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CDH aprova sugestão legislativa para uso medicinal da maconha

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A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou nesta quinta-feira (26) uma sugestão legislativa (SUG 6/2016) que estabelece regras para fiscalização e tributação da maconha medicinal. Com a decisão, a matéria sugerida pela Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (Reduc) passa a tramitar como projeto de lei. A Mesa do Senado vai definir o número do projeto e por quais comissões ele será analisado.

O texto aprovado foi o relatório do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que reduziu a sugestão da Reduc de 113 para seis artigos. Originalmente, a matéria propunha normas de procedimento e regulamentação sobre vários aspectos do uso medicinal da maconha, como pesquisa, registro, rotulagem, tributação, publicidade, entre outros. Além disso, sugeria a criação de associações de pacientes, denominadas “clubes canábicos”, para produção, processamento, armazenamento e compartilhamento de artigos de maconha medicinal entre seus sócios, cultivo caseiro e produtos caseiros de maconha medicinal.

Alessandro Vieira relatou sugestão legislativa, que passa tramitar como projeto em comissões do Senado. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

 

Segundo Alessandro, a mudança foi necessária para contornar os problemas de inconstitucionalidade e injuridicidade do texto original. Principalmente, em artigos que faziam referência a competências e atribuições de órgãos do Poder Executivo. O relatório de Alessandro Vieira trata dos produtos, processos e serviços relacionados à maconha medicinal e ao cânhamo industrial. Entre eles, um que submete a produção, a distribuição, o transporte e a comercialização da cannabis medicinal ao regime de vigilância sanitária.

O relator prevê ainda que as normas sobre plantio, cultura e colheita do cânhamo industrial sejam de responsabilidade de uma autoridade agrícola do Estado. A pesquisa e o desenvolvimento científico e tecnológico sobre medicamentos derivados da cannabis e sobre a produção do cânhamo industrial também devem ser fomentados pelo poder público, segundo a proposta de Alessandro.

Discussão

Contrário à iniciativa, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) tentou pedir vista e retirar a proposta de pauta. Ele é autor de um projeto de lei (PL 5.158/19) que prevê a distribuição do canabidiol (CBD) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas a matéria não contempla outras substâncias medicinais produzidas a partir da maconha.

A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), que é usuária de um medicamento a base de cannabis, fez um apelo emocionado para que o senador não impedisse a votação da sugestão. Segundo ela, as famílias que precisam da maconha medicinal estão sofrendo, e rejeitar a proposta seria virar as costas a essas pessoas. A parlamentar falou da própria situação.

— Se a gente aprovar um projeto permitindo só o canabidiol, o medicamento que inclusive eu tomo vai ser proibido. Isso vai fazer com que eu perca a minha força laboral. E, poxa, alguém aqui já me viu alucinando em algum canto do Congresso? Alguém aqui já me viu falando besteira? Alguém aqui tem algum senão quanto à minha dedicação, à minha seriedade no meu trabalho? — questionou Mara.

Outros parlamentares também se posicionaram contra o pedido de vista. Os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES), Flávio Arns (Rede-PR), Leila Barros (PSB-DF), Paulo Paim (PT-RS), Telmário Mota (Pros-RR) e Zenaide Maia (Pros-RN) defenderam a aprovação da SUG 6/2016. Para o relator, senador Alessandro Vieira, o projeto não terá impacto no tráfico de entorpecentes e no uso recreativo da maconha. Os parlamentares argumentaram que a matéria vai tramitar pelas comissões e que o debate do mérito ainda poderá ser aprofundado.

Voto em Separado

O senador Eduardo Girão disse estudar o tema há muito tempo. Para ele, o assunto não pode ser tratado apenas com emoção, mas com responsabilidade. De acordo com o parlamentar, a ciência tem demonstrado que, para algumas pessoas, a maconha medicinal causa a piora da saúde. Eduardo Girão apontou vícios de inconstitucionalidade e problemas de juridicidade para votar contra a SUG 6/2016, que, segundo ele, já está contemplada no ordenamento jurídico brasileiro. “A Lei 11.343 de 2006 (Lei de Drogas) delega à União a prerrogativa de autorizar o plantio, a cultura e a colheita de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas, exclusivamente para fins medicinais ou científicos, em local e prazo predeterminados, mediante fiscalização. Ela [a matéria] deve ser declarada prejudicada, por perda de oportunidade”, explicou.

O senador destacou ainda que é preciso levar em consideração os riscos envolvidos na produção, na distribuição, no transporte, na comercialização e na dispersão da cannabis medicinal e de produtos e medicamentos dela derivados. Ele argumentou que a maconha é composta por mais de 500 substâncias, muitas delas nocivas à saúde. Girão acrescentou que, desses componentes, apenas o CBD mostrou ter aspectos terapêuticos em pacientes, sem efeito colateral prejudicial à saúde e com distribuição e uso já regulamentado.

— Por conta desses fatos, apenas o CBD recebeu autorização pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para ser usado, mesmo assim na forma compassiva e sob prescrição médica, no tratamento de epilepsias em crianças e adolescentes refratários aos métodos convencionais — disse.

