Paraíba
Estudantes do Conexão Mundo retornam à Paraíba após imersão cultural e acadêmica na China
Os cinquenta estudantes da rede estadual da Paraíba que participaram da edição China do programa Conexão Mundo retornaram, nessa segunda-feira (9), ao estado. Após um período de 90 dias de intercâmbio na Xi’an International Studies University, uma das instituições de idiomas mais renomadas da China, os jovens desembarcaram com uma bagagem de experiências culturais e acadêmicas que prometem impactar suas trajetórias. O programa do Governo do Estado é realizado por meio da Secretaria de Estado da Educação da Paraíba (SEE-PB) e reforça o compromisso com a internacionalização do ensino e a ampliação de oportunidades para os estudantes.
A chegada dos intercambistas marca a conclusão da primeira edição do Conexão Mundo com destino ao país asiático, consolidando o investimento em educação bilíngue e na formação de cidadãos com perspectivas globais. Para os estudantes, a viagem para a cidade de Xi’an, na província de Shaanxi, representou o início de um período de aprendizado intensivo de mandarim, aliado às vivências culturais que expandiram os horizontes dos participantes.

“Voltar da China é trazer na bagagem não só o mandarim, mas uma nova forma de ver o mundo. Essa experiência vai me ajudar a construir um futuro com muito mais possibilidades, tanto na minha formação quanto na minha carreira. Aprendi a lidar com o diferente, a me comunicar em outro idioma e a ter mais autonomia. Tenho certeza de que essa vivência vai abrir portas e me destacar no mercado de trabalho, além de me inspirar a buscar novos desafios”, conta Victor Barbosa, estudante do 3º ano da ECIT Obdulia Dantas, em Catolé do Rocha.
O secretário de Estado da Educação, Wilson Filho, reforça o programa como uma política pública que amplia horizontes e fortalece o protagonismo estudantil. Segundo o secretário, a imersão cultural e o ensino de idiomas abrem portas, fortalecendo a educação na Paraíba. “O sucesso do Conexão Mundo, na visão da Secretaria de Estado da Educação, é resultado de um esforço conjunto da equipe e do apoio do Governo do Estado, que investe em oportunidades para os jovens. O programa foi estruturado para oferecer não apenas o aperfeiçoamento da língua, mas também uma imersão completa na cultura local, com atividades e práticas que complementaram o ensino formal”, ressaltou.

A escolha da Xi’an International Studies University como destino foi feita com base na excelência do ensino de idiomas e na oferta de um ambiente multicultural. A instituição, localizada em uma das cidades históricas da China, combina tradição e modernidade, proporcionando aos estudantes uma experiência acadêmica enriquecedora. Ao longo dos 90 dias, os participantes tiveram acesso a aulas intensivas, com foco no aperfeiçoamento da escuta e da fala, e treinamento para o exame HSK, uma certificação oficial de proficiência em mandarim. O acompanhamento de professores chineses e voluntários garantiu suporte acadêmico e cultural contínuo, facilitando a adaptação e o aproveitamento máximo da experiência.
Os estudantes paraibanos também tiveram a oportunidade de participar de vivências culturais diversas, como aulas de artes marciais, caligrafia, a arte do chá e festivais tradicionais chineses. Essas atividades proporcionaram uma compreensão mais profunda da cultura local, enriquecendo a experiência além do ambiente acadêmico. A imersão em um contexto tão distinto do habitual contribuiu para o desenvolvimento pessoal dos estudantes, fomentando a autonomia, a capacidade de adaptação e a construção de uma visão de mundo ampliada, elementos fundamentais para a formação de cidadãos preparados para os desafios globais.

“Essa foi a primeira vez que levamos alunos para a China, e o impacto dessa experiência é algo que levaremos por toda a vida. O intercâmbio foi uma oportunidade única de aprendizado, de troca cultural e de ampliação de horizontes. Nossos alunos vivenciaram de perto uma cultura milenar, conheceram um modelo educacional diferente e voltaram mais confiantes, mais maduros e com um novo olhar sobre o mundo. Para a educação da Paraíba, essa iniciativa representa um avanço importante: ganhamos em conhecimento, fortalecemos nossa rede e mostramos que a escola pública tem, sim, o poder de transformar vidas e abrir portas para o futuro. Seguiremos trabalhando para que mais estudantes tenham acesso a experiências como essa, que inspiram, transformam e confirmam que investir em educação é investir no desenvolvimento do nosso Estado”, observou a coordenadora do programa, Edith Larissa.
