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Saúde

Paraíba aplica mais de 83 mil doses no Dia D de Multivacinação contra gripe e sarampo

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A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs), realizou, neste sábado (12), o “Dia D” de Multivacinação, com foco na proteção contra a influenza (gripe) e sarampo em todo o estado, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e conscientizar a população sobre a importância da imunização. Durante a ação, foram aplicadas 83.656 doses de vacinas, sendo 62.406 doses da vacina contra a influenza, 3.233 doses contra o sarampo e 18.017 doses para as demais vacinas preconizadas no Calendário Nacional de Vacinação. 

Os cinco municípios que mais vacinaram foram: Campina Grande (7.020 doses); João Pessoa (6.097 doses); Sousa (2.989 doses); Patos (2.498 doses); e Alagoa Grande (2.310 doses). Os dados são parciais e levam em consideração as informações de 218 municípios. De acordo com a chefe do Núcleo Estadual de Imunizações, Márcia Fernandes, a agenda do “Dia D” integra uma série de ações executadas pela SES-PB para aumentar os índices de vacinação nos 223 municípios e manter a população de crianças, adolescentes, idosos e gestantes protegida em todas as regiões do estado. 

“As vacinas previnem doenças graves e são fundamentais para a saúde de todos, desde a criança, ainda nos primeiros meses de vida, até pessoas idosas. Hoje, participamos dessa campanha, com chamamento especial para a proteção contra a gripe e o sarampo, mas é importante lembrar que as vacinas seguem disponíveis ao longo do ano nas unidades de saúde dos municípios, para que a população de todo o estado possa ter acesso”, alertou Márcia, ressaltando a importância de manter o calendário de vacinação sempre atualizado. 

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Na Região Metropolitana de João Pessoa, a ação contou com a presença do “Zé Gotinha”, mascote da Campanha de Vacinação do Ministério da Saúde, que, junto às equipes da Gevs e das secretarias municipais de Saúde da capital, de Bayeux e de Cabedelo, visitou alguns pontos de vacinação, convidando a população para participar do “Dia D”. 

Uma das usuárias a receber a vacina na unidade básica de saúde do Baralho, em Bayeux, foi a dona de casa Juliana dos Santos, 29 anos. Grávida da segunda filha, a jovem foi atualizar a caderneta de vacinação com o imunizante contra a influenza, que, a partir deste ano, passou a fazer parte do calendário nacional de vacinação para crianças com faixa etária de seis meses a menores de seis anos de idade (cinco anos, 11 meses e 29 dias), idosos a partir de 60 anos e gestantes. 

“Eu acredito na eficácia das vacinas, sempre me vacinei, participo de todas as campanhas. Minha primeira filha sempre foi vacinada no prazo adequado, já recebeu as doses recomendadas, inclusive do sarampo, e farei o mesmo com a minha segunda filha, assim que ela nascer e tiver que receber cada furadinha,” disse Juliana, que está grávida de 36 semanas.

A vacina tríplice viral protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, doenças altamente infecciosas que podem causar sequelas graves. É uma importante forma de prevenção e contribui para evitar surtos de doenças contagiosas que podem levar à morte. O esquema vacinal da tríplice viral corresponde a duas doses para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, e uma dose para adultos de 30 a 59 anos.  Além disso, trabalhadores da saúde, independente da idade, devem tomar duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Já a vacina contra a influenza é recomendada para crianças de seis meses a menores de seis anos; gestantes; e idosos com 60 anos ou mais. Também fazem parte do grupo prioritário puérperas; povos indígenas; quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores da saúde; professores do ensino básico e superior; profissionais das forças de segurança e salvamento; das forças armadas; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso; trabalhadores portuários; trabalhadores dos Correios; população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade.

A vacina da influenza é considerada a melhor estratégia de prevenção contra a gripe e possui capacidade de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus, reduzindo o agravamento da doença, as internações e o número de óbitos. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% do público-alvo.

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Saúde

Encontros municipais para debater rumos do SUS começam nesta segunda

Etapa antecede a Conferência Nacional de Saúde, prevista para 2027.

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© Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil

Começa nesta segunda-feira (16) a etapa municipal da 18ª Conferência Nacional de Saúde (CNS), que vai eleger delegados nos 5.570 municípios brasileiros para participarem da etapa estadual da conferência. O objetivo é discutir os rumos do sistema público de saúde. 

Já na próxima quarta-feira (18) começam os Encontros Estaduais de Saúde, para promover o debate dos eixos temáticos da conferência e discutir sua relação com as necessidades e demandas de cada região.

As conferências Nacionais de Saúde ocorrem a cada quatro anos e determinam as prioridades do Sistema Único de Saúde (SUS), seja em termos de direções mais amplas para o investimento, seja pensando como fortalecer o sistema, ampliar o atendimento e aproximar a expectativa dos cidadãos às possibilidades ao alcance dos gestores.

