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Ômicron: Especialistas dos EUA alertam para maior risco de infecção no Natal

Anthony Fauci diz que variante Ômicron “devasta o mundo”.

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Imagem: ilustração

O principal especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos (EUA), Anthony Fauci, alertou para o maior risco de transmissão da variante Ômicron com as viagens de Natal, afirmando que a nova cepa está “devastando o mundo”. Especialistas norte-americanos apelam ao uso de máscara e à vacinação com a dose de reforço, à medida que antecipam um aumento brusco do número de casos nas próximas semanas.

Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC, Fauci, alertou para a “capacidade extraordinária de disseminação” da variante Ômicron e para o maior risco de infecção, mesmo em pessoas vacinadas.

“Uma coisa que está clara é a extraordinária capacidade [da Ômicron] de propagação, a sua capacidade de transmissibilidade”, disse Fauci. “Ela está devastando o mundo”, afirmou.

Fauci explicou que a nova variante do vírus SARS-CoV-2 tem período de duplicação de dois a três dias em certas regiões do país, o que significa que se irá tornar dominante nos EUA.

“Vai ser difícil. Não podemos fugir desse cenário porque, com a Ômicron, enfrentaremos semanas e meses difíceis, à medida que avançamos no inverno. Vamos assistir a uma pressão significativa em algumas regiões do país, no sistema hospitalar, principalmente nas áreas onde existe baixo nível de vacinação”, explicou.

Com a aproximação da época festiva, os especialistas alertam para o maior risco de disseminação e de infecção pela nova variante. Apesar de não recomendaram aos vacinados que cancelem as viagens, apelam apenas para  que viajem com cuidado.

Apelo à vacinação

O alerta de Fauci ocorre após uma semana em que os EUA ultrapassaram as 800 mil mortes por covid-19 e assistiram a um aumento de 17% nos casos e de 9% nos óbitos.

Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH), disse ao programa Face the Nation, da CBS, que o número de casos de infecção pela variante Ômicron aumentará de forma significativa nas duas próximas semanas e deixou um apelo à vacinação.

“Se foi vacinado e recebeu a dose de reforço, está muito bem protegido contra o Ômicron, que pode causar doença grave. Qualquer um que esteja a ouvir esta mensagem e pertença aos 60% dos norte-americanos que são elegíveis para uma dose de reforço mas não o fizeram, esta é a semana para fazê-lo. Não esperem”, apelou Collins. Fauci e outros especialistas explicam que a imunização por si só não evitará a disseminação da Ômicron, mas estão confiantes de que o risco de doença grave ou de morte é amplamente reduzido com a vacinação.

Collins mostrou-se preocupado com os 27% dos norte-americanos que ainda não receberam nenhuma dose da vacina contra a covid-19. “A Ômicron é uma versão totalmente nova [do vírus] e tão diferente que tem as propriedades para evitar os benefícios das vacinas e de outras medidas que tomamos”, afirmou o diretor do NIH.

O presidente norte-americano, Joe Biden, planeja fazer um discurso nesta terça-feira (21) sobre a evolução da covid-19 no país. Fauci antecipou alguns dos pontos que poderão ser abordados no discurso de Biden: “O presidente vai enfatizar várias coisas: a vacinação com a dose de reforço, vacinar as crianças, disponibilizar mais testes e equipes de urgência, porque sabemos que vai haver maior necessidade de internações”.

Em algumas regiões dos EUA, os hospitais estão ficando novamente superlotados com doentes de covid e a expectativa, segundo os especialistas, é que as coisas piorem.

A variante Ômicron já foi detectada em 43 dos 50 estados norte-americanos e em 90 países até o momento.

Agência Brasil

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Mundo

Cápsula lançada pelo foguete Artemis I conclui com sucesso volta ao redor da Lua

Espaçonave tem capacidade para transportar tripulantes, mas a missão atual conta apenas com manequins usados para teste de vibração, de radiação e de resistência da estrutura a altíssimas temperaturas.

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Foto: Nasa

A missão Artemis I concluiu uma nova etapa crucial em sua programação, nesta segunda-feira (21), quando a cápsula enviada ao espaço pela Nasa, a agência espacial americana, conseguiu completar com sucesso uma volta ao redor da Lua.

O feito foi realizado pela cápsula Orion, que é uma espaçonave tripulável, mas que atualmente transporta apenas três manequins no voo teste.

Tecnicamente, a Nasa considera o sobrevoo – realizado a uma altura de 130 quilômetros da superfície – como seu primeiro retorno à órbita lunar desde o programa Apollo, há 50 anos.

“Esse é um dos dias sobre os quais estávamos pensando e falando durante muito, muito tempo”, disse o diretor de voo Zeb Scoville.

Ao concluir o primeiro sobrevoo, a espaçonave mostrou que foi capaz de passar por uma zona sem comunicação direta com os engenheiros da agência espacial e reestabelecer posteriormente o contato com rede de conexão na Terra, a Deep Space Network (DSN), depois de ter viajado pelo “lado oculto” da Lua.

