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Saúde

Retomada de Estudos clínicos com a CoronaVac é autorizada pela Anvisa

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Foto: Ilustração

A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, autorizou nesta quarta-feira, 11 de novembro de 2020, a retomada do estudo clínico da vacina CoronaVac, uma das que estão em fase de testes no país, conduzidos pelo Instituto Butantan. A agência disse ter recebido do Butantan novas informações sobre o “evento adverso grave” (EAG) que levou a Anvisa a suspender os estudos na última segunda-feira (9).

“Após avaliar os novos dados apresentados pelo patrocinador depois da suspensão do estudo, a Anvisa entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG inesperado e a vacina”, informou a agência por meio de nota.

No comunicado, a Anvisa voltou a defender a medida adotada na segunda-feira, que levou em consideração os dados que eram de conhecimento da agência até aquela data e que foram encaminhados ao órgão pelo Instituto Butantan.

Segundo a agência, a decisão se baseou em procedimentos previstos nos protocolos de Boas Práticas Clínicas para este tipo de pesquisa e teve como premissa o “princípio da precaução”, quando conhecimento científico não é capaz de afastar a possibilidade de dano.

Ao justificar a suspensão dos testes, a Anvisa disse que faltavam informações detalhadas sobre a gravidade e as causas do evento, assim como o parecer com o posicionamento do Comitê Independente de Monitoramento de Segurança (Data and Safety Monitoring Board, na sigla em inglês) e o boletim de ocorrência relacionado à provável motivação do EAG e que recebeu ontem (10) esses dados do Butantan.

EAG

Ontem, diferentes veículos de comunicação noticiaram que o evento adverso grave foi um óbito, por suicídio, não tendo ligação com a vacina. No entanto, em coletiva de imprensa ontem, o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres disse que a agência não havia recebido essa informação por canais oficiais.

“Diante do evento adverso grave, o comitê independente tem que atuar. Então a informação tem que vir daquele canal, os demais canais por mais que tenham informações relevantes, eles não são o comitê independente”, disse.

A Anvisa disse também que, em respeito à privacidade e integridade dos voluntários de pesquisa, não está divulgando a natureza do EAG.

Butantan

Após o anúncio da retomada dos estudos, o Butantan divulgou nota sobre o assunto. “Isso vem ao encontro com o que temos afirmado que essa é uma das vacinas mais seguras que está em desenvolvimento nesse momento. A Anvisa compreendeu nossos argumentos.  O óbito referido não tem relação com a vacina e, portanto, o estudo pode ser retomado.”, diz o comunicado. O instituto diz ainda que espera dar o andamento ao processo o mais rapidamente possível. “Sabemos que um dia com vacina faz diferença. Nós precisamos dessa vacina o quanto antes e por isso a nossa urgência na finalização desse estudo. Então agradeço à nossa Anvisa pela compreensão e pela rapidez com que foi autorizada a retomada dos estudos clínicos”. 

Ontem, em uma coletiva de imprensa sobre o assunto, em São Paulo, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o evento foi reportado detalhadamente à Anvisa no último dia 6 e classificou a decisão da Anvisa como precoce. Na entrevista, Covas ressaltou que os dados foram enviados à Anvisa dentro dos protocolos determinados pela agência reguladora e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), com todas as informações exigidas para o esclarecimento e para evitar a necessidade de paralisação do estudo.

Segundo o Butantan, o voluntário teria recebido a dose no dia 29 de outubro, 25 dias antes de o evento adverso acontecer. Covas disse ainda que o Butantan não sabe se o voluntário, que era paciente do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, tomou a vacina ou o placebo (uma substância que não apresenta interação ou efeito no organismo).

Ainda ontem, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Anvisa prestasse informações em 48 horas sobre os estudos e o estágio de aprovação das vacinas contra a covid-19 no país.

Na manhã de hoje, parlamentares da Comissão Mista do Congresso que acompanha as medidas relacionadas ao novo coronavírus aprovaram requerimento de convite para ouvir os representantes da Anvisa e do Butantan. 

Matéria ampliada às 13h15 para inclusão das informações da nota do Butantan.

Fonte: Agência Brasil

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Saúde

Paraíba registra uma morte, 50 novos casos e 21% de ocupação de leitos Covid-19

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico), em todo estado, é de 21%.

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, nesta terça (26), 50 casos de covid-19. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) ao ClickPB desde a última atualização, 28 (56%) são moderados ou graves e 22 (44%) são leves. 

Agora, a Paraíba totaliza 445.012 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, 1.195.570 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados. 

Também foi confirmado 01 novo óbito desde a última atualização, ocorrido no dia 24 de outubro, em hospital público. Com isso, o estado totaliza 9.399 mortes. O boletim registra ainda um total de 337.941 pacientes recuperados da doença. 

* Dados oficiais preliminares (fonte: e-SUS Notifica, Sivep Gripe e SIM) extraídos às 10h do dia 26/10/2021, sujeitos à alteração por parte dos municípios.

