Conecte-se conosco

Cidades

Produção de mangaba melhora renda de famílias indígenas

Foto: Secom-PB

Publicados

em

A produção de mangaba por meio do sistema extrativista, com a subvenção do governo com a Garantia de Preços Mínimos (PGPM), está melhorando a renda de centenas de famílias indígenas, mesmo ainda se deparando com a presença de atravessadores. A organização das famílias, a conscientização para a preservação ambiental e as ações que estão melhorando a qualidade de vida vêm sendo empreendidas pela extensão rural desenvolvida pela Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), a antiga Emater.

Foi no ano de 2015, depois de cadastramento das famílias indígenas, que elas passaram a se beneficiar com a Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), começando com 179 extrativistas cadastrados. Em 2016, o número de participantes aumentou para 351, mas em 2017 ficou em 295 e, finalmente em 2018 atingiu o número de 597 participantes.

Destaca-se também a quantidade de mangaba colhida e comercializada que foi crescendo a cada ano, passando de 149 mil quilos em 2015, para chegar a mais de 979 mil quilos no ano passado, perfazendo um total de R$ 1.234.410,90 de subvenções pagas, possibilitando para cada família extrativista o valor em R$ 2.067,69.

Como os atravessadores geralmente compram o quilo da mangaba colhida por R$ 1,20, o restante é complementado pela Conab, de modo a garantir o preço mínimo de R$ 2,50 do quilo do produto, garantindo ao extrativista o valor de mercado.

A grande parte da mangaba produzida pelos 300 extrativistas, principalmente nos municípios de Baía da Traição, Rio Tinto e Marcação, é vendida para os mercadores consumidores de Recife, Natal e João Pessoa. Um pé de mangaba produz em média 100 quilos, durante três safras.

Residente na Aldeia Estiva Velha, a agricultora Josélia Ferreira dos Santos desde muito tempo trabalha como extrativista, percorrendo os tabuleiros colhendo mangaba. Sua mãe Emerita da Conceição Ferreira há 50 anos trabalha nessa atividade, na maioria das vezes passando o dia nos tabuleiros.

A extrativista Josélia Ferreira, que reside numa casa junto a da sua mãe, disse que a atividade de colher mangaba melhorou a vida de sua família, inclusive ajudou custear a operação de vista de seu marido. “Tudo o que temos devemos à produção de mangaba”, comentou.
A família trabalha com participação de 30 pessoas e, nesta safra deve chegar a 900 caixas de 25 quilos, cuja unidade é vendida por média de R$ 20,00.

Ela ressaltou que há cinco anos a antiga Emater local, com a participação do extensionista rural José Carlos Felix de Moraes, começou um trabalho de conscientizar a todos da importância de fazer o cadastro para obter os benefícios da Conab. “Houve resistência, mas num trabalho persistente conseguimos que muitos extrativistas se habilitassem e depois do primeiro ano, vendo os resultados, outros também buscaram se inserir. Tanto que, neste ano, chegou a quase 600 participantes. Um bom avanço”, comentou o técnico. José Carlos explicou que os cadastrados foram feitos visitando cada casa, explicando sua importância.

Como funciona – A Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), executado pela Conab, garante o preço mínimo para 17 produtos extrativistas que ajudam na conservação dos biomas brasileiros, entre os quais está a mangaba.

Com essa política, a PGPM-Bio quer fomentar a proteção ao meio ambiente, contribuindo com a redução do desmatamento, como forma de minimizar os efeitos das mudanças climáticas. A Conab apoia a comercialização e o desenvolvimento das comunidades extrativistas, por meio da Subvenção Direta a Produtos Extrativistas.

Secom-PB

Apoio

Cidades

CCJ aprova programa de habilitação social para motoristas paraibanos

Publicados

em

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa da Assembleia Legislativa (ALPB) aprovou, durante reunião nesta terça-feira (15), quatro Projetos de Lei de autoria do Poder Executivo, entre eles o que dispõe sobre a habilitação social como programa de formação, qualificação e habilitação profissional de condutores de veículos automotores.

Ao todo, os deputados apreciaram 49 projetos, dos quais 40 foram aprovados, cinco rejeitados e quatro retirados de pauta. Entre as matérias aprovadas está o projeto do deputado Ricardo Barbosa (PSB), que dispõe sobre a obrigatoriedade de identificação e instalação de iluminação nas passarelas, faixas de pedestre e lombofaixas em rodovias, estradas e vicinais.

Outro importante projeto aprovado foi o de autoria do deputado Adriano Galdino (PSB), presidente da ALPB, que obriga as operadoras de Plano de Assistência a reembolsar, nos limites do contrato, as despesas realizadas pelo beneficiário em hospital não credenciado, nas hipóteses em que não for possível a utilização dos serviços próprios contratados ou credenciados pelas operadoras.

