Saúde
Hospital Regional de Guarabira implanta Comissão de Pele para prevenção e tratamento de lesões por pressão
O Hospital Regional de Guarabira (HRG), unidade da rede estadual gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), implantou uma Comissão de Pele para prevenir e tratar lesões por pressão (LP) comuns em pacientes acamados, com mobilidade reduzida ou que passam muito tempo na mesma posição. A implantação ocorreu, nessa quarta-feira (9), durante evento realizado no Regional.
De acordo com a gerente de Enfermagem do HRG, Raimunda Soares, a criação da Comissão de Pele traz uma série de benefícios para os pacientes, especialmente na redução do tempo de internação. “A partir do momento em que um paciente é admitido em uma unidade hospitalar, ele passa a estar exposto a riscos, como o risco de quedas e o risco de lesões. Por isso, a equipe assistencial vai atuar de forma preventiva, através de orientações, monitoramento e assistência adequada”, destacou.
Entre os principais benefícios da Comissão de Pele estão a qualificação do atendimento hospitalar, a melhoria da assistência aos pacientes com lesões de pele, o desenvolvimento de protocolos específicos para prevenção e tratamento de feridas, a redução do tempo de internação, o alívio do estresse durante o tratamento e a promoção de um cuidado mais humanizado.
A responsável técnica da Comissão de Pele, Jeaniele Albino, explicou que a equipe vai atuar tanto nos casos de pacientes que já chegam à unidade com lesões por pressão desenvolvidas em casa, quanto na prevenção e tratamento dos pacientes internados. “Nos casos das lesões adquiridas durante a internação, nosso trabalho é tratar e promover a recuperação, diminuindo as lesões. Já nas lesões que foram geradas na residência do paciente, eventualmente, não conseguiremos reduzir, mas vamos realizar o tratamento com mais propriedade, por meio de uma equipe capacitada e materiais adequados”, explicou.
Para a diretora-geral do HRG, Rosicler Pinheiro, a implantação da Comissão de Pele representa um importante avanço na assistência prestada pela unidade. “Esse é mais um passo no compromisso do hospital com a segurança e o bem-estar dos nossos pacientes. A Comissão de Pele chega para fortalecer o trabalho das equipes de saúde, garantindo um olhar mais atento, preventivo e qualificado. O nosso maior objetivo é oferecer um atendimento cada vez mais humanizado e eficiente para todos que precisam dos nossos serviços”, afirmou.
Gerenciado pela PB Saúde desde julho de 2024, o Hospital Regional de Guarabira é referência em atendimento na região. A unidade conta com uma infraestrutura equipada com três salas cirúrgicas e 90 leitos, distribuídos entre enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A unidade tem se destacado pelo compromisso com a saúde pública e pela qualidade no atendimento, sempre buscando oferecer um serviço ágil, eficiente e com o máximo de segurança para a população atendida.
Secom
Saúde
Ministério da Saúde suspende aplicação da vacina do Butantan contra dengue
Governo investiga 42 casos de reações adversas graves e duas mortes.
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.

A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.
“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa.
“O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no país.
A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde.
Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em todo o país. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, o Ministério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue.
Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO).
Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo. Os casos graves registrados foram identificados nesse público-alvo.
O Ministério da Saúde destaca que a decisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue.
A recomendação do sistema de farmacovigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco.
Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização.

