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Variedades

Em superprodução para o Natal, o Boticário dá luz ao cuidado familiar como uma jornada natural na vida

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Foto: Divulgação/O Boticário

Campanha promove conversas sobre os desafios enfrentados pelas famílias quando chega o momento de cuidar de quem sempre cuidou

O Boticário, eleita a melhor marca para presentear no Natal*, convoca uma reflexão sobre o cuidado com as pessoas amadas como uma jornada natural da vida, em nova campanha de Natal. Intitulada “Casa de Vidro”, a maior produção de audiovisual da história da marca, retrata a realidade de diversas famílias brasileiras: as tensões e os desafios da inversão de papéis no núcleo familiar. No novo filme, a marca aborda – de maneira emocional e sensível – o momento em que os filhos assumem o cuidado dos pais, ressaltando que o cuidado pode ser um lugar de fortalecimento do amor, apesar das dificuldades.

Com uma narrativa capaz de gerar identificação, o filme da campanha conta a história de uma família que se reúne para a ceia de Natal e, no momento à mesa, conflitos entre duas irmãs, que dividem os cuidados da mãe, vêm à tona. Por meio da metáfora que dá nome ao filme, a casa de vidro se fragiliza através de rachaduras conforme a discussão cresce. O pico de tensão dá espaço a um flashback da juventude das personagens, que se reconectam por meio do afeto e de boas lembranças de acolhimento. É do amor que elas têm uma pela outra que vem a reconciliação e a promessa de estarem sempre juntas, reconhecendo o valor da união e do cuidado por quem sempre cuidou delas: a mãe.

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Uma das premissas do Boticário para as campanhas de datas comemorativas é dar luz a uma verdade social que permeia a realidade de famílias brasileiras. E, para isso, a marca se debruça em pesquisas, social listening e entrevistas para encontrar tensões culturais e dores inexploradas que possam retratar em campanhas e promover mobilização. “Neste ano, identificamos a pressão e os desafios dessa fase em que os filhos se tornam cuidadores dos pais e enxergamos a oportunidade de retratar essa realidade trazendo para nossa lente de amor, com objetivo de provocar os membros da família a enxergarem esse momento como uma oportunidade de ressignificar o cuidado como uma jornada natural da vida, em que colocamos em prática o amor que recebemos ao longo dela“, explica Marcela de Masi, diretora-executiva de Branding e Comunicação do Grupo Boticário.

A campanha também busca reconhecer o papel do cuidador, como forma de valorizar esse momento que, por mais desafiador que seja, reflete a forma de retribuir todo o amor à pessoa que sempre cuidou da família. A “Casa de Vidro”, que já nasceu como a maior produção da marca, é uma criação da AlmapBBDO, agência responsável pela concepção do conceito criativo da campanha, em parceria com a marca, e produzida pela MyMama Entertainment. Foram mais de 6 meses de aprofundamento, e discussões para se chegar ao tema e ao tom a ser abordado, além de escuta ativa para identificar os assuntos latentes e de interesse, para só então chegar à etapa criativa e de concepção do audiovisual. O formato escolhido para a peça da campanha foi um curta-metragem de grande produção com mais de 4 minutos, que teve como estratégia aproximar a linguagem publicitária do cinema, explorando mais a profundidade nas falas e discussões, dando assim ainda mais força à execução criativa e, consequentemente, ao potencial de engajamento.

A trilha sonora conta com trecho da música You Learn, da Alanis Morissette, escolha intencional para uma conexão emocional de grande parte da audiência, os millennials, que viveram o lançamento da música no auge da carreira da cantora na década de 90. Além disso, a faixa etária é a que enfrenta mais de perto os desafios dos pais se tornando idosos, sendo a maior fatia da população vivenciando esse momento que pode se identificar com o tema abordado. A voz feminina embalando o filme potencializa ainda mais o lugar de acolhimento e as situações representadas pelas personagens do filme, enriquecendo a mensagem.

