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Cultura

Guarabira: Secretaria de Cultura abre inscrições gratuitas para oficinas de Audiovisual

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A Secretaria de Cultura de Guarabira está com inscrições abertas, a partir desta quarta-feira (06/11), para 05 oficinas de audiovisual que serão ministradas entre os dias 21 e 30 de novembro. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas, e podem ser realizadas presencialmente na sede da própria secretaria, localizada na Estação Ferroviária da cidade.

São várias modalidades na área com ministrantes de outras cidades, que vêm transmitir suas técnicas e conhecimentos para artistas com experiência ou iniciantes. As oficinas são resultado de um dos editais da Lei Paulo Gustavo em Guarabira, e os ministrantes são os professores Sílvio Toledo, Walter Olivério, Eduardo Pessoa Moreira, Lucas Galvão e Sebastião Formiga.

Eles foram contemplados na Lei Paulo Gustavo do município com propostas de oferecer essas oficinas para a cidade.  Os interessados na inscrição devem procurar a Secretaria de Cultura em horário comercial, e os trabalhos serão realizados em ambientes culturais da cidade como Galeria de Artes, Casarão da Cultura e na própria Estação Ferroviárias.

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Os interessados podem se inscrever em mais de uma oficina, desde que não haja coincidência de horários entre as mesmas. Segue a tabela com a lista de oficinas, locais, datas e horários de funcionamento.

Codecom

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Cultura

Humorista Hélio de La Peña faz show em Guarabira, neste sábado, 25

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Hélio de La Peña chega neste sábado (25) a Guarabira com espetáculo de stand up e movimenta o cenário cultural neste fim de semana no Brejo Paraibano.

O humorista Helio de La Peña chega ao Nordeste com o espetáculo Preto de Neve, os Estados de Pernambuco e Paraíba o espetáculo chega com a irreverência e humor peculiar do artista. Uma apresentação que mistura histórias pessoais, crítica social e observações bem-humoradas sobre temas do cotidiano.

Conhecido pelo trabalho no Casseta & Planeta, ele leva ao palco um show afiado, construído a partir de vivências em ambientes elitizados, viagens, esportes, política e reflexões sobre identidade.

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A agenda inclui Recife, João Pessoa e Guarabira no dia 25, no Teatro Geraldo Alverga. A circulação do espetáculo pelo Nordeste reforça a boa fase do comediante, que vem ampliando sua presença nos palcos fora do eixo tradicional do humor televisivo.

“Preto de Neve”

Em “Preto de Neve”, Helio costura relatos sobre sua trajetória com comentários sobre racismo, classe social e convivência em espaços nos quais, como ele próprio brinca em apresentações anteriores, muitas vezes foi o único negro presente. O resultado é um stand-up que aposta na inteligência do texto, no timing de palco e na identificação com o público, sem abrir mão da leveza e das gargalhadas.

O espetáculo também conversa com quem acompanhou a carreira do humorista na televisão, especialmente no período de maior projeção do Casseta & Planeta, mas se apresenta com linguagem atual e formato próprio, pensado para o circuito de comedy clubs e teatros. A proposta é transformar experiências pessoais em material cômico, com espaço para ironia, memória afetiva e crítica social, numa performance que alterna riso e reflexão.

Adquira já o seu ingresso:

AQUI

Portal25horas

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Cultura

Exposição em SP propõe releitura do sertão como espaço de resistência

Chamada de Atlântico Sertão, mostra pode ser vista no CCBB.

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© CCBB/Divulgação

Quando se fala em sertão, geralmente se associa a uma região interiorana, localizada no Nordeste brasileiro, com solo mais raso e pedregoso e chuvas escassas, muito sujeita à seca.

Mas uma exposição inédita, que será aberta ao público nesta quarta-feira (15), na capital paulista, oferece novo sentido ao sertão, já que esse lugar, em verdade, não existe: os mapas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, não reconhecem sua existência.

Chamada de Atlântico Sertão, a mostra propõe novo significado para a região, colocando-a como espaço ampliado de resistência em defesa dos direitos humanos. Aproveitando o sentido da frase de Guimarães Rosa, “O sertão está em toda parte”, a nova exposição explora a palavra como condição humana. E discute esse novo sentido por meio da arte.

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“O sertão é um termo afetivo, não é técnico ou coisa parecida. Caatinga seria o termo mais correto. O sertão é, de fato, uma espécie de construção imaginária e imagética”, disse Marcelo Campos, um dos curadores de Atlântico Sertão.

