Conecte-se conosco

Saúde

Desnutrição na terceira idade: estratégias para prevenção e tratamento

Publicados

em

Image by Michael King from Pixabay

A desnutrição na terceira idade é um problema de saúde pública que afeta diretamente a qualidade de vida dos idosos. Com o envelhecimento, o organismo sofre alterações fisiológicas que podem comprometer a absorção de nutrientes e levar a quadros de deficiência nutricional. 

Assim, identificar os sinais precoces, compreender os impactos e adotar estratégias de prevenção e tratamento são fundamentais para garantir o bem-estar dessa população. Neste artigo, abordaremos a desnutrição na terceira idade, seus sintomas, formas de prevenção, tratamento e a importância da especialização em nutrição geriátrica.

O que é desnutrição?

A desnutrição é uma condição caracterizada pelo desequilíbrio entre a ingestão de nutrientes e as necessidades do organismo. Ela pode ocorrer devido a uma alimentação inadequada, dificuldades na mastigação e para engolir, doenças crônicas ou uso prolongado de medicamentos. 

Anúncio


No entanto, é importante diferenciar a desnutrição da subnutrição. A desnutrição é caracterizada pela deficiência específica de nutrientes, como proteínas, vitaminas e minerais. Em contraste, subnutrição refere-se à ingestão calórica insuficiente para atender às necessidades energéticas básicas.

As causas de desnutrição incluem uma dieta desequilibrada, má absorção de nutrientes e doenças crônicas. Já a subnutrição é geralmente causada pela escassez de alimentos, pobreza e distúrbios alimentares graves. 

Por exemplo, um paciente obeso com deficiência de vitamina D é um caso de desnutrição, enquanto uma criança em situação de fome, com baixo peso e fraqueza extrema, exemplifica a subnutrição.

O impacto na saúde também difere entre as duas condições. A desnutrição pode resultar em anemia (falta de ferro), osteoporose (falta de cálcio) e baixa imunidade. Por outro lado, a subnutrição pode levar à perda de massa muscular, fadiga crônica e, em casos extremos, risco de morte por inanição.

Como identificar sintomas de desnutrição em um idoso

Os sintomas de desnutrição em idosos podem ser sutis e, muitas vezes, são facilmente confundidos com sinais comuns do envelhecimento. Entre os principais indicativos de desnutrição estão a perda de peso involuntária, que pode ocorrer sem que a pessoa esteja tentando emagrecer. 

A fraqueza muscular e a fadiga também são sinais importantes, uma vez que a falta de nutrientes essenciais pode comprometer a força e a energia do corpo.

Outro sintoma a ser observado é a pele ressecada e pálida. A desnutrição pode afetar a aparência da pele, tornando-a menos elástica e mais propensa a rachaduras e feridas. 

Além disso, a redução da imunidade é uma consequência significativa da desnutrição, o que pode levar a infecções frequentes, já que o corpo se torna menos capaz de combater agentes infecciosos.

A queda de cabelo e as unhas quebradiças também podem ser indicadores de que o idoso não está recebendo os nutrientes necessários. Alterações cognitivas, como dificuldades de memória e confusão mental, podem ocorrer devido à falta de vitaminas e minerais essenciais para a saúde do cérebro. 

Por fim, a redução do apetite e as dificuldades para comer são sintomas que podem agravar ainda mais a desnutrição, criando um ciclo difícil de quebrar. É fundamental prestar atenção a esses sinais e buscar ajuda médica para garantir que os idosos recebam uma alimentação adequada e equilibrada.

Por isso, manter uma alimentação equilibrada é essencial para garantir a saúde dos idosos. Uma dieta rica em proteínas, vitaminas e minerais contribui para a manutenção da massa muscular, fortalecimento do sistema imunológico e prevenção de doenças. 

O consumo adequado de líquidos também é fundamental para evitar a desidratação, um problema recorrente nessa faixa etária.

Como prevenir a desnutrição na terceira idade?

A prevenção da desnutrição envolve um conjunto de estratégias essenciais para garantir que os idosos mantenham uma nutrição adequada e equilibrada. 

Por isso, é fundamental monitorar o peso e o estado nutricional regularmente. Esse acompanhamento permite identificar qualquer mudança indesejada e agir preventivamente para corrigir possíveis deficiências.

Além disso, é importante adaptar a alimentação para atender às necessidades individuais de cada idoso. Isso pode incluir a modificação da dieta para incluir alimentos que são mais facilmente digeríveis e que contenham os nutrientes necessários. 

Nesse sentido, estimular o consumo de alimentos ricos em proteínas, ferro, cálcio e vitaminas é essencial para manter a saúde geral e a força dos idosos. Alimentos como carnes magras, peixes, legumes, verduras e laticínios são excelentes opções para suprir essas necessidades.