Óbitos

Até esta terça, 222 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19. O óbito confirmado neste boletim ocorreu em um homem, de 79 anos, residente no município de Cajazeiras (1) e portador de cardiopatia. 

Ocupação de leitos Covid-19

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico), em todo estado, é de 21%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 27%. Em Campina Grande, estão ocupados 15% dos leitos de UTI adulto e no sertão 30% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, 07 pacientes foram internados nas últimas 24h. Ao todo, 123 pacientes estão internados nas unidades de referência. 

Cobertura Vacinal 

Foi registrado no sistema de informação SI-PNI, a aplicação de 4.846.622 doses. Até o momento, 2.917.799 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 1.828.569 completaram os esquemas vacinais, onde 1.764.938 tomaram as duas doses e 63.631 utilizaram imunizante de dose única.  Sobre as doses adicionais, foram aplicadas 5.259 em pessoas com alto grau de imunossupressão e 94.995 doses de reforço na população com idade a partir de 60 anos. A Paraíba já distribuiu um total de 5.562.946 doses de vacina aos municípios.

ClickPB

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Saúde

Paraíba registra apenas uma morte por covid-19, 216 novos casos e 24% de ocupação de leitos

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico), em todo estado, é de 24%.

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, nesta sexta (22), 216 casos de Covid-19. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) ao ClickPB desde a última atualização, 16 (7,4%) são moderados ou graves e 200 (92,6%) são leves. Agora, a Paraíba totaliza 444.568 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, 1.194.249 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados. 

Também foi confirmado 01 novo óbito desde a última atualização,  ocorrido nas últimas 24h e em hospital público. Com isso, o estado totaliza 9.386 mortes. O boletim registra ainda um total de 337.646 pacientes recuperados da doença. 

 
* Dados oficiais preliminares (fonte: e-SUS Notifica, Sivep Gripe e SIM) extraídos às 10h do dia 22/10/2021, sujeitos à alteração por parte dos municípios.

Óbitos

Até esta sexta, 222 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19. O óbito confirmado neste boletim é uma mulher de 70 anos, residente do município de João Pessoa e portadora de doença renal e neoplasia. 

Ocupação de leitos Covid-19

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico), em todo estado, é de 24%. Fazendo  um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 27%. Em Campina Grande, estão ocupados 20% dos leitos de UTI adulto e no sertão 35% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, 10 pacientes foram internados nas últimas 24h. Ao todo, 134  pacientes estão internados nas unidades de referência. 

Cobertura Vacinal 

Foi registrado no sistema de informação SI-PNI, a aplicação de 4.682.311 doses. Até o momento, 2.939.980 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 1.684.230 completaram os esquemas vacinais, onde 1.616.649 tomaram as duas doses e 67.581 utilizaram imunizante de dose única.  Sobre as doses adicionais, foram aplicadas 3.323 em pessoas com alto grau de imunossupressão e 54.778 doses de reforço na população com idade a partir de 60 anos. O SI-PNI, que informa sobre as doses aplicadas, está fora do ar, portanto os dados de vacinação não foram atualizados neste boletim. A Paraíba já distribuiu um total de 5.562.946 doses de vacina aos municípios.

Do ClickPB

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Saúde

Doenças reumáticas podem atingir crianças e jovens, alertam médicos

Outubro é o mês da luta contra as doenças reumáticas.

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Ao contrário do que diz o senso comum, as doenças reumáticas podem acometer pessoas de qualquer idade. Esse é um dos alertas da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), na campanha lançada este mês, considerado período de luta contra estas doenças. Reumatologista. Comprometido até os ossos com seu bem estar é o tema da ação

As doenças reumáticas acometem mais de 15 milhões de pessoas no Brasil, afetando o aparelho locomotor – articulações, ossos, músculos, cartilagens, tendões e ligamentos. Ao todo, os distúrbios reumáticos se expressam por dor, inchaço e rigidez nas articulações. Artrite, artrose, osteoporose e lombalgias estão entre as doenças mais comuns.

A campanha visa desmistificar alguns conceitos erroneamente disseminados na população, como associação com idade ou gênero: a doença reumática não afeta (somente) idosos; acomete qualquer pessoa, seja criança, jovem e adulto de qualquer idade; homens e mulheres. 

“A campanha vai compreender uma série de ações junto à imprensa, nas mídias da SBR e tem um foco em informar a população sobre o que são as doenças reumáticas, a sua importância e sobre o trabalho do reumatologista, que é o médico especializado em manejar e tratar essas doenças. O objetivo é mostrar à população a importância de não perder tempo no diagnóstico e tratamento dessas enfermidades, o que implica em sofrimento e dor para o paciente. A rapidez na identificação da doença reumática é fundamental e, para isso, o papel do especialista é muito importante para um diagnóstico mais assertivo”, afirmou o presidente da SBR, o médico reumatologista Ricardo Xavier.

