Cidades
NUI Handwritten Collection terá projeto arquitetônico voltado à relação entre cidade, natureza e experiência urbana
Projeto assinado por Leila Azzouz, primeiro hotel Handwritten Collection do Brasil será construído em João Pessoa pela Construtora Joffer.
João Pessoa receberá o NUI Handwritten Collection, primeiro hotel da marca Handwritten Collection no Brasil, integrante do portfólio premium da Accor. Em desenvolvimento na Tambaú, um dos bairros mais conhecidos e turísticos de João Pessoa, o empreendimento nasce a partir de uma proposta arquitetônica que busca estabelecer uma relação direta com o contexto urbano, cultural e ambiental da capital paraibana.
Desenvolvido pela Construtora Joffer e assinado pela arquiteta Leila Azzouz, o projeto parte da compreensão de João Pessoa como uma experiência que vai além do destino turístico. “O ponto de partida foi entender a cidade como uma vivência sensorial. A arquitetura do NUI foi pensada para traduzir o ritmo local, mais leve e conectado à natureza, em espaços que carregam identidade, memória e relação com o lugar”, explica a arquiteta.
O projeto incorpora princípios de arquitetura biofílica, um movimento que prioriza conexões entre ambientes construídos e naturais, o que imprime conforto, iluminação natural, texturas e materiais que remetem ao meio ambiente. “A luz natural guiou a organização dos ambientes, as aberturas e os vazios, sempre com atenção ao conforto térmico. A natureza não aparece como cenário, mas como parte do funcionamento do edifício, por meio da ventilação cruzada, da integração visual com o exterior e do uso de materiais que dialogam com o natural”, detalha a arquiteta.

A implantação e o desenho das fachadas também foram pensados a partir da orientação solar e dos ventos predominantes. As superfícies externas atuam como filtros, permitindo sombra, circulação de ar e vistas qualificadas, sem criar barreiras visuais ou térmicas. A paisagem litorânea é incorporada de forma controlada, valorizando o entorno sem competir com ele. “Utilizamos cores neutras, materiais naturais e texturas suaves para reforçar a atmosfera leve e acolhedora”, completa Leila.
Nos espaços comuns, o projeto propõe ambientes que extrapolam a função operacional do hotel. Lobby, áreas de convivência e restaurante foram desenhados como extensões da vida cotidiana da cidade. “São espaços pensados para estimular encontros e permanência, com escala confortável e fluidez entre os ambientes. A intenção não foi criar cenários, mas lugares de uso real”, afirma Leila.
O rooftop, um dos pontos centrais do projeto, foi tratado como área de pausa e contemplação. O NUI também conta com piscina e vista para o mar, restaurante com curadoria gastronômica, além de áreas pensadas para bem-estar, terapias e experiências sensoriais. A arquitetura busca enquadrar a paisagem e o horizonte por meio de proporções, transparências e materiais que favorecem a conexão com o céu, o mar e a cidade, mantendo uma atmosfera de uso contínuo e não apenas contemplativo. “O projeto mostra que é possível crescer mantendo identidade e relação com o contexto. O legado está em reforçar que arquitetura enraizada no lugar, atenta às pessoas e ao ambiente, gera experiências mais consistentes e duradouras”, ressalta.

Com 70 acomodações, o NUI Handwritten Collection será operado sob o sistema de franquia da Accor, com acesso à plataforma global de distribuição e ao programa de fidelidade ALL. A previsão de inauguração é entre 2028 e 2029. Para mais informações, o perfil é @nui_handwrittencollection e (83) 99303-4230
Assessoria
Guarabira
Loja Pontes Calçados em ritmo de folia. Confira!
Confira as novidades em sapatos nas lojas Pontes Calçados para este carnaval de 2026. Confira nas imagens abaixo os destaques.
A loja Pontes Calçados na cidade de Guarabira, fica localizada na Rua Cônego João Gomes Maranhão, no centro de Guarabira. Na cidade de Mari, fica localizada na Rua Gentil Lins, 220, Centro. Siga Pontes Calçados no instagram: @pontescalcados.
Educação
Infância Protegida: projeto do MPPB ensina crianças a reconhecer abuso e pedir ajuda
Seria apenas mais um dia normal na Escola Municipal de Educação Infantil Rotary Francisco Edwar de Aguiar, localizada no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. Mas uma novidade alterou a rotina, movimentou a tarde e encheu de expectativa os alunos dos 4º e 5º anos do ensino fundamental – crianças de 8 a 10 anos de idade. Eles chegaram em fila e ocuparam seus lugares na sala preparada especialmente para esse momento diferente. E, quando a promotora de Justiça Catarina Gaudêncio começou a falar, os rostinhos estavam atentos e as mãos se erguiam no ar a todo instante, um sinal da vontade de compartilhar, perguntar, participar. O assunto não era fácil, mas logo ficou evidente que muitos ali tinham um bom nível de informação sobre o tema em questão: abuso sexual.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da Promotoria de Justiça da Criança e Adolescente de João Pessoa, lançou o projeto “Infância Protegida”. A iniciativa é liderada pela promotora de Justiça Catarina Gaudêncio, que atua na área desde 2013 e idealizou a ação como resposta ao crescimento da demanda de casos envolvendo abuso sexual e aliciamento de crianças e adolescentes, de ambos os sexos, tanto no ambiente presencial, quanto virtual. Esse cenário inclui, ainda, o aumento dos crimes relacionados à produção, aquisição, distribuição e comercialização de imagens, vídeos ou outros registros contendo cenas de exploração e abuso sexual infantojuvenil — práticas que alimentam a rede de pedofilia e contribuem para a proliferação desse tipo de conteúdo criminoso. O objetivo central é fornecer ferramentas para a autoproteção, o respeito e o direito de viver a infância com alegria e segurança. Um projeto mais que necessário no atual contexto.

