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Carnaval 2022: capitais começam a cancelar desfiles e blocos de rua por causa da Covid-19

Até o momento, BH, Salvador, Curitiba e Fortaleza confirmaram o cancelamento das atrações carnavalescas.

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São Paulo

Apesar de manter a realização de desfiles e blocos de rua na capital, a prefeitura de São Paulo informou que a realização do Carnaval de 2022 dependerá do cenário epidemiológico da cidade em fevereiro. Segundo o órgão, as avaliações realizadas junto à Secretaria de Saúde em relação aos casos da doença e à capacidade de assistência hospitalar devem ser concluídas na primeira quinzena de janeiro.

A cidade aprovou em publicação no Diário Oficial da última quinta-feira, a realização de 696 desfiles no Carnaval de Rua 2022, o maior número na história da capital. Até o momento, 64 desfiles foram cancelados.

Belo Horizonte

Em nota, a prefeitura de Belo Horizonte informou que não irá patrocinar o Carnaval da cidade e nem realizar cadastro de blocos e investimento em infraestrutura. De acordo com a Secretaria de Comunicação do município, a decisão foi pautada pela orientação dos integrantes do Comitê de Enfrentamento à Covid-19.

Salvador

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), oficializou no dia 23 de dezembro o cancelamento do Carnaval em municípios baianos em 2022. Em uma rede social, Costa disse que a decisão se deve aos cerca de “2,4 milhões de baianos com a vacina contra a Covid em atraso”, e à epidemia de gripe que tem sobrecarregado o sistema de saúde.

Fortaleza

Desde o dia 30 de novembro o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), anunciou a suspensão dos editais do ciclo carnavalesco do município e a destinação de R$ 14 milhões que seriam investidos no evento para as secretarias responsáveis pela segurança alimentar, saúde e cultura local. A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou no último dia 15 de dezembro o Orçamento para 2022 com as alterações anunciadas pelo chefe do executivo municipal. A decisão na capital cearense foi tomada após o cancelamento do réveillon, influenciada pela alta de casos da Covid.

Palmas

A prefeitura de Palmas ainda não decidiu sobre a permanência ou cancelamento do Carnaval 2022. O município segue monitorando os indicadores epidemiológicos e o avanço da vacinação, para então considerar ou não a realização do evento. Em nota, a Secretaria de Comunicação informou que “é precoce tomar qualquer decisão a respeito desse tema, uma vez que por se tratar de uma festa de rua, é impraticável manter as medidas de distanciamento social”.

Curitiba

O Carnaval 2022 em Curitiba será novamente celebrado de forma virtual, de acordo com a Fundação Cultural de Curitiba (FCC). A decisão foi decretada no dia 21 de dezembro, em atendimento ao pedido da Liga das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Curitiba e Região Metropolitana, que receberam incentivo municipal. Os vídeos produzidos serão transmitidos nos dias do Carnaval pelas redes sociais da prefeitura, da FCC e também no Coreto Digital do Passeio Público.

Campo Grande

De acordo com a prefeitura, Campo Grande não terá Carnaval de rua em 2022. A decisão levou em conta a preocupação das autoridades de Saúde com a Covid-19.

O Globo

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Brasil

Chuvas deixam 45 mil desalojados e 6.600 desabrigados em Minas

Nas últimas 24 horas foram registrados 10 mil desalojados.

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© Divulgação/Seinfra

As fortes chuvas em Minas Gerais continuam forçando famílias a deixarem suas casas. De acordo com o último boletim da Defesa Civil do estado, 45.815 pessoas estão desalojadas e 6.664 estão desabrigadas. Até o momento, 377 municípios, quase metade do estado, declararam situação de emergência.

Apenas nas últimas 24 horas, foram registrados 10 mil desalojamentos e 2,2 mil novos desabrigados no estado. Desalojados são aqueles que se viram forçados a deixarem suas casas e estão morando na casa de outras pessoas. Já os desabrigados se deslocaram para abrigos públicos após terem suas casas danificadas ou ameaçadas pelas chuvas.

Desde o início da estação chuvosa, que, este ano, começou em outubro, um mês antes que o habitual, 25 pessoas já perderam suas vidas devido às chuvas e suas consequências. O município que mais registrou mortes foi Brumadinho, com cinco óbitos, e 18 cidades registraram vítimas.

Esse número não inclui as dez mortes causadas pelo desprendimento de um bloco de pedras no Lago de Furnas, em Capitólio (MG), no dia 8 de janeiro. As causas desta tragédia ainda estão sendo apuradas, mas autoridades estaduais já anteciparam que parte do paredão rochoso pode ter ruído por efeito da ação das águas.

O governador do estado, Romeu Zema, anunciou o repasse de R$ 560 milhões para ações nas cidades atingidas pelas chuvas. Segundo ele, a prioridade será ajudar as pessoas que tiveram suas casas destruídas por alagamentos, inundações ou rios que transbordaram. A estimativa do governo é que 3 mil pessoas perderam suas casas.

Sol

A previsão do tempo para o fim de semana em Minas Gerais é otimista e espera-se uma trégua na chuva. Uma intensificação de uma massa de ar seco e quente na região estabiliza o tempo neste sábado. Deve fazer calor em todo o estado, com temperatura acima de 30 graus em todas as regiões. Apenas no domingo (16) à noite que se espera uma chuva rápida e isolada.

Agência Brasil

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Brasil

Estados vão avaliar áreas turísticas suscetíveis a desastres

Decisão foi tomada após tragédia em Capitólio.

