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Saúde

Paraíba começa a usar plasma de curados da Covid-19 em pacientes graves

Alternativa terapêutica já foi adotada por alguns estados brasileiros, mas, no Nordeste, a Paraíba é pioneira

Foto: Divulgação/Governo Chinês

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A Paraíba começou usar plasma sanguíneo de pessoas que se recuperaram da Covid-19 no tratamento de pacientes que estão em estado grave. A alternativa terapêutica já foi adotada por alguns estados brasileiros, mas, no Nordeste, a Paraíba é pioneira. Coleta, processamento, armazenamento e distribuição do material sanguíneo serão feitos pelo Hemocentro.

O plasma é a parte líquida do sangue. Apresenta cor amarelada e é constituído por água, sais minerais e proteínas. A participação do Hemocentro na pesquisa, comandada pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), foi anunciada nessa quinta-feira (21). O Laboratório Central do Estado da Paraíba (Lacen) também participa do projeto.

Inicialmente, o plasma sanguíneo será usado em 100 pacientes dos hospitais de enfrentamento à Covid-19 localizados na Região Metropolitana de João Pessoa. O secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, demonstra grande entusiasmo pela execução do projeto. A pesquisadora e coordenadora do projeto, Daniele Idalino Janebro, ressalta que o projeto tem como foco salvar vidas. “Pretendemos pesquisar de que forma o uso do plasma convalescente, com vários anticorpos pode estar neutralizando os vírus SARC-CoV-2”, observou.

Tratamento com plasma já foi utilizado na China, epicentro da doença no mundo

Quem pode doar

A médica hematologista do Hemocentro, Sandra Sibele, explica que o futuro doador de plasma convalescente deve apresentar um laudo comprovando o teste RT-PCR positivo para Covid-19. Outros requisitos são: ter de 18 a 60 anos; estar há 30 dias sem os sintomas do Covid-19; não ter se hospitalizado em virtude da doença; e, no caso de doadoras mulheres, não pode haver histórico de gravidez.

A doação do plasma convalescente é segura tanto para o doador quanto para os profissionais envolvidos no processo, assim como para os receptores. “Doadores que não desenvolveram a doença gravemente, que não foram hospitalizados e possam pensar em salvar vidas poderão candidatar-se à doação e participar do projeto”, ressaltou. Os interessados deverão entrar em contato pelo WhatsApp do Hemocentro por mensagem encaminhada para o telefone (83) 3133-3465, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Primeira doação

A primeira doação aconteceu nessa quinta, na sede do Hemocentro. O doador foi o analista clínico Bergson Bezerra de Carvalho Vasconcelos, diretor –geral do Lacen. Durante o período em que esteve com Covid-19, Bergson teve dores de cabeça e alguns episódios de febre. “Sou integrante da pesquisa e vim aqui hoje dar minha contribuição. A gente tem que ser o primeiro a fazer o teste, e fazer todo o procedimento. Como integrante da equipe, quero assegurar que é tudo tranquilo, a equipe está capacitada e treinada; e a captação foi muito acolhedora. O procedimento foi rápido e seguro”, assegura.

Unidades referenciadas para tratamento com plasma

  1. Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita
  2. Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa
  3. Hospital Santa Isabel, em João Pessoa
  4. Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa
  5. Hospital da Unimed, em João Pessoa
  6. Hospital Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa

Portal Correio

Cidades

Vacina que protege contra quatro tipos de meningite já está disponível nos 223 municípios paraibanos

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Após a ampliação do Calendário Básico de Vacinação, a rede pública passou a disponibilizar a vacina ACWY, que protege adolescentes entre 11 e 12 anos contra quatro tipos de meningite. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) chama a atenção de pais e responsáveis para colocar em dia a vacinação dos filhos nesta faixa etária. Disponível desde abril, a vacina previne contra essa doença infecciosa grave, que provoca inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e que pode ser causada por vírus ou por bactéria. 

A vacina ACWY protege contra quatro sorotipos de meningite bacteriana, que é considerada a variação mais grave da doença e pode ser fatal. Atualmente, a rede pública também oferece a vacina contra o sorotipo C, que é indicada para bebês em três doses: aos 3 e 5 meses e com reforço aos 12 meses. De acordo com a técnica do núcleo de imunização, Milena Vitorino, é importante que os pais e responsáveis pelas crianças e jovens mantenham as cadernetas de vacinação em dia. 

“Com a pandemia muitos pais estão deixando de levar as crianças aos postos por medo do coronavírus, mas é importante lembrar que há outras doenças preveníveis que ainda estão circulando. É muito importante que os adolescentes de 11 e 12 anos tomem a dose da ACWY, que é ofertada gratuitamente e protege contra quatro tipos da meningite, bem como as crianças sigam o calendário de vacinação”, frisa a técnica. 

O objetivo do Ministério da Saúde é alcançar cobertura vacinal maior ou igual a 80% do público-alvo da vacinação, que corresponde a 5.621.137 de pessoas. A vacina ACWY pode ser administrada na mesma ocasião de outras vacinas do calendário nacional de vacinação do adolescente. A SES reforça que é importante manter a caderneta de vacinação em dia para a prevenção de doenças contagiosas.

