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Saúde

Depressão e ansiedade saltam durante a pandemia

Levantamento da Fiocruz comprova que jovens entre 18 e 29 anos são os que mais sofrem. Mulheres mais afetadas que homens.

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Nas primeiras semanas do distanciamento social provocado pela epidemia de Covid-19, grande parte da população brasileira apresentou problemas no estado de ânimo. Quarenta por cento se sentiram tristes ou deprimidos e 54% se sentiram ansiosos ou nervosos frequentemente. E os percentuais foram ainda maiores entre adultos jovens (na faixa de 18 a 29 anos): 54% e 70%, respectivamente.

Este é um dos inúmeros resultados identificados na primeira etapa da ConVid – Pesquisa de Comportamentos, que buscou descrever as mudanças nas atividades de rotina, na situação de trabalho e rendimento, nos cuidados à saúde e comportamentos saudáveis, avaliando o estado de ânimo dos brasileiros no período de isolamento social consequente à pandemia.

A investigação foi coordenada pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Campinas. Mais de 40 mil brasileiros responderam a um questionário online, dando subsídios para a primeira etapa da pesquisa, que coletou dados entre 24 de abril a 8 de maio.

As questões foram abrangentes, envolvendo itens como frequência de atividade física — que diminuiu —, alimentação e mudanças no quadro sócio econômico. Mas o que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi mesmo o aumento de problemas relacionados à saúde mental da população, principalmente entre os jovens.

“Não esperava um percentual tão alto de pessoas que se sentiram tristes ou deprimidas, assim como das que se sentiram ansiosas ou nervosas”, explica a pesquisadora Celia Landmann Szwarcwald, do Icict/Fiocruz, coordenadora do trabalho. “Houve também aumento grande dos hábitos relativos ao tabagismo, ao abuso do álcool, e ao consumo de chocolates e doces”.

Mulheres mais afetadas que homens

As mulheres relataram problemas no estado de ânimo com maior frequência que os homens: o percentual das que se sentem tristes/deprimidas frequentemente durante a pandemia foi de 50%, enquanto entre os homens foi de 30%. Já o percentual de quem se sentiu ansioso/nervoso frequentemente foi de 60% entre as mulheres e de 43% entre os homens.

Entre os fumantes, 23% aumentaram cerca de dez cigarros por dia e 5%, mais de 20. O percentual de aumento de cerca de dez cigarros por dia foi maior entre as mulheres (29%) do que entre os homens (17%). Na totalidade da população, 18% relataram aumento no uso de bebidas alcoólicas durante a pandemia. O maior aumento ocorreu entre as pessoas de 30 a 39 anos de idade (26%). Esse crescimento foi associado à frequência de se sentir triste ou deprimido: quanto maior a frequência, maior o aumento do uso de bebida alcoólica.

Segundo Celia, a angústia pode não ser resultado apenas do distanciamento social, já que, mesmo entre os que não estão isolados em casa, que são a maioria, há muitos relatos de depressão. “Entre aqueles que já tinham diagnóstico de depressão, 47% disseram que a saúde piorou”, acrescenta.

Mais da metade dos autônomos ficou sem trabalho

Aspectos socioeconômicos também contribuíram para o quadro de angústia e depressão. Em geral, 55% das pessoas relataram diminuição da renda familiar e 7% ficaram sem rendimento. A população com renda per capita inferior a meio salário mínimo sofreu mais: 64% perderam renda, e 11% ficaram sem renda alguma. Entre os autônomos, 58,6% dos entrevistados disseram ter ficado sem trabalho.

Outro resultado surpreendente foi que, entre os adultos jovens (18-29 anos), 54% se disseram tristes/deprimidos e 70% se sentiram ansiosos/nervosos com frequência, os maiores percentuais por faixa etária. “Em geral são pessoas que têm uma vida social intensa, e na ausência disso, passam horas nas telas de tablet, computador, ou celular”, conta a cientista.

Os pesquisadores acreditavam que haveria uma adesão maior ao isolamento completo. Menos de 15% declararam ter ficado rigorosamente em casa, saindo somente em casos de saúde, enquanto 59,5% saíram apenas para ir ao supermercado ou à farmácia. “Mesmo entre idosos, o percentual de isolamento total fica em 30,1%. Cerca de 24% das pessoas continuam saindo, principalmente os adultos de 30 a 49 anos de idade, que, fora alguns cuidados como manter distanciamento das pessoas e não visitar idosos, continuaram levando uma vida quase normal”, analisa Celia.

O sedentarismo também aumentou. Entre as pessoas que faziam atividade física três ou quatro dias por semana, 46% interromperam os exercícios; entre as que faziam cinco dias ou mais por semana, o percentual é de 33%. O tempo médio assistindo à televisão foi de 3 horas, aproximadamente, representando um aumento de 1 hora e 20 minutos em relação ao tempo médio antes do isolamento.

Durante a pandemia, 23% relataram uso de tablete ou computador por 8 horas ou mais, e o tempo médio de uso desses aparelhos foi de mais de 5 horas, representando um aumento de 1 hora e meia em relação ao período anterior às medidas de distanciamento social. “O número de horas em frente à televisão subiu em todos os níveis de escolaridade, o que não é comum. As pessoas ficam mais de 3 horas assistindo à TV. Não em busca de lazer, mas de notícias. E, muitas vezes, as notícias são angustiantes”, alerta a cientista.

