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Ciência

Blue Origin r​ealiza voo espacial com ‘Capitão Kirk’, de ‘Jornada nas estrelas’, nesta quarta

William Shatner fez ‘bate-volta’ de 10 minutos ao espaço com outros três passageiros. A 2ª missão tripulada aconteceu cerca de três meses após viagem de Jeff Bezos.

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Foto: Reprodução/AFP

A Blue Origin, empresa de turismo espacial do bilionário Jeff Bezos, realizou mais uma missão tripulada nesta quarta-feira (13). A transmissão teve início às 10h30 (horário de Brasília). A bordo esteve o ator William Shatner, de 90 anos, que interpretou o capitão James T. Kirk na série “Jornada nas estrelas” (“Star trek”).

Veja outros destaques da empreitada:

  • O NS-18 marca a 18ª missão da cápsula New Shepard. Este foi o 2º voo tripulado da Blue Origin, que, em julho, enviou Jeff Bezos e outras três pessoas ao espaço.
  • Shatner se tornou na pessoa mais velha no espaço, superando Wally Funk, de 82 anos, a mulher que participou da viagem de Bezos.
  • O lançamento aconteceu em uma base no oeste do Texas, nos EUA, mesmo local de onde partiu o foguete com o dono da Amazon.
  • A viagem foi no estilo “bate-volta”, de cerca de 10 minutos de duração, como a que o dono da Amazon fez. Ela estava marcada para a última terça-feira (12), mas foi transferida “devido aos ventos”, disse a Blue Origin.

Como foi o voo

Os tripulantes fizeram um novo voo suborbital, como o que Bezos fez. Esse tipo de voo é diferente do realizado pela SpaceX, que manteve turistas na órbita terrestre por três dias.

A missão ultrapassou a Linha de Kármán, que fica 100 km acima do nível do mar. O limite é considerado para definir o início do espaço, mas Nasa e o Exército dos Estados Unidos consideram que a barreira já é superada em uma altitude de 80 km.

Depois do lançamento, o foguete se separou da cápsula, onde ficam os passageiros, e retornou ao solo de forma autônoma. A cápsula também não precisou de piloto e terminou o voo com ajuda de paraquedas.

Os passageiros tiveram sensação de gravidade zero durante 4 minutos. 

Durante a viagem, eles puderam contemplar a curvatura da Terra.

A cápsula reutilizável New Shepard, que será usada no voo, foi batizada em homenagem a Alan Shepard, primeiro norte-americano a chegar ao espaço, em 1961.

Quem são os passageiros

William Shatner

Conhecido por ser o astro de “Jornada nas Estrelas”, William Shatner foi o primeiro ator da franquia de séries e filmes a realmente cruzar a fronteira espacial. Além de ator, ele já atuou como diretor, produtor, escritor e músico.

Com 90 anos de idade, Shatner se tornou a pessoa mais velha a viajar ao espaço. Ele superou Wally Funk, de 82 anos, que esteve no primeiro no voo de Bezos.

William Shatner, astro de ‘Star Trek’, participará de voo espacial da Blue Origin — Foto: Josh Edelson/AFP; Reprodução

“Já faz muito tempo que ouço falar do espaço. Estou aproveitando a oportunidade para ver por mim mesmo. Que milagre”, disse Shatner à Blue Origin.
Nas redes sociais, ele tem comentado sobre a expectativa de participar do voo espacial. “Levarei todos os meus amigos ao espaço em meu coração que está cheio de amor por todos vocês”, publicou.

Em participação na Comic Con de Nova York na última quarta-feira (8), Shatner admitiu que não está tranquilo com a viagem.

“Estou pensando. Vou subir em um foguete e o nosso melhor palpite é que deve dar certo? Eu estou aterrorizado. Eu sou o Capitão Kirk e estou aterrorizado”, brincou.

Audrey Powers

Vice-presidente de missão e operações da Blue Origin, Audrey Powers foi anunciada junto com Shatner como passageira do NS-18. Ela trabalha na empresa de Bezos desde 2013 e supervisiona os voos e a manutenção das cápsulas New Shepard.

Powers, que também é piloto, liderou um processo de anos para certificar a New Shepard para voos tripulados. Antes disso, a executiva trabalhou como vice-presidente da área jurídica da Blue Origin e como controladora de voo da Nasa, agência espacial americana.

