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Unidades de Conservação são boas opções de passeios nas férias

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Uma boa opção para ocupar os dias das férias do mês de julho, desfrutando de lazer com belezas cênicas dos recursos naturais, é a visita às Unidades de Conservação (UC) da Paraíba, que são gerenciadas pelo Governo do Estado por meio da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema).

São 17 UC administradas pela autarquia, mais seis mantidas pelo Governo Federal, 12 pelos municípios e 10 particulares, todas conduzidas nos tipos de proteção: integral – que podem ser visitadas, mas necessitam de uma autorização e até acompanhamento especial; e de uso sustentável – que objetivam unir a conservação da natureza com a forma de uso sustentável dos recursos naturais.

Das 17 gerenciadas pela Sudema, nove exigem a proteção integral, como os Parques Estaduais da Mata do Pau Ferro, em Areia; Mata do Xém-Xém (Bayeux); Pico do Jabre (Maturéa e Mãe D’água); Pedra da Boca (Araruna); Mata de Jacarapé (João Pessoa), Aratu (João Pessoa); Trilha dos Cinco Rios (João Pessoa); Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha (Cabedelo); e Monumento Natural Vale dos Dinossauros (Sousa).

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A técnica responsável pelo gerenciamento das UC, Simone Porfírio, informou que Areia Vermelha necessita de autorização, que é dada de forma indireta: “Esta unidade é uma ilha que só aparece quando o nível do mar está baixo. Ela pode ser visitada em qualquer período do ano. Mas, necessita de embarcação específica (e autorizada) para se chegar no local”.

Já o Vale dos Dinossauros, também necessita de autorização, mas a liberação é dada no momento em que os visitantes chegam ao local. “Eles podem apreciar uma beleza histórica como as famosas trilhas de dinossauros, denotando uma perseguição (entre predador x presa) e outros icnofósseis, ou seja, registros fossilizados da presença dos seres pré-históricos”, explica Simone.

Passeios radicais – Para os amantes de esportes radicais, e ainda pelo interior do Estado, existem os Parques do Poeta, em Campina Grande, Pico do Jabre (Patos) e Pedra da Boca (Araruna), que também necessitam da autorização e uma equipe com experiência nos esportes.

Os demais parques e UC de Proteção Integral, como Jacarapé, Aratu, Trilha de Cinco Rios, Pau Ferro, Xém-Xém, Estação Ecológica do Pau-Brasil e Refúgio de Vida Silvestre (RVS) Mata do Buraquinho se destacam pela exuberância de suas matas e, algumas vezes, pela presença de reservatório ou mananciais.

As Unidades de Conservação de Uso Sustentável, com gestão do Governo do Estado, são quatro Áreas de Proteção Ambiental (APA), duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) e uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE).

São a APA das Onças, em São João do Tigre, onde é possível encontrar o segundo ponto mais alto do estado; APA do Cariri, abrangendo os municípios de São João do Cariri, Cabaceiras e Boa Vista, criada para preservar área com Geodiversidade, como as belas paisagens do Lajedo de Pai Mateus; APA do Roncador (Bananeiras), que protege a Cachoeira do Roncador; e APA de Tambaba, com as falésias coloridas do Litoral Sul, atingindo os municípios de Alhandra, Pitimbú e parte do Conde.

UC – Unidades de Conservação são áreas decretadas como sendo especiais por possuírem requisitos ecológicos e/ou beleza cênica. São decretadas por autoridades federais, estaduais ou municipais. Áreas particulares também podem ser transformadas em UC, bastando para isso que o proprietário procure um órgão governamental demonstrando seu interesse em transformar sua área (ou parte desta) em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

Nas Unidades de Proteção Integral, a proteção da natureza é o principal objetivo, por isso as regras e normas são mais restritivas. Nesse grupo é permitido apenas o uso indireto dos recursos naturais (que não envolve consumo, coleta ou dano aos recursos naturais).

Exemplos de atividades de uso indireto dos recursos naturais são: recreação em contato com a natureza, turismo ecológico, pesquisa científica, educação e interpretação ambiental, entre outras. As categorias de proteção integral são: estação ecológica, reserva biológica, parque, monumento natural e refúgio de vida silvestre.

Unidades de Uso Sustentável são áreas que visam conciliar a conservação da natureza com o uso sustentável dos recursos naturais. Nesse grupo, atividades que envolvem coleta e uso dos recursos naturais são permitidas, mas desde que praticadas de uma forma que a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos esteja assegurada.

As categorias de uso sustentável são de relevante interesse ecológico, floresta nacional, reserva de fauna, reserva de desenvolvimento sustentável, reserva extrativista, APA e RPPN.