O curta-metragem terá estreia no dia 25 de novembro nas plataformas sociais da marca, seguido de uma estratégia de reverberação 360° com veiculação da versão de 60 segundos em horário nobre na TV aberta e nova ação em TV paga, com o tema sendo pauta de episódio do programa Saia Justa, onde a Eliana e as apresentadoras trarão o tema com muita sensibilidade para a roda de conversa, com suas vivências reais, reconhecendo o amor e esforço de cuidadores, e intervalo estendido na programação para exibição da versão do filme na íntegra. No digital, conteúdos com histórias reais e experiências pessoais, aproximando ainda mais o tema das diferentes audiências, serão produzidos por creators parceiros da marca, que complementam a reverberação da campanha.

O filme idealizado para a campanha de Natal de 2024 do Boticário, o tema e todas as ativações relacionadas reforçam a construção que a marca vem trabalhando em datas comemorativas. “Mais uma vez, tivemos a oportunidade de tocar em temas fundamentais para a sociedade que são pouco abordados no nosso cotidiano – um privilégio fazer isso ao lado de uma marca como O Boticário, que vem, de forma consistente, elevando o padrão de produção e o impacto de suas campanhas”, comenta Marco Giannelli, CCO da AlmapBBDO.

A grandiosidade do momento da marca, começando pelo lançamento do filme de campanha de Natal, pode ser traduzida pelos números que toda a produção cinematográfica levanta: foram 250 pessoas envolvidas na captação; 50 horas de duração das gravações; e 9 semanas para a concepção da ideia até a finalização do curta-metragem. O vidro e a madeira utilizados para representar o conceito da “Casa de Vidro” ganharam destinos com propósito, sendo parte direcionados para reciclagem e outra parte doada para a reconstrução de residências de comunidades em São Paulo e também para uso na construção do carnaval de uma escola de samba da mesma cidade.


*Entre marcas de fragrâncias, beleza e cosméticos.

Ficha Técnica
Agência: AlmapBBDO

Anunciante: O Boticário

Título: Casa de Vidro

Produto: Natal 2024

Presidente e CEO: Filipe Bartholomeu.

CCOs: Luiz Sanches e Perni.

Diretores Executivos de Criação: Fernando Duarte e Henrique Del Lama.

Diretor de Criação: Philippe Degen.

Criação: Beatriz Fiori, Pedro Hefs e Yasmin Oliveira.

Produção Audiovisual: Diego Villas Boas, Juliana Henriques, Giuliano Springuetti

Atendimento: Camilla Massari, Andressa Duo, Bruna Defelippe, Vivianne Santos, Thais Guarlotti, Júlia Vasconcelos e José Henrique Pereira.

CSO: João Gabriel Fernandes.

Planejamento: Tiago Tateyama, Daniela Ferrari, Júlia Martins, Maria Eduarda Menezes, Giovanna Schiavon, Nubia Yoshiura e João Calasans.

CDMO: Rafaela Alves.

Mídia: Rafaela Alves, Mariana Areia, Suellen Kiss, Steffany Ribeiro, Camila Lopes, Patrick Novais, Larissa Alves e Leticia Cavalcante.



RTV: Diego Villas Boas, Juliana Henriques e Giuliano Springhetti

Aprovação Cliente: Renata Gomide, Marcela de Masi, Carolina Impelizieri Carrasco, Giovana Orlandeli, Ligia Monteiro, Mariana Fiordelice, Izabella Franceschi, Bibiana Padula, Mayara Salgueiro, Maryana Real e Orru e Rafaela Lopes

