Saúde
Estado registra 7 mortes em 24h e 849 novos casos de Covid-19
A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em toda a Paraíba é de 34%
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, neste domingo (18), 849 novos casos de Covid-19. Entre os confirmados hoje, 30 (3,53%) são casos de pacientes graves e 819 (96,46%) são leves. Agora, a Paraíba totaliza 413.821 casos confirmados da doença, distribuídos por todos os 223 municípios.
Até o momento, 1.090.773 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.
Também foram confirmados 07 novos óbitos desde a última atualização, sendo cinco ocorridos nas últimas 24h.
Os óbitos confirmados neste boletim aconteceram entre os dias 15 e 18 de julho de 2021, sendo todos em hospitais públicos. Com isso, o estado totaliza 8.872 mortes. O boletim registra ainda um total de 286.783 pacientes recuperados da doença.

Concentração de casos
Cinco municípios concentram 334 novos casos, o que corresponde a 39,34% dos casos registrados neste domingo. São eles: João Pessoa, com 130 novos casos, totalizando 101.616; Campina Grande, com 83 novos casos, totalizando 39.619; Sapé, com 47 novos casos, totalizando 3.484; Bayeux, com 43 novos casos, totalizando 7.765 e Cacimba de Dentro, com 31 novos casos, totalizando 1.203.
*Dados oficiais preliminares (fonte: e-sus VE, Sivep Gripe e SIM) extraídos às 10h do dia 18/07/2021, sujeitos à alteração por parte dos municípios.
Óbitos
Até este domingo, 222 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19. Os 07 óbitos confirmados neste boletim ocorreram entre residentes dos municípios de Bonito de Santa Fé (1); Boqueirão (1); Conceição (1); Curral Velho (1); João Pessoa (1); Matinhas (1); e São Bento (1).
As vítimas são 05 homens e 02 mulheres, com idades entre 37 e 94 anos. Cardiopatia e hipertensão foram as comorbidades mais frequentes e 01 não tinha nenhuma comorbidade.
Ocupação de leitos Covid-19
A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 34%.
Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 28%. Em Campina Grande estão ocupados 41% dos leitos de UTI adulto e no sertão 40% dos leitos de UTI para adultos.
De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, 39 pacientes foram internados nas últimas 24h. Ao todo, 405 pacientes estão internados nas unidades de referência.
Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios, ocupação de leitos e cobertura vacinal estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus
Saúde
Dia Mundial da Obesidade: especialista alerta para avanço da doença e impacto na saúde dos paraibanos
No dia 4 de março, o Dia Mundial da Obesidade chama atenção para o crescimento da doença no Brasil e reforça a importância do acompanhamento profissional.
O Dia Mundial da Obesidade, 4 de março, acende um alerta global para uma doença que avança de forma silenciosa e preocupante. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com obesidade. A projeção é ainda mais alarmante: até 2030, esse número pode ultrapassar 1,5 bilhão.
No Brasil, a situação também preocupa. Segundo a pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, mais de 22% dos adultos brasileiros vivem com obesidade, índice que praticamente dobrou nas últimas duas décadas. O excesso de peso já atinge mais da metade da população adulta e está diretamente relacionado ao aumento de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.
Ambiente obesogênico e fatores biológicos
Para o nutrólogo e professor da Afya Paraíba, Luiz Luna, o aumento expressivo da obesidade nas últimas décadas está fortemente ligado às mudanças no ambiente em que vivemos.
“Hoje nós estamos inseridos em um ambiente obesogênico. Não é apenas uma questão de escolha individual. Há maior disponibilidade de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar refinado e gordura saturada, além de um estilo de vida cada vez mais sedentário. O fator ambiental tem papel central na gênese da obesidade”, explica.
Segundo o especialista, do ponto de vista biológico, esses alimentos estimulam áreas cerebrais relacionadas ao prazer e ao sistema de recompensa, favorecendo o consumo excessivo.
“Carboidratos refinados e gorduras saturadas ativam mecanismos cerebrais que reforçam a busca por esses alimentos. Além disso, fatores como privação de sono, estresse crônico e alterações hormonais também contribuem para o ganho de peso. A ciência já demonstrou que a obesidade é uma doença crônica, grave e incurável, mas que pode e deve ser controlada. Ela resulta de uma interação complexa entre fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais”, destaca Luiz Luna.
Mais de 200 complicações associadas
A obesidade está associada a mais de 200 complicações médicas. Entre as principais, estão diabetes tipo 2, hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (antiga esteatose hepática) e apneia obstrutiva do sono.
