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Cidades

Prazo para inscrição do Selo UNICEF é estendido

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As inscrições podem ser feitas até 31 de agosto. Iniciativa estimula e reconhece melhorias em políticas direcionadas a crianças e adolescentes.

Os municípios paraibanos que ainda não se inscreveram no Selo UNICEF – Edição 2017-2020têm uma nova chance até o próximo dia 31 de agosto. Mais de mil municípios brasileiros doSemiárido e Amazônia já se inscreveram. Entre eles, 89 do Semiárido paraibano. Mas ainda existem 122 municípios no Estado que podem aderir ao Selo. A iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estimula a gestão municipal a implementar políticas públicas para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes. Os documentos para a inscrição podem ser acessados em www.selounicef.org.br. O UNICEF recomenda que os municípios não deixem a inscrição para a última hora.

Ao aderir ao Selo UNICEF, os municípios inscritos devem investir em ações para melhorar a oferta e a qualidade de serviços de saúde, educação, assistência social e participação, visando produzir impactos reais e positivos na vida de crianças e adolescentes. O UNICEF capacita os gestores municipais e define os indicadores que ajudarão a monitorar os resultados das ações.

Na edição de 2013-2016 foram certificados 32 municípios paraibanos: Aparecida, Bananeiras, Bayeux, Bernardino Batista, Bom Jesus, Cabaceiras, Cabedelo, Campina Grande, Cubati, Cuité, Damião, Dona Inês, Emas, Esperança, Frei Martinho, Juru, Lucena, Mogeiro, Monteiro, Nazarezinho, Nova Palmeira, Ouro Velho, Picuí, Pombal, Santa Helena, Santa Inês, Joca Claudino, São Francisco, São José dos Cordeiros, São Mamede, Solânea e Taperoá.

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Quem pode se inscrever

Podem aderir ao Selo os municípios localizados em nove Estados do Semiárido (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e nos nove Estados que compõem a Amazônia (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins).

Resultados concretos

Na edição 2013-2016, o Selo UNICEF recebeu 1.745 inscrições de municípios na Amazônia e no Semiárido. Mesmo diante de desafios econômicos e sociais, 504 municípios brasileiros foram certificados pelo Selo UNICEF, apresentando melhoria em diferentes indicadores, muitas vezes com desempenho superior à média nacional.

“Os resultados aparecem para quase todos os municípios que participam, não apenas para aqueles que são certificados. A certificação é um reconhecimento àqueles que melhoram mais do que a média”, explica o representante do UNICEF no Brasil.

Além dos 504 municípios certificados na última edição, outros 448 municípios concluíram todas as etapas da iniciativa e, mesmo não atingindo todas as metas para conseguir a certificação, registraram avanços significativos para infância e adolescência.

Tanto os municípios certificados quanto aqueles que cumpriram todas as etapas (no total, 952 municípios avaliados) realizaram ações concretas e conseguiram melhorar indicadores sociais em áreas como saúde, educação, proteção e participação social.

Resultados da Edição 2013-2016

Redução da mortalidade infantil: De 2011 a 2014, a taxa de mortalidade infantil caiu 5,2% no Brasil. Nos municípios certificados pelo Selo UNICEF em 2016, a queda foi de 8,1% no Semiárido e 9,8% na Amazônia. A queda se deve a um conjunto de medidas adotadas por esses municípios, como o aumento do acesso ao pré-natal.

Acesso e permanência na escola: De 2012 a 2015, a taxa de abandono no ensino fundamental caiu 34% entre os municípios certificados pelo Selo no Semiárido e 18,9% entre os da Amazônia, enquanto no Brasil a redução foi de 26% (de 2,4% para 1,7% no mesmo período).

Enfrentamento do trabalho infantil e da violência sexual: No Semiárido, 491 municípios realizaram ações de informação e comunicação de prevenção à violência sexual e 451 ao trabalho infantil. Na Amazônia, 147 municípios realizaram campanhas de combate ao trabalho infantil e 134 realizaram projetos voltados ao atendimento de medidas socioeducativas em meio aberto, incluindo capacitação de equipes e serviços de referência.