Conexão Mundo – O programa está integrado às políticas públicas do Estado, que regulam a cooperação internacional e o desenvolvimento científico e tecnológico por meio de intercâmbios educacionais. Desde seu primeiro edital, em 2021, a iniciativa tem ampliado significativamente as oportunidades de formação dos jovens paraibanos, consolidando-se como uma das mais relevantes políticas de educação internacional do estado e o maior programa de intercâmbio do País. Na edição de 2024/2025, 400 estudantes participaram de intercâmbios em países como Reino Unido, Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte, Espanha, Chile e China.
Secom
Paraíba
Centro Cultural do TCE-PB sedia aula-espetáculo que marca caminhada rumo ao centenário de Ariano Suassuna
“Na Trilha do Mestre” será realizada no dia 27 de agosto, no Centro Cultural Ariano Suassuna, com entrada gratuita.
O Centro Cultural Ariano Suassuna (CCAS), do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), será palco, no dia 27 de agosto, da aula-espetáculo “Na Trilha do Mestre”, programação que marca a caminhada rumo ao centenário de nascimento do escritor paraibano Ariano Suassuna. A apresentação começa às 18h30, tem entrada gratuita e será aberta ao público.
A realização do evento foi anunciada durante uma visita de João Suassuna, neto mais velho de Ariano e organizador da iniciativa, ao presidente do TCE-PB, conselheiro Fábio Nogueira. Também participaram do encontro o vice-presidente do Tribunal, conselheiro André Carlo Torres Pontes, o coordenador do CCAS, Flávio Sátiro Filho, e integrantes da equipe organizadora.
Durante a reunião, Fábio Nogueira destacou a importância de o Centro Cultural apoiar iniciativas que aproximem a sociedade da cultura e do conhecimento. “O Centro Cultural está sempre à disposição. Vamos fazer mais uma aula, que será verdadeiramente um espetáculo”, afirmou.
A aula-espetáculo é conduzida por João Suassuna, historiador, advogado e palestrante. A proposta reúne literatura, memória, oralidade, música, dança armorial e recursos audiovisuais para apresentar ao público aspectos da vida, da obra e do pensamento de Ariano Suassuna, um dos principais nomes da cultura brasileira.
Uma caminhada até o centenário – A programação será realizada ao longo de um ano e pretende percorrer diferentes regiões do Brasil. A primeira apresentação ocorreu no dia 16 de junho, data em que Ariano completaria 99 anos, no Teatro Hermilo Borba Filho, em Recife.
Segundo João Suassuna, a intenção é que as homenagens não fiquem restritas ao ano de 2027, quando será celebrado oficialmente o centenário de nascimento do escritor. Ariano nasceu em 16 de junho de 1927, e o início da programação em 2026 representa justamente essa caminhada até os 100 anos. “A gente teve a compreensão de que não poderia reduzir o centenário dele ao ano do centenário”, explicou João.
Cultura para todas as idades – Uma das características da aula-espetáculo é a participação do público. Durante a apresentação, João faz perguntas sobre a vida e a obra de Ariano e presenteia os participantes que acertam as respostas com livros do escritor.
A experiência da primeira apresentação, em Recife, mostrou que a atividade pode alcançar pessoas de diferentes idades. Uma criança que estava comemorando o aniversário participou da dinâmica, respondeu corretamente a uma das perguntas e recebeu um livro com uma dedicatória especial. A situação levou João a ampliar a compreensão sobre o público da iniciativa. “Não é a partir de 12 anos. É quem quiser ir para a aula-espetáculo”, afirmou.
A gratuidade também é um dos pilares do projeto. Todas as apresentações serão realizadas sem cobrança de ingresso, com o objetivo de ampliar o acesso à cultura e facilitar a participação da população.
“Na Trilha do Mestre” – A aula-espetáculo é apresentada pelos organizadores como uma travessia simbólica e afetiva rumo ao centenário de Ariano Suassuna. A apresentação revisita momentos da trajetória do escritor e elementos que marcaram sua produção artística e literária. O público é convidado a reencontrar o universo valorizado por Ariano, com referências ao sertão, à cultura popular, à oralidade, à criatividade, à crítica social e à esperança.