PRODUTORA DE IMAGEM: MyMama Entertainment
Direção: Kid Burro
Assistente Criativo: Luigi Madormo
Direção 2ª unidades (kits): Ana Valente
Produtores: André Pinho, Mayra Faour Auad e Gabrielle Auad
Produtos Executivos: Pati Caldas, Mafe Cicaroni e João da Terra
Atendimento: Silvia Neri e Maribê
Atendimento Jr: Rafael de Paula
Assistente de Atendimento: Tabata Viana
Assistentes de Coordenação: Paulo Marco, Juci Santos e Victoria Mazzia
1° Assistente de Direção: Juliana Pellegrino
2° Assistentes de Direção: Beatriz Masselli Oioli e Filipe Cstejón Felix
Continuista: Ana Carolina Martins Alho
Diretor de Fotografia: Bibi Bianchini
1° Assistentes de Câmera: Patricia Romero e Mauro Angelo Imperatrice
2° Assistente de Câmera: Camila Morales Maffia
Diretora de Fotografia 2ª Unidade (Kits): Dariely Belke
1° Assistente de Câmera 2ª Unidade (Kits): Elisa Manuella Ratts
2° Assistente de Câmera 2ª Unidade (Kits): Camila Rodrigues Yano
Vídeo assist: Waldemar Teixeira
Video assist 2ª Unidade (Kits): Luiz Fernando Zamin
Logger: Felipe Delgado e Vanessa Alves
Diretor (a) de Fotogafia (Filme Convenção): Lícia Arosteguy
1° Assistentes de Câmera (Filme Convenção): Bruna Moraes de Araújo
2° Assistentes de Câmera (Filme Convenção): Beatriz Dos Reis Moura
Vídeo Assist (Filme Convenção): Andressa Pimentel
Logger (Filme Convenção): Fezão Barbieri
Operador de MOVI: Daniel Augusto Torquato de Santi
Steadycam: Mariana Porto
Gaffer: Rodolfo Alonso de Melo
1° Assistente de Elétrica: Michel Aparecido Sant Ana de Oliveira e Vinícius Prado Fasciolo
2° Assistentes de Elétrica: Wender Oliveira da Silva, Giovanni Gomes Araújo, Moacir Monteiro Filho, Denis Fabri, Igor Fernandes de Carvalho, Hudson Monteiro de lima Dantas, Daniel Rodrigues Araujo, Maurício Garbim, José Jackson Martins da Silva, Rodrigo Dias e Denis Manoel
Chefe de Máquinária: Rodrigo Augusto de Melo
1° Assistentes de Maquinária: Bolt, Alvaro Bispo e Orlando
2° Assistentes de Maquinária: Leo Ribeiro, Ratão, Maryse Alves Silveira, Duddy, Igor Marambaia, Zina, Cristiano Tertuliano, Lucas Gurgita, Diogo da Silva Capella, Ricardo Galdino Canutti e Fabio Bigode
Técnico de som direto: Samuel Braga
Ass. Som Direto: Emerson Rigoni
Diretora de Produção: Gisela Takara
Produtor: Nicolas Vasquez
1° Assistentes de Produção: Ana Caroline Novaes e Erlon Sousa
Direção de Arte: Vicente Saldanha
Produtor de Arte: Paulo Puerta
Assistentes de arte: Gabriella Abreu Olivo
Produtor de Objetos: Sergio Heineck
Assistente Objeto: Lina Monteiro
Contraregra: Rodrigo Silva
Efeitista: Julio Aires Sobrinho
Culinarista: Neka
Produtores de Elenco: Alice Wolfenson e Neto Avena
Preparadora de Elenco: Iléa Ferraz
Elenco: Ana Elisa Mattos, Stephanie Lourenço, Malu Bierrenbach, Hugo Torrens, Paulo Amaral, André Garcia, Salete Fracarolli, Erica Letang Elias, João Miguel Libarino, Júlia Turati, Laura Bicudo e Luisa Bertoli
Figurinista: Nina Guimarães
Assistentes de Figurino: Isadora Binotti, Kim Helena e Natassia Gulusian
Camareiras: Cheila Roque e Girley Andrade
Make & Hair: Simone de Souza
Assistentes de Make & Hair: Gleice Diana, Tatiana Sanches Manfrin, Aline Pinto dos Santos e Silvana Reis
Manicure: Claudia Regina Correia
Pós Produção: Nash
VFX Supervisor: Cirilo Bonazzi
Producer: Flavia Gannam
VFX Artists: Alice Villela, Andre Neumann, Caique Veloso, Cirilo Bonazzi, Diogo Castro, Luiz Fernando Tavares Alves, Rafael Assoni, Rafael Jimenez, Renata Prado
3D Diretor Técnico: Guilherme Casagrandi
VFX Producer: Claudio Colângello
VFX Lead: Raul Rodrigues
Artistas de Efeitos 3D: ⁠Guilherme Bermud, ⁠Luiz Reis, ⁠Marco Antônio dos Santos, ⁠Bruno Merli
Conform: Gabriel Bittencourt
Color Grading: Clandestino
Coloristas: Alexandre Cristófaro e João Paulo Geraldo
Conform: Luiza Freire
Atendimento: Elciane Magda
Coordenador de Pós Produção (MyMama): Fezão Barbieri
Editora: Carol Leone
Finalizadores: Diogo Beber e Raphael Tarso
Assistente de finalização: Vitor Torres
Assistentes de set: Marcelo Takara,Edson Ferreira (Rodela), Alexandre Da Rosa, João Paulo dos Santos, Pedro Takara, Marcio Garcia, Sandro de Melo Silva
Motoristas: Almir de Sousa, Santos, Alexandre Penkal, Gesiel Carvalho, Joelson Falvio,Portuga, Adaias dos Santos, Barba, Esdras de Lima, William Silva, Edson Rodrigues, Aparecido Vitalino, Edilania Rodrigues, Adolfo de Gouveia, Delley, Marcos Pereira, Duda, Osmar Alonso, Marisvaldo Souza, JOB Transportes (Tarcisio) e Adelvan Barbosa
Seguranças: Alex Sandro Tomaz Afonso, João Batista dos santos silva e Eneias Leite de Almeida
Bombeiros: Alexandra Silva Batista, José Carlos de Camargo, Renata ferraz das Chagas e Ana Carolina Guimarães
Set Sustentável: Piu