Participação social: Ao todo, 525 municípios participantes do Semiárido criaram Núcleos de Cidadania dos Adolescentes (NUCAs), envolvendo 11.500 meninos e meninas, que se tornaram mobilizadores de outros adolescentes. Na Amazônia, foi criada a rede Juventude Unida pela Vida na Amazônia (JUVA), que realizou quatro encontros regionais, mobilizando mais de 10 mil crianças e adolescentes.

Sobre o UNICEF – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente seus esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.

 

Assessoria

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Brejo/Agreste

Caminhos do Frio: oitava etapa acontece nesta semana em Bananeiras

De 19 a 23 de agosto, a oitava etapa do circuito reúne cultura, artesanato, seresta e shows de Maneva, Hungria, Wilson Sideral e Biquíni Cavadão.

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Bananeiras recebe, de quarta-feira (19) a domingo (23), a oitava etapa da Rota Cultural Caminhos do Frio 2026. Moradores, turistas, artistas e empreendedores participam de uma agenda gratuita que comemora as duas décadas do circuito e aproxima diferentes momentos da história local. A programação do Caminhos do Frio em Bananeiras terá dança, teatro, artesanato, seresta e shows, tendo o café, a cachaça e o vinho como referências do passado, do presente e das novas experiências turísticas do município.

A abertura oficial acontece na quarta-feira (19), às 19h30, no pátio da Igreja Matriz Nossa Senhora do Livramento. A dança “Trem da Cultura Popular” abre a noite, seguida por uma homenagem aos 20 anos do Caminhos do Frio. Explosão BANS, Banda Dona Gisélia, DJ Vinny e Gilbert Monteiro completam as apresentações.

O tema escolhido por Bananeiras não nasceu apenas para esta edição. O café participou diretamente da formação econômica e urbana da cidade, influenciando o comércio, a arquitetura e a chegada da ferrovia. A cachaça continua presente nos engenhos, enquanto os primeiros parreirais começam a acrescentar o vinho à produção rural.

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Depois de praticamente desaparecer do Brejo paraibano no início do século XX, a cafeicultura voltou a despertar o interesse de agricultores e pesquisadores. Estudos realizados pela UFPB identificaram condições favoráveis para a retomada do cultivo na região, aproximando o grão da gastronomia e do turismo rural. 

Na zona rural, produtores e empreendimentos começaram a plantar uvas e testar a produção de vinhos. Os parreirais surgem ao lado de engenhos, cafezais e propriedades que já recebem visitantes, ampliando as possibilidades de experiências no campo.

O centro histórico conserva casarões, ruas de pedra e a Igreja Matriz Nossa Senhora do Livramento. O antigo complexo ferroviário também ganhou novos usos: a estação abriga um restaurante e uma pousada de charme, preservando sua arquitetura enquanto recebe hóspedes e visitantes. Nas proximidades, o Museu Municipal e o Túnel da Serra da Viração guardam lembranças do período em que os trilhos tinham papel decisivo no escoamento da produção local.

A gastronomia completa essa diversidade com endereços que vão da cozinha regional à alta gastronomia, valorizando ingredientes do Brejo, receitas autorais, queijos, doces, cafés e cachaças artesanais.

Na quinta-feira (20), a Cia Fascinart apresenta o espetáculo de palhaçaria “Olha o Palhaço no Meio da Rua”, às 13h30, no pátio da Igreja Matriz. Às 19h, Tinho e Inaldo conduzem a Seresta Frio & Cachaça, com concentração em frente ao Museu Municipal.

O percurso passa pelo centro histórico e termina na Praça Epitácio Pessoa. Ao acompanhar a seresta, o público poderá observar parte do casario e reviver uma tradição que atravessou gerações.

A feira de artesanato permanece aberta de 20 a 23 de agosto na Praça Epitácio Pessoa. Na sexta-feira (21), a Cia Fascinart apresenta o balé clássico “Bela e a Porta para o Extraordinário” para os alunos da Escola João Paulo II.

À noite, Maneva, Wilson Sideral, Kevin Ndjana e Victor Brizeno assumem os shows. Hungria, Biquíni Cavadão, Vintage Glove e Kelson Kizz apresentam-se no sábado (22). Pagode do Gil, Ramon Schnayder, com axé retrô, e Pagode do Brás encerram a etapa no domingo (23).

