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Cultura

Lei reconhece festas juninas como manifestação da cultura brasileira

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Foi publicada, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (26), o projeto de lei que reconhece como manifestação da cultura brasileira as festas juninas. O texto foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado e sancionado pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB).

De acordo com o relator, o senador Prisco Bezerra (PDT-CE), o PL tem como objetivo, reconhecer as festas no âmbito nacional, mas com suas individualidades regionais.

“Diversas características nacionais, regionais e locais foram sendo incorporadas, de modo que sua realização no Sul do país é diferente da que ocorre na Amazônia, não obstante a inegável presença de elementos comuns”, ressaltou o relator.

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Na visão do senador, que atualmente está fora de exercício, as festividades juninas, sobretudo na região Nordeste do país, são uma reafirmação do forró, que foi reconhecido em 2021 pelo Iphan como patrimônio cultural.

“Nas festas juninas do Nordeste, deve-se destacar, além da animação contagiante, o cultivo de preciosas tradições, como por exemplo a variada e deliciosa comida à base de milho. Mas sobressaindo-se entre todas elas, está a música e dança do forró”, completou.

As festas juninas tiveram origem na Europa e eram vinculadas a celebrações pagãs, que marcavam o solstício do verão — o dia mais longo do ano, no mês de junho —, que indicava o início das colheitas. Ao longo do tempo, foram cristianizadas e passaram a ser dedicadas à comemoração de três santos católicos populares: Santo Antônio, 13 de junho, São João Batista, 24 de junho, e São Pedro, 29 de junho.

Agência Senado

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Cultura

Exposição em SP propõe releitura do sertão como espaço de resistência

Chamada de Atlântico Sertão, mostra pode ser vista no CCBB.

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© CCBB/Divulgação

Quando se fala em sertão, geralmente se associa a uma região interiorana, localizada no Nordeste brasileiro, com solo mais raso e pedregoso e chuvas escassas, muito sujeita à seca.

Mas uma exposição inédita, que será aberta ao público nesta quarta-feira (15), na capital paulista, oferece novo sentido ao sertão, já que esse lugar, em verdade, não existe: os mapas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, não reconhecem sua existência.

Chamada de Atlântico Sertão, a mostra propõe novo significado para a região, colocando-a como espaço ampliado de resistência em defesa dos direitos humanos. Aproveitando o sentido da frase de Guimarães Rosa, “O sertão está em toda parte”, a nova exposição explora a palavra como condição humana. E discute esse novo sentido por meio da arte.

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“O sertão é um termo afetivo, não é técnico ou coisa parecida. Caatinga seria o termo mais correto. O sertão é, de fato, uma espécie de construção imaginária e imagética”, disse Marcelo Campos, um dos curadores de Atlântico Sertão.

Segundo ele, o sertão foi um assunto fundamental para o século 20. “A gente conheceu o sertão pela pena e pelas canetas dos escritores Guimarães Rosa, Euclides da Cunha e tantas e tantos outros. Mas conhecemos um sertão específico, onde o grupo era chamado de povo. Era uma espécie de massa, de representação muito coletivizada e pouco de falas individuais”, acrescentou durante a abertura da mostra para convidados.

Pesquisa acadêmica

Atlântico Sertão se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina Maciel, responsável pela direção geral e concepção do projeto. Seu trabalho teve início com o manifesto “Direitos humanos achados na arte”, que depois deu origem ao Coletivo Atlântico, que se define como um movimento social, artístico, jurídico, político e filosófico na defesa dos direitos humanos por meio da arte.

Baseado na ideia de que o Oceano Atlântico foi o caminho do massacre colonial, o coletivo criou a primeira exposição, chamada de Atlântico Vermelho, para ser exibida em Genebra, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2024. Depois veio Atlântico Floresta, que ocorreu durante as reuniões do G20, no Rio de Janeiro. Agora, em São Paulo, o coletivo criou Atlântico Sertão como forma de dar visibilidade às pessoas que sempre ficaram à margem da estrutura colonial e que lutam, “com bravura sertaneja”, para romper as formas de opressão por meio da arte.

“Lá na ONU, a primeira ideia foi pensar o Atlântico das diásporas, dos sequestros e das travessias. E logo depois, a gente foi atualizando o projeto, pensando a floresta e os povos originários”, explicou.

Agora, falamos sobre o sertão, acrescentou. Campos lembrou que são dois biomas que constituem muitas histórias brasileiras, muitas narrativas, muitas fábulas, muitos romances, muitos livros, mas que ao mesmo tempo são dois lugares de estigmatização. “E essa exposição, agora vendo ela montada, tem um compromisso de tirar esses lugares das suas próprias estigmatizações”..

Além das exposições, o Coletivo Atlântico tem proposto um projeto de lei, em discussão no Congresso desde 2024, que pretende regulamentar a profissão de artista visual no Brasil.

“Até hoje, artistas não têm a profissão reconhecida. O artista sempre é colocado em outro tipo de categoria, porque a categoria artista plástico ou artista visual não existe na carteira de trabalho. São lutas muito básicas, direitos muito básicos que nós ainda não conseguimos conquistar”, disse o curador.

A exposição

A mostra pode ser vista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizado no centro de São Paulo, e reúne trabalhos de mais de 70 artistas de diversas regiões do país. O projeto ocupa todos os andares do edifício com pinturas, esculturas, fotografias e instalações. Além de Marcelo Campos, a curadoria da exposição também é assinada por Ariana Nuala, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos, Rita Vênus e Thayná Trindade.