“Isso acontece porque o excesso de tecido adiposo provoca um estado de inflamação crônica de baixa intensidade no organismo, alterando o funcionamento metabólico e hormonal do paciente. Portanto, a obesidade está longe de ser apenas uma questão estética. Trata-se de uma condição médica que impacta diretamente a saúde, a qualidade de vida e a expectativa de vida”, reforça o professor.
Tratamento exige acompanhamento profissional
Segundo Luiz Luna, o tratamento da obesidade envolve reeducação alimentar, prática regular de atividade física e, quando necessário, suporte medicamentoso ou abordagem cirúrgica, sempre com avaliação individualizada. “Não existe solução mágica. A mudança precisa ser gradual e respeitar a individualidade de cada paciente. O foco deve estar na saúde e na qualidade de vida, não apenas no número da balança”, orienta.
Assessoria
Saúde
Cuidado com a saúde mental infantojuvenil reforça importância da formação médica especializada
Afya Educação Médica reforça pós-graduação para ampliar número de médicos com qualificação em Psiquiatria da Infância e Adolescência na região.
A demanda por cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes tem crescido e pressionado serviços de saúde em todo o Brasil. O cenário é particularmente desafiador fora dos grandes centros, onde a oferta de profissionais com formação específica costuma ser menor. Em João Pessoa, a Afya Educação Médica reforça a pós-graduação em Psiquiatria da Infância e Adolescência com o objetivo de ampliar a qualificação médica e contribuir para o fortalecimento da rede de atendimento.
A preocupação é sustentada por evidências nacionais e internacionais. Estimativas globais indicam que 8% das crianças entre 5 a 9 anos e 14% dos adolescentes entre 10 a 14 anos vivem com algum transtorno mental. No Brasil, o Estudo ERICA, com abrangência nacional, identificou que cerca de 30% dos adolescentes apresentaram triagem positiva para transtornos mentais comuns, com maior frequência entre meninas e aumento progressivo com a idade.
Além disso, análises internacionais apontaram piora populacional de indicadores de ansiedade e depressão no contexto da pandemia, ampliando a necessidade de respostas estruturadas do sistema de saúde com capacidade de identificar precocemente, manejar de forma adequada e articular cuidado entre família, escola e serviços.
Para o psiquiatra Marcelo Generoso, coordenador da pós-graduação, o problema vai além dos números:
“Na prática, vemos sofrimento psíquico relevante em idades cada vez mais precoces, com impacto no desenvolvimento, na aprendizagem e na vida familiar. A demanda aumentou, mas a disponibilidade de profissionais com formação específica não acompanhou esse movimento.”
O cuidado em saúde mental na infância e adolescência exige competências próprias: avaliação clínica ajustada ao desenvolvimento, comunicação com familiares, interface com escolas e trabalho interdisciplinar. Também envolve decisões terapêuticas baseadas em evidências, incluindo intervenções psicossociais e, quando indicado, manejo farmacológico e seguimento longitudinal.
A pós-graduação da Afya Educação Médica é voltada a médicos que atuam em saúde mental e buscam aprofundar competências no cuidado infantojuvenil. A proposta é apoiar a formação de profissionais aptos a atuar com diagnóstico precoce, manejo clínico qualificado e coordenação do cuidado, contribuindo para reduzir lacunas assistenciais e fortalecer a rede de atendimento.
Mais informações e inscrições:
educacaomedica.afya.com.br/pos-graduacao-medica/psiquiatria-infancia-adolescencia
Assessoria
Saúde
Grau Técnico João Pessoa participa de ação do Fevereiro Roxo na Vila Olímpica Parahyba
Evento na Vila Olímpica reúne saúde, informação e cidadania em apoio ao Fevereiro Roxo.
O Grau Técnico João Pessoa participa, neste sábado (28), das 10h às 12h, da ação do Fevereiro Roxo – Fibromialgia, realizada na quadra da Vila Olímpica Parahyba. Alunos e instrutores do curso de enfermagem irão oferecer serviços gratuitos de saúde, como aferição de pressão arterial, testes de glicemia e orientações à população.
“Acreditamos que a formação técnica vai além da sala de aula. Participar de ações como essa fortalece o aprendizado prático dos alunos e, ao mesmo tempo, contribui diretamente com a comunidade, levando informação e serviços de saúde à população”, destaca Patrícia Fernandes, gestora da unidade.
O evento conta com apoio do secretário de Esporte, Lindolfo Pires, e terá palestra com médica reumatologista, orientações com advogado especialista em Direito Previdenciário e café da manhã para os participantes.

SERVIÇO
Local: Quadra da Vila Olímpica Parahyba – João Pessoa (PB)
Data: Sábado, 28 de fevereiro
Horário: 10h às 12h
Ação: Fevereiro Roxo – Conscientização sobre Fibromialgia, com serviços gratuitos de saúde e orientações à população
Assessoria
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