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Saúde

Mês da Mulher: Opera Paraíba amplia número de cirurgias de endometriose profunda na Maternidade Frei Damião

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A Maternidade Frei Damião, que integra a rede hospitalar do Governo do Estado, em João Pessoa, ampliou o número de cirurgias de endometriose profunda, durante o mês de março. A ação faz parte do programa Opera Paraíba – que agiliza o acesso aos procedimentos – e contempla as ações do Março Amarelo, marcado pela campanha de atenção à endometriose. Até o fim do mês, serão realizadas 15 cirurgias de endometriose profunda, além das cirurgias com menor grau de complexidade que tratam os casos mais leves da doença.

De acordo com a ginecologista Carolina Bandeira, a endometriose é uma doença que pode acometer vários órgãos do corpo, incluindo aparelho digestivo e urológico. “A endometriose pode ter vários níveis de complexidade e ela pode ser tratada com cirurgias mais simples, apenas com a equipe de ginecologia, ou com cirurgias maiores e mais delicadas, quando envolve órgãos do aparelho digestivo ou urológico, por exemplo. Em ambos os casos, são utilizadas técnicas modernas e minimamente invasivas que impactam diretamente no tempo de recuperação das pacientes”.

A cirurgia de endometriose profunda envolve uma equipe multiprofissional e é um procedimento de alta complexidade, como explica o cirurgião do aparelho digestivo, Daniel Hortiz. “As cirurgias para tratar endometriose profunda são longas e precisam de uma equipe composta por profissionais de várias especialidades, como ginecologistas e cirurgiões do aparelho digestivo. Além disso, são necessários equipamentos modernos, por isso, apenas centros altamente especializados têm a capacidade de oferecer esse procedimento. A Paraíba tem se destacado por garantir esse tratamento em um volume acima do oferecido por outros estados”, afirmou.

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Além das cirurgias de endometriose profunda, a Maternidade Frei Damião também realiza as cirurgias para tratar os casos menos graves da doença. Os procedimentos mais simples ocorrem duas vezes por semana, às quartas e sextas, e as vagas são direcionadas para pacientes que estão na fila de espera da regulação estadual.

De acordo com a diretora-geral da Maternidade Frei Damião, Marcela Tárcia, além dos procedimentos cirúrgicos, a maternidade tem garantido acompanhamento às pacientes dentro do ambulatório de endometriose. “As pacientes que são encaminhadas pela regulação para o tratamento de endometriose realizam os atendimentos iniciais e os exames necessários dentro do fluxo da maternidade. Contamos com uma equipe preparada e exames de alta capacidade diagnóstica, como é o caso da ultrassonografia para mapeamento de endometriose, que realizamos em parceria com o Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer – CEDC, que também integra a rede estadual de saúde”, explicou.

Katia Silva Gomes sofre com endometriose há 6 anos e, nesse sábado (22), passou pela cirurgia de endometriose profunda. “São muitos anos convivendo com dor, fiz o tratamento com medicamento, mas o resultado não foi esperado e as dores voltaram ainda piores. Estou muito ansiosa e feliz demais por saber que a Maternidade Frei Damião faz essa cirurgia com a equipe completa e especializada. Passei muito tempo sem poder ser mãe, sem poder ser esposa, porque as dores me impediam de fazer tudo isso. Agora estou pronta pra essa nova fase com mais qualidade de vida”, afirmou.

Para ter acesso a esse procedimento ou qualquer outro através do programa Opera Paraíba, o usuário é incluído no fluxo por meio do atendimento no município, nas Unidades Básicas de Saúde. A partir do primeiro atendimento, os pacientes são encaminhados para as áreas especializadas, onde farão o acompanhamento para diagnóstico e cirurgia.

Secom

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Saúde

Ansiedade, burnout e estresse crônico acendem alerta no Janeiro Branco

Especialista da Afya Educação Médica aponta sinais ignorados e impactos do ritmo acelerado na saúde mental.

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O Janeiro Branco, campanha nacional voltada à conscientização sobre saúde mental, chama atenção para um cenário cada vez mais comum: o adoecimento psíquico silencioso, frequentemente normalizado como “cansaço”, “fase difícil” ou “excesso de trabalho”.

Segundo a psiquiatra e professora da Afya Educação Médica, Raquel Cordeiro, embora emoções como tristeza, raiva e preocupação façam parte da vida, existem sinais claros que indicam quando a saúde mental precisa de atenção profissional. “Alterações persistentes do sono, do apetite e do humor, cansaço excessivo, irritabilidade constante, dificuldade de concentração, perda de interesse por atividades que antes davam prazer e um sentimento frequente de sobrecarga ou vazio estão entre os principais sinais de alerta e costumam ser ignorados. Outro ponto importante é quando o sofrimento emocional começa a impactar o trabalho, os relacionamentos ou a rotina diária. Não é normal viver em estado permanente de exaustão emocional”, destaca.