Segundo o especialista, as doenças reumáticas podem afetar todas as faixas etárias. “Existe o mito de que as doenças reumáticas, que são popularmente chamadas de reumatismos, é uma coisa de velho, quando na verdade, as doenças reumáticas podem afetar todas as faixas etárias”, enfatiza o médico. 

Ele explica que o mais comum nos jovens e nas crianças são as artrites enteropáticas juvenis, “que são as artrites mais definidas até pelo comprometimento que se inicia antes dos 16 anos de idade, compreende também alguns tipos de artrites com diferentes manifestações, mas o principal sintoma é o processo inflamatório na articulação levando a dor, ao inchaço e a rigidez”, diz Xavier. 

Existem outras doenças que afetam também os jovens, como o lúpus eritematoso sistêmico. “Pacientes jovens também podem ter quadros de fibromialgia; um outro grupo de doenças são as chamadas doenças autoinflamatórias, onde as crianças podem ter quadros de febres intermitentes, febres cíclicas também associadas com dores nas articulações. Esses provavelmente são os quadros que vemos com mais frequência”. 

Doenças reumáticas comuns

Os distúrbios reumáticos compreendem cerca de 120 doenças, entre elas a artrite, a osteoartrose, a osteoporose e as lombalgias. 

“Muitas outras também são prevalentes como a própria fibromialgia, a gota, são bastante comuns na nossa população. Não se pode dizer que existe alguma doença reumática que tem a maior prevalência na população brasileira, mas o lúpus eritematoso sistêmico é uma doença que pode ser exacerbada pela exposição solar, então no Brasil, como um país que tem bastante exposição solar, pacientes com lúpus podem ter uma atividade maior”. 

O sobrepeso e a obesidade também podem levar a pessoa a ter doenças reumáticas. 

“Também a gente observa na população brasileira o aumento de peso, a obesidade passa a ser um problema, algumas doenças reumáticas estão associadas à obesidade, como uma própria gota, por exemplo, ou piora da osteoartrite de joelhos e quadril pela sobrecarga do peso”, adverte o reumatologista. 

Sintomas e Tratamentos

O sintoma das doenças reumáticas mais característico é um acometimento com dor e limitação da função nas articulações, mas não é apenas um sintoma, detalha Xavier. “As doenças reumáticas compreendem mais de 120 doenças, tem variados tipos de manifestações que podem ou não ter um comprometimento do que a gente chama de sistema músculo-esquelético, que são músculos, tendões, articulações e os ossos em geral”.

O quadro que caracteriza as doenças reumáticas, que mais leva o paciente ao consultório do reumatologista, é a dor persistente, nota Xavier. “Toda dor nas articulações ou dor em qualquer parte dos membros dos músculos, tendões, ossos, que dure mais de duas a três semanas, é um bom motivo para a gente buscar a atenção médica, se possível com reumatologista”. 

Um dos mitos que a campanha pretende desfazer é que não adianta tratar, pois não tem cura.  “[Mitos] como, por exemplo: reumatismo não tem cura, não tem jeito, não precisa buscar atenção médica porque não adianta que não vai ter nenhum resultado. Quando na verdade, muitas doenças reumáticas nós temos terapias muito eficazes. O objetivo [da campanha] é informar a população sobre o reumatologista e sobre as doenças reumáticas”, diz Xavier. 

A maioria das doenças reumáticas têm um caráter crônico, mas há tratamentos eficazes, frisa o presidente da SBR. 

“Na maior parte, as doenças reumáticas têm um caráter crônico e persistente e por isso então elas não têm uma cura, como a maior parte das doenças crônicas, como o diabetes, a hipertensão, e são doenças que são perfeitamente tratáveis os seus sintomas então podem ser controlados com as diversas terapias”. 

O tratamento pode levar um período longo, mas muitas doenças reumáticas entram em remissão. “No caso da gota, claro, vai demandar um uso continuado de medicação, na mesma maneira convencional para hipertensão, ou diabetes, dependendo das diversas doenças. Muitas [doenças] cursam com períodos de exacerbação e de remissão, ou seja, tem períodos em que desaparece e podem às vezes até retornar, mas cada tipo de doença tem uma evolução”, observa o médico.

O médico reumatologista é o mais indicado para tratar as doenças reumáticas, mas, na impossibilidade, o paciente deve procurar um clínico geral ou um ortopedista.  “Diante de um quadro de dor e inchaço nas articulações que persistam por mais de duas a três semanas, a nossa sugestão é que procure um reumatologista. A gente sabe que nem sempre existem reumatologistas disponíveis, existem áreas onde o número de médicos atuando é limitado até ausente, então nessas situações, o clínico e o próprio ortopedista, com boa experiência clínica em avaliar e fazer o diagnóstico diferencial de presença de uma doença reumática, pode ajudar bastante na identificação precoce dessas doenças. E aí sim, o encaminhamento terapêutico, confirmando uma doença reumática, deve ser conduzido pelo reumatologista”, finaliza o especialista.

Agência Brasil

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