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Saúde

Afya Paraíba alerta para aumento de casos de câncer e reforça importância do diagnóstico precoce

No Fevereiro Laranja, campanha chama atenção para a leucemia e para sinais que não devem ser ignorados.

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O câncer ainda representa um dos principais desafios da saúde pública no Brasil, especialmente porque muitos dos seus sinais iniciais são silenciosos ou facilmente confundidos com problemas menos graves. O alerta é de Rodrigo Marmo, gestor do Hospital Napoleão Laureano e professor da Afya Paraíba, ao destacar a importância do diagnóstico precoce e das campanhas de conscientização, como o Fevereiro Laranja, voltada ao combate à leucemia.

Na Paraíba, o cenário reforça a urgência do tema. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o estado deve registrar mais de 13 mil novos casos de câncer por ano até 2028, considerando todos os tipos da doença. A projeção leva em conta fatores como o envelhecimento da população, a exposição a fatores de risco e, principalmente, o diagnóstico tardio, realidade ainda presente em parte significativa dos casos.

Segundo o especialista, sintomas aparentemente simples costumam ser subestimados pela população, o que contribui para diagnósticos tardios. “Na prática clínica e também na gestão hospitalar, observamos que muitos pacientes só procuram ajuda quando a doença já está mais avançada, porque atribuíram os sinais iniciais ao estresse, ao envelhecimento ou a problemas considerados simples”, afirma Marmo.

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Sinais de alerta que não devem ser ignorados

Entre os principais sintomas que exigem atenção médica estão a perda de peso inexplicada, fadiga persistente e fraqueza sem causa aparente. Dores contínuas que não melhoram com tratamentos habituais, presença de nódulos ou massas em qualquer parte do corpo e sangramentos anormais — intestinais, urinários ou vaginais fora do período menstrual — também são sinais importantes.

Alterações neurológicas, como dor de cabeça progressiva, crises convulsivas, mudanças na visão, na força muscular ou no comportamento, além de tosse persistente, rouquidão prolongada e mudanças no hábito intestinal ou urinário, completam a lista de sintomas que não devem ser ignorados. “Escutar o corpo e buscar avaliação médica diante de alterações persistentes faz toda a diferença no prognóstico”, reforça o professor da Afya Paraíba.

Exames preventivos e rastreamento

O perfil epidemiológico da Paraíba acompanha a tendência nacional, com destaque para câncer de pele não melanoma, próstata e mama feminina entre os mais incidentes. Diante desse cenário, Rodrigo Marmo reforça que a prevenção e o diagnóstico precoce devem ser individualizados, mas alguns exames são fundamentais.

Para o câncer de mama, a recomendação é a mamografia a partir dos 40 anos, com periodicidade anual ou bienal. Já o câncer do colo do útero deve ser prevenido com o exame papanicolau, indicado a partir dos 25 anos, a cada três anos após dois exames normais consecutivos.

No caso do câncer de próstata, o PSA e a avaliação urológica são recomendados a partir dos 50 anos — ou 45 anos para grupos de risco — com acompanhamento anual. Para o câncer colorretal, a pesquisa de sangue oculto nas fezes pode ser realizada anualmente ou a colonoscopia indicada a partir dos 45 a 50 anos.

Pacientes tabagistas ou ex-tabagistas podem se beneficiar da tomografia de baixa dose para rastreio do câncer de pulmão, conforme avaliação médica. Já os cânceres do sistema nervoso não integram programas de rastreamento populacional, mas sintomas neurológicos persistentes exigem investigação imediata com exames de imagem.

“Programas organizados de rastreamento salvam vidas, reduzem custos do sistema de saúde e aumentam significativamente as chances de cura”, destaca o gestor.

Fevereiro Laranja e a leucemia

A campanha Fevereiro Laranja chama atenção para a leucemia, um tipo de câncer que pode evoluir rapidamente, mas que apresenta altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente, especialmente em crianças e jovens.

Entre os sinais mais comuns da doença estão cansaço excessivo, palidez, infecções frequentes, manchas roxas ou sangramentos fáceis, febre persistente, dor óssea e aumento dos gânglios linfáticos. A campanha incentiva ainda a realização de exames simples, como o hemograma, além de combater a desinformação e estimular o encaminhamento rápido aos serviços especializados.

“No câncer hematológico, tempo é vida. Campanhas como o Fevereiro Laranja transformam informação em chance real de cura”, destaca Rodrigo Marmo.

Assessoria

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Saúde

Sancionada lei que regulamenta a profissão de doula

Texto define atribuições e garante exercício profissional.

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© Fotorech/Pixabay

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (8) o projeto de lei que regulamenta o exercício da profissão de doula, que é a profissional que oferece apoio físico, emocional e informacional à gestante, especialmente durante o parto normal.

O texto foi aprovado no mês passado pela Câmara dos Deputados, depois de ter passado pelo Senado. 