Audrey Powers, vice-presidente de missão e operações da Blue Origin — Foto: Blue Origin

“Estou muito orgulhosa e honrada de voar em nome do time da Blue, e estou animada para continuar a escrever a história dos voos espaciais da Blue”, disse Powers.
“Como engenheira e advogada com mais de duas décadas de experiência na indústria aeroespacial, tenho grande confiança em nossa equipe New Shepard e no veículo que desenvolvemos”.

Chris Boshuizen

A presença de Chris Boshuizen, ex-engenheiro da Nasa e cofundador da empresa de satélites Planet Labs, na NS-18 foi confirmada pela Blue Origin ainda em setembro.

“Esta é a realização do meu maior sonho de infância”, disse Boshuizen.

“Mais importante, porém, vejo este voo como uma oportunidade para inspirar estudantes a seguirem carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, e catalisar a próxima geração de exploradores espaciais”, afirmou.

Chris Boshuizen e Glen de Vries, passageiros do 2º voo tripulado da Blue Origin — Foto: Divulgação/Blue Origin

Glen de Vries

Glen de Vries, vice-presidente da Dassault Systèmes e cofundador da Medidata, duas empresas de software, foi anunciado junto de Boshuizen como passageiro do 2º voo tripulado da Blue Origin.

O executivo afirmou que participar do avanço da indústria espacial e um dia oferecer esses recursos para todos é uma “oportunidade incrível”.

“Eu sou apaixonado por aviação e espaço desde que me lembro, então este voo é realmente um sonho que se tornou realidade”, disse.

G1

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Ciência

Jovem brasileira de 18 anos descobre novo asteroide no espaço durante pesquisa para Nasa

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A descoberta foi em agosto deste ano. Laysa Peixoto Sena Lage, que sempre estudou em escola pública, analisou o sistema solar em imagens de telescópio pelo computador de casa, no bairro Flamengo, em Contagem.

O que uma jovem de 18 anos faz da vida? Laysa Peixoto Sena Lage descobre asteroides para a Nasa. Em agosto deste ano, a jovem moradora de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, que sempre estudou em escola pública, fez a descoberta e a batizou de LPS 003, suas iniciais.

Ela se interessou pelo tema no início do ano, quando viu no site da Nasa a campanha de “caça asteroides”. O projeto é realizado em parceria com a The International Astronomical Search Collaboration.

“Desde o início do ano, participo da caçada aos asteroides da Nasa. Eu vejo as imagens pelo telescópio e estudei o sistema solar do instituto no Havaí. Analiso pixel por pixel da imagem, percebo algumas características e valores. Aí fui enviando relatório para eles. Depois de um tempo, eles comprovaram que era um asteroide mesmo e, por enquanto, ele terá as iniciais do meu nome. Ganhei até certificado”, contou Laysa.

A jovem analisava as imagens no computador de casa, no bairro Flamengo, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde mora com os pais.

Ela está no 2º período de física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Laysa estudou em uma escola pública e sempre foi apaixonada pelas estrelas.

“É uma experiência indescritível, sempre foi meu sonho poder contribuir com a física, com a ciência (…) sempre fui apaixonada pelas estrelas e o que me deixa mais feliz é que estudei a vida inteira em escola pública, então, independentemente de onde a pessoa estudou, ela pode realizar sonhos e conseguir o que quiser”, comemorou.

A “caçadora de asteroide” faz parte do Observatório Astronômico da UFMG e já está cheia de planos.

“Quero realizar um outro curso da Nasa que se chama Advance Space Academy e também analisar estrelas para saber se há planetas em torno delas”.

Laysa foi medalhista de prata na 23ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, em 2020, e chegou à final da Competição Internacional de Astronomia e Astrofísica, sendo contemplada com medalha de bronze.

Do G1

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Cidades

Pesquisadores da UFPB criam filtros de ar que inativam vírus da covid-19

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Professores do Centro de Energias Alternativas e Renováveis (CEAR) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) concluíram a criação de quatro protótipos de filtros que inativam o vírus da covid-19. Após passarem por testes de certificação, foi comprovada a eficácia de 99,9% em todos os modelos de filtragem criados.

Eficazes inclusive contra as novas variantes do SarsCov-2, os filtros podem ser utilizados não só em ambientes profissionais – em purificadores de ar em ambiente hospitalar ou em centrais de ar condicionado – mas também para uso doméstico, como filtro de condicionadores de ar, bem como para a produção de máscaras de proteção facial.