O uso de suplementos nutricionais também pode ser necessário, especialmente quando indicado por um profissional de saúde. Suplementos podem ajudar a preencher lacunas nutricionais e garantir que os idosos recebam todos os nutrientes de que precisam. Por fim, promover um ambiente alimentar agradável é uma estratégia importante. 

Isso inclui tornar o momento das refeições mais prazeroso e incentivador, de modo que o idoso se sinta motivado a comer melhor. Pequenas ações, como compartilhar refeições em família e criar uma atmosfera acolhedora, podem fazer uma grande diferença na prevenção da desnutrição.

A nutrição para idosos precisa levar em conta questões como alterações no metabolismo, dificuldades na mastigação e a presença de doenças crônicas. 

Nesse sentido, dietas individualizadas devem ser elaboradas para atender às necessidades específicas de cada paciente, garantindo um aporte adequado de nutrientes e prevenindo deficiências nutricionais.

A importância do acompanhamento com nutricionista especializado

Um nutricionista especializado em nutrição para idosos é essencial para diagnosticar e tratar a desnutrição. Esse profissional avalia o estado nutricional do idoso, identifica deficiências e propõe planos alimentares adaptados, promovendo uma melhor qualidade de vida e prevenindo complicações de saúde.

O tratamento da desnutrição na terceira idade inclui diversos aspectos fundamentais. Dessa forma, são realizados ajustes na dieta para incluir alimentos ricos em nutrientes essenciais, garantindo que o idoso receba a quantidade adequada de vitaminas, minerais e macronutrientes necessários para manter a saúde. 

Quando necessário, é indicada a suplementação nutricional para corrigir deficiências específicas e complementar a dieta.

O acompanhamento médico e nutricional regular é essencial para monitorar o progresso do tratamento e fazer ajustes conforme necessário. Além disso, a fisioterapia e os exercícios para fortalecimento muscular são importantes para manter a mobilidade e a independência do idoso.

A orientação familiar também desempenha um papel fundamental, garantindo que o idoso tenha acesso a refeições adequadas e incentivando hábitos alimentares saudáveis. Com essas estratégias integradas, é possível prevenir a desnutrição e promover uma melhor qualidade de vida na terceira idade.

Posead.saocamilo.br

Rate this post
Anúncio


Apoio

Saúde

Dia Mundial da Obesidade: especialista alerta para avanço da doença e impacto na saúde dos paraibanos

No dia 4 de março, o Dia Mundial da Obesidade chama atenção para o crescimento da doença no Brasil e reforça a importância do acompanhamento profissional.

Publicados

em

Foto: Reprodução

O Dia Mundial da Obesidade, 4 de março, acende um alerta global para uma doença que avança de forma silenciosa e preocupante. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com obesidade. A projeção é ainda mais alarmante: até 2030, esse número pode ultrapassar 1,5 bilhão.

No Brasil, a situação também preocupa. Segundo a pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, mais de 22% dos adultos brasileiros vivem com obesidade, índice que praticamente dobrou nas últimas duas décadas. O excesso de peso já atinge mais da metade da população adulta e está diretamente relacionado ao aumento de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Ambiente obesogênico e fatores biológicos

Para o nutrólogo e professor da Afya Paraíba, Luiz Luna, o aumento expressivo da obesidade nas últimas décadas está fortemente ligado às mudanças no ambiente em que vivemos.

Anúncio


“Hoje nós estamos inseridos em um ambiente obesogênico. Não é apenas uma questão de escolha individual. Há maior disponibilidade de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar refinado e gordura saturada, além de um estilo de vida cada vez mais sedentário. O fator ambiental tem papel central na gênese da obesidade”, explica.

Segundo o especialista, do ponto de vista biológico, esses alimentos estimulam áreas cerebrais relacionadas ao prazer e ao sistema de recompensa, favorecendo o consumo excessivo.

“Carboidratos refinados e gorduras saturadas ativam mecanismos cerebrais que reforçam a busca por esses alimentos. Além disso, fatores como privação de sono, estresse crônico e alterações hormonais também contribuem para o ganho de peso. A ciência já demonstrou que a obesidade é uma doença crônica, grave e incurável, mas que pode e deve ser controlada. Ela resulta de uma interação complexa entre fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais”, destaca Luiz Luna.

Mais de 200 complicações associadas

A obesidade está associada a mais de 200 complicações médicas. Entre as principais, estão diabetes tipo 2, hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (antiga esteatose hepática) e apneia obstrutiva do sono.

“Isso acontece porque o excesso de tecido adiposo provoca um estado de inflamação crônica de baixa intensidade no organismo, alterando o funcionamento metabólico e hormonal do paciente. Portanto, a obesidade está longe de ser apenas uma questão estética. Trata-se de uma condição médica que impacta diretamente a saúde, a qualidade de vida e a expectativa de vida”, reforça o professor.