A norma federal lista várias atribuições da doula antes, durante e após o período do parto. Na gravidez, a profissional poderá facilitar o acesso da gestante a informações sobre gestação, parto e pós-parto baseadas em evidências científicas atualizadas, além de incentivá-la a buscar uma unidade de saúde para o acompanhamento pré-natal.

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De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o texto atende uma antiga reivindicação das mulheres no país e vai ajudar no enfrentamento contra a violência obstetrícia e reduzir o que chamou de “indústria de cesarianas” no Brasil. O ministro disse que não houve vetos ao texto.

“Os estudos que mostram que se se a doula acompanhou o pré-natal, se a doula acompanhou o parto, a violência foi menor. O índice de cesárea foi menor. O sofrimento foi menor e a gratidão das mulheres no momento tão importante da geração da vida foi melhor”, destacou o ministro durante cerimônia de sanção no Palácio do Planalto.

Ao celebrar a sanção da lei, o presidente Lula lembrou que um outro projeto, ainda em tramitação no Congresso Nacional, deverá regulamentar a profissão de parteira tradicional, compondo assim um corpo de funções para humanizar o atendimento às gestantes do país.

Pelo texto sancionado, a presença da doula, de livre escolha da gestante, não exclui a presença de acompanhante, já garantida pela legislação. Essa garantia de presença abrange a rede pública e a rede privada durante todo o período de trabalho de parto e pós-parto imediato, em todos os tipos de parto, inclusive em casos de intercorrências e situações de abortamento.

Requisitos

Para o exercício da profissão, a nova lei exige diplomas de ensino médio e de curso de qualificação profissional específica em doulagem que, se expedidos por instituições estrangeiras, deverão ser revalidados no Brasil.

A lei também permite a continuidade de atuação aos que, na data de publicação, exerciam, comprovadamente, a atividade há mais de três anos.

Também a partir da vigência, os cursos deverão ter carga horária mínima de 120 horas.

Atribuições

A doula poderá, durante o parto, orientar e apoiar a gestante em relação à escolha das posições mais confortáveis a serem adotadas durante o processo; auxiliar a gestante a utilizar técnicas de respiração e vocalização para obter maior tranquilidade; e utilizar recursos não farmacológicos para conforto e alívio da dor da parturiente, como massagens, banhos mornos e compressas mornas.

No pós-parto, a doula poderá orientar e prestar apoio aos cuidados com o recém-nascido e ao processo de amamentação.

“É o tratamento diferenciado, é o saber conversar, é o saber tratar, é o saber acolher e o acolhimento muda a vida das pessoas, do ponto de vista emocional e afeta diretamente esse tratamento humano, esse tratamento da vida, que é ter realmente um filho com dignidade”, disse a senadora Eliziane Gama (PT-MA), relatora do projeto no Senado.

Por outro lado, a nova lei proíbe às doulas utilizar ou manusear equipamentos médico-assistenciais, realizar procedimentos médicos, fisioterápicos ou de enfermagem, administrar medicamentos e interferir nos procedimentos técnicos dos profissionais de saúde.

Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a nova lei beneficia não apenas a gestante, mas toda a família, e assegura uma proteção mais integral às mulheres em um momento tão delicado que é a gravidez.

“Porque a gente entra na sala de parto apavorada, não sabe o que vai acontecer, e quer que seja rápido, e a doula vai acalmando a gente, a doula vai conversando, vai dialogando. É uma lei que, de fato, humaniza, de fato enfrenta a violência obstétrica”, afirmou.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias.

Agência Brasil

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Saúde

Nova lei reforça direito a três folgas por ano para exames preventivos

Benefício é exclusivo para empregados no regime da CLT.

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Foto: Reprodução

Uma nova lei, publicada nesta segunda-feira (6), reforça o direito do trabalhador com contrato via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de se afastar até três dias por ano para realizar exames preventivos de câncer, em desconto salarial.  

O direito já estava incluído na CLT desde 2018. A partir de agora, as empresas passam a ser obrigadas a divulgar essa informação, além de outras relacionadas a campanhas oficiais de vacinação contra o HPV e sobre o acesso a serviços de diagnósticos de cânceres de mama, próstata e de colo do útero.  

O texto estende o uso das folgas também para a realização de exames preventivos do HPV, além dos de câncer que já estavam previstos na legislação anterior. A a Lei 15.377 foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU). 

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Agência Brasil

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Saúde

Vereador propõe “Julho Amarelo” para prevenção das hepatites em Guarabira

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O vereador Nal Fernandes apresentou na sessão da última terça-feira (31/3), o Projeto de Lei nº 89/2026, que institui o “Julho Amarelo” no calendário de Guarabira. A proposta prevê ações de conscientização, prevenção e controle das hepatites B e C, além de alertas sobre câncer ósseo.

O projeto inclui campanhas educativas, testagens rápidas, palestras e incentivo à vacinação e diagnóstico precoce. A iniciativa busca fortalecer a saúde preventiva e combater a desinformação.

Se aprovado, será coordenado pela Secretaria de Saúde, com apoio de parceiros, e segue agora para análise nas comissões da Câmara.

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Secom/CMG

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