De acordo com João Suassuna, a montagem mantém uma identidade comum, mas é adaptada conforme a cidade e o espaço que recebem cada apresentação. A combinação de palestra, música, dança, imagens e interação com o público cria um formato que une conhecimento e entretenimento.
Homenagem aos 30 anos do Colégio GGE – Durante a programação do centenário, também haverá uma homenagem ao Colégio GGE, pelos seus 30 anos de atuação. Segundo os organizadores, a celebração destaca a contribuição da instituição para a educação e para a disseminação da cultura e do conhecimento.
O evento conta com o apoio do Tribunal de Contas da Paraíba, por meio do Centro Cultural Ariano Suassuna, que disponibiliza espaço, equipe e estrutura de divulgação, além da Transpetro, subsidiária da Petrobras.
Para a apresentação do dia 27 de agosto, estão convidados representantes do Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa, Câmara de Vereadores e Prefeitura, além de artistas, produtores culturais, professores, imprensa, estudantes e demais interessados.
Serviço
Evento: Aula-espetáculo “Na Trilha do Mestre”
Data: 27 de agosto de 2026
Horário: 18h30
Local: Centro Cultural Ariano Suassuna (CCAS), TCE-PB
Entrada: Gratuita e aberta ao público
Condução: João Suassuna, historiador, advogado, palestrante e neto mais velho de Ariano Suassuna
Veja mais fotos Aqui.
Ascom/TCE-PB
Guarabira
Câmara de Guarabira pode ter origem em 1837, segundo pesquisa documental de Nonato Nunes
Documento da Província da Paraíba localizado pelo pesquisador Nonato Nunes confirma a criação da Vila de Independência em 1837 e abre novas possibilidades para investigar a origem do Legislativo guarabirense.
Levantamento histórico aponta que a criação da Câmara Municipal está diretamente ligada à elevação de Guarabira à condição de vila, em 1837, mas a falta de documentos preservados dificulta identificar os primeiros vereadores e as primeiras demandas do Legislativo.
A história da Câmara Municipal de Guarabira pode ser bem mais antiga do que a cronologia normalmente utilizada para marcar sua trajetória institucional. Um levantamento realizado pelo jornalista e pesquisador Nonato Nunes, aliado à localização de uma cópia de documento do período imperial, aponta para 1837 como um marco importante para a origem do Poder Legislativo no município.
O documento histórico localizado pelo pesquisador é uma reprodução da Lei Provincial nº 17, de 27 de abril de 1837, assinada por Bento Quaresma Torreão, então presidente da Província da Paraíba do Norte. A legislação determinou a criação da Vila de Independência, denominação atribuída à então povoação de Guarabira.
A lei também estabeleceu os limites territoriais da nova vila, incluindo áreas que anteriormente pertenciam a outros municípios. O documento representa uma das principais evidências encontradas até o momento para reconstruir os primeiros capítulos da organização administrativa de Guarabira.
A Câmara e a criação da Vila
Segundo o levantamento de Nonato Nunes, a criação das Câmaras Municipais estava diretamente relacionada à organização dos municípios durante o período imperial.
A Constituição de 1824 e, posteriormente, a Lei de 1º de outubro de 1828, conhecida como Regimento das Câmaras Municipais, estabeleceram regras para o funcionamento dessas instituições.
Naquele período, as vilas eram administradas por Câmaras compostas por sete vereadores, enquanto as cidades contavam com nove vereadores.
Assim, a elevação de Guarabira à condição de vila em 1837, com a denominação de Vila de Independência, aponta também para a formação de sua estrutura legislativa municipal.
Anos mais tarde, em 1887, Guarabira foi elevada à categoria de cidade, passando, conforme a legislação vigente à época, a contar com uma Câmara composta por nove vereadores.
O que ainda não se sabe
Apesar da importância do documento encontrado, a pesquisa também revela uma dificuldade: a ausência, até o momento, da primeira ata da Câmara Municipal de Guarabira.
A longa distância temporal — quase dois séculos — e as condições de conservação de parte da documentação histórica tornam difícil localizar registros originais capazes de identificar, com segurança, os primeiros vereadores da Vila de Independência.