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Frame: MS/Youtube – MS/Youtube
Casos graves
A vigilância é permanente e parte da rotina do PNI, com fluxo de investigação posterior. Os casos graves foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações (Ctai), que recomendou a suspensão da vacinação com o imunizante do Butantã.
Das pouco mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país, 3.703 pessoas tiveram sintomas parecidos com os da dengue – 0,7% do total de vacinados.
Desses, 42 apresentaram sintomas de alarme, que são: dor abdominal, vômito persistente ou sangramento – 0,008% dos vacinados – eventos raros, porém inesperados, já que não foram relatados durante a fase de estudos da vacina.
Três pessoas apresentaram sintomas graves e foram hospitalizadas:
- Uma mulher, 39 anos, apresentou febre, mialgia e náuseas seis dias após receber a vacina, evoluindo para sintomas de dengue grave, com choque e necessidade de UTI; recebeu alta.
- Uma mulher, 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave, com comprometimento neurológico (meningoencefalite) 19 dias após a vacinação; evoluiu para óbito.
- Um homem, 58 anos, iniciou quadro febril cinco dias após a vacinação, evoluindo rapidamente para sintomas de dengue graves, com choque refratário; evoluiu para óbito.
Observação
Segundo o ministro Alexandre Padilha, a população que recebeu a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias terá um acompanhamento especial para identificar algum sinal ou qualquer outra reação adversa.
A orientação do Ministério da Saúde é procurar uma unidade de saúde em caso de intensificação dos seguintes sintomas: febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.
Reavaliação da estratégia
Em nota, o Instituto Butantan informou que a vacinação contra a dengue será temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação.
“O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS”, disse a instituição.
Segundo o Instituto, a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população, o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população.
Veja mais detalhes no Repórter Brasil da TV Brasil:
https://youtube.com/watch?v=-5h-iSooz9o%3Fsi%3D1bw5EzorA4jPqxU5%26start%3D21
*Texto ampliado às 18h08 para acréscimo de informações
Agência Brasil
Saúde
Senado Aprova: Divulgação de sintomas e sinais clínicos do câncer infantil
As campanhas de conscientização sobre câncer em crianças e adolescentes deverão priorizar a divulgação dos sintomas e dos sinais clínicos da doença. A Política Nacional de Atenção à Oncologia Pediátrica já prevê a realização de campanhas de conscientização sobre o câncer infantojuvenil, mas não detalha os assuntos a serem abordados. A proposta também prevê a capacitação de profissionais de saúde, principalmente da atenção primária, para a identificação de sinais e sintomas em crianças. A medida está prevista no PL 1.986/2024, projeto de lei aprovado pelo Senado na última terça-feira (2). Agora o texto vai à sanção da Presidência da República.
O projeto que reduz o limite permitido de chumbo em tintas e em materiais similares de revestimento de superfícies também foi aprovado em Plenário na terça. O texto estabelece regras mais rígidas para o uso de chumbo, alinhando o Brasil aos padrões internacionais de proteção à saúde. A lei em vigor (Lei 11.762, de 2008) permite um conteúdo de chumbo em tintas imobiliárias, de uso infantil e escolar, vernizes e materiais de revestimento de no máximo 0,06% (600 partes por milhão – ppm) em peso. O novo limite será de 0,009% (90 ppm). O PL 3.428/2023, da Câmara dos Deputados, teve parecer favorável do relator, senador Laércio Oliveira (PP-SE), e segue para sanção presidencial.
Saiba mais
Câncer infantil: campanhas de conscientização terão foco em diagnóstico precoce
Redução de chumbo em tintas segue para sanção
Senado susta norma do Conanda sobre aborto em crianças e adolescentes
Proposições legislativas
Fonte: Agência Senado
Saúde
Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama
Decisão publicada no DO suspende uso e circulação dos produtos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, distribuição e consumo de medicamentos para controle de pressão e tratamento de câncer de mama. A Resolução 2.238/2026 foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União (DOU). 

Um dos medicamentos é o Halaven (mesilato de eribulina) – 0,5mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2ml, fabricado pela farmacêutica United Medical Ltda e utilizado para tratamento de câncer. A empresa comunicou o recolhimento voluntário do Lote 148386 em razão de desvio de qualidade, relacionado ao teor do princípio ativo que estaria abaixo da especificação aprovada.
O outro medicamento é o maleato de enalapril – 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda, usado no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca. A Anvisa informa que houve um erro em relação às embalagens do produto.
As embalagens apresentam equivocadamente a indicação de “10 mg” na descrição de composição, ao invés de “20 mg”, que seria a descrição correta. Para esse medicamento, estão suspensos os lotes:
- 0062/26M
- 0063/26M
- 0064/26M
- 0088/26M
- 0089/26M
- 0358/26M
- 0415/26M
- 0506/26M
- 0507/26M
Como proceder
Aqueles que têm em casa os medicamentos vetados pela Anvisa devem interromper imediatamente o uso.
O indicado é entrar em contato com um médico, farmacêutico ou outro responsável pelo tratamento para orientações.Também é indicado entrar em contato com o SAC das empresas fabricantes, a United Medical Ltda e a Hipolabor Farmacêutica Ltda.
Outras proibições
A Anvisa suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A. Segundo laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, o produto apresentou resultado insatisfatório em uma inspeção de qualidade. A medida prevê o recolhimento do lote, além de proibir a venda, a distribuição e o uso.
Foi determinada também a apreensão de todos os lotes do medicamento Cápsulas de óleo de pequi, produzidas pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. A Anvisa aponta que o produto não tem registro, notificação ou cadastro, e a fabricante não possui autorização de funcionamento.
Está proibida a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso deste medicamento.
*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia
Agência Brasil
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