Fonte: Paraiba.pb

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Cidades

Ministério da Saúde ultrapassa meta de vacinação do público-alvo

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe alcançou 90,2% dos grupos de risco, da meta de 90%.

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe alcançou 90,2% dos grupos de risco, da meta de 90%. Desde 1º de julho, a vacinação está disponível à população.

O Ministério da Saúde informou que a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe alcançou 90,2% do público-alvo, ultrapassando a meta de 90%. Entre os grupos prioritários, os idosos foram os que tiveram melhor desempenho, com cobertura de 119,72%. Os estados e municípios receberam um total de 79,9 milhões de doses da vacina. Desse total, 81,18% foram aplicadas. Desde o dia 1º de julho, o Ministério da Saúde recomendou aos estados e municípios a estenderem a vacinação à população em geral até quando durarem os estoques da vacina, excedentes da campanha. A medida objetiva otimizar o uso das doses da vacina influenza nas localidades que não alcançaram a meta de imunização no público-alvo, que continua sendo prioritário.

As pessoas do público-prioritário, ainda não vacinadas, devem buscar os postos de vacinação para que possam receber a vacina. A campanha nacional encerrou no dia 30 de junho, sendo exclusiva para: os idosos (60 anos e mais de idade), os trabalhadores da saúde, os profissionais das forças de segurança e salvamento, as pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade, os funcionários do sistema prisional, os caminhoneiros, os profissionais de transporte coletivo (motorista e cobrador), os portuários, os povos indígenas, as crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, as pessoas com deficiência, as gestantes, as puérperas até 45 dias, os adultos de 55 a 59 anos de idade e professores das escolas públicas e privadas.

A vacina é importante para reduzir complicações e óbitos por influenza. Entre os grupos prioritários, além dos idosos, os trabalhadores da área da saúde ultrapassaram 100%, alcançando 115,23% do grupo vacinado. Enquanto isso, o grupo com menor cobertura vacinal é o das pessoas entre 55 a 59 anos que tiveram apenas 58,91% de imunização; as gestantes, com cobertura vacinal de 63,92%; seguidas das crianças até cinco anos de idade, com 64,64%; professores das escolas públicas e particulares, com 74,67% do público vacinado.

A vacina da gripe protege contra os três subtipos do vírus influenza que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença e óbitos. Ela não tem eficácia contra o coronavírus, porém, neste momento, irá auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a Covid-19, já que os sintomas são parecidos. E, ainda, ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde.

Apesar deste momento em que o mundo vive a pandemia causada pelo coronavírus, com o isolamento social e o receio das famílias em ir aos postos de saúde, o Ministério da Saúde tem orientado todas as equipes de saúde do país quanto às medidas de segurança para evitar infecções e realizar uma vacinação segura para a população e as equipes de saúde.

CASOS DE INFLUENZA

Em 2020, até 4 de julho, foram registrados 1.607 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza (gripe) em todo o país, com 239 mortes. Do total de casos, 618 foram casos de influenza A (H1N1), com 87 óbitos; 67 casos e 13 óbitos por influenza A (H3N2), 405 de influenza A não subtipado, com 77 mortes; e 517 casos e 62 óbitos por influenza B.

No mesmo período de 2019, até SE 27, 3.447 casos de SRAG por influenza foram registrados em todo o país, com 619 mortes. Do total de casos, 1.816 foram casos de influenza A (H1N1)pdm09, com 403 óbitos; 390 casos e 56 óbitos por influenza A (H3N2), 948 de influenza A não subtipado, com 124 mortes; e 293 casos e 36 óbitos por influenza B.

Por Jéssica Cerilo e Janary Damacena, da Agência Saúde

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Manchete

Pesquisadora da UFPB cria inseticida natural que mata mosquito Aedes aegypti

O produto já foi patenteado pela Agência UFPB de Inovação Tecnológica e a meta é estar no mercado ainda no fim deste ano

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Um inseticida natural que mata o Aedes aegypti foi desenvolvido pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Algodão). Segundo a UFPB, o inseticida já tem eficácia comprovada e é de baixo custo.

A pesquisadora responsável pelo inseticida é a professora Fabíola Cruz, do departamento de biologia celular e molecular da UFPB. O produto é feito de extrato de agave, planta conhecida como sisal.

Além da eficácia já comprovada em qualquer fase de vida do mosquito vetor da dengue, zika e chikungunya, o inseticida também é de baixo custo, não é tóxico para outros animais e tem ação rápida.

Com a pesquisa já desenvolvida, a Embrapa e a UFPB buscam empresas para produzir o inseticida em escala comercial.

“Nem a UFPB e nem a Embrapa têm condições de produzir, de tornar o inseticida comercializável. Então, para isso, precisamos de um agente externo, que seria uma indústria”, explicou a professora Fabíola.

Segundo a professora, através da comercialização, o produto também deve valorizar a cultura do sisal e fornecer renda para os produtores da planta na Paraíba.

O produto já foi patenteado pela Agência UFPB de Inovação Tecnológica (Inova-UFPB) e, segundo a professora Fabíola, a meta é de estar no mercado ainda no fim deste ano.

Blog de Márcio Rangel

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