A presidente da Agência UFPB de Inovação Tecnológica (Inova), Kelly Gomes, informou que a Inova está realizando o depósito de patente do invento por meio do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e do Tratado de Cooperação de Patentes (PCT), que regula patentes internacionais. No entanto, a tecnologia já está disponível para transferência para empresas interessadas em comercializá-la.

Ainda segundo Kelly, que é também a coordenadora do projeto desenvolvido na Universidade, a ideia é que os filtros sejam disponibilizados para a sociedade em preços mais acessíveis do que aqueles praticados no mercado, já que a produção não tem custo elevado. “Já estamos tratando com duas empresas da Paraíba para colocarmos a tecnologia à disposição da sociedade. Dependendo das negociações, dentro de um mês as máscaras já podem ser disponibilizadas no mercado”, informou.

As máscaras produzidas com a nova tecnologia devem ser disponibilizadas também para a comunidade acadêmica da Universidade e para o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), de acordo com a pesquisadora. Em um momento posterior, ocorrerá o desenvolvimento da tecnologia em nível industrial, para aplicação em materiais filtrantes de equipamentos já existentes no mercado, como purificadores de ar em hospitais.

O desenvolvimento dos protótipos

Professora do Departamento de Engenharia de Energias Renováveis, Kelly Gomes explicou que os filtros foram analisados no Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia da Universidade de Campinas (Unicamp), credenciado para realizar esse tipo de teste, para comprovar a eficácia dos materiais que foram expostos em ambiente altamente contaminado pelo coronavírus.

Segundo Kelly, por uma questão de biossegurança, a análise não utilizou especificamente o vírus da covid-19, mas um da mesma família do coronavírus, com capacidade de validar o teste. Expostos ao vírus durante duas horas, um tempo muito superior a um ensaio que testa a segurança de uma máscara de proteção do tipo N95 (realizado em menos de um minuto), dois dos quatro filtros apresentaram 99,9% de eficácia e para os outros dois o resultado foi de 99,99% de segurança na inativação do vírus.

Ainda segundo a coordenadora do projeto, em princípio, o estudo para criação de filtros anticovid-19 tinha foco no ambiente hospitalar, em atendimento a uma demanda de profissionais de Odontologia, mas os pesquisadores envolvidos verificaram que era possível estender a aplicação dos produtos criados para o combate ao vírus da covid-19 em ambiente doméstico, por exemplo.

O projeto de criação dos protótipos, desenvolvido desde o ano passado por uma equipe multidisciplinar formada por professores da UFPB, contou com o financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ), com uma verba no valor de aproximadamente R$ 146 mil.

Participaram do projeto os professores Flávia de Medeiros Aquino e Euler Cássio Tavares de Macêdo (Centro de Energias Alternativas e Renováveis – CEAR), Ricardo Dias de Castro (Centro de Ciências da Saúde – CCS), Alexandre Rezende Vieira (Universidade de Pittsburgh e Prof. visitante do Departamento de Clínica e Odontologia Social/CCS), Rosa Helena Wanderley Lacerda e Vitor Marques Filgueiras (Hospital Universitário Lauro Wanderley), além de alunos de dos programas de pós-graduação em Energias Renováveis (PPGER), Engenharia Mecânica (PPGEM) e Odontologia (PPGO), e de graduação da Engenharia Mecânica, do Centro de Tecnologia (CT).

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Brasil

Pesquisadores querem usar vacina da pólio no combate à covid-19

Objetivo é fortalecer sistema imunológico e reduzir chance de infecção.

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Pesquisadores da equipe do Hospital Professor Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estudam a viabilidade de se usar a vacina contra poliomielite (mais comumente chamada de paralisia infantil) no combate à covid-19. A expectativa é de que a substância seja usada não como imunização contra o novo coronavírus, mas no fortalecimento do sistema imunológico, reduzindo as chances de se contrair a infecção ou, ao menos, atenuando os sintomas graves do quadro clínico. 

Em entrevista concedida à Agência Brasil, o coordenador da pesquisa, Edison Fedrizzi, explicou que a possibilidade vem sendo estudada em todo o mundo, inclusive pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos. 