Segundo ele, o sertão foi um assunto fundamental para o século 20. “A gente conheceu o sertão pela pena e pelas canetas dos escritores Guimarães Rosa, Euclides da Cunha e tantas e tantos outros. Mas conhecemos um sertão específico, onde o grupo era chamado de povo. Era uma espécie de massa, de representação muito coletivizada e pouco de falas individuais”, acrescentou durante a abertura da mostra para convidados.

Pesquisa acadêmica

Atlântico Sertão se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina Maciel, responsável pela direção geral e concepção do projeto. Seu trabalho teve início com o manifesto “Direitos humanos achados na arte”, que depois deu origem ao Coletivo Atlântico, que se define como um movimento social, artístico, jurídico, político e filosófico na defesa dos direitos humanos por meio da arte.

Baseado na ideia de que o Oceano Atlântico foi o caminho do massacre colonial, o coletivo criou a primeira exposição, chamada de Atlântico Vermelho, para ser exibida em Genebra, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2024. Depois veio Atlântico Floresta, que ocorreu durante as reuniões do G20, no Rio de Janeiro. Agora, em São Paulo, o coletivo criou Atlântico Sertão como forma de dar visibilidade às pessoas que sempre ficaram à margem da estrutura colonial e que lutam, “com bravura sertaneja”, para romper as formas de opressão por meio da arte.

“Lá na ONU, a primeira ideia foi pensar o Atlântico das diásporas, dos sequestros e das travessias. E logo depois, a gente foi atualizando o projeto, pensando a floresta e os povos originários”, explicou.

Agora, falamos sobre o sertão, acrescentou. Campos lembrou que são dois biomas que constituem muitas histórias brasileiras, muitas narrativas, muitas fábulas, muitos romances, muitos livros, mas que ao mesmo tempo são dois lugares de estigmatização. “E essa exposição, agora vendo ela montada, tem um compromisso de tirar esses lugares das suas próprias estigmatizações”..

Além das exposições, o Coletivo Atlântico tem proposto um projeto de lei, em discussão no Congresso desde 2024, que pretende regulamentar a profissão de artista visual no Brasil.

“Até hoje, artistas não têm a profissão reconhecida. O artista sempre é colocado em outro tipo de categoria, porque a categoria artista plástico ou artista visual não existe na carteira de trabalho. São lutas muito básicas, direitos muito básicos que nós ainda não conseguimos conquistar”, disse o curador.

A exposição

A mostra pode ser vista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizado no centro de São Paulo, e reúne trabalhos de mais de 70 artistas de diversas regiões do país. O projeto ocupa todos os andares do edifício com pinturas, esculturas, fotografias e instalações. Além de Marcelo Campos, a curadoria da exposição também é assinada por Ariana Nuala, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos, Rita Vênus e Thayná Trindade.

“Para essa mostra, a gente quer que o sertão diga quem ele é. Então, são artistas de diversas regiões do país que lidam, muitas vezes, com as realidades que os romances regionalistas trouxeram, mas que lidam de outro modo. O sertão não é só a terra rachada, o gado seco ou a morte. Muito ao contrário, é sinônimo de tecnologia, tecnologias que fazem com que as pessoas permaneçam vivendo em Juazeiro do Norte ou no Cariri”, ressaltou o curador.

Estruturada em seis eixos, a visita tem início em uma sala que reproduz o verde profundo das vegetações, que significam a resistência e as veredas sertanejas ou a vida que teima em florescer. No andar seguinte, o visitante se depara com uma sala azul, que mostra a imensidão do céu, refletindo sobre a liberdade e também sobre a coletividade, cosmologias e práticas espirituais. A jornada prossegue por salas em tons laranja, vermelho e amarelo que mostram o pôr do sol e as tonalidades que banham o sertão ao fim do dia, significando o fogo das lutas.

Durante o percurso, o visitante vai perpassar por discussões sobre a relação entre a terra e o mar, as heranças indígenas, africanas e populares, as práticas espirituais, a organização da vida, o conhecimento ancestral, os modos de vida, a memória e as conexões entre o Brasil e a África. Nesse último núcleo, dedicado à ligação com a África, são destacados os fluxos de pessoas e os saberes que atravessam o Atlântico, reforçando a ideia de que o sertão é também um território de circulação e permanência, onde diferentes tempos e geografias seguem em diálogo.

