o vírus.

Olhar Digital

Ciência

Fiocruz aponta efeito promissor de remédio usado contra Aids

O estudo realizado in vitro constatou que o medicamento atazanavir é capaz de inibir a replicação do novo coronavírus.

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Um remédio usado comumente no tratamento da Aids e fabricado em larga escala no Brasil tem um efeito promissor no combate à covid-19 – superior mesmo ao da cloroquina, considerada eficaz pelos governos de Donald Trump, nos EUA, e de Jair Bolsonaro, em teste em vários países. É o que mostra uma pesquisa da Fiocruz.

O estudo realizado in vitro constatou que o medicamento atazanavir é capaz de inibir a replicação do novo coronavírus, além de reduzir a produção de proteínas que estão ligadas ao processo inflamatório nos pulmões e, portanto, ao agravamento do quadro clínico da doença. Os especialistas também investigaram o uso combinado do atazanavir com o ritonavir, outro medicamento utilizado para combater o HIV.


O estudo foi publicado no domingo, 05, na plataforma internacional BiorXiv, em formato de pré-print, seguindo a tendência dos estudos feitos em meio a emergência sanitária. Como se trata de uma substancia usada há muito tempo em segurança, o remédio pode ser testado imediatamente em seres humanos.

“A análise de fármacos já aprovados para outros usos é a estratégia mais rápida que a ciência pode fornecer para ajudar no combate à covid-19, juntamente com a adoção dos protocolos de distanciamento social já em curso”, aponta o virologista Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), principal autor do estudo.

Considerando que trabalhos científicos anteriores já haviam apontado os inibidores de protease (substancias que inibem a replicação viral) em geral como substancias promissoras na busca de medicamentos para o novo coronavírus, os pesquisadores voltaram seus olhos para o potencial de uso do atazanavir em particular.

Além de inibir a replicação viral, ele também apresenta ação no trato respiratório, o que chamou a atenção dos cientistas na fase de seleção das substâncias a serem investigadas.

Os pesquisadores realizaram três tipos de análises: observaram a interação molecular do atazanavir com o vírus SARS-CoV-2, realizaram experimentos com esta enzima e testaram o medicamento in vitro, em células infectadas. Também foram realizados experimentos comparativos com a cloroquina, que vem sendo incluída em diversos estudos clínicos mundialmente. Neste caso os resultados obtidos apenas com o atazanavir e em associação com o ritonavir foram melhores que os observados com a cloroquina.

“Não se trata de uma competição; quanto mais substancias promissoras, melhor”, frisou Moreno. “Se a cloroquina fosse 100% eficaz, não teríamos mais nenhuma morte por covid-19. Mesmo que ela seja aprovada como tratamento padrão, muita gente não poderá usá-la, devido aos efeitos colaterais, então é sempre positivo termos alternativas.”

A pesquisa, coordenada pelo CDTS/Fiocruz, envolve também cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) – incluindo os Laboratórios de Vírus Respiratórios e do Sarampo, de Imunofarmacologia, de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas, e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), além do Instituto DOr de Pesquisa e Ensino e da Universidade Iguaçu.

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Ciência

Novo tratamento para coronavírus é testado em tecido humano

A droga reduziu a carga viral relacionada à covid-19 durante teste feito em laboratório, mas faltam ensaios clínicos

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Um time internacional de pesquisadores, liderado pela Universidade British Columbia, no Canadá, publicou um estudo científico sobre o novo coronavírus propondo um método de tratamento que bloqueia a porta de entrada da infecção nas células de um indivíduo. Como a grande maioria dos estudos a respeito do novo coronavírus, que foi descoberto apenas no fim do ano passado, o novo trabalho não é conclusivo, mas representa um avanço na compreensão do comportamento do vírus ao ser exposto a diferentes tratamentos.

“Nosso estudo fornece evidências diretas muito necessárias sobre um medicamento – chamado APN01 (enzima conversora de angiotensina solúvel recombinante humana 2 – hrsACE2) – que logo será testado em ensaios clínicos pela empresa europeia de biotecnologia Apeiron Biologics como uma terapia antiviral para a covid-19 “, diz Art Slutsky, cientista do Centro de Pesquisa Keenan para Ciências Biomédicas do Hospital de St. Michael e professor da Universidade de Toronto, que é colaborador do novo estudo. Os testes do medicamento foram feitos em tecidos humanos, em laboratório, e eles reduziram a carga viral do novo coronavírus.