A amostra da ConVid foi calibrada por meio dos dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad, 2019) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para obter a mesma distribuição por Unidade da Federação, sexo, faixa etária, raça/cor e grau de escolaridade da população brasileira. A pesquisa segue em andamento.

Veja a divulgação dos resultados.

Icict/Fiocruz

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Saúde

Pessoas com mais de 18 anos serão vacinadas até dezembro, diz Marcelo Queiroga

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Todos os brasileiros com mais de 18 anos deverão estar vacinados contra a covid-19 até o fim do ano, segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ele participou, neste sábado (12), de evento médico, no Rio de Janeiro, sobre o Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita, e reforçou aos profissionais o que já havia adiantado durante sessão no Senado no último dia 8.

“Este ano, a despeito das condições ainda complexas na assistência à saúde, o Ministério da Saúde já contratou 600 milhões de doses de vacina, de tal maneira que a população acima de 18 anos será vacinada até o fim do ano. Isto eu posso assegurar. Somente em junho, nós vamos distribuir mais de 40 milhões de doses de vacina. Nós estamos antecipando doses”, disse Queiroga, que participou do evento por videoconferência.

O ministro da Saúde lembrou também que o acordo de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fiocruz já foi firmado, o que permitirá, em breve, vacinas produzidas a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) nacional.

“Nós já temos 200 milhões de doses da Pfizer contratadas e 100 milhões dessas doses estarão disponíveis até setembro. Outros 100 milhões de doses estarão disponíveis até dezembro. E avança o contrato para mais 100 milhões de doses da [vacina da empresa] Moderna. Então, isso é a certeza que nós vamos vacinar a nossa população e por fim ao caráter pandêmico dessa doença”, finalizou Queiroga.

Agência Brasil

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Mundo

Rússia testa vacina contra Covid-19 em forma de spray nasal para crianças

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A Rússia anunciou neste sábado (12) que testou uma forma de spray nasal como vacina contra a Covid-19 para ser aplicado em crianças de 8 a 12 anos. O plano é lançar o novo produto em 15 de setembro, disse o cientista Alexander Gintsburg, que também liderou o desenvolvimento da vacina Sputnik V.

Alexander, que dirige o Instituto Gamaleya, responsável pela Sputnik V, disse que o spray para crianças usa a mesma composição da vacina, porém, no lugar da agulha, “há um bico”, informou a agência de notícias TASS.

O grupo de pesquisa informou que testou a vacina em crianças com idades entre 8 e 12 anos e não encontrou efeitos colaterais entre o grupo de teste, incluindo nenhum aumento na temperatura corporal, disse Gintsburg, de acordo com a TASS. De acordo com a agência de notícias russa, não houve detalhes sobre o estudo, nem quantas crianças participaram do grupo de testes.

CNN Brasil

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Brasil

Prova de vida pode ser feita sem sair de casa

Medida beneficia 36 milhões de aposentados e pensionistas

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Beneficiários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) podem realizar a prova de vida por meio dos aplicativos Meu gov.br e Meu INSS, pelo site, em caixas eletrônicos ou até por procuração.

A medida tem o objetivo de evitar aglomerações durante a pandemia. A necessidade de fazer a prova de vida foi retomada neste mês, após interrupção em março do ano passado. Durante o período, os beneficiários não deixaram de receber seus pagamentos.

O novo sistema viabiliza a prova de vida online através de tecnologia de biometria facial, desenvolvida pelo Serpro e pela Dataprev. O procedimento vai facilitar a vida de cerca 36 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais. Para utilizar a funcionalidade, é necessário que o usuário tenha feito a coleta de biometria para o título de eleitor, além de possuir uma conta no gov.br, o portal de serviços de governo.

Os aplicativos Meu Gov.br e Meu INSS estão disponíveis na Google Play e App Store, ou, ainda, nos ambientes web.

Prova de vida

Realizada anualmente para comprovar a existência do beneficiário e evitar fraudes, a prova de vida é exigida de todos os que recebem benefícios de seguro social por meio de conta corrente, poupança ou cartão magnético. Para não ter o pagamento suspenso, as provas já vencidas devem ser realizadas novamente até as datas limite. Segundo estimativas da autarquia, cerca de 11 milhões de pessoas se encontram em situação de pendência, o que corresponde a um terço dos beneficiários.

Caso não seja possível a realização da prova de vida por celular, a orientação do INSS é que o cidadão procure a agência bancária responsável pelo recebimento do benefício.

Alguns bancos permitem que a validação seja feita por biometria nos próprios aplicativos ou até mesmo em caixas eletrônicos.

Uma terceira opção, para aqueles que não puderem ir ao banco por motivo de doença ou dificuldades de locomoção, é fazer a prova de vida por meio de um procurador. Mas, para isso, é preciso que a procuração seja cadastrada no INSS. A prova de vida por procuração também é uma alternativa para beneficiários que moram no exterior.

Agência Brasil

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