“Para essa mostra, a gente quer que o sertão diga quem ele é. Então, são artistas de diversas regiões do país que lidam, muitas vezes, com as realidades que os romances regionalistas trouxeram, mas que lidam de outro modo. O sertão não é só a terra rachada, o gado seco ou a morte. Muito ao contrário, é sinônimo de tecnologia, tecnologias que fazem com que as pessoas permaneçam vivendo em Juazeiro do Norte ou no Cariri”, ressaltou o curador.

Estruturada em seis eixos, a visita tem início em uma sala que reproduz o verde profundo das vegetações, que significam a resistência e as veredas sertanejas ou a vida que teima em florescer. No andar seguinte, o visitante se depara com uma sala azul, que mostra a imensidão do céu, refletindo sobre a liberdade e também sobre a coletividade, cosmologias e práticas espirituais. A jornada prossegue por salas em tons laranja, vermelho e amarelo que mostram o pôr do sol e as tonalidades que banham o sertão ao fim do dia, significando o fogo das lutas.

Durante o percurso, o visitante vai perpassar por discussões sobre a relação entre a terra e o mar, as heranças indígenas, africanas e populares, as práticas espirituais, a organização da vida, o conhecimento ancestral, os modos de vida, a memória e as conexões entre o Brasil e a África. Nesse último núcleo, dedicado à ligação com a África, são destacados os fluxos de pessoas e os saberes que atravessam o Atlântico, reforçando a ideia de que o sertão é também um território de circulação e permanência, onde diferentes tempos e geografias seguem em diálogo.

No andar térreo, está sendo apresentada uma instalação inédita da premiada artista multimídia biarritzzz, que foi toda projetada para essa área do CCBB. A obra reúne múltiplas telas digitais, em uma estrutura triangular que dialoga com o imaginário do sertão, em referência ao triângulo, instrumento icônico dos trios de forró. “O triângulo é um dos instrumentos musicais para os trios de forró e sertanejos. Mas é também um triângulo que junta a gente às sonoridades do deserto africano”, destacou Campos.

Além da exposição, a programação do CCBB também propõe a realização de debates com artistas e atividades educativas focadas no direito ao sonho, na reparação histórica e no papel da arte na defesa dos direitos humanos.

Após a temporada paulista, a exposição seguirá para o CCBB Salvador, em setembro, e para o CCBB Brasília, no início de 2027. Mais informações sobre a mostra podem ser obtidas no site da mostra.

Agência Brasil

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Cultura

Romero Ferro e Elba Ramalho unem gerações no single “Pra Gente Ser Um Só”

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Foto: Reprodução

O frevo pulsa, atravessa gerações e segue reinventando a própria história. É nesse movimento que Romero Ferro e Elba Ramalho se encontram para lançar “Pra Gente Ser Um Só”, single que chega às plataformas digitais com potência, identidade e emoção.

A faixa é um manifesto sobre pertencimento. Inspirada na energia do carnaval pernambucano, “Pra Gente Ser Um Só” traduz o amor como força popular — aquela que nasce na rua, no encontro dos corpos, na memória coletiva e na celebração das raízes.

A canção parte da essência do frevo, onde muitas histórias se cruzam e dançam juntas. “Pensamos o carnaval pernambucano como um lugar de retorno para casa, de conexão com nossas raízes”, destaca Romero. A música transforma essa ideia em som: união, reconexão cultural e identidade nordestina pulsando em cada verso.

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Um encontro de gerações

A composição foi criada por Romero Ferro em parceria com Juliano Holanda, em uma tarde de domingo marcada por conversas sobre frevo e memória afetiva. O desejo era claro: escrever uma música pensada especialmente para Elba Ramalho.

A presença da artista paraibana amplia o significado do projeto. De um lado, Elba representa a força histórica e a memória viva da cultura nordestina; do outro, Romero assume o papel de voz contemporânea que expande o frevo para novas sonoridades e públicos. O resultado é um diálogo artístico que atravessa o tempo sem perder autenticidade.

O som da rua, da tradição e da mistura

A construção sonora bebe diretamente na fonte do carnaval de Pernambuco — do Bloco Galo da Madrugada, das ladeiras de Olinda e do interior do estado. A produção musical é assinada por Luccas Maia, parceiro de Romero no projeto Frevália.

Juliano Holanda gravou todas as guitarras, trazendo uma camada de rock à base rítmica do frevo. Os arranjos de metais ficaram sob responsabilidade do maestro Parrô Melo, adicionando grandiosidade e identidade à faixa. A mixagem é de Victor Hugo Baião e a masterização de Luciano Scarlecio.

O resultado é vibrante: frevo, rock, pop e MPB se encontram em uma sonoridade contemporânea, feita para ecoar nas ruas e também nas plataformas digitais.

“No frevo, ninguém dança sozinho. A rua vira abraço, o passo vira conversa, o suor vira comunhão. ‘Pra Gente Ser Um Só’ fala desse instante em que o eu se dissolve no coletivo — e isso não apaga ninguém, potencializa”, reflete Romero.

Frevália: dez anos de movimento

O lançamento reafirma a trajetória de Romero Ferro com o frevo. Criado em 2016, o projeto Frevália completa dez anos junto com a carreira do artista, consolidando-se como um movimento cultural que revisita o ritmo sob uma perspectiva plural, contemporânea e política.

A estreia do single vem acompanhada de um lyric vídeo, ampliando a experiência do público nesse encontro que transforma tradição em continuidade.

Ficha Técnica:

Romero Ferro e Elba Ramalho
Composição: Juliano Holanda e Romero Ferro
Produção Musical: Luccas Maia
Guitarras: Juliano Holanda