Também foi o projeto de Lei de autoria da deputada Camila Toscano (PSDB), que institui no Estado da Paraíba a cobertura de seguro de acidentes pessoais coletivos em eventos artísticos, desportivos, culturais e recreativos com renda resultante da cobrança de ingressos.

Participaram da reunião os deputados Pollyana Dutra (presidente da Comissão), Junior Araújo, Camila Toscano, Felipe Leitão, Tovar Correia Lima, Edmilson Soares, Cabo Gilberto e Ricardo Barbosa.

Assessoria/ALPB

Continue lendo

Cidades

TCE julga irregular gestão da Cruz Vermelha no Traumas e imputa débito de R$ 10,7 milhões aos ex-gestores

Publicados

em

O Pleno do Tribunal de Contas do Estado, reunido em sessão ordinária, nesta quarta-feira (16), julgou irregulares a gestão e as despesas realizadas pela Organização Social Cruz Vermelha, contratada pela Secretaria de Estado da Saúde para administrar o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena de João Pessoa no exercício de 2014.

O TCE apontou superfaturamento, quarteirização e ilícitos que somam prejuízos na ordem de R$ 10.716.073,85 milhões, quantia a ser ressarcida, solidariamente, pelos ex-diretores Ricardo Elias Restum e Milton Pacifico José de Araújo, no prazo de 60 dias.

O relator do processo foi o conselheiro Nominando Diniz, que em seu minucioso voto, detalhou as irregularidades, destacando que houve uma “sangria” de recursos públicos. O processo nº 10243/15 tratou de inspeção especial realizada na execução do contrato da OS com aquela unidade de saúde, abrangendo o exercício de 2014, na gestão do ex-secretário Waldson Dias de Sousa, a quem foi aplicada multa de R$ 5.000. Aos diretores da OS ainda foram imputadas, a cada um, multas no valor de R$ 1.071.607,38.

Na decisão, o Tribunal de Contas cientifica mais uma vez o gestor da Secretaria de Estado da Saúde sobre as irregularidades registradas nos autos, e encaminha cópias do relatório e voto ao Ministério Público, Receita Federal e Conselho Regional de Contabilidade, com a finalidade de se apurar fatos de competência, assim como à Procuradoria Geral de João Pessoa para averiguar o recolhimento do ISS, quanto às retenções relativas aos escritórios Lobato, Souza e Fonseca e Villar, Varandas Advocacia, e a empresa Botin Assessoria e Serviços Ltda.

No relatório, o conselheiro explicou cada irregularidade apontada pelos auditores, mas chamou a atenção os contratos firmados com a empresa Papa-Tudo Ltda, sediada em Saquarema, no Estado do Rio de Janeiro, especializada em assuntos de gastronomia e alimentos para os pacientes. Os pagamentos feitos a essa empresa somaram R$ 3.655.200,63, tendo sido detectadas despesas sem comprovação e superfaturamento.

Ao final, conforme o voto do relator, acompanhado à unanimidade, permaneceram entre as despesas irregulares vultosos pagamentos às empresas BR Indústria e Comércio De Alimentos e Raimundo Adelmar Fonseca Pire no montante de R$ 1.238.907,11, e outros R$ 1.184.777,36 à UPGRADE – Representação e Serviços de Tecnologia da Informação Ltda. Detectou-se ausência de comprovação da execução do Contrato nº 09/12 com empresa Vértice – Soc. Civil de Profissionais Associados na quantia de R$ 893.600,00.

Também despesas equivalentes a R$ 646.908,95 com a empresa Classe A Representações Ltda, além de outras que envolveram os Escritórios jurídicos Villar e Varandas Advocacia e Lobato, Souza e Fonseca. Ainda entre as irregularidades, a não apresentação de documento comprobatório de aplicação de valores em CDB no Banco do Brasil, entre outras, que somadas chegaram a um prejuízo total na ordem de R$ 10.716.073,85.

O TCE realizou sua 2241ª sessão ordinária do Tribunal Pleno, sob a presidência do conselheiro Antônio Nominando Diniz, no exercício da Presidência, em virtude da ausência justificada do titular, conselheiro Arnóbio Alves Viana. Contou com as presenças dos conselheiros Fernando Rodrigues Catão e Arthur Cunha Lima. Também dos conselheiros substitutos Antônio Cláudio Silva Santos e Renato Sergio Santiago Melo. O Ministério Público esteve representado pelo procurador Luciano Andrade Farias.