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Divulgação/CBMMG

Depois do desabamento de uma rocha que matou dez pessoas no Lago Furnas, em Capitólio (MG), ocorrido há uma semana, o Ministério do Turismo determinou que os estados realizem um levantamento dos destinos turísticos do país que apresentam risco de incidentes geológicos. A medida foi acertada durante reunião, por videoconferência, do ministro do Turismo, Gilson Machado, com integrantes Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur).

Segundo o ministro, o levantamento faz parte de uma série de medidas que estão sendo tomadas pela pasta para dar mais segurança à prática do ecoturismo no Brasil. “Solicitamos ao Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo que indiquem locais a serem analisados, a fim de possibilitar uma orientação mais efetiva contra perigos que ocorrem em lagos, cavernas, cânions, etc.”, explicou. A ideia é que, após esse levantamento, avaliações geológicas sejam feitas nas áreas para estabelecer novos parâmetros de prevenção.  

Dias após o acidente em Capitólio, houve um deslizamento nas falésias da Praia de Pipa, Tibau do Sul (RN), durante uma madrugada chuvosa, sem vítimas. Pouco mais de um ano antes, em outubro de 2020, um desmoronamento no mesmo local matou três pessoas da mesma família. Em outubro do ano passado, o desabamento de uma gruta em Altinópolis, interior de São Paulo, deixou nove mortos. O grupo era formado por bombeiros que faziam um treinamento de resgate. 

Segurança

O Brasil possui milhares de cachoeiras, cavernas, cânions, falésias, praias, trilhas em montanhas e outros destinos turísticos que podem apresentar risco de ocorrências geológicas. A geóloga Joana Sanchez, da Universidade Federal de Goiás (UFG), acredita que o trabalho de levantamento e avaliação desses locais é fundamental para aumentar a segurança.

“Se você não sabe que existe risco, você não vai achar que existe. Como todo mundo que estava em Capitólio não achava que existe risco. E não é culpa de quem estava lá, e nem da prefeitura ou do governo porque isso não era exigido”, afirma. A ocorrência de desastres como o de Capitólio, segundo a geóloga, também está relacionado com o aumento do ecoturismo no Brasil. “O que a gente tem visto é que, com o aumento do turismo de natureza, tem acontecido mais acidentes, porque as pessoas estão se expondo mais ao risco”.

Em nota, a Federação Brasileiro de Geólogos (Febrageo) defendeu uma nova abordagem em áreas turísticas de risco para que acidentes como esse sejam evitados. “A forma já consagrada de prevenir tais situações é pela realização de mapeamento das áreas de risco, com o indicação das áreas de risco iminente e alto, onde são priorizadas ações controle e contenção, como, por exemplo, o desmonte controlado de blocos em risco de queda ou a implantação de técnicas de estabilização da encosta, que são corriqueiramente usadas na geotecnia”.

Deslizamento de rocha em Capitólio (MG)
Deslizamento de rocha em Capitólio (MG) matou dez pessoas – Divulgação/CBMMG

Cânion de Xingó

Na esteira do desabamento em Minas Gerais, esta semana o governo de Sergipe informou que vai acionar o estado vizinho de Alagoas para que seja realizado um monitoramento preventivo no Cânion de Xingó, no Rio São Francisco, que fica na divisa entre os dois estados.

No Pará, a Secretaria de Turismo promoveu uma reunião com os representantes das regiões turísticas do estado para debater medidas preventivas contra desastres e incidentes naturais. No Mato Grosso, um grupo de vistoria técnica foi montado para avaliar os riscos de desabamentos nos paredões do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, durante o período chuvoso. 

Em 2008, um bloco de rocha do tamanho de um carro se desprendeu do paredão da cachoeira Véu de Noiva, uma das mais famosas do parque, e atingiu turistas que se banhavam no local, deixando feridos. Desde então, o acesso à cachoeira está interditado, por causa do alto risco geológico de desmoronamento.

Mudanças legislativas

Para além de uma ampla avaliação e monitoramento de áreas suscetíveis a riscos geológicos, especialistas defendem uma atualização da legislação na política nacional de prevenção de desastre e de defesa civil. Atualmente, a principal norma sobre o assunto é a Lei 12.608/2012. Ela foi aprovada um ano depois das enchentes e deslizamentos de terra ocorridos na Região Serrana do Rio de Janeiro, resultando em mais de 900 mortes, e teve como foco principal a adoção de medidas para áreas de risco em áreas urbanas.

“Então, a lei foi feita para áreas urbanas, o foco da lei é esse. Na minha opinião, o que deveria ser feito a partir de agora é uma atualização dessa lei, ou uma nova legislação, focando em áreas turísticas. Nós não temos nada que foque em áreas de risco ou em áreas de turismo. É como a gente fala, o Brasil sempre teve essa cultura de esperar acontecer alguma tragédia pra legislar sobre isso. A tendência acho que é a mesma agora, uma coisa específica pra área de turismo com esse viés geológico”, disse Tiago Antonelli, chefe da Divisão de Geologia Aplicada do Serviço Geológico do Brasil.   

Para a Febrageo, há uma “necessidade urgente” de incluir na Lei 12.608/2012 dispositivos mais claros e específicos para o mapeamento e prevenção de riscos em áreas turísticas. A entidade também cobra a retomada de investimentos, por parte do governo federal, em mapeamento, prevenção e controle de riscos naturais no Brasil.

Agência Brasil

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Instituto Butantan está produzindo nova vacina contra a gripe

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E de olho no aumento dos casos de gripe no país principalmente causados pela Influenza H3N2, o Instituto Butantan está produzindo a versão atualizada da vacina contra a gripe.

Os imunizantes vão ser distribuídos no Sistema Único de Saúde já a partir do mês de março.

Veja o vídeo abaixo.

TVBrasil

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