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Saúde

Exercício físico com supervisão é benéfico na pandemia, revela estudo

Saúde mental e física melhoram mais quando prática é supervisionada

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Imagem: Pixabay/ilustração

As atividades físicas realizadas com supervisão profissional durante a pandemia de covid-19, sejam elas online ou presenciais, trazem mais benefícios sobre a saúde mental e física do que o sedentarismo ou a prática de exercícios sem supervisão. Isso é o que demonstra um estudo feito com 344 voluntários e publicado na revista científica Psychiatry Research.

Apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp), o estudo investiga os efeitos da prática regular de exercícios físicos sobre a saúde física e mental neste momento de combate à covid-19. Para tanto, o estudo considerou três modelos de aulas praticadas durante a pandemia – presencial com supervisão profissional, online sem supervisão e online com supervisão por videochamada – e comparou tais situações com o sedentarismo, ou seja, com pessoas que não estavam praticando qualquer tipo de exercício nesse momento.

A pesquisa foi feita por meio de um questionário online, em que voluntários deveriam responder se estavam conseguindo fazer exercícios físicos durante a pandemia e como estava a saúde mental deles antes e durante a crise sanitária e qual era o nível de atividade física praticado antes e durante a crise. No caso da saúde mental, foram avaliados nove itens que compõem a MADRS-S (Montgomery-Asberg Depression Rating Scale–Self Rated): tristeza, tensão, dificuldade de sono, alteração de apetite, dificuldade de concentração, lentidão, incapacidade de sentir, pessimismo e pensamentos suicidas.

“Dos quatro grupos analisados (com supervisão online, com supervisão presencial, sem supervisão e sedentário), aqueles que não faziam nada durante a pandemia apresentaram pior saúde mental e piores níveis de atividade física. Para nossa surpresa, quem realizou exercício supervisionado remotamente apresentou maiores níveis de atividade física, principalmente as intensas [rigorosas], comparado com quem fez o exercício sozinho, e uma leve tendência sobre quem fez presencial”, disse Carla da Silva Batista, pesquisadora da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP), e uma das autoras do estudo, junto com Acácio Moreira-Neto.

“Entre os [voluntários] que praticam exercícios, 59% das pessoas melhoraram a saúde mental, independentemente de fazer [exercício] supervisionado, ou não. Quando se analisa somente quem faz [exercício] supervisionado, houve melhora de 25%, igual ao grupo de quem faz supervisionado presencial”, afirmou Carla, em entrevista à Agência Brasil. De acordo com a pesquisadora, a saúde mental dos grupos que fizeram exercícios, independentemente de terem sido supervisionados ou praticados por conta própria, ficou melhor do que a de quem não fez nada ou foi sedentário na pandemia.

A pequena diferença observada entre as pessoas que fazem exercícios supervisionados online e aquelas que o fazem de forma presencial decorreu principalmente da intensidade do exercício. “Se você faz supervisionado, aumenta mais os níveis de atividade física intensa do que quem faz por conta própria. E você tem uma leve tendência sobre quem faz presencial”, explicou Carla. “Esse grupo que faz supervisionado remotamente aumenta muito mais os níveis de atividade física intensa, que, nesse grupo, estão associados a uma melhor saúde mental.”

Segundo a pesquisadora, a diferença entre os dois tipos de aulas supervisionadas ocorre porque, neste momento da pandemia, as pessoas temem contrair o novo coronavírus na prática presencial. “Os que fazem remoto indicam mais segurança, porque estão sozinhos, com o profissional na tela. E quem fez presencial, mesmo mantendo distância e usando máscara, tinha preocupação com a segurança [de não se infectar com a doença]”, falou. Além disso, o uso da máscara na aula presencial pode interferir um pouco na intensidade ou no desempenho do exercício praticado, destacou Carla.

Ela informou que a pesquisa ainda será objeto de mais análises e que um dos temas a serem aprofundados é a saúde mental. “Observamos que tem pessoas que, mesmo realizando algum tipo de exercício, não conseguiram voltar para o estágio de saúde mental melhor. Isso tem muito a ver com o fator do momento, com a falta de expectativa de que a pandemia vá voltar ao normal no Brasil.” Segundo a pesquisadora, o estudo também deverá ser ampliado, tentando ouvir mais pessoas.

Agência Brasil

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Saúde

Anvisa analisa cinco pedidos para diagnóstico da varíola dos macacos

Todos os pedidos de registro já tiveram a análise iniciada.

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Imagem: ilustração/Pixabay

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta quinta-feira (11), o balanço dos pedidos de registro de produtos para o diagnóstico de varíola dos macacos. No total, foram cinco pedidos e todos já tiveram sua análise iniciada.

