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5ª Caravana do Coração realiza atendimentos em Guarabira e a solidariedade contagia pacientes

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Foto: Ricardo Puppe
Depois de fazer o streptoteste (exame que detecta a bactéria da febre reumática), Taíssa Pereira, de 7 anos, foi tentar convencer Mariana Pereira, de 5 anos, que chorava muito, para fazer o mesmo teste. A cena aconteceu nesta quinta-feira (6), em Guarabira, na 5ª Caravana do Coração, no 11º dia da ação que prossegue até o próximo sábado (8), totalizando 13 cidades paraibanas. O projeto desenvolvido pelo Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a ONG Círculo do Coração, tem na solidariedade uma de suas grandes marcas.
Embora não se conheçam, Taíssa e Mariana têm mais em comum do que a vontade de ajudar uma a outra. Elas têm cardiopatias e, graças ao trabalho da Rede de Cardiologia Pediátrica, que inclui a Caravana, fizeram cirurgia, estão bem e continuam sendo acompanhadas. “Neste trabalho, estão juntos excelentes profissionais para cuidar dos nossos filhos”, disse a mãe de Mariana, Deise Pereira. “Antes, a gente ia pra Recife à procura de atendimento, que agora tem no nosso estado e na porta de nossa casa. Isso é maravilhoso”, comemorou a mãe de Taíssa, Tassiana Guilherme.

Agradecimento e solidariedade são sentimentos que Edivânia Carlos, professora de Sertãozinho, conhece muito bem. Ela é cuidadora de Marcos Maciel, de 8 anos, portador de deficiência física, visual, auditiva e mental. Ele é o segundo filho da dona de casa Vanuza Maciel. Aos 28 anos, ela tem sete filhos: um com 10 anos; Marcos, com 8; outro com 7; um com 4 anos; outro com 3; outro com 1 ano e seis meses e o caçula, com sete meses. “Vim ajudar porque a mãe não tinha condições de cuidar dele sozinha e precisava vir para este atendimento, que é muito importante pra ele”, disse a cuidadora.

Jorgelânia dos Santos também reconhece a importância do trabalho da Caravana. Ela é mãe de Júlio César, de um ano e seis meses, que tem microcefalia. “Levei meu filho a várias clínicas particulares e só aqui foi descoberto que ele tem um problema no coração. Vai ser operado em agosto”, contou.
Para a gerente da 2ª Gerência de Saúde, Alcione Beltrão, o sucesso do trabalho deve-se a parceria. “A nossa região tem 25 municípios e todos eles cooperaram com a logística da ação, desde a hospedagem à alimentação e também fazendo a triagem e enviando os pacientes”, declarou.
Alcione destacou ainda o apoio do Hospital Regional de Guarabira que, rotineiramante, dá suporte a Rede, por meio de atendimento às gestantes e as crianças. “Temos ainda a Sala do Coração, onde, durante todo o ano, é oferecido atendimento, monitoramento, avaliação e encaminhamento das crianças cardiopatas e com microcefalia e oferecemos capacitações para os nossos profissionais. A Caravana é muito importante por vários fatores, entre eles rever condutas porque reúne muitos especialistas”, explicou o diretor geral do Hospital, Cleonaldo Freire.
Capacitação, estrutura e voluntariado também definem o trabalho desenvolvido pela Rede. Este ano são quase 100 profissionais. Um deles é Márcio Feitosa, de João Pessoa, que está na Caravana pela primeira vez. Ele é o responsável pela organização do fluxo. É estudante de Engenharia Civil, bailarino e trabalha com serviço social.
“Aqui estou usando um pouco dos três ofícios pra dar a minha contribuição: a engenharia ajuda na observação e estudo das estruturas; o serviço social no trato com as pessoas e a dança no preparo físico para desenvolver minha missão com a  maestria que merece. Fazer parte deste trabalho é algo mágico”, falou.
A equipe é formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, professores, estudantes universitários e, desta vez, conta com obstetras, porque, pela primeira vez, passou a oferecer monitoramento e acompanhamento de gestantes de alto risco, com o objetivo de diminuir a mortalidade materna na Paraíba.
Atendimentos – Nas 10 primeiras cidades, foram atendidos 1.577 pacientes, sendo 1.126 crianças e 451 gestantes. Até agora, receberam alta 320 crianças. “Estas crianças são aquelas que os municípios enviaram por suspeitas de alguma cardiopatia, Mas, felizmente, após passarem por todos os exames, foi constatado que não há nenhuma patologia. Já as crianças que passaram por cirurgias, nunca receberão alta porque precisam de acompanhamento”, explicou a presidente da ONG Círculo do Coração e coordenadora da Caravana, Sandra Mattos.
Os atendimentos realizados incluem: enfermagem, cardiologia, eletro e ecocardiografia pediátrica, ultrassonografia fetal e eco fetal, genética, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, serviço social, saúde bucal (avaliação e aplicação de flúor), psicologia e laudo final. Todo o serviço é informatizado, da recepção até o laudo final.
Nesta edição, a Caravana começou no dia 26 de junho e vai até o dia oito de julho. Iniciou por Cajazeiras e seguiu por Sousa, Catolé do Rocha, Pombal, Patos, Itaporanga, Princesa Isabel, Monteiro e Esperança, Picuí e Guarabira. Nesta sexta-feira (7), estará em Itabaiana e no sábado (8), em Mamanguape, onde haverá o encerramento.
Secom
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Brejo/Agreste