Transtornos ligados ao estresse em alta

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Ansiedade, depressão e burnout seguem entre os quadros mais prevalentes nos consultórios, mas a médica observa um crescimento expressivo de transtornos relacionados ao estresse crônico. “Temos visto aumento de crises de ansiedade, insônia e queixas cognitivas, como falhas de memória e dificuldade de foco. O ritmo de vida atual, marcado por excesso de estímulos, cobranças constantes, hiperconectividade e poucas pausas, mantém o organismo em estado contínuo de alerta, o que leva ao desgaste emocional e ao adoecimento”, explica.

Psicologia e psiquiatria: cuidados que se complementam
Apesar do avanço do debate sobre saúde mental, o preconceito ainda dificulta a busca por tratamento. Raquel reforça que psicologia e psiquiatria atuam de forma complementar. “O psicólogo trabalha com escuta, autoconhecimento e estratégias para lidar com os conflitos emocionais. Já o psiquiatra é o médico capacitado para diagnosticar e tratar as doenças mentais, avaliando também os aspectos biológicos dos transtornos e indicando, quando necessário, tratamentos medicamentosos ou outras abordagens terapêuticas. O acompanhamento psiquiátrico se torna essencial quando os sintomas são intensos, persistentes ou comprometem a vida da pessoa”, esclarece.

Pequenas mudanças, grandes impactos na saúde mental

Para quem inicia o ano com o compromisso de cuidar melhor da saúde mental, atitudes simples podem fazer diferença significativa. “Priorizar o sono, estabelecer limites no trabalho, reduzir o tempo de exposição às telas e redes sociais, manter uma rotina mínima de atividade física e reservar momentos de pausa ao longo do dia são fundamentais. Além disso, cultivar relações saudáveis, falar sobre sentimentos e não normalizar o sofrimento emocional são passos importantes”, orienta.

Cuidar da saúde mental não é eliminar todos os problemas, mas aprender a lidar melhor com eles. “Buscar ajuda especializada é parte essencial desse cuidado e um ato de responsabilidade consigo mesmo”, reforça a psiquiatra.

Assessoria

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Saúde

MPPB visita Nutes da UEPB para conhecer inovações em tecnologia na saúde

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O Ministério Público da Paraíba realizou uma visita institucional ao Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde (Nutes) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT), com especialização na área da saúde. A visita foi realizada pelo coordenador da Promotoria de Justiça de Campina Grande, promotor de Justiça Bertrand Asfora.

Ele foi recebido pelo coordenador-geral do Nutes, professor Misael de Morais. Também esteve presente o professor e advogado Félix Araújo Neto.

Durante a visita, realizada no Campus da UEPB em Campina Grande, o promotor Bertrand Asfora conheceu as dependências e o trabalho desenvolvido pelo Núcleo no desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras para a área da saúde. Também foi destacada a observância a estritos critérios de qualidade, comprovados por certificações nacionais e internacionais, como a CBPF/Anvisa e ISO 13485.

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A iniciativa reforça a aproximação entre o MPPB e as instituições de ciência e tecnologia do estado, evidenciando o interesse do órgão ministerial em conhecer as inovações que podem contribuir para o Estado.

Assessoria

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Saúde

Mais de 360 atendimentos são registrados no Hospital Regional de Guarabira

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Foto: Reprodução

O Hospital Regional de Guarabira (HRG), unidade da rede estadual de saúde gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), registrou 367 atendimentos entre as 19h da última sexta-feira (19) e 7h desta segunda-feira (22). A Urgência e Emergência concentrou a maior parte da demanda, com 319 atendimentos. Destes, 50,6% foram classificados com pouca ou nenhuma urgência.

Durante o último final de semana, foram realizados 13 procedimentos cirúrgicos e 48 atendimentos na Maternidade e no Centro Obstétrico, que resultaram em oito partos, sendo todos normais e nenhuma cesárea. Do total de pacientes atendidos, 52,5% corresponde ao público feminino e 45,5% corresponde ao público masculino. A especialidade de maior quantidade de atendimento foi a clínica médica, responsável por 62,7% dos atendimentos.

Referência em saúde para a região do Brejo e do Agreste paraibano, o HRG segue oferecendo atendimentos de urgência e emergência, maternidade, centro obstétrico, cirurgias e serviços especializados, garantindo assistência hospitalar de qualidade à população. 

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Fonte: Secom/GOVPB

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