O Caminhos do Frio em Bananeiras oferece razões para chegar antes das apresentações e permanecer mais tempo. Entre o centro histórico e a zona rural, o visitante encontra engenhos, trilhas, cachoeiras, mirantes, sabores e uma paisagem produtiva que recupera o café e abre espaço para o cultivo de uvas.

Depois de passar por Areia, Pilões, Matinhas, Solânea, Serraria, Borborema, Remígio e Bananeiras, a rota segue para Alagoa Grande, de 26 a 30 de agosto, e Alagoa Nova, que encerra o circuito entre 2 e 6 de setembro.

A Rota Cultural Caminhos do Frio é realizada pelo Fórum de Turismo do Brejo Paraibano em parceria com as dez prefeituras participantes, com correalização do Governo da Paraíba, patrocínio do Banco do Nordeste, Bar do Cuscuz e Sebrae Paraíba, além do apoio do IFPB e da UFPB.

Programação do Caminhos do Frio em Bananeiras

Quarta-feira | 19 de agosto

19h30 | Abertura oficial

Local: Pátio da Igreja Matriz Nossa Senhora do Livramento

• Dança “Trem da Cultura Popular” 

• Homenagem aos 20 anos do Caminhos do Frio 

• Explosão BANS 

• Banda Dona Gisélia 

• Feira de Artesanato Local 

• DJ Vinny e Gilbert Monteiro 

Quinta-feira | 20 de agosto

13h30 | Espetáculo “Olha o Palhaço no Meio da Rua”

Atração: Cia Fascinart

Local: Pátio da Igreja Matriz Nossa Senhora do Livramento

Público: alunos das redes pública e particular de Bananeiras

19h | Seresta Frio & Cachaça

• Tinho 

• Inaldo 

Concentração: Museu Municipal, ao lado da Estação Bananeiras

Percurso: Museu, Centro Histórico e Praça Epitácio Pessoa

Público: aberto a todos

De 20 a 23 de agosto

Feira de Artesanato

Local: Praça Epitácio Pessoa

Sexta-feira | 21 de agosto

10h | Balé clássico “Bela e a Porta para o Extraordinário”

Atração: Cia Fascinart

Local: Escola João Paulo II

Público: alunos da escola

Shows

• Maneva 

• Wilson Sideral 

• Kevin Ndjana 

• Victor Brizeno 

Sábado | 22 de agosto

Shows

• Hungria 

• Biquíni Cavadão 

• Vintage Glove 

• Kelson Kizz 

Domingo | 23 de agosto

Shows

• Pagode do Gil 

• Ramon Schnayder, com axé retrô 

• Pagode do Brás

Assessoria de Imprensa via Fatoafato

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Guarabira

Câmara de Guarabira pode ter origem em 1837, segundo pesquisa documental de Nonato Nunes

Documento da Província da Paraíba localizado pelo pesquisador Nonato Nunes confirma a criação da Vila de Independência em 1837 e abre novas possibilidades para investigar a origem do Legislativo guarabirense.

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Fotos: Reprodução

Levantamento histórico aponta que a criação da Câmara Municipal está diretamente ligada à elevação de Guarabira à condição de vila, em 1837, mas a falta de documentos preservados dificulta identificar os primeiros vereadores e as primeiras demandas do Legislativo.

A história da Câmara Municipal de Guarabira pode ser bem mais antiga do que a cronologia normalmente utilizada para marcar sua trajetória institucional. Um levantamento realizado pelo jornalista e pesquisador Nonato Nunes, aliado à localização de uma cópia de documento do período imperial, aponta para 1837 como um marco importante para a origem do Poder Legislativo no município.

O documento histórico localizado pelo pesquisador é uma reprodução da Lei Provincial nº 17, de 27 de abril de 1837, assinada por Bento Quaresma Torreão, então presidente da Província da Paraíba do Norte. A legislação determinou a criação da Vila de Independência, denominação atribuída à então povoação de Guarabira.

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A lei também estabeleceu os limites territoriais da nova vila, incluindo áreas que anteriormente pertenciam a outros municípios. O documento representa uma das principais evidências encontradas até o momento para reconstruir os primeiros capítulos da organização administrativa de Guarabira.