“O que há de pesquisa hoje é, justamente, procurando uma vacina que estimule a produção de anticorpos contra a covid-19. O que estamos propondo agora é utilizar alguma dessas vacinas que temos no nosso meio, já disponíveis, para estimular essa primeira etapa [de defesa do organismo]. Como não é uma vacina contra o novo coronavírus, não vamos produzir anticorpos contra ele. O que queremos é fazer uma barreira protetora, inicial, para que o indivíduo não desenvolva a infecção, caso entre em contato com o vírus. Pensamos que poderíamos, também através desse estímulo de defesa, diminuir a gravidade da doença”, detalhou. 

Para avaliar se o método é eficaz, o grupo de pesquisadores da UFSC pretende selecionar 300 voluntários, todos trabalhadores da área da saúde. A escolha desse segmento se deve ao fato de que estão mais expostos à covid-19 e podem ser beneficiados pelo projeto mais diretamente. Metade deles irá receber a vacina oral de poliomielite (VOP) e a outra metade receberá placebo.

De acordo com o pesquisador, como vacina emergencial, foram consideradas outras duas opções: a BCG, que protege contra tuberculose, e a de sarampo. Ambas também já estão sendo testadas por cientistas. “Todas têm como característica o microorganismo vivo, mas atenuado. Esses tipos de vacina provocam uma resposta imunológica, essa que nós queremos estimular, a inata, muito grande, importante, diferente de outras vacinas, em que temos apenas a proteína ou o microorganismo morto, como a de hepatite, a do HPV”, esclareceu Fedrizzi.

“Tínhamos essas três candidatas a essa função. Vimos algumas discussões, principalmente do CDC, do virologista Robert Gallo, falando que a vacina da pólio tem muitas vantagens, porque não seria uma medicação injetável, seria via oral, com rápida resposta, uma vacina barata, segura e com a qual temos grande chance de termos essa proteção”, comentou o coordenador, salientando que a vacina específica contra o Sars-coV-2, como a que está sendo desenvolvida pelo Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor), da Universidade de São Paulo (USP), ainda pode demorar vários meses para ficar pronta.

“O que observamos em outros países é que a vacina de poliomielite passou a ser incorporada junto com outras, no calendário da criança, de forma injetável. Então, perdeu um pouco desse perfil de estimular a imunidade inata que a oral nos dá. Nós temos uma facilidade enorme em relação a países que já trocaram a vacina oral pela injetável: o fato de termos disponível a forma oral, produzida pela Bio-Manguinhos [Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos], que é barata e é oferecida no Programa Nacional de Imunizações. E aqui também temos a indicação dessa vacina para adultos quando vão viajar para algum país que tenha a doença como endêmica. Então, pessoas adultas, quando vão para esses locais, recebem essa recomendação”, acrescentou.

De acordo com o Ministério da Saúde, a poliomielite ainda aparece com alta incidência no Afeganistão, na Nigéria e no Paquistão. Desde 1990, o poliovírus selvagem não é identificado no Brasil e, em outubro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) repercutiu o anúncio, feito por uma comissão independente de especialistas, de que o poliovírus selvagem tipo 3 foi erradicado em todo o mundo, de forma que somente o tipo 1 ainda circula.

Segundo Fedrizzi, a equipe tem conseguido apoio para desenvolver o projeto, mas ainda precisa ampliar o aporte de recursos para iniciar as pesquisas. Para que possa seguir com o cronograma desenhado, aguarda retorno do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde, a quem submeteu a proposta para obtenção de recursos, e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Até o momento, os pesquisadores se reuniram com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela Bio-Manguinhos, e conseguiram verbas da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Outro requisito cumprido foi a anuência do comitê de ética da UFSC.

O coordenador ainda destacou que, apesar de estarem contando com o indicativo de que a vacina de poliomielite possa ser empregada para esse fim, é preciso entender que não se trata de uma certeza. “Temos bastante evidências de que isso pode funcionar, mas não podemos dizer que isso vai funcionar”, destacou.

“Não podemos correr o risco de fazer o que a gente vê que está acontecendo, que é quando sai na mídia ‘olha, tem uma medicação que vai ser testada e, possivelmente, tenha uma ação contra o coronavírus’, e as pessoas acabam indo às farmácias e esgotando a medicação. Então, gostaria de que as pessoas tivessem um pouco de calma, porque é um estudo e temos bons argumentos de que possa funcionar. Assim que a gente tiver os resultados, a gente vai divulgar.” 

Agência Brasil

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