Serviço – Para o cidadão (ou grupo de pessoas) que tenha interesse de visitar as UC (Proteção Integral), o responsável pela visitação deve encaminhar à Sudema, seja via email ou presencialmente, 48 horas antes, o pedido de autorização para visitas em unidades de conservação da Paraíba. É necessário preencher formulário com dados completos do responsável, assim como de todos os participantes (nome, CPF, email e telefone). Para a validação da autorização, o formulário deverá ser assinado e enviado para o endereço da Sudema na Avenida Monsenhor Walfredo Leal, 181 – Tambiá – João Pessoa/PB, CEP 58020-540, telefones (83) 3218-5627 ou 3218-5581, email [email protected], ou comparecer pessoalmente nos das 8h às 12h ou das 13h30 às 16h30, de segunda a quinta, e sexta-feira das 8h às 12h.

 

PBAgora

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Brejo/Agreste

Com apoio da Sedap-PB, evento na cidade de Areia mostra o melhor do queijo e da cachaça da Paraíba

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A parceria da cachaça e do queijo paraibanos volta a se repetir. A 4ª edição do Areia Mostra Cachaça ocorre desta quinta-feira, dia 20, até o sábado, dia 22, no município de Areia, no Brejo paraibano. O evento, realizado pela Associação dos Produtores de Cachaça de Areia e pelo Sebrae-PB, conta com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap-PB), e acontecerá no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

O gerente-executivo de Produção Agropecuária da Sedap-PB, José Otávio Targino, ressalta que a 4ª Areia Mostra Cachaça é um evento que cresce e ganha força a cada ano. “Nós temos um evento já consolidado que é o Areia Mostra Cachaça. E em Areia, vamos ter novamente o Salão do Queijo junto com a cachaça da Paraíba, unindo o melhor da cachaça e do queijo paraibanos”, pontua.

A 4ª edição do Areia Mostra Cachaça terá na sua programação concursos, capacitação, harmonização cachaça e queijo, comercialização de produtos. José Otávio acrescenta que o evento “é um espaço para a realização de negócios, troca de experiências, capacitação, degustação e o desenvolvimento da cachaça e do queijo da Paraíba”.

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José Otávio reforça o sucesso da dobradinha cachaça e queijo. “A união da cachaça e do queijo deu certo e o queijo e a cachaça estão se tornando um costume do paraibano”, avalia. Ele adianta que o Salão do Queijo durante o Areia Mostra Cachaça já tem inscritos cerca de 20 queijarias de vários municípios paraibanos, além de cachaças das mais diversas regiões do estado.

Realizada pela Associação dos Produtores de Cachaça de Areia, a 4ª edição do Areia, Mostra Cachaça tem correalização do Sebrae-PB e apoio da Prefeitura Municipal de Areia, UFPB, Federação Paraibana de Agricultura (Faepa), Sistema Nacional de Aprendizagem Rural na Paraíba (Senar-PB).

Secom-PB

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Brejo/Agreste

Concluída pavimentação da rodovia Caminho dos Engenhos na Paraíba

O Caminho dos Engenhos pretende modernizar e ampliar a infraestrutura rodoviária estadual.

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Foto: Secom/PB

A obra de implantação e pavimentação da PB-087, trecho que interliga o município de Alagoa Nova ao entroncamento com a PB-079, no trecho entre Remígio a Areia, denominada Caminho dos Engenhos, já está em sua fase final, com conclusão prevista para até o final do ano. Com uma extensão total de 12,73 km, essa rodovia, localizada no Brejo paraibano, vai valorizar as raízes culturais, sociais e econômicas da região, proporcionando o fortalecimento das atividades turísticas, culturais e históricas dos engenhos da Paraíba. 

Para realizar a obra, o Governo da Paraíba, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PB), está investidos mais de R$ 40 milhões, com recursos próprios do Tesouro Estadual. A obra, que está sendo construída pela Construtora Rocha Cavalcante Ltda, empresa ganhadora da concorrência pública, beneficia diretamente quase 50 mil habitantes dos municípios de Areia e Alagoa Nova, ambos localizados na região do Brejo.  

“A população já está usufruindo dos benefícios de uma obra que vai interligar de forma mais ágil as cidades de Areia e Alagoa Nova, melhorando o escoamento de toda a produção, principalmente da cachaça, produto que é fabricado nos engenhos da região”, disse o gestor da obra, Euvaldo Filho. 

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Ele acrescenta que a obra está em estágio final de serviços, com a implantação das últimas obras de drenagem (finalização da implantação de drenagem superficial e implantação das valetas revestidas de concreto e os dissipadores para a proteção dos taludes de corte); pavimentação (execução do pavimento intertravado, nos acessos ao longo da rodovia); sinalização e segurança (sinalização horizontal e vertical com a pintura das faixas e colocação das tachas refletivas e sinalização vertical com a colocação de placas). 

O Caminho dos Engenhos pretende modernizar e ampliar a infraestrutura rodoviária estadual, reduzir o custo dos transportes, valorizar as raízes da formação social, econômica e cultural da região, oferecer conforto e segurança aos usuários da rodovia e, principalmente, fortalecer o turismo cultural histórico dos engenhos da Paraíba. 

Antônio Lima Dias, morador da comunidade Vaca Brava Areia, faz questão de expor sua gratidão e felicidade ao ver o asfalto passando por sua comunidade. “Antes tínhamos muitos problemas com locomoção e escoamento da produção e hoje nos encontramos com essa beleza de rodovia, proporcionando facilidade e comodidade”, relatou Antônio. 

Já Alexandre Castro, gerente administrativo de um engenho e morador da região, enfatiza que “antes da chegada do asfalto, enfrentávamos grande dificuldade para o escoamento da produção e para o recebimento da matéria-prima. Em períodos de chuva, a situação ficava ainda mais crítica: o engenho praticamente isolado, veículos atolados na lama e caminhões que quebravam ao tentar vencer as condições precárias da estrada.  Já podemos usufruir dos benefícios logístico, cultural e econômico dessa pavimentação”, disse Alexandre.

Fonte: Secom

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Brejo/Agreste

Cafeicultura de Areia, no Brejo, ganha destaque com evento de projeção nacional

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Foto: Reprodução

A cidade de Areia-PB, conhecida por sua arquitetura histórica e tombada, também ganha projeção pelo retorno da produção de café. O município segue se consolidando tanto na intenção de se tornar referência na retomada da produção do grão, quanto no meio acadêmico. Areia vai sediar, nos dias 9 e 10 de abril, o Conexão Nordeste – 1º Encontro de Cafeicultura do Brejo Paraibano, evento que reunirá produtores, pesquisadores, empreendedores e apaixonados pelo café no auditório do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFPB.

O evento, realizado pelo Núcleo de Estudos em Cafeicultura (Necaf) e pela Associação de Turismo Rural e Cultural de Areia (Atura), será um marco para o desenvolvimento sustentável da cafeicultura regional, promovendo a troca de conhecimentos e experiências que fortalecem a cadeia produtiva do café.

Além da importância econômica e cultural, a cafeicultura de Areia também tem despertado o interesse de pesquisadores. Entre os estudos em andamento, destaca-se a tese de doutorado da pesquisadora Achilem Estevam, do programa de pós-graduação em Engenharia e Gestão de Recursos Naturais da UFCG. Seu trabalho investiga a cogestão e a coprodução de serviços ecossistêmicos na área turística do café, analisando seus impactos sociais e ecológicos.

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A pesquisa, orientada pela professora Kettrin Farias, já gerou publicações científicas em nível nacional e internacional, reforçando a importância da cogestão ecológica e social no fortalecimento da sustentabilidade turística da região. Para a coleta de dados, estão sendo realizadas entrevistas com professores, produtores locais e membros do Necaf, ampliando o conhecimento sobre a relação entre turismo, cafeicultura e meio ambiente.

O professor aposentado da UFPB, Leonaldo Alves, que atuou por 34 anos na área de ecologia vegetal, foi um dos responsáveis pelo projeto de produção associada ao turismo que impulsionou a Rota do Café na Paraíba. Como presidente da Atura, ele desenvolveu a iniciativa que integrou o café gourmet à experiência turística, estimulando a produção local e ampliando o impacto econômico da atividade. O projeto foi fundamental para levar o café para além dos muros acadêmicos, consolidando-o como um atrativo regional e fortalecendo a conexão entre agricultura e turismo na região.

A doutoranda Achilem Estevam afirmou que se sente profundamente tocada pelas pesquisas voltadas às áreas sociais. Segundo ela, o restabelecimento da cultura cafeeira na região de Areia — terra natal de sua família — merece seu empenho e dedicação, com o objetivo de propor diretrizes que contribuam para os aspectos ambientais e sociais da comunidade areiense. Ela informou que a previsão de entrega da tese é para o final do primeiro semestre de 2026.

Assim que for publicada, a tese será divulgada no site do programa de pós-graduação. Além disso, poderá ser encontrada em todas as bases de dados científicas por meio da digitação do título.

Com um evento de projeção nacional e estudos acadêmicos aprofundando os desafios e oportunidades da cafeicultura local, Areia reafirma sua posição como um dos principais polos do café no Nordeste, unindo tradição, inovação e sustentabilidade no desenvolvimento da região.

Fonte: MaisPB

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