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Dessas conferências podem sair articulações de leis, espaços de integração entre usuários e trabalhadores e direcionamento de investimentos, do atendimento curativo e preventivo ao apoio à pesquisa, desenvolvimento e incorporação de tecnologias de saúde.

“As conferências municipais de saúde são fundamentais para garantir que as demandas reais da população sejam ouvidas nos territórios, fortalecendo o controle social e contribuindo para orientar as políticas públicas”, explicou à Agência Brasil Fernanda Magano, presidenta do Conselho Nacional de Saúde.

Segundo Fernanda, os encontros municipais também dialogam com o ciclo orçamentário do financiamento da saúde, ao indicar as prioridades para aplicar os recursos públicos no SUS: 

“É a voz dos territórios se transformando em políticas públicas. Nesse processo, as etapas municipais representam o primeiro passo para a construção de uma Conferência Nacional de Saúde forte, representativa e com resultados efetivos.” 

A etapa municipal se estende até o dia 4 de julho deste ano. Cabe às comissões designadas pelas secretarias de saúde definir a data da conferência, comunicar ao Conselho Nacional de Saúde e realizar as conferências.

O segundo semestre será de envio e sistematização das propostas, além de credenciamento dos delegados e preparo para as conferências Estaduais e Distrital, etapa que ocorrerá de janeiro a abril de 2027. A 18ª Conferência Nacional está prevista para o mês de julho de 2027, em Brasília (DF). 

Eixos 

Na semana passada (11) o Conselho Nacional de Saúde homologou um documento orientador, que estabeleceu quatro eixos temáticos para o encontro, em torno dos quais serão agregadas as propostas dos 5.570 municípios, construindo consensos e permitindo o debate em torno dos pontos de divergência. São eles:

  • democracia, saúde como direito e soberania nacional;
  • financiamento adequado e suficiente para o SUS, com base na justiça tributária e na sustentabilidade fiscal e social;
  • desafios para o SUS na agenda nacional de defesa da vida e da saúde, incluindo emergências climáticas e justiça socioambiental;
  • modelo de atenção e gestão, territórios integrados e cuidado integral.

Esse tipo de estrutura diminui a recorrência de discussões e facilita o entendimento para o público leigo, já que a definição dos delegados é tripartite, incluindo gestores, trabalhadores e usuários do SUS.

O objetivo é aproveita melhor o tempo de encontro, diminuindo o peso das diferenças na formação e vivência dos participantes, ainda que historicamente os delegados acompanhem conselhos ou fóruns de discussão locais. Dessa forma são valorizadas as visões e experiências diferentes, permitindo maior pluralidade e entendimento.

Encontros estaduais e Conferências Livres

O primeiro encontro estadual começa nesta quarta-feira, em Salvador. Ao todo serão pelo menos 13 eventos promovidos pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias estaduais e municipais.

Embora não tenha a responsabilidade de definir propostas ou delegados, os eventos estaduais pretendem qualificar os participantes a promover discussões mais próximas dos eixos, além de explicar a dinâmica da Conferência Nacional aos demais.

Entre as atividades previstas há mesas temáticas e debates para tratar da qualificação do controle social, do financiamento adequado do SUS e modelos de atenção à saúde. A programação também prevê agenda cultural.

Confira os encontros previstos para ocorrer até o final de abril:

DataLocal
18 de marçoBahia
23 de marçoRio Grande do Norte
24 de marçoEspírito Santo
25 de marçoRio de Janeiro
27 de marçoSão Paulo
27 de marçoPiauí
30 de marçoRoraima
31 de marçoAlagoas
31 de marçoGoiás
10 de abrilRio Grande do Sul
14 de abrilCeará
29 de abrilParaná
30 de abrilSergipe

Agência Brasil

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Saúde

AgSUS e FMUSP abrem mil vagas para curso gratuito sobre Saúde Digital

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Foto: Pixabay

A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) abriu mil vagas para o Curso de Fundamentos de Saúde Digital na Atenção Primária à Saúde (APS). As inscrições podem ser feitas até 15 de março ou até o preenchimento total das vagas disponíveis.

O objetivo é o de qualificar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para o uso estratégico de ferramentas digitais no cuidado em saúde, contribuindo para o fortalecimento da APS e para a ampliação do acesso da população aos serviços.

O curso é oferecido em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e capacitará os profissionais a utilizarem as tecnologias digitais no dia a dia do trabalho em saúde para melhorar a qualidade do registro das informações, organizar melhor os processos de atendimento, o que resultará na ampliação da capacidade de resposta das equipes.

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A carga horária é de 30 horas na modalidade educação a distância (EaD).