Fonte: Agência Senado

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Centenário de Jackson do Pandeiro é tema de exposição no Congresso

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Exposição aberta ao público no Congresso Nacional apresenta José Gomes Filho, nordestino, negro, conhecido como Jackson do Pandeiro. Nascido em Alagoa Grande, na Paraíba, ele abriu os caminhos para expansão da música brasileira. A mostra Jackson é Pop comemora o centenário do artista. A exposição é um recorte do acervo da exposição do Museu de Arte Popular da Paraíba e ficará no Salão Negro do Congresso Nacional até o dia 3 de novembro.

Agência Senado

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Bolsonaro veta atendimento de psicólogo e assistente social nas escolas públicas

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Paula Fróes/GovBA

O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente a proposta que garantia atendimento por profissionais de psicologia e serviço social aos alunos das escolas públicas de educação básica. O PLC 60/2007 (PL 3.688/2000, na Câmara dos Deputados) foi aprovado em setembro pelos deputados, na forma de um substitutivo elaborado pelo Senado.

Depois de ouvir os Ministérios da Educação e da Saúde, a Presidência decidiu vetar o projeto, argumentando que há inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público.

“A propositura legislativa, ao estabelecer a obrigatoriedade de que as redes públicas de educação básica disponham de serviços de psicologia e de serviço social, por meio de equipes multiprofissionais, cria despesas obrigatórias ao Poder Executivo, sem que se tenha indicado a respectiva fonte de custeio, ausentes ainda os demonstrativos dos respectivos impactos orçamentários e financeiros, violando assim as regras do artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, bem como dos artigos 16 e 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal e ainda do artigo 114 da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019 (Lei 13.707, de 2018)”, diz a justificativa do veto.

Pela proposta do ex-deputado José Carlos Elias, equipes com profissionais dessas disciplinas deveriam atender os estudantes dos ensinos fundamental e médio, buscando a melhoria do processo de aprendizagem e das relações entre alunos, professores e a comunidade escolar. O texto ainda estabelecia que, quando houvesse necessidade, os alunos deveriam ser atendidos em parceria com profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Deputados e senadores vão analisar o veto quando ele for incluído na pauta do Congresso Nacional.

Fonte: Agência Senado

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Estudante de Alagoas é o primeiro colocado em concurso do Jovem Senador

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O estudante de Alagoas, Pedro Henrique de Araújo Silva ficou em primeiro lugar no concurso nacional de redação que selecionou os alunos do ensino médio que participarão este ano do projeto Jovem Senador. Ele estuda na Escola Estadual Professora Edite Machado, do município de Capela, e foi autor da redação Interpreta-me ou te devoro, sobre orçamento público.

A segunda melhor redação — Orçamento participativo; caminho para a cidadania — é de Alan Alves Henrique Ferreira, da Escola de Ensino Médio Carminha Vasconcelos, localizada em Morrinhos (CE). Sanna Abigail de Jesus Mello, autora da redação O cuidado com a coisa pública e seu poder transformador, foi a terceira colocada. Ela estuda na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Zumbi dos Palmares, de Serra (ES).

Juntamente com outros 24 estudantes do ensino médio de escolas públicas, um de cada unidade da Federação, os três passarão uma semana em Brasília, de 25 a 29 de novembro, para atuar como jovens senadores. Eles vão se reunir nas comissões e no Plenário para apresentar, discutir e aprovar sugestões que podem tramitar como projetos de lei, se acolhidas pela Comissão Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

A lista completa dos 27 vencedores será divulgada às 17h.

 

 

Irajá conversa por telefone com três primeiros colocados no concurso de redação do projeto Jovem Senador. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado.

Talentos

O senador Irajá (PSD-T) telefonou nesta segunda-feira (7) para os três primeiros classificados e comunicou o resultado. O anúncio foi recebido inicialmente com desconfiança, pois achavam que poderia se trote, mas depois com surpresa e alegria.

— [Essa é ] uma oportunidade de eles poderem passar aqui uma semana, conhecendo o funcionamento do Senado, das comissões, do Plenário, da rotina de um parlamentar. Eu fico muito confiante de que alguns desses talentos poderão, com essa visita ao Congresso, despertar o interesse para entrar na vida pública. Quem sabe desses 27 campeões a gente não vai ter um grande político nacional ou mesmo regional?

Para a diretora da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Érica Ceolin, o projeto Jovem Senador tem a ver com cidadania. O concurso de redação, disse, permitiu aos estudantes interagir a própria realidade com a do Congresso e da política, que, afirmou, pode parecer distante, mas “tem tudo a ver com a vida deles”.

— Eles conseguem expressar, dessa forma, como entendem Brasília, que pode influenciar na vida de cada um. A redação é um jeito que eles têm para se expressar. É cidadania pura para o estudante — disse Érica Ceolin.

O Jovem Senador é um projeto da Secretaria de Relações Públicas, Publicidade e Marketing, da Secretaria-Geral da Mesa (SGM) e das Consultorias Legislativa e de Orçamento, com apoio da Diretoria-Geral. O tema da redação este ano foi Cidadão que acompanha o orçamento público dá valor ao Brasil.

Fonte: Agência Senado

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