PRODUTORA DE SOM: SATELITE AUDIO
Direção Musical: Roberto Coelho, Kito Siqueira e Hurso Ambrifi
Atendimento: Fernanda Costa, Renata Schincariol, Daniel Chasin e Naren Nakamura
Produção Musical: Roberto Coelho, Hurso Ambrifi, Thiago Colli, Koitty, Alexandre Avicena, Pedro Pelotas e Aloizio Lows
Finalização: Carla Cornea, Vithor Moraes, Arthur Dossa, Esteban Romero e Andre Giannini
Coordenação de Produção: Camila Guedes, Letícia Oliveira, Bea Vieira e Mariana Tardelli

Sobre O Boticário
O Boticário é uma empresa brasileira de cosméticos e marca primogênita do Grupo Boticário. A marca de beleza mais amada e preferida dos brasileiros* foi inaugurada em 1977, em Curitiba (Paraná), e tem a maior rede franqueada** de Beleza e Bem-estar do Brasil com pontos de venda em 1.650 cidades brasileiras e presença em 15 países. O Boticário conta com um amplo portfólio composto por itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais e está presente nos canais de loja, venda direta e e-commerce. Comprometida com as pessoas e o planeta, a marca possui o maior programa de logística reversa em pontos de coleta do Brasil, o Boti Recicla, além de fazer parte do movimento Diversa Beleza – um compromisso com a beleza livre de estereótipos – e não realizar testes em animais.
*Kantar, Worldpanel Division, LinkQ On-line, campo realizado durante o mês de dezembro de 2023. Total no Brasil: 9.079 lares. Marcas de Beleza são produtos como perfumaria, cuidados com a pele e maquiagem.
**Associação Brasileira de Franchising (ABF). Ranking das 50 maiores redes de franquias do Brasil por número de unidades de 2022.

Fonte: VIVASS Assessoria & Comunicação

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Cultura

Exposição em SP propõe releitura do sertão como espaço de resistência

Chamada de Atlântico Sertão, mostra pode ser vista no CCBB.

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© CCBB/Divulgação

Quando se fala em sertão, geralmente se associa a uma região interiorana, localizada no Nordeste brasileiro, com solo mais raso e pedregoso e chuvas escassas, muito sujeita à seca.

Mas uma exposição inédita, que será aberta ao público nesta quarta-feira (15), na capital paulista, oferece novo sentido ao sertão, já que esse lugar, em verdade, não existe: os mapas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, não reconhecem sua existência.

Chamada de Atlântico Sertão, a mostra propõe novo significado para a região, colocando-a como espaço ampliado de resistência em defesa dos direitos humanos. Aproveitando o sentido da frase de Guimarães Rosa, “O sertão está em toda parte”, a nova exposição explora a palavra como condição humana. E discute esse novo sentido por meio da arte.

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“O sertão é um termo afetivo, não é técnico ou coisa parecida. Caatinga seria o termo mais correto. O sertão é, de fato, uma espécie de construção imaginária e imagética”, disse Marcelo Campos, um dos curadores de Atlântico Sertão.