O estudo analisou como o vírus interage com o corpo em nível celular, assim como com os vasos sanguíneos e rins. Estudos prévios mostram que o coronavirus se liga com células ACE-2, por meio de espinhos de proteína, e se reproduz, causando os sintomas característicos da covid-19, como febre, tosse e dificuldade para respirar. Vale notar que nem todos os infectados têm quadros sintomáticos.

A pesquisa foi financiada pelo governo federal do Canadá por meio de um fundo de emergência voltado para a aceleração do desenvolvimento de medidas para lidar com a pandemia de covid-19.

Os pesquisadores se dizem esperançosos com os resultados do estudo e esperam que eles possam levar ao desenvolvimento de um novo medicamento para tratar os pacientes diante desse cenário de pandemia do novo coronavírus. No mundo, mais de um milhão de pessoas foram diagnosticadas com a covid-19 em um período de três meses.

Nesta semana, pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, publicaram um estudo científico sobre uma vacina criada com uma versão do vírus que foi revisada pela comunidade científica e mostrou resultados promissores em ratos, apesar de ainda não ter sido testada em humanos até o momento.

A Organização Mundial da Saúde estima que uma vacina contra o novo coronavírus estará disponível dentro de 18 meses. Por conta disso, por enquanto, a quarentena ainda é a política pública mais recomendada por especialistas e pesquisadores globalmente, mesmo com os potenciais efeitos negativos para a economia.

Exame

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Ciência

USP: molécula pode ajudar a combater insuficiência cardíaca

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Uma molécula desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) poderá aumentar a qualidade e a expectativa de vida das pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca – hoje em torno de cinco anos para grande parte deles. A nova molécula – feita pelo ICB em cooperação com a Universidade de Stanford, dos Estados Unidos – abre caminho para novos medicamentos capazes de frear a evolução da doença de maneira mais eficaz do que os já disponíveis.

A insuficiência cardíaca é o último estágio de diversas doenças cardiovasculares, enfermidades que mais matam no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que 17,7 milhões de pessoas tenham morrido por doenças cardiovasculares em 2015, representando 31% de todas as mortes em nível global. A insuficiência cardíaca pode ser causada por um infarto mal tradado, hipertensão, e problemas em alguma válvula do coração.

“A maioria dos medicamentos disponíveis hoje para tratar a insuficiência cardíaca foi desenvolvida da década de 1980 e atua fora da célula cardíaca. Precisamos de medicamentos mais efetivos que controlem processos críticos na célula cardíaca em sofrimento, capazes de aumentar o tempo e a qualidade de vida dos pacientes. Mas essa é uma tarefa árdua” disse o professor do ICB e coordenador do estudo, Julio Cesar Batista Ferreira.

Segundo o ICB, o tratamento com a nova molécula sintetizada, chamada Samba, freou a progressão da insuficiência cardíaca em animais. Ratos com quadro de insuficiência cardíaca tratados por seis semanas com a molécula apresentaram não só uma estabilização da doença – como ocorre com o uso dos medicamentos atuais – mas também tiveram regressão do quadro. Os animais tiveram melhora na capacidade de contração do músculo cardíaco.

A molécula também foi testada em células cardíacas humanas. Os resultados mostraram que, além de frear o avanço da doença, houve melhora da capacidade dessas células se contraírem. “As drogas atuais freiam a progressão da doença, mas nunca fazem com que ela regrida. O que mostramos é que, ao regular essa interação específica, diminui-se a progressão e ainda traz a doença para um estágio mais leve”, disse Ferreira.

A pesquisa e a nova molécula sintetizada foram descritas em artigo publicado na Nature Communications na última sexta-feira (18). A publicação sobre ciências naturais é uma das principais revistas acadêmicas do mundo e abrange assuntos relacionados à física, química, às ciências da Terra e biologia.

Fonte: Agência Brasil

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