Segundo a agência, os dois primeiros produtos foram Viasure Monkeypox Virus Real Time PCR Detection Kit, fabricado na Espanha pela empresa CerTest Biotec, e Monkeypox Virus Nucleic Acid Detection Kit, fabricado na China pela empresa Shanghai BioGerm Medical Technology. Ambos são ensaios moleculares, passaram pela avaliação do corpo técnico da Anvisa e aguardam complementação de informações por parte das empresas solicitantes para continuidade da análise.

O terceiro produto, que teve o pedido de registro submetido no dia 8 de agosto, também é um ensaio molecular e corresponde ao Standard M10 MPX/OPX, que tem como fabricante legal a empresa nacional Eco Diagnóstica, mas que tem parte da sua produção ocorrendo em outro país. A análise técnica da documentação está em curso.

Os pedidos mais recentes deram entrada na quarta-feira (10). Um deles, o Monkeypox Virus Antigen Rapid Test, o primeiro pedido relacionado a teste rápido para detecção de antígeno, fabricado pela empresa chinesa Shanghai BioGerm Medical Technology, e o produto Kit Molecular Monkeypox (MPXV) Bio-Manguinhos, fabricado no Brasil pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos.

Em nota, a Anvisa destacou que a prioridade é “a avaliação de todos os pedidos de registro de produtos para diagnóstico in vitro que possam ser utilizados como recurso para o enfrentamento da monkeypox [varíola dos macacos, em inglês]”.

Agência Brasil

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Alerta

Saúde eleva para nível máximo risco da varíola dos macacos

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Pixabay

O Ministério da Saúde elevou para o nível máximo de emergência, o alerta para o risco da varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox.

A classificação é para todo o território nacional e significa que a doença é considerada grave.

De acordo com o ministério da saúde, a decisão veio após o aumento da capacidade de transmissão da doença, do agravamento dos casos confirmados, da vulnerabilidade da população e da indisponibilidade de medidas preventivas como vacinas e possíveis tratamentos.

Os níveis de emergência variam de 1 ao 3 e estão detalhados no Plano de Contingência Nacional para MONKEYPOX publicado pelo Ministério da Saúde. O documento traz orientações para prevenção e tratamento tanto para a população quanto para as secretarias de saúde dos estados. Também padroniza os procedimentos a serem adotados diante da doença, como um protocolo de classificação para definir casos suspeitos, prováveis confirmados e descartados.

A transmissão da doença entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com lesões de pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada ou objetos recentemente contaminados, tais como toalhas e roupas de cama.

De acordo com o Plano de contingência do governo, o tratamento dos casos é por meio de suporte clínico como medicamentos para dor e cuidados de higiene na área afetada. A maioria dos casos apresenta sintomas leves e moderados. Em casos graves, com comprometimento pulmonar, a pessoa pode precisar de oxigênio.

No Brasil, até 5 de agosto já haviam sido confirmados mais de dois mil casos, 1.962 suspeitos e um óbito. São Paulo lidera o número de casos no país, com mais de 1,5 mil registros confirmados.

Rádio Agência Nacional

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Saúde

Mais de 1 milhão de paraibanos estão com dose de reforço contra a Covid-19 em atraso

Conforme dados da SES, são 1.190.640 pessoas, com idade maior ou igual a 12 anos, que não tomaram o primeiro reforço (3ª dose).

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Foto: Secom/JP

Conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta segunda-feira (1º), 1.190.640 pessoas, com idade maior ou igual a 12 anos, não tomaram o primeiro reforço (3ª dose) contra a Covid-19 na Paraíba.

O órgão reforça a importância da imunização e aponta que no mês de julho foram regulados 217 pacientes para as unidades de referência, além do registro de 92 óbitos e 12.657 casos confirmados.  

Conforme o sistema de notificação, houve um acréscimo no número de óbitos, mas o estado já apresenta uma queda. Dos mais de 12.600 casos confirmados no mês de julho, 12.390 (97,89%) foram leves ou moderados e 267 (2,11%) foram graves. As internações também estão em queda, com 24 pacientes regulados na semana entre 24 e 30 de julho. 

Reforço na vacinação

De acordo com a secretária de Saúde da Paraíba, Renata Nóbrega, a SES programou, de julho a setembro deste ano, três ocasiões para fortalecimento das coberturas vacinais no estado. O primeiro momento aconteceu no sábado (30 de julho), quando 40.139 pessoas tomaram a vacina contra a Covid-19. Ela disse que o número de doses de reforço em atraso ainda é alto e pede que a população atualize o esquema vacinal

“Precisamos que toda a população se conscientize para tomar as doses de reforço necessárias para evitar a hospitalização e os óbitos pelo agravo, especialmente crianças e adolescentes por conta da volta às aulas. Nós teremos mais dois dias de mobilização para a vacinação, sendo o próximo em 20 de agosto. Mas reforçamos que os municípios estão abastecidos com os imunizantes e que a população busque o posto de saúde para atualizar o cartão de vacina com todas as doses disponíveis para a faixa etária”, pontua. 

Portal Correio

 

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