Segundo ele, o sertão foi um assunto fundamental para o século 20. “A gente conheceu o sertão pela pena e pelas canetas dos escritores Guimarães Rosa, Euclides da Cunha e tantas e tantos outros. Mas conhecemos um sertão específico, onde o grupo era chamado de povo. Era uma espécie de massa, de representação muito coletivizada e pouco de falas individuais”, acrescentou durante a abertura da mostra para convidados.

Pesquisa acadêmica

Atlântico Sertão se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina Maciel, responsável pela direção geral e concepção do projeto. Seu trabalho teve início com o manifesto “Direitos humanos achados na arte”, que depois deu origem ao Coletivo Atlântico, que se define como um movimento social, artístico, jurídico, político e filosófico na defesa dos direitos humanos por meio da arte.

Baseado na ideia de que o Oceano Atlântico foi o caminho do massacre colonial, o coletivo criou a primeira exposição, chamada de Atlântico Vermelho, para ser exibida em Genebra, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2024. Depois veio Atlântico Floresta, que ocorreu durante as reuniões do G20, no Rio de Janeiro. Agora, em São Paulo, o coletivo criou Atlântico Sertão como forma de dar visibilidade às pessoas que sempre ficaram à margem da estrutura colonial e que lutam, “com bravura sertaneja”, para romper as formas de opressão por meio da arte.

“Lá na ONU, a primeira ideia foi pensar o Atlântico das diásporas, dos sequestros e das travessias. E logo depois, a gente foi atualizando o projeto, pensando a floresta e os povos originários”, explicou.

Agora, falamos sobre o sertão, acrescentou. Campos lembrou que são dois biomas que constituem muitas histórias brasileiras, muitas narrativas, muitas fábulas, muitos romances, muitos livros, mas que ao mesmo tempo são dois lugares de estigmatização. “E essa exposição, agora vendo ela montada, tem um compromisso de tirar esses lugares das suas próprias estigmatizações”..

Além das exposições, o Coletivo Atlântico tem proposto um projeto de lei, em discussão no Congresso desde 2024, que pretende regulamentar a profissão de artista visual no Brasil.

“Até hoje, artistas não têm a profissão reconhecida. O artista sempre é colocado em outro tipo de categoria, porque a categoria artista plástico ou artista visual não existe na carteira de trabalho. São lutas muito básicas, direitos muito básicos que nós ainda não conseguimos conquistar”, disse o curador.

A exposição

A mostra pode ser vista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizado no centro de São Paulo, e reúne trabalhos de mais de 70 artistas de diversas regiões do país. O projeto ocupa todos os andares do edifício com pinturas, esculturas, fotografias e instalações. Além de Marcelo Campos, a curadoria da exposição também é assinada por Ariana Nuala, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos, Rita Vênus e Thayná Trindade.

“Para essa mostra, a gente quer que o sertão diga quem ele é. Então, são artistas de diversas regiões do país que lidam, muitas vezes, com as realidades que os romances regionalistas trouxeram, mas que lidam de outro modo. O sertão não é só a terra rachada, o gado seco ou a morte. Muito ao contrário, é sinônimo de tecnologia, tecnologias que fazem com que as pessoas permaneçam vivendo em Juazeiro do Norte ou no Cariri”, ressaltou o curador.

Estruturada em seis eixos, a visita tem início em uma sala que reproduz o verde profundo das vegetações, que significam a resistência e as veredas sertanejas ou a vida que teima em florescer. No andar seguinte, o visitante se depara com uma sala azul, que mostra a imensidão do céu, refletindo sobre a liberdade e também sobre a coletividade, cosmologias e práticas espirituais. A jornada prossegue por salas em tons laranja, vermelho e amarelo que mostram o pôr do sol e as tonalidades que banham o sertão ao fim do dia, significando o fogo das lutas.

Durante o percurso, o visitante vai perpassar por discussões sobre a relação entre a terra e o mar, as heranças indígenas, africanas e populares, as práticas espirituais, a organização da vida, o conhecimento ancestral, os modos de vida, a memória e as conexões entre o Brasil e a África. Nesse último núcleo, dedicado à ligação com a África, são destacados os fluxos de pessoas e os saberes que atravessam o Atlântico, reforçando a ideia de que o sertão é também um território de circulação e permanência, onde diferentes tempos e geografias seguem em diálogo.

