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Saúde

Apenas 34% das crianças foram imunizadas contra a poliomielite

Campanha de vacinação vai até sexta-feira.

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Foto: Divulgação

A menos de uma semana para o fim da Campanha Nacional de Vacinação que tem como foco principal a prevenção da poliomielite, apenas 34,4% do público-alvo – crianças entre seis meses e 4 anos 11 meses e 29 dias de idade – foi imunizado com 3,9 milhões de doses aplicadas. A meta do Ministério da Saúde era chegar a 95% do público-alvo de 11,5 milhões de crianças. Entretanto, mais da metade delas, 7,5 milhões, ainda não receberam a vacina da contra a paralisia infantil.

“Esse é um problema do mundo inteiro. A cobertura vacinal tem caído. Durante a pandemia essa queda foi mais acentuada em face da tragédia sanitária decorrente da pandemia da covid-19. A estratégia que nós usamos é essa: é conversar com a população brasileira e esclarecer sobre a importância das vacinas do nosso calendário de vacinação, sobretudo para as crianças”, ressaltou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, à época do lançamento da campanha em agosto.

Mesmo com o final da campanha nesta sexta-feira (9), a vacinação continua disponível nos postos do país o ano todo e deve ser procurada. O Brasil é considerado um país livre da pólio desde 1994, mas com a baixa adesão vacinal, médicos alertam para os riscos de volta da doença, especialmente após o registro de novos casos no exterior em países como os Estados Unidos e Israel.

Estatísticas

No ranking dos estados que conseguiram vacinar mais da metade da população-alvo aparecem apenas dois: Alagoas (50,8%) e Sergipe (50.5%). Na sequência vem Santa Catarina (47,6%) e Paraíba (46.6%).

Já entre os estados que menos vacinaram crianças contra a poliomielite estão Roraima (12,8%) , Acre (17%) e o Rio de Janeiro (17,1%).

Vacinas

Além da VIP (Vacina Inativada Poliomielite), outras 17 vacinas estão disponíveis para crianças e adolescentes até 15 anos atualizarem a caderneta de vacinação em todo o Brasil. As vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, disponíveis para atualização da carteirinha são: hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), VOP (Vacina Oral Poliomielite), febre amarela, Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba), Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano).

Também estão à disposição para os adolescentes, as vacinas HPV, dT (dupla adulto), febre amarela, Tríplice viral, Hepatite B, dTpa e Meningocócica ACWY (conjugada). Todos os imunizantes que integram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) são seguros e estão registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A campanha de vacinação coincide com a imunização contra a covid-19 em andamento. Segundo o Ministério, as vacinas de covid-19 poderão ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo com as demais do Calendário Nacional, na população a partir de 3 anos de idade.

Agência Brasil

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Saúde

No país mais ansioso do mundo, é preciso falar sobre saúde mental

Saúde mental: não hesite em procurar ajuda!

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Neste mês de setembro, é comum falar da valorização da Vida, da prevenção ao suicídio e de diversos temas que merecem a atenção de todos. Entretanto, é mais que necessário refletir também sobre a “Ansiedade”. Aliás, o Brasil ocupa o topo do ranking mundial das pessoas que sofrem com “Transtorno de Ansiedade”, além de ser um dos líderes em casos de depressão no mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esse contexto se intensificou nos últimos anos em razão do isolamento social por causa pandemia da Covid-19 e da maior preocupação das pessoas em relação à saúde, trabalho, alimentação e com o futuro. E esse quadro “ansioso” está presente na sociedade e principalmente nas camadas mais vulneráveis. Isto é, na vida das pessoas que não têm renda suficiente para terminar o mês, em que a alimentação é escassa ou até mesmo para aqueles que trabalham horas por dia para garantir o sustento do lar.

Dia após dia, esse cenário se torna palco para incertezas e inseguranças emocionais. Dessa forma, a Legião da Boa Vontade (LBV) atua com serviços de fortalecimento de vínculos, ajudando famílias em situação de pobreza a lidar com as adversidades. É por meio da escuta ativa e de uma equipe multidisciplinar preparada que a Entidade apoia milhares de pessoas para que consigam ressignificar suas histórias e a se reerguer diante dos desafios.

Segundo a psicóloga e psicoterapeuta dra. Karen Scavacini, temos muitos sentimentos, e todos eles são importantes. Em sua palestra “É possível ter saúde mental em tempos desafiadores?” realizada durante o 24º Congresso Internacional de Educação da LBV, a profissional salienta que é possível, sim. Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), diretora científica da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (Abeps), membro do Advisory Board do Centro de Valorização da Vida (CVV) e membro do Suicide and Self Injury Advisory Commitee, do Facebook, Karen explica que “saúde mental é conseguirmos viver bem, ter um estado de bem-estar e reagir às coisas que nos acontecem”.

Scavacini destacou que, nesse período de pandemia da Covid-19, as pessoas passaram por um estado de estresse, de preocupação, de perdas, de lutos e que, por isso, não são as mesmas de dois anos atrás, embora, nessa retomada, haja uma expectativa de que está todo mundo se reencontrando. “Todos estamos levando cicatrizes dessa pandemia. [Em] alguns, a ferida ainda nem cicatrizou e está muito doída, principalmente para as pessoas que perderam alguém”, comenta.

Em sua explanação, o recado é claro: “Está na hora de se cuidar um pouco mais”. Inclusive, a dra. Karen enfatiza que é essencial atitudes no cuidado de si mesmo diariamente e valorizar pensamentos e emoções na tentativa de administrar melhor alguns incômodos ou situações mal resolvidas. O ideal é colocar o autocuidado como hábito e buscar formas de preservar a saúde física, psíquica e emocional.