No andar térreo, está sendo apresentada uma instalação inédita da premiada artista multimídia biarritzzz, que foi toda projetada para essa área do CCBB. A obra reúne múltiplas telas digitais, em uma estrutura triangular que dialoga com o imaginário do sertão, em referência ao triângulo, instrumento icônico dos trios de forró. “O triângulo é um dos instrumentos musicais para os trios de forró e sertanejos. Mas é também um triângulo que junta a gente às sonoridades do deserto africano”, destacou Campos.

Além da exposição, a programação do CCBB também propõe a realização de debates com artistas e atividades educativas focadas no direito ao sonho, na reparação histórica e no papel da arte na defesa dos direitos humanos.

Após a temporada paulista, a exposição seguirá para o CCBB Salvador, em setembro, e para o CCBB Brasília, no início de 2027. Mais informações sobre a mostra podem ser obtidas no site da mostra.

Agência Brasil

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Cultura

Romero Ferro e Elba Ramalho unem gerações no single “Pra Gente Ser Um Só”

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Foto: Reprodução

O frevo pulsa, atravessa gerações e segue reinventando a própria história. É nesse movimento que Romero Ferro e Elba Ramalho se encontram para lançar “Pra Gente Ser Um Só”, single que chega às plataformas digitais com potência, identidade e emoção.

A faixa é um manifesto sobre pertencimento. Inspirada na energia do carnaval pernambucano, “Pra Gente Ser Um Só” traduz o amor como força popular — aquela que nasce na rua, no encontro dos corpos, na memória coletiva e na celebração das raízes.

A canção parte da essência do frevo, onde muitas histórias se cruzam e dançam juntas. “Pensamos o carnaval pernambucano como um lugar de retorno para casa, de conexão com nossas raízes”, destaca Romero. A música transforma essa ideia em som: união, reconexão cultural e identidade nordestina pulsando em cada verso.

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Um encontro de gerações

A composição foi criada por Romero Ferro em parceria com Juliano Holanda, em uma tarde de domingo marcada por conversas sobre frevo e memória afetiva. O desejo era claro: escrever uma música pensada especialmente para Elba Ramalho.

A presença da artista paraibana amplia o significado do projeto. De um lado, Elba representa a força histórica e a memória viva da cultura nordestina; do outro, Romero assume o papel de voz contemporânea que expande o frevo para novas sonoridades e públicos. O resultado é um diálogo artístico que atravessa o tempo sem perder autenticidade.

O som da rua, da tradição e da mistura

A construção sonora bebe diretamente na fonte do carnaval de Pernambuco — do Bloco Galo da Madrugada, das ladeiras de Olinda e do interior do estado. A produção musical é assinada por Luccas Maia, parceiro de Romero no projeto Frevália.

Juliano Holanda gravou todas as guitarras, trazendo uma camada de rock à base rítmica do frevo. Os arranjos de metais ficaram sob responsabilidade do maestro Parrô Melo, adicionando grandiosidade e identidade à faixa. A mixagem é de Victor Hugo Baião e a masterização de Luciano Scarlecio.

O resultado é vibrante: frevo, rock, pop e MPB se encontram em uma sonoridade contemporânea, feita para ecoar nas ruas e também nas plataformas digitais.

“No frevo, ninguém dança sozinho. A rua vira abraço, o passo vira conversa, o suor vira comunhão. ‘Pra Gente Ser Um Só’ fala desse instante em que o eu se dissolve no coletivo — e isso não apaga ninguém, potencializa”, reflete Romero.

Frevália: dez anos de movimento

O lançamento reafirma a trajetória de Romero Ferro com o frevo. Criado em 2016, o projeto Frevália completa dez anos junto com a carreira do artista, consolidando-se como um movimento cultural que revisita o ritmo sob uma perspectiva plural, contemporânea e política.

A estreia do single vem acompanhada de um lyric vídeo, ampliando a experiência do público nesse encontro que transforma tradição em continuidade.

Ficha Técnica:

Romero Ferro e Elba Ramalho
Composição: Juliano Holanda e Romero Ferro
Produção Musical: Luccas Maia
Guitarras: Juliano Holanda
Sax e Arranjo de Metais: Maestro Parrô Melo
Mix: Victor Hugo Baião
Master: Luciano Scarlecio
Label: The Orchard
Vilarejo Azul
OMIM Comunicação
Agência Taka
Direção de Arte: @passara3000

Assessoria

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