Objetivos da missão Artemis I

A missão Artemis I é considerada essencial para entender o que os futuros astronautas experimentarão durante uma futura missão tripulada. Foram medidos fatores como a vibração dentro dessa cápsula, a aceleração e a radiação.

Em outra fase dos testes, um aspecto fundamental na missão será avaliar a resistência da cápsula a altíssimas temperaturas de reentrada na Terra.

Ao mergulhar na atmosfera terrestre, o calor experimentado será de 2.750°C, aproximadamente metade da temperatura da superfície do Sol, que é de 5.504°C.

Perda de contato prevista

O contato com a nave foi perdido enquanto ela transitava pelo chamado “lado oculto da Lua”, algo esperado, e que ocorreu por volta das 9h30 (de Brasília). Catorze minutos depois, às 9h44, o propulsor acelerou a espaçonave para que ela pudesse se conectar novamente ao sistema DSN.

Além de apoiar missões de espaçonaves interplanetárias, o DSN também fornece observações de radar e radioastronomia para melhorar a compreensão do sistema solar e do universo.

Essa foi a primeira de duas grandes manobras a serem realizadas pela Orion para entrar na Distante Órbita Retrógrada (DRO) ao redor da Lua.

A DRO se trata de uma órbita altamente estável, onde pouco combustível é necessário para uma longa viagem no espaço, possibilitando testar os sistemas da Orion em um local há muitos quilômetros da Terra.

Ela é chamada de retrógrada porque Orion vai viajar ao redor da Lua na direção oposta à que a Lua viaja ao redor de nosso planeta.

Na sexta-feira (25) está prevista a realização de outra manobra, na qual a Orion irá para uma órbita retrógrada distante, transitando no sentido horário, a uma altitude de cerca de 57.250 milhas. O plano é deixá-la na órbita por cerca de uma semana.

“Sem tripulação a bordo da primeira missão, o DRO permite que a Orion passe mais tempo no espaço profundo para uma missão rigorosa para garantir que os sistemas da espaçonave, como orientação, navegação, comunicação, energia, controle térmico e outros, estejam prontos para manter os astronautas seguros em futuras missões tripuladas”, explica Mike Sarafim, gerente da missão da Artemis.

De acordo com Nujoud Merancy, chefe do Escritório de Planejamento de Missões de Exploração, a Orion passará cerca de 6 a 19 dias em DRO para coletar dados e permitir que os controladores da missão avaliem o desempenho da espaçonave.

A missão deve se encerrar com uma amerissagem no Oceano Pacífico em dezembro.

Por G1

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Esporte

Jogador brasileiro que estava na Ucrânia desembarca no Galeão

Marlon Santos vai falar sobre últimos momentos que passou no país.

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O jogador de futebol brasileiro Marlon Santos da Silva Barbosa, mais conhecido como Marlon Santos, 26 anos, do time ucraniano Shakhtar Donetsk, desembarca amanhã (01), às 7h, no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro. Ele chega acompanhado pela mulher, Maria Paula Marinho, a sogra e três filhos pequenos. Marlon atua como zagueiro no Shakhtar Donetsk.

A assessoria do jogador informou que, “em respeito ao momento delicado do atleta e privilegiando o seu reencontro com a família, ele vai atender os jornalistas para fazer um pronunciamento sobre os momentos que passou na Ucrânia”. Não haverá abertura para perguntas.

Segundo a assessoria, depois que se restabelecer emocionalmente, ao longo dos próximos dias, Marlon ficará disponível para entrevistas. 

Agência Brasil

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Mundo

Avanço da Ômicron leva EUA a novo recorde de internações por covid-19

Com 595 casos a menos, marca anterior foi registrada há um ano.

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As hospitalizações por covid-19 nos Estados Unidos atingiram o pico de 132.646, de acordo com contagem da Reuters nesta segunda-feira (10), superando o recorde de 132.051 estabelecido em janeiro do ano passado, em meio à disseminação da variante Ômicron, que é altamente contagiosa.

As internações têm aumentado de forma constante desde dezembro, dobrando nas últimas três semanas, quando a Ômicron rapidamente ultrapassou a Delta como a versão dominante do vírus nos Estados Unidos.

Conforme a análise da Reuters, os estados de Delaware, Illinois, Maine, Maryland, Missouri, Ohio, Pensilvânia, Porto Rico, Ilhas Virgens Americanas, Vermont, Virgínia e Wisconsin e a capital, Washington, têm reportado níveis recorde de pacientes hospitalizados com covid-19 recentemente.

Embora os casos sejam potencialmente menos graves, autoridades de saúde alertaram que o grande número de infecções causadas pela variante Ômicron pode sobrecarregar os hospitais, alguns dos quais já suspenderam procedimentos eletivos enquanto lutam para lidar com o aumento de pacientes em meio à escassez de funcionários.

Agência Brasil

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