A psicoterapeuta ressalta ainda que é preciso identificar o momento de pedir ajuda: “Quando começam a vir muitos pensamentos sobre morte, quando sente que a energia foi embora, quando tem muitos sintomas e está muito difícil de prosseguir, não tem problema em pedir ajuda. Ninguém é fraco por pedir ajuda, pelo contrário, vai ajudar a descobrir tanto o que está acontecendo quanto que caminhos você pode ter”.

Valorização da Vida e autocuidado
O tema “Transtorno de Ansiedade” é trabalhado frequentemente nos serviços promovidos pela Legião da Boa Vontade em suas unidades socioeducacionais e mais fortemente no Setembro Amarelo, nome da campanha que visa conscientizar a população a prevenção ao suicídio. Dentre as atividades realizadas pela LBV, o grupo de idosos que frequenta o serviço Vida Plena vem participando de rodas de conversa, jogos educativos, sessão de cinema, meditação guiada e dinâmicas. Para outras informações, acesse www.lbv.org.

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Paraíba

Campanha de Vacinação contra raiva animal terá início dia 24

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O Núcleo de Controle de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde (SES) está organizando a Campanha de Vacinação contra a Raiva Animal, que terá como abertura o Dia D no próximo dia 24. A campanha faz parte do Programa Nacional de Imunização (PNI) para a prevenção da doença infecciosa aguda viral que pode ser transmitida também aos humanos. Na Paraíba, a meta deste ano é imunizar 761.830 animais, a partir dos 3 meses de idade, sendo 560.127 cães e 201.703 gatos.

A transmissão do agravo entre humanos e animais se dá por meio de mordidas, arranhões e saliva de animais infectados em contato com a pele lesionada ou mucosas. O vírus acomete o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução, sendo letal em aproximadamente 100% dos casos. De acordo com o chefe do Núcleo de Zoonoses da Secretaria, o médico veterinário Francisco de Assis Azevedo, apesar de não haver registros de raiva humana transmitida por cães e gatos há 23 anos na Paraíba, não é momento de descuidar da proteção por vacina.

“A vacina contra raiva animal utilizada na campanha é de cultivo celular com uma resposta imunológica duradoura, mas é preciso que seja aplicada anualmente para que a proteção do animal, e consequentemente da população, seja efetiva. A vacinação faz parte do Plano de Eliminação da Raiva Humana transmitida por cães, principal fonte de infecção no ciclo urbano”, explica o veterinário.

Para a campanha deste ano, Assis ressalta que foram realizadas capacitações com as 12 Gerências Regionais de Saúde a respeito do manejo de materiais e montagem dos mais de 800 postos de vacinação, que serão divididos nos 223 municípios paraibanos durante o Dia D. “A mobilização deste ano contará com aproximadamente seis mil profissionais de saúde, das 8h às 17h no sábado, mas a campanha segue até o dia 30 de outubro e a população pode procurar o município de residência para vacinar o seu cão, ou o seu gato”, observa.  

Além das orientações e planejamento da campanha, a SES distribui para as Gerências Regionais de Saúde todos os insumos necessários como seringas e agulhas descartáveis, vacinas a serem aplicadas. A partir da próxima semana todos os municípios estarão abastecidos.  

A Paraíba não registra casos de raiva humana transmitida por cães há 23 anos. Os últimos casos da doença na Paraíba em humanos, onde o animal agressor foi o cão, foi em 1999 nos municípios de Queimadas e João Pessoa.

Sobre o agravo – A raiva é uma doença infecciosa aguda, de etiologia viral. A transmissão ocorre quando o vírus rábico existente na saliva do animal infectado penetra no organismo. A doença apresenta quatro ciclos de transmissão: no ciclo rural, os bovinos, ovinos, caprinos, suínos e equídeos são os principais elementos transmissores da raiva; no ciclo silvestre, as raposas, guaxinins, macacos e roedores silvestres têm maior destaque na transmissão da doença; no ciclo aéreo, os morcegos representam o maior perigo; e no ciclo urbano os principais elementos responsáveis pela manutenção do vírus rábico são os cães e gatos.

A única forma de evitá-la é através da vacinação que não tem contraindicação. Caso não seja feita a devida prevenção, a doença acomete o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução, sendo letal em aproximadamente 100% dos casos, tanto para os homens quanto para os animais.

Secom-PB

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Saúde

Autorizado estudo para implantar piso de enfermagem na Paraíba

A legislação fixou em R$ 4.750 o piso nacional de enfermeiros dos setores público e privado.

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Mesmo com a suspensão, por decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), da lei que estabeleceu o piso de enfermagem, o governador João Azevêdo (PSB) usou suas redes sociais, para autorizar o início dos estudos para a viabilidade do pagamento do piso salarial para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares e parteiras.

Como apurou o ClickPB, o gestor prometeu que irá seguir o piso nacional, assim como foi feito com os professores. João destacou ainda a luta da categoria, falou sobre a importância do reconhecimento e respeito aos profissionais, “assim como fizemos com os professores, pagando o piso, faremos também com os enfermeiros e técnicos em enfermagem”, disse. 

O estudo vai levantar o impacto da implantação dos novos pagamentos no orçamento do estado. A legislação fixou em R$ 4.750 o piso nacional de enfermeiros dos setores público e privado, e estabeleceu que o valor salarial mínimo de técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem (50%) e parteiras será calculado com base nesse montante.

Veja os valores dos pisos:

Enfermeiros: R$ 4.750;

Técnicos de enfermagem: R$ 3.325 (70% do piso dos enfermeiros); 

Auxiliares de enfermagem: R$ 2.375 (50% do piso dos enfermeiros);

Parteiras: R$ 2.375 (50% do piso dos enfermeiros).

Do ClickPB

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