Tratamento exige acompanhamento profissional

Segundo Luiz Luna, o tratamento da obesidade envolve reeducação alimentar, prática regular de atividade física e, quando necessário, suporte medicamentoso ou abordagem cirúrgica, sempre com avaliação individualizada. “Não existe solução mágica. A mudança precisa ser gradual e respeitar a individualidade de cada paciente. O foco deve estar na saúde e na qualidade de vida, não apenas no número da balança”, orienta.

Assessoria

Rate this post
Anúncio


Continue lendo

Saúde

Cuidado com a saúde mental infantojuvenil reforça importância da formação médica especializada

Afya Educação Médica reforça pós-graduação para ampliar número de médicos com qualificação em Psiquiatria da Infância e Adolescência na região.

Publicados

em

Foto: Reprodução

A demanda por cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes tem crescido e pressionado serviços de saúde em todo o Brasil. O cenário é particularmente desafiador fora dos grandes centros, onde a oferta de profissionais com formação específica costuma ser menor. Em João Pessoa, a Afya Educação Médica reforça a pós-graduação em Psiquiatria da Infância e Adolescência com o objetivo de ampliar a qualificação médica e contribuir para o fortalecimento da rede de atendimento.

A preocupação é sustentada por evidências nacionais e internacionais. Estimativas globais indicam que 8% das crianças entre 5 a 9 anos e 14% dos adolescentes entre 10 a 14 anos vivem com algum transtorno mental. No Brasil, o Estudo ERICA, com abrangência nacional, identificou que cerca de 30% dos adolescentes apresentaram triagem positiva para transtornos mentais comuns, com maior frequência entre meninas e aumento progressivo com a idade.

Além disso, análises internacionais apontaram piora populacional de indicadores de ansiedade e depressão no contexto da pandemia, ampliando a necessidade de respostas estruturadas do sistema de saúde com capacidade de identificar precocemente, manejar de forma adequada e articular cuidado entre família, escola e serviços.

Anúncio


Para o psiquiatra Marcelo Generoso, coordenador da pós-graduação, o problema vai além dos números:
“Na prática, vemos sofrimento psíquico relevante em idades cada vez mais precoces, com impacto no desenvolvimento, na aprendizagem e na vida familiar. A demanda aumentou, mas a disponibilidade de profissionais com formação específica não acompanhou esse movimento.”

O cuidado em saúde mental na infância e adolescência exige competências próprias: avaliação clínica ajustada ao desenvolvimento, comunicação com familiares, interface com escolas e trabalho interdisciplinar. Também envolve decisões terapêuticas baseadas em evidências, incluindo intervenções psicossociais e, quando indicado, manejo farmacológico e seguimento longitudinal.

A pós-graduação da Afya Educação Médica é voltada a médicos que atuam em saúde mental e buscam aprofundar competências no cuidado infantojuvenil. A proposta é apoiar a formação de profissionais aptos a atuar com diagnóstico precoce, manejo clínico qualificado e coordenação do cuidado, contribuindo para reduzir lacunas assistenciais e fortalecer a rede de atendimento.

Mais informações e inscrições:
educacaomedica.afya.com.br/pos-graduacao-medica/psiquiatria-infancia-adolescencia

Assessoria

Rate this post
Anúncio


Continue lendo

Saúde

Grau Técnico João Pessoa participa de ação do Fevereiro Roxo na Vila Olímpica Parahyba

Evento na Vila Olímpica reúne saúde, informação e cidadania em apoio ao Fevereiro Roxo.

Publicados

em

O Grau Técnico João Pessoa participa, neste sábado (28), das 10h às 12h, da ação do Fevereiro Roxo – Fibromialgia, realizada na quadra da Vila Olímpica Parahyba. Alunos e instrutores do curso de enfermagem irão oferecer serviços gratuitos de saúde, como aferição de pressão arterial, testes de glicemia e orientações à população.

“Acreditamos que a formação técnica vai além da sala de aula. Participar de ações como essa fortalece o aprendizado prático dos alunos e, ao mesmo tempo, contribui diretamente com a comunidade, levando informação e serviços de saúde à população”, destaca Patrícia Fernandes, gestora da unidade.

O evento conta com apoio do secretário de Esporte, Lindolfo Pires, e terá palestra com médica reumatologista, orientações com advogado especialista em Direito Previdenciário e café da manhã para os participantes.

Anúncio


SERVIÇO

Local: Quadra da Vila Olímpica Parahyba – João Pessoa (PB)
Data: Sábado, 28 de fevereiro
Horário: 10h às 12h
Ação: Fevereiro Roxo – Conscientização sobre Fibromialgia, com serviços gratuitos de saúde e orientações à população

Assessoria

Rate this post
Anúncio


Continue lendo
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio

Mais Lidas