Números que assustam
A percepção da promotora sobre a capital paraibana é reflexo de uma realidade preocupante no Brasil, onde a violência sexual se mantém como a forma mais recorrente de violação de direitos contra crianças e adolescentes.
De acordo com o Anuário Brasileiro da Segurança Pública, somente em 2024, foram registrados 65.395 casos de estupro e estupro de vulnerável, o que corresponde a uma taxa média de 128,5 vítimas por 100 mil habitantes na faixa etária de 0 a 17 anos, com especial incidência entre crianças de 10 a 13 anos, grupo que apresenta os índices mais elevados do país. Meninas seguem como as principais vítimas, mas o crescimento proporcional dos casos envolvendo meninos, especialmente entre 0 e 13 anos, revela uma realidade ainda mais complexa e silenciosa.
Nos últimos quatro anos, o número de denúncias de casos de exploração sexual de crianças e adolescentes recebidas pela Polícia Federal aumentou 195%. A PF realizou mais de 2 mil operações, entre janeiro de 2022 e março de 2025, contra crimes online relacionados ao abuso sexual infantojuvenil. Entre as violações mais comuns, a chantagem com fotos íntimas e o estupro virtual.
Em agosto de 2025 a ONG brasileira SaferNet, referência em direitos humanos na internet, publicou a Nota Técnica 02/2025, indicando que entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2025, o Canal Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos registrou 49.336 denúncias anônimas de abuso e exploração sexual infantil, representando 64% do total de 76.997 notificações no período. Neste documento, além de registrar o aumento nas denúncias, a organização destaca pesquisa em andamento que evidencia como novas tecnologias, incluindo inteligência artificial, têm sido utilizadas para criar e disseminar esse tipo de conteúdo criminoso.

Embora a Paraíba apresente, em termos absolutos, uma taxa geral de estupro inferior à média nacional, os dados do Anuário revelam um crescimento preocupante dos registros. Entre 2023 e 2024, o estado registrou a maior variação percentual nacional nos crimes de estupro de vulnerável, com aumento superior a 100%, tanto nos casos envolvendo vítimas do sexo feminino quanto nos registros que incluem ambos os sexos.
A prevenção é hoje uma das ferramentas mais eficazes para romper ciclos de violência que, em grande parte dos casos, ocorrem no ambiente doméstico ou são praticados por pessoas próximas às vítimas. Ensinar a reconhecer as situações de abuso e se proteger é o que o Ministério Público pretende, com a iniciativa Infância Protegida.
Metodologia e dinâmica
A aula piloto do projeto Infância Protegida foi realizada em novembro passado na Escola Municipal de Educação Infantil Rotary Francisco Edwar de Aguiar, em Jaguaribe. A unidade atende 198 alunos, do pré-escolar ao 5º ano do ensino fundamental. Nesta etapa inicial, o projeto focou em turmas dos 4º e 5º anos, atendendo crianças de 8 a 10 anos de idade. Uma psicóloga acompanhou a preparação do material para orientar sobre a adequação da linguagem, garantindo que os temas fossem abordados de maneira acessível e segura para o público infantil.
De forma lúdica, ao longo da tarde, a promotora de Justiça explicou sobre as partes do corpo, as diferenças entre os comportamentos adequados e inadequados, como identificar alguém mal intencionado e o que as crianças devem fazer em situações potencialmente perigosas.
Um dos destaques da apresentação foi o perigo escondido no mundo virtual, na internet. Usando bonecos confeccionados especialmente para tratar desse tipo de conteúdo – as crianças adoraram Lia e Pedro – e o livro “Não me toca, seu boboca!” que, por meio de uma história infantil, aborda a temática trazida para a sala de aula, Catarina Campos logo estabeleceu o diálogo e uma relação de confiança com os estudantes.
A tarde foi encerrada no pátio da escola, com uma espécie de “teste do conhecimento”, aplicado em forma de brincadeira, durante um teatro de fantoches conduzido pelas guardas municipais Isabel Jordão e Denise Quirino. Elas deram vida a personagens animados, para fazer perguntas relacionadas ao conteúdo discutido na sala. As crianças, por sua vez, respondiam levantando placas em formato de mãozinhas verdes ou vermelhas, para indicar “sim” ou “não”.
A Guarda Metropolitana de João Pessoa é parceira do MPPB no projeto.“Para nós é uma missão muito honrosa que amplia e fortalece ainda mais as ações que o nosso teatro de fantoches já faz na sociedade, dentro das escolas municipais, estaduais e particulares também. Foi um convite da promotora Catarina e a gente registra aqui nosso agradecimento, porque ela também acaba ampliando ainda mais, junto conosco, fazendo esse fortalecimento de atividades que a gente já faz com um compromisso e uma alegria muito grande”, diz Denise Quirino.
Isabel Jordão lembra que chegar de farda aos locais tem o intuito de fazer com que as crianças olhem o guarda municipal como alguém em quem podem confiar, perto de quem se sintam seguras. E a que podem pedir ajuda nas situações de perigo: “Estamos sempre dispostos a ajudar, e qualquer caso, como foi exposto hoje, a gente tá com o 153, é só entrar em contato que a gente vai ajudar todas as crianças e adolescentes que estiverem em risco”, afirma Isabel.