No andar térreo, está sendo apresentada uma instalação inédita da premiada artista multimídia biarritzzz, que foi toda projetada para essa área do CCBB. A obra reúne múltiplas telas digitais, em uma estrutura triangular que dialoga com o imaginário do sertão, em referência ao triângulo, instrumento icônico dos trios de forró. “O triângulo é um dos instrumentos musicais para os trios de forró e sertanejos. Mas é também um triângulo que junta a gente às sonoridades do deserto africano”, destacou Campos.

Além da exposição, a programação do CCBB também propõe a realização de debates com artistas e atividades educativas focadas no direito ao sonho, na reparação histórica e no papel da arte na defesa dos direitos humanos.

Após a temporada paulista, a exposição seguirá para o CCBB Salvador, em setembro, e para o CCBB Brasília, no início de 2027. Mais informações sobre a mostra podem ser obtidas no site da mostra.

Agência Brasil

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Justiça

Prazo para tirar e regularizar título de eleitor vai até 6 de maio

Primeiro turno das eleições 2026 será realizado no dia 4 de outubro.

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© Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Os eleitores têm até o dia 6 de maio para tirar o título de eleitor, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar pendências na Justiça Eleitoral.

Quem estiver com o título cancelado ou com alguma pendência não poderá votar nas eleições deste ano. O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro. 

Quem precisa tirar o título?

O voto é obrigatório para quem tem acima de 18 anos de idade. É facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar para votar.

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Como posso solicitar o título de eleitor?

Veja as formas de solicitação:

– Autoatendimento Eleitoral: disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
– Cidadão pode ir a um cartório eleitoral ou postos de atendimento da Justiça Eleitoral.

O TSE alerta que aqueles que optarem pelo atendimento on-line precisam ir a um cartório ou posto de atendimento para a coleta da biometria.  

>> Confira os documentos necessários para tirar o título: 

  • Documento oficial de identificação com foto (carteira de identidade, carteira de trabalho ou passaporte);
  • Comprovante de residência recente;
  • Comprovante de quitação do serviço militar para homens que completam 19 anos no ano do alistamento.

É importante que o documento de identificação permita a comprovação da nacionalidade brasileira e contenha foto.

Agência Brasil

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Educação

Ministério da Educação disponibiliza aplicativo gratuito com oito mil livros

Plataforma funciona como uma biblioteca pública online.

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O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou para download, nesta segunda-feira (6), o aplicativo MEC Livros com quase oito mil obras literárias disponíveis para leitura de forma gratuita.

“Com isso, vamos fortalecer a leitura e levar a literatura a todo o povo brasileiro”, antecipou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelas redes sociais.

O aplicativo funciona como uma biblioteca pública online, com empréstimos de livros autorais, como lançamentos e os mais vendidos. Também serão disponibilizadas obras em domínio público para download no formato ePub.

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Entre os autores estão obras de brasileiros como Clarice Lispector e Ariano Suassuna e estrangeiros como José Saramago e Gabriel García Márquez.

Além da leitura, o aplicativo também oferece experiências complementares ao usuário, como personalização, com opções de ajuste de fonte e contraste, uso de elementos de jogos na leitura e ainda notificações automatizadas. Duvidas também poderão ser consultadas a um agente de inteligência artificial (IA).

O aplicativo está disponível para Android, computadores e também tem integração com o portal gov.br.

Idiomas

Ao anunciar o lançamento do aplicativo, o presidente Lula antecipou que também será lançado em breve o aplicativo MEC Idiomas, com a oferta de 800 aulas de inglês e espanhol, para aprendizagem bilíngue em formato autoinstrutivo.

Com a nova ferramenta, o estudante poderá percorrer seis níveis de aprendizado nos idiomas, do básico ao avançado. Nesse caso, as experiências serão melhoradas com o apoio do agente de inteligência artificial para prática de conversação, teste de proficiência, notificações e aulas de reforço.

“O objetivo é ser o primeiro ponto de contato digital entre o estudante de línguas iniciante e o idioma de sua escolha, acompanhando seu aprendizado até níveis mais avançados”, informou o MEC, por meio de nota.

De acordo com o MEC, a iniciativa demandará investimentos de R$ 1,68 milhão ao ano e poderá alcançar 16 mil estudantes por semestre.

Agência Brasil

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