Com apoio da Sedap-PB, evento na cidade de Areia mostra o melhor do queijo e da cachaça da Paraíba

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A parceria da cachaça e do queijo paraibanos volta a se repetir. A 4ª edição do Areia Mostra Cachaça ocorre desta quinta-feira, dia 20, até o sábado, dia 22, no município de Areia, no Brejo paraibano. O evento, realizado pela Associação dos Produtores de Cachaça de Areia e pelo Sebrae-PB, conta com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap-PB), e acontecerá no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

O gerente-executivo de Produção Agropecuária da Sedap-PB, José Otávio Targino, ressalta que a 4ª Areia Mostra Cachaça é um evento que cresce e ganha força a cada ano. “Nós temos um evento já consolidado que é o Areia Mostra Cachaça. E em Areia, vamos ter novamente o Salão do Queijo junto com a cachaça da Paraíba, unindo o melhor da cachaça e do queijo paraibanos”, pontua.

A 4ª edição do Areia Mostra Cachaça terá na sua programação concursos, capacitação, harmonização cachaça e queijo, comercialização de produtos. José Otávio acrescenta que o evento “é um espaço para a realização de negócios, troca de experiências, capacitação, degustação e o desenvolvimento da cachaça e do queijo da Paraíba”.

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José Otávio reforça o sucesso da dobradinha cachaça e queijo. “A união da cachaça e do queijo deu certo e o queijo e a cachaça estão se tornando um costume do paraibano”, avalia. Ele adianta que o Salão do Queijo durante o Areia Mostra Cachaça já tem inscritos cerca de 20 queijarias de vários municípios paraibanos, além de cachaças das mais diversas regiões do estado.

Realizada pela Associação dos Produtores de Cachaça de Areia, a 4ª edição do Areia, Mostra Cachaça tem correalização do Sebrae-PB e apoio da Prefeitura Municipal de Areia, UFPB, Federação Paraibana de Agricultura (Faepa), Sistema Nacional de Aprendizagem Rural na Paraíba (Senar-PB).

Secom-PB

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Brejo/Agreste

Concluída pavimentação da rodovia Caminho dos Engenhos na Paraíba

O Caminho dos Engenhos pretende modernizar e ampliar a infraestrutura rodoviária estadual.

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Foto: Secom/PB

A obra de implantação e pavimentação da PB-087, trecho que interliga o município de Alagoa Nova ao entroncamento com a PB-079, no trecho entre Remígio a Areia, denominada Caminho dos Engenhos, já está em sua fase final, com conclusão prevista para até o final do ano. Com uma extensão total de 12,73 km, essa rodovia, localizada no Brejo paraibano, vai valorizar as raízes culturais, sociais e econômicas da região, proporcionando o fortalecimento das atividades turísticas, culturais e históricas dos engenhos da Paraíba. 

Para realizar a obra, o Governo da Paraíba, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PB), está investidos mais de R$ 40 milhões, com recursos próprios do Tesouro Estadual. A obra, que está sendo construída pela Construtora Rocha Cavalcante Ltda, empresa ganhadora da concorrência pública, beneficia diretamente quase 50 mil habitantes dos municípios de Areia e Alagoa Nova, ambos localizados na região do Brejo.  

“A população já está usufruindo dos benefícios de uma obra que vai interligar de forma mais ágil as cidades de Areia e Alagoa Nova, melhorando o escoamento de toda a produção, principalmente da cachaça, produto que é fabricado nos engenhos da região”, disse o gestor da obra, Euvaldo Filho. 

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Ele acrescenta que a obra está em estágio final de serviços, com a implantação das últimas obras de drenagem (finalização da implantação de drenagem superficial e implantação das valetas revestidas de concreto e os dissipadores para a proteção dos taludes de corte); pavimentação (execução do pavimento intertravado, nos acessos ao longo da rodovia); sinalização e segurança (sinalização horizontal e vertical com a pintura das faixas e colocação das tachas refletivas e sinalização vertical com a colocação de placas). 