A promotora de Justiça lembra que o projeto não se restringe aos estudantes: “À medida em que conscientizamos as crianças, a gente também vai ter falas com os pais, conselheiros, algumas equipes dos Creas (os Centros de Referência de Assistência Social), para multiplicar essa fala, ensiná-los a proteger e alertá-los sobre os riscos que as crianças estão correndo, sobretudo na internet.”
Para a gestora da escola, Sabrina Kely Vasconcelos Florêncio, a iniciativa do Ministério Público é algo a ser celebrado: “Aqui a gente diz que o nosso corpo é o nosso tesourinho. Não é um assunto sazonal, é preocupação do ano inteiro. Na nossa escola temos projetos sobre isso, feitos pelas nossas psicólogas, e quando recebemos algo a mais, para contribuir com nosso projeto, como essa iniciativa do Ministério Público, a gente só tem a agradecer. Nossas crianças estão extremamente felizes em ouvir mais sobre esse tema, de muita importância não só para elas, mas para aquelas pessoas que estão ao redor, seus cuidadores.”
Futuro à vista
O sucesso da aula piloto pavimenta o caminho para a ampliação da iniciativa. A meta é implementar o “Projeto Infância Protegida” em larga escala em 2026, abrangendo o público-alvo de 6 a 10 anos de idade e fortalecendo, ainda mais, o trabalho do MPPB na defesa intransigente dos direitos das crianças paraibanas.
“A gente começa aqui nessa escola, que seria o início do que pretendemos: percorrer outras escolas, com a mesma temática “Infância Protegida” e a rede privada, porque na medida em que a criança toma conhecimento de situações de risco, ela vai conseguir identificar e se proteger, já que aqui a gente vai trazer as formas dessa proteção”, conclui a promotora.
Assessoria
Guarabira
Prefeitura inicia asfaltamento do Canal do Juá com investimento de R$ 1,4 milhão
A Prefeitura de Guarabira deu início, nesta quarta-feira (4), às obras de asfaltamento do Canal do Juá, marcando mais um compromisso cumprido pela prefeita Léa Toscano com a população do município. A intervenção representa um importante avanço para a mobilidade urbana, a segurança viária e a qualidade de vida dos moradores e de todos que transitam pela área.
O Canal do Juá possui aproximadamente 2 quilômetros de extensão e, com o asfaltamento e ciclovia, passará a oferecer melhores condições de tráfego, reduzindo riscos de acidentes e facilitando o deslocamento diário. A obra conta com um investimento de R$ 1.441.714,00, viabilizado por meio de recursos destinados pelo senador Veneziano Vital do Rêgo, reforçando a parceria institucional em favor do desenvolvimento de Guarabira.
Durante o início dos trabalhos, a prefeita Léa Toscano destacou a relevância da obra para a cidade e relembrou a história do Canal do Juá, construído em sua gestão há mais de 20 anos. Segundo ela, desde a sua implantação, o canal teve papel fundamental na drenagem da área e na prevenção de alagamentos, beneficiando diretamente diversas comunidades.
“Essa é uma obra que tem um significado muito especial para mim e para Guarabira. O Canal do Juá foi construído em nossa gestão há mais de duas décadas e, desde então, cumpriu um papel essencial no controle das águas e na prevenção de alagamentos. Agora, estamos dando um novo passo, levando infraestrutura viária moderna, mais segurança e mais mobilidade para quem vive e circula por aqui”, afirmou a prefeita.
Léa Toscano ressaltou ainda que o asfaltamento amplia os benefícios já existentes, transformando o local em um corredor mais seguro e funcional, contribuindo diretamente para a mobilidade urbana do município. “Guarabira cresce, e a nossa responsabilidade é acompanhar esse crescimento com obras estruturantes, que melhorem a vida das pessoas e preparem a cidade para o futuro”, completou.
A prefeita também enfatizou que a gestão municipal segue trabalhando de forma contínua em todas as áreas da cidade, com investimentos em infraestrutura, mobilidade, saúde, educação e bem-estar da população, reafirmando o compromisso com o desenvolvimento equilibrado e sustentável de Guarabira.
Secom
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