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Saúde

Hospital Metropolitano realiza primeira transfusão de plasma convalescente

O plasma de pacientes curados possui os anticorpos capazes de neutralizar a ação do vírus.

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A equipe da Agência Transfusional do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires realizou, na noite de quinta-feira (11), a primeira transfusão de plasma convalescente compassivo para o tratamento da Covid-19. O procedimento ocorreu com sucesso e beneficiou dois pacientes do sexo masculino, com idades de 39 e 41 anos, internos no Eixo Vermelho do Hospital Solidário.

De acordo com a infectologista Marcela Santos, a administração é feita por meio de infusão do plasma contendo anticorpos de pessoas que já foram curadas. “O plasma é retirado do sangue doado por pacientes que já tiveram a covid-19 e não apresentam mais sintomas há 30 dias. A administração dessa unidade de plasma é igual a qualquer outra transfusão sanguínea, na intenção de que esses anticorpos do doador possam auxiliar no processo de melhora da saúde do receptor”, afirmou.

O plasma é procedente do Hemocentro da Paraíba, que, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio da professora Daniele Idalino Janebro, farmacêutica com especialização em hematologia, vem trabalhando no enfrentamento da Covid-19. “Em outras doenças infecciosas virais, já foi visto que o plasma de pacientes curados possui os anticorpos capazes de neutralizar a ação do vírus. Acreditamos na relevância desse estudo, visto que até o atual momento não temos vacina ou tratamento definitivo. A intenção é utilizar o plasma do doador curado da Covid-19 no momento certo para que o paciente que está em estado grave não fique crítico, visto que os anticorpos presentes podem ser capazes de neutralizar o vírus causador da doença Sars-Cov-2”, declarou.

Já o diretor técnico do Hospital Metropolitano, Thiago Vilanova, pontuou que todo o procedimento segue um rigoroso protocolo. “Essa terapia para os pacientes graves com a Covid-19 trata de uma indicação médica, no qual o profissional preenche uma série de documentação legal para solicitação e acompanhamento do procedimento, assim como também o receptor ou familiar responsável assina um termo de responsabilidade. Todo o processo é feito com equipamentos que protegem os profissionais envolvidos, a fim de evitar a contaminação e de forma segura para o paciente”, explicou.

Para execução é imprescindível a produção do plasma, a partir da doação por um doador de plasma convalescente, com teste positivo para Covid-19, o qual deve ser o RT-PCR ou sorologia IgM ou IgG (resultados quantitativos). O doador precisa ter de 18 a 65 anos, estar há 30 dias sem os sintomas da Covid-19, de ambos os sexos, mas em caso do sexo feminino que seja nuligestas (não ter tido filhos ou abortamentos), e não deve ter sido hospitalizado(a) em virtude da doença. Os interessados deverão entrar em contato pelo WhatsApp do Hemocentro por mensagem encaminhada para (83) 3133-3465, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Paraiba.pb.gov

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Saúde

Boletim Epidemiológico apresenta crescimento nos casos de sífilis congênita

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nesta terça-feira (19), o Boletim Epidemiológico da Sífilis. O documento evidencia o crescimento nos casos de sífilis congênita, apresenta a taxa de detecção da bactéria e como ela está circulando na Paraíba em 2021. No mês dedicado ao combate da sífilis, o órgão alerta a população sobre os cuidados e prevenção da infecção.  

De acordo com o boletim, até o mês de agosto de 2021, a Paraíba apresentou uma taxa de detecção de 17,2 casos/100 habitantes de sífilis adquirida. Isto reflete uma queda nas notificações com relação aos anos anteriores. Para a chefe do Núcleo de IST/AIDS da SES, Joanna Ramalho, esta redução ainda é reflexo da pandemia. 

“Entendemos que a queda na notificação de casos se deve ao acesso da população para realizar os exames de sífilis durante o período da pandemia. Os serviços priorizaram o atendimento à covid e deixaram de realizar teste rápido nos usuários”, pontua. 