Ascom/TCE  (16 10 2019)

Continue lendo

Cidades

Funcionário de shopping encontra quase R$ 7 mil em banheiro e devolve ao dono

Publicados

em

Foto: Shopping Cidade Luz/ Divulgação

Trabalhador encontrou pacote de dinheiro quando fazia a limpeza do banheiro do shopping onde trabalha, em Guarabira e devolveu ao dono.

Parecia um dia comum de trabalho, mas o auxiliar de serviços gerais Claudiano da Silva Ramos, de 29 anos, teve uma surpresa no fim do expediente do último domingo (13). Enquanto fazia a limpeza do banheiro do shopping onde trabalha, em Guarabira, no Agreste da Paraíba, ele encontrou um pacote com R$ 6,8 mil. A quantia foi devolvida ao proprietário no dia seguinte.

A cena é reconstituída com clareza na cabeça do colaborador. “Eu creio que foi coisa de Deus. Assim que eu entrei no banheiro, tinha acabado de entrar um rapaz no box em que eu achei [o montante]. Depois que ele saiu, eu fiz a limpeza. O dinheiro estava envolvido em um papel em cima do porta papel higiênico. Foi a primeira coisa que eu vi e veio logo em minha cabeça a responsabilidade de entregar tudo ao dono”, contou.

Claudiano garantiu que em nenhum momento pensou em ficar com a quantia encontrada. Ele trabalha no local há cerca de três anos e quatro meses e disse que a devolução de qualquer objeto que for encontrado faz parte da conduta profissional dele.

O auxiliar de serviços gerais explicou que faz parte da rotina dele encontrar objetos de valor. Segundo ele, quando o material está com identificação é mais fácil devolver aos donos. Já quando ele encontra dinheiro, o primeiro passo é fazer a contagem e guardá-lo até que o proprietário o procure.

Claudiano confessou que passou a noite em claro e teve até que ser medicado. Ele teve uma forte dor de cabeça por não ter sido notificado sobre o desaparecimento do dinheiro. No dia seguinte, ele foi surpreendido novamente, quando precisou trabalhar na folga para cobrir um colega que estava doente.

Quando chegou ao local de trabalho, um comerciante da região, que havia perdido o dinheiro, havia aparecido. Ele não quis ser identificado. O superintendente do shopping, Carlos Galán, disse que a atitude do funcionário fortaleceu o espírito de equipe do estabelecimento.

“Ele sempre foi um funcionário exemplar. Não tinha como esperar uma atitude diferente dele. A gente se sente muito orgulhoso”, destacou o superintendente.

Para comprovar se o pacote era mesmo do empresário, Claudiano perguntou a quantia que ele havia perdido, a forma e como o montante estava embalado. Com as informações conferidas, ele devolveu todo o dinheiro.

‘Alegria não foi encontrar o dinheiro, mas devolver’, declarou o funcionário

A devolução de quase R$ 7 mil aconteceu na tarde da segunda-feira (14). O próprio Claudiano entregou ao comerciante o valor que ele havia perdido. O momento foi de emoção e sensação de dever cumprido para o auxiliar de serviços gerais.

“Eu fiz questão de dizer para ele que alegria não foi encontrar o dinheiro, mas devolver. Eu sei que foi difícil e suado para ele conseguir. A devolução, com certeza, tocou mais em mim do que nele”, afirmou.

Claudiano sustenta a família com pouco mais de um salário mínimo

Claudiano sustenta a família com um pouco mais de um salário mínimo mensal. Ele trabalha 12 horas por dia e folga outras 36 horas até retomar o trabalho. A esposa dele, Joana D’arc Félix Rodrigues, de 27 anos, faz serviços temporários como faxineira e babá. O casal tem uma filha, Maria Eduarda Félix da Silva, de 9 anos.

Ele se emocionou ao falar da família. Explicou que a necessidade não o faria agir de forma desonesta.

“Vamos dar as mãos e seguir em frente. Em nenhum momento passou pela minha cabeça ficar com esse dinheiro. Só devemos querer aquilo que é fruto do nosso suor. Não prosperamos de jeito nenhum com o que vem do outro”, finalizou.

Colaborador não esperava que o caso repercutisse

A história protagonizada pela boa ação de Claudiano se espalhou pela cidade, com população um pouco maior do que 58 mil habitantes. Tanto que ele nem esperava. Mas confessou que ficou um pouco triste ao ouvir de muitas pessoas que não devolveriam o dinheiro se estivessem no lugar dele.

“Eu tenho a consciência de que fiz o certo e faria novamente. Cada um tem um jeito de ser, esse é o meu jeito”, concluiu Claudiano.

Fonte: G1 PB

 

Continue lendo

Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio

Mais Lidas