O Caminho dos Engenhos pretende modernizar e ampliar a infraestrutura rodoviária estadual, reduzir o custo dos transportes, valorizar as raízes da formação social, econômica e cultural da região, oferecer conforto e segurança aos usuários da rodovia e, principalmente, fortalecer o turismo cultural histórico dos engenhos da Paraíba. 

Antônio Lima Dias, morador da comunidade Vaca Brava Areia, faz questão de expor sua gratidão e felicidade ao ver o asfalto passando por sua comunidade. “Antes tínhamos muitos problemas com locomoção e escoamento da produção e hoje nos encontramos com essa beleza de rodovia, proporcionando facilidade e comodidade”, relatou Antônio. 

Já Alexandre Castro, gerente administrativo de um engenho e morador da região, enfatiza que “antes da chegada do asfalto, enfrentávamos grande dificuldade para o escoamento da produção e para o recebimento da matéria-prima. Em períodos de chuva, a situação ficava ainda mais crítica: o engenho praticamente isolado, veículos atolados na lama e caminhões que quebravam ao tentar vencer as condições precárias da estrada.  Já podemos usufruir dos benefícios logístico, cultural e econômico dessa pavimentação”, disse Alexandre.

Fonte: Secom

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Brejo/Agreste

Cafeicultura de Areia, no Brejo, ganha destaque com evento de projeção nacional

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Foto: Reprodução

A cidade de Areia-PB, conhecida por sua arquitetura histórica e tombada, também ganha projeção pelo retorno da produção de café. O município segue se consolidando tanto na intenção de se tornar referência na retomada da produção do grão, quanto no meio acadêmico. Areia vai sediar, nos dias 9 e 10 de abril, o Conexão Nordeste – 1º Encontro de Cafeicultura do Brejo Paraibano, evento que reunirá produtores, pesquisadores, empreendedores e apaixonados pelo café no auditório do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFPB.

O evento, realizado pelo Núcleo de Estudos em Cafeicultura (Necaf) e pela Associação de Turismo Rural e Cultural de Areia (Atura), será um marco para o desenvolvimento sustentável da cafeicultura regional, promovendo a troca de conhecimentos e experiências que fortalecem a cadeia produtiva do café.

Além da importância econômica e cultural, a cafeicultura de Areia também tem despertado o interesse de pesquisadores. Entre os estudos em andamento, destaca-se a tese de doutorado da pesquisadora Achilem Estevam, do programa de pós-graduação em Engenharia e Gestão de Recursos Naturais da UFCG. Seu trabalho investiga a cogestão e a coprodução de serviços ecossistêmicos na área turística do café, analisando seus impactos sociais e ecológicos.

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A pesquisa, orientada pela professora Kettrin Farias, já gerou publicações científicas em nível nacional e internacional, reforçando a importância da cogestão ecológica e social no fortalecimento da sustentabilidade turística da região. Para a coleta de dados, estão sendo realizadas entrevistas com professores, produtores locais e membros do Necaf, ampliando o conhecimento sobre a relação entre turismo, cafeicultura e meio ambiente.

O professor aposentado da UFPB, Leonaldo Alves, que atuou por 34 anos na área de ecologia vegetal, foi um dos responsáveis pelo projeto de produção associada ao turismo que impulsionou a Rota do Café na Paraíba. Como presidente da Atura, ele desenvolveu a iniciativa que integrou o café gourmet à experiência turística, estimulando a produção local e ampliando o impacto econômico da atividade. O projeto foi fundamental para levar o café para além dos muros acadêmicos, consolidando-o como um atrativo regional e fortalecendo a conexão entre agricultura e turismo na região.

A doutoranda Achilem Estevam afirmou que se sente profundamente tocada pelas pesquisas voltadas às áreas sociais. Segundo ela, o restabelecimento da cultura cafeeira na região de Areia — terra natal de sua família — merece seu empenho e dedicação, com o objetivo de propor diretrizes que contribuam para os aspectos ambientais e sociais da comunidade areiense. Ela informou que a previsão de entrega da tese é para o final do primeiro semestre de 2026.

Assim que for publicada, a tese será divulgada no site do programa de pós-graduação. Além disso, poderá ser encontrada em todas as bases de dados científicas por meio da digitação do título.

Com um evento de projeção nacional e estudos acadêmicos aprofundando os desafios e oportunidades da cafeicultura local, Areia reafirma sua posição como um dos principais polos do café no Nordeste, unindo tradição, inovação e sustentabilidade no desenvolvimento da região.

Fonte: MaisPB

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