Sobre a sífilis em gestante, o boletim informa que até agosto a Paraíba apresentou uma tendência de crescimento. Este ano, a taxa de detecção de sífilis em gestante por 1.000 nascidos vivos foi de 17.8. Joanna Ramalho reforça que, quando a infecção é diagnosticada no período gravídico, é preciso intensificar as ações voltadas para qualificação do cuidado com essa gestante para evitar a transmissão para o bebê. 

O documento também apresenta os dados da sífilis congênita, em que a taxa de incidência se comportou de forma ascendente em 50% das regiões com relação aos anos anteriores. Este ano, a Paraíba apresentou uma taxa de 9.0 por 1.000 nascidos vivos. A chefe do Núcleo de IST/Aids explica que a sífilis congênita é um agravo prevenível, porém continua sendo um desafio para a saúde pública. 

“A precocidade no diagnóstico da sífilis em gestante é fundamental para o tratamento oportuno e redução da sífilis congênita”, afirma. 

O boletim epidemiológico traz ainda recomendações aos municípios com relação ao tratamento e uso de penicilina, fortalecimento de ações de testagem e do pré-natal para detecção precoce. O documento está disponível no link: https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/arquivos-1/vigilancia-em-saude/boletim-sifilis-2021-final.pdf.

Secom-PB

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Saúde

Pela primeira vez em 580 dias, Paraíba não registra óbito por Covid-19

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Nesta segunda-feira (18), a Paraíba divulgou o primeiro boletim diário de atualização sobre Covid-19 sem o registro de óbitos. Foram 580 dias desde o registro da primeira morte pela doença, em março de 2020.

O primeiro óbito por Covid-19 na Paraíba aconteceu em 17 de março de 2020 e, até agora, havia registros de perdas de vida diariamente. O estado chegou a contabilizar 2.693 casos pela doença em 24h em junho de 2021 e 73 óbitos em um único dia, em março do mesmo ano. Com a ampliação da oferta da vacina e a completude dos primeiros esquemas vacinais, o número de casos e óbitos entrou em queda a partir do 7º mês deste ano.

O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, observa que ainda é cedo para traçar uma perspectiva baseada em um único boletim, mas destaca que a expectativa é que esse panorama seja cada vez mais comum, considerando o avanço da vacinação. “Com a redução do número de casos graves e de óbitos sendo percebida desde o início do mês de julho, a inexistência de mortes nas últimas 24h é mais um ponto para confirmar a eficácia das vacinas contra a Covid-19”, afirma.

Geraldo Medeiros alerta que a melhora gradativa da situação epidemiológica da Covid-19 também é resultado das medidas preventivas não farmacológicas. “Ainda não é momento de abandonar o uso de máscaras e todos devem continuar obedecendo ao distanciamento seguro e manter a higienização das mãos”, finalizou.

Até o momento, a Paraíba registrou 443.927 casos confirmados e 9.371 óbitos por Covid-19. Apenas 20% dos leitos disponíveis para os casos moderados da doença estão ocupados no estado, onde estão sendo tratados 110 pacientes.

Secom-PB

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Saúde

Brasil registra 130 mortes por covid-19 e 5,7 mil casos em 24 horas

Número de pessoas recuperadas chega a 20,79 milhões.

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O Brasil registrou 5.738 casos de covid-19 e 130 mortes causadas pela doença em 24 horas, segundo o boletim da situação epidemiológica divulgado hoje (17) pelo Ministério da Saúde.

Com os novos diagnósticos de covid-19 confirmados, o total de pessoas contaminadas desde o início da pandemia chegou a 21.644.464. O número de mortes soma 603.282.

Segundo o boletim, 20.794.497 pessoas se recuperaram da doença. Ainda há casos 246.685 em acompanhamento por equipes de saúde ou se recuperando em casa.

Existem 3.096 mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em investigação. Isso porque em muitos casos a análise sobre a causa continua mesmo após o óbito.

Boletim epidemiológico da covid-19, divulgado em 17 de outubro de 2021

Divulgação/Ministério da Saúde

Estados

No topo do ranking de mortes por estado estão São Paulo (151.126), Rio de Janeiro (67.584) e Minas Gerais (55.209). Os que menos registraram mortes foram Acre (1.942), Amapá (1.988) e Roraima (2.018).

Agência Brasil

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