Também permanecem em aberto informações sobre as primeiras sessões, as demandas apresentadas pelos moradores e as decisões tomadas pelos primeiros representantes do Legislativo.
Por isso, embora a documentação encontrada permita estabelecer 1837 como um marco fundamental para a origem institucional da Câmara, ainda existe um importante trabalho de pesquisa a ser realizado para reconstruir os primeiros anos do Legislativo guarabirense.
Uma história que remonta ao Brasil Imperial
Para o pesquisador Nonato Nunes, o documento ajuda a ampliar a compreensão sobre a história política de Guarabira e demonstra que a organização do poder local remonta ao período imperial.
A descoberta também desloca o olhar sobre a Câmara Municipal para um período anterior às referências mais recentes utilizadas para contar sua trajetória.
Mais do que estabelecer uma idade para a instituição, a pesquisa procura recuperar a memória de uma estrutura que participou da formação administrativa e política da antiga Vila de Independência.
O documento de 1837 passa, portanto, a ser uma peça importante desse processo de reconstrução histórica. Ao mesmo tempo, a possível inexistência ou dificuldade de acesso à primeira ata evidencia a necessidade de novas buscas em arquivos públicos, acervos particulares e coleções históricas que possam preservar registros do período.
A história da Câmara de Guarabira, assim, ainda está sendo reconstruída. E o trabalho de Nonato Nunes acrescenta uma nova peça a esse quebra-cabeça: a evidência documental de que as raízes do Legislativo municipal podem ser encontradas na criação da Vila de Independência, em 1837.
Brejo.com com o Plugados
Paraíba
TCE-PB e MPC-PB aderem ao Agosto Lilás e reforçam combate à violência contra a mulher
O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) e o Ministério Público de Contas (MPC-PB) aderiram à campanha Agosto Lilás, que, ao longo de todo o mês, mobiliza a sociedade para a conscientização, prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. Como forma de reforçar esse compromisso, a sede do TCE-PB recebe iluminação lilás durante todo o mês de agosto, em apoio à campanha e à luta pela proteção e garantia dos direitos das mulheres.
A campanha busca ampliar o acesso à informação, orientar sobre os direitos das mulheres, incentivar a denúncia e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa é realizada em todo o país e, neste ano, também marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006.
A Lei Maria da Penha é um dos principais instrumentos de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A legislação estabelece medidas de proteção e mecanismos para prevenir e combater esse tipo de violência.
Violência pode acontecer de diferentes formas
A violência contra a mulher não se limita às agressões físicas. Ela pode ocorrer de diferentes maneiras e, muitas vezes, começa de forma silenciosa.
A violência física envolve agressões que atingem a integridade corporal da mulher. Já a violência psicológica ocorre por meio de ameaças, humilhações, constrangimentos, intimidações, controle ou isolamento.
A violência sexual é caracterizada pela prática de qualquer ato de natureza sexual sem o consentimento da mulher. A violência moral envolve atitudes como calúnia, difamação e injúria.
Também existe a violência patrimonial, que ocorre quando o agressor retém, destrói ou controla bens, documentos, objetos pessoais ou recursos financeiros da vítima.
Outra forma de violência é a violência vicária, quando o agressor utiliza filhos, familiares, pessoas próximas ou até animais de estimação para atingir emocionalmente a mulher, provocar sofrimento ou manter uma situação de controle.
Denunciar pode interromper o ciclo da violência
O TCE-PB reforça que a informação é uma importante ferramenta de prevenção e que a denúncia pode ser um passo decisivo para interromper o ciclo da violência e buscar proteção.
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 oferece atendimento gratuito e orientação às mulheres em situação de violência. Em casos de emergência, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
As vítimas também podem procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para registrar a ocorrência e buscar orientação sobre as medidas de proteção previstas na legislação.
Durante o Agosto Lilás, o TCE-PB e o MPC-PB reforçam a importância de uma sociedade informada e mobilizada para prevenir a violência, proteger as vítimas e fortalecer a rede de enfrentamento à violência contra a mulher.
Violência contra a mulher é crime. Informação, acolhimento e denúncia podem salvar vidas.
Ascom/TCE
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