Os participantes terão acesso a videoaulas com especialistas reconhecidos na área de saúde digital, como o chefe da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, Chao Lung Wen, e a Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, além de materiais de apoio, como e-books, resumos ilustrados e simulações baseadas em situações reais vivenciadas na APS.

Entre os programas e soluções disponíveis abordados no curso estão o uso do SUS Digital, que é a principal estratégia de digitalização do Sistema, destacando como as tecnologias digitais podem apoiar a organização da rede de atenção, ampliar o acesso aos serviços e fortalecer a qualidade do cuidado.

O curso também explora o uso do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) no cotidiano das equipes de saúde, com foco no registro qualificado das informações clínicas, na gestão do cuidado e na utilização dos dados para apoiar a tomada de decisão e a organização dos processos assistenciais.

Outros temas abordados serão o uso da telessaúde na Atenção Primária à Saúde; utilização da ferramenta de videochamada integrada ao PEC e-SUS APS; registro de teleconsultas no PEC e-SUS APS; integração com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS); aspectos de ética, direito digital e proteção de dados aplicados à saúde; uso de ferramentas digitais para otimização da prática clínica.

“A oferta de qualificação para os profissionais que atuam nos territórios contribui para fortalecer o uso adequado das ferramentas do PEC e-SUS APS, a iniciativa também visa ampliar a segurança jurídica e ética nas práticas digitais e reduzir desigualdades de acesso aos serviços de saúde, especialmente em regiões remotas e no atendimento à população indígena”, afirmou a gestora executiva da Unidade de Transformação Digital em Saúde da AgSUS, Ana Claudia Cielo.

A inscrição pode ser feita acessando o seguinte endereço: https://hcxfmusp.org.br/portal/online/curso/fundamentos-de-saude-digital-atualizacao-2025/

Agência Brasil

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Saúde

Dia Mundial da Obesidade: especialista alerta para avanço da doença e impacto na saúde dos paraibanos

No dia 4 de março, o Dia Mundial da Obesidade chama atenção para o crescimento da doença no Brasil e reforça a importância do acompanhamento profissional.

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Foto: Reprodução

O Dia Mundial da Obesidade, 4 de março, acende um alerta global para uma doença que avança de forma silenciosa e preocupante. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com obesidade. A projeção é ainda mais alarmante: até 2030, esse número pode ultrapassar 1,5 bilhão.

No Brasil, a situação também preocupa. Segundo a pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, mais de 22% dos adultos brasileiros vivem com obesidade, índice que praticamente dobrou nas últimas duas décadas. O excesso de peso já atinge mais da metade da população adulta e está diretamente relacionado ao aumento de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Ambiente obesogênico e fatores biológicos

Para o nutrólogo e professor da Afya Paraíba, Luiz Luna, o aumento expressivo da obesidade nas últimas décadas está fortemente ligado às mudanças no ambiente em que vivemos.

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“Hoje nós estamos inseridos em um ambiente obesogênico. Não é apenas uma questão de escolha individual. Há maior disponibilidade de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar refinado e gordura saturada, além de um estilo de vida cada vez mais sedentário. O fator ambiental tem papel central na gênese da obesidade”, explica.

Segundo o especialista, do ponto de vista biológico, esses alimentos estimulam áreas cerebrais relacionadas ao prazer e ao sistema de recompensa, favorecendo o consumo excessivo.

“Carboidratos refinados e gorduras saturadas ativam mecanismos cerebrais que reforçam a busca por esses alimentos. Além disso, fatores como privação de sono, estresse crônico e alterações hormonais também contribuem para o ganho de peso. A ciência já demonstrou que a obesidade é uma doença crônica, grave e incurável, mas que pode e deve ser controlada. Ela resulta de uma interação complexa entre fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais”, destaca Luiz Luna.

Mais de 200 complicações associadas

A obesidade está associada a mais de 200 complicações médicas. Entre as principais, estão diabetes tipo 2, hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (antiga esteatose hepática) e apneia obstrutiva do sono.

“Isso acontece porque o excesso de tecido adiposo provoca um estado de inflamação crônica de baixa intensidade no organismo, alterando o funcionamento metabólico e hormonal do paciente. Portanto, a obesidade está longe de ser apenas uma questão estética. Trata-se de uma condição médica que impacta diretamente a saúde, a qualidade de vida e a expectativa de vida”, reforça o professor.

Tratamento exige acompanhamento profissional

Segundo Luiz Luna, o tratamento da obesidade envolve reeducação alimentar, prática regular de atividade física e, quando necessário, suporte medicamentoso ou abordagem cirúrgica, sempre com avaliação individualizada. “Não existe solução mágica. A mudança precisa ser gradual e respeitar a individualidade de cada paciente. O foco deve estar na saúde e na qualidade de vida, não apenas no número da balança”, orienta.

Assessoria

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