A Câmara e a criação da Vila

Segundo o levantamento de Nonato Nunes, a criação das Câmaras Municipais estava diretamente relacionada à organização dos municípios durante o período imperial.

A Constituição de 1824 e, posteriormente, a Lei de 1º de outubro de 1828, conhecida como Regimento das Câmaras Municipais, estabeleceram regras para o funcionamento dessas instituições.

Naquele período, as vilas eram administradas por Câmaras compostas por sete vereadores, enquanto as cidades contavam com nove vereadores.

Assim, a elevação de Guarabira à condição de vila em 1837, com a denominação de Vila de Independência, aponta também para a formação de sua estrutura legislativa municipal.

Anos mais tarde, em 1887, Guarabira foi elevada à categoria de cidade, passando, conforme a legislação vigente à época, a contar com uma Câmara composta por nove vereadores.

Documento recuperado por IA pelo pesquisador Nonato Nunes

O que ainda não se sabe

Apesar da importância do documento encontrado, a pesquisa também revela uma dificuldade: a ausência, até o momento, da primeira ata da Câmara Municipal de Guarabira.

A longa distância temporal — quase dois séculos — e as condições de conservação de parte da documentação histórica tornam difícil localizar registros originais capazes de identificar, com segurança, os primeiros vereadores da Vila de Independência.

Também permanecem em aberto informações sobre as primeiras sessões, as demandas apresentadas pelos moradores e as decisões tomadas pelos primeiros representantes do Legislativo.

Por isso, embora a documentação encontrada permita estabelecer 1837 como um marco fundamental para a origem institucional da Câmara, ainda existe um importante trabalho de pesquisa a ser realizado para reconstruir os primeiros anos do Legislativo guarabirense.

Uma história que remonta ao Brasil Imperial

Para o pesquisador Nonato Nunes, o documento ajuda a ampliar a compreensão sobre a história política de Guarabira e demonstra que a organização do poder local remonta ao período imperial.

A descoberta também desloca o olhar sobre a Câmara Municipal para um período anterior às referências mais recentes utilizadas para contar sua trajetória.

Mais do que estabelecer uma idade para a instituição, a pesquisa procura recuperar a memória de uma estrutura que participou da formação administrativa e política da antiga Vila de Independência.

O documento de 1837 passa, portanto, a ser uma peça importante desse processo de reconstrução histórica. Ao mesmo tempo, a possível inexistência ou dificuldade de acesso à primeira ata evidencia a necessidade de novas buscas em arquivos públicos, acervos particulares e coleções históricas que possam preservar registros do período.

A história da Câmara de Guarabira, assim, ainda está sendo reconstruída. E o trabalho de Nonato Nunes acrescenta uma nova peça a esse quebra-cabeça: a evidência documental de que as raízes do Legislativo municipal podem ser encontradas na criação da Vila de Independência, em 1837.

Brejo.com com o Plugados

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Cultura

Areia recebe 5ª edição do evento “Areia, Mostra Cachaça!”

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A cidade de Areia, no Brejo Paraibano, recebe entre os dias 20 e 22 de agosto a 5ª edição do evento “Areia, Mostra Cachaça!”. A programação será realizada no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), das 16h às 22h.

O evento reúne atividades voltadas à produção de cachaça artesanal e ao agronegócio, destacando a tradição do setor na região.

Além da programação relacionada à cadeia produtiva da cachaça, o público terá acesso a apresentações musicais durante os três dias de evento.

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Programação musical

Quinta-feira (20)

  • Larissa Dias — 17h
  • Ivandro Cândido — 20h

Sexta-feira (21)

  • Neto Oliveira — 17h
  • Tinho Santos — 20h

Sábado (22)

  • Eddy Bass — 16h
  • Felipe Trajano — 18h30
  • Samela Nunes — 20h30

A realização do evento conta com apoio e parceria da Associação dos Produtores de Cachaça de Areia (APCA), Governo da Paraíba, sistema FAEPA/SENAR, iniciativa Juntos Pelo Agro e Sebrae.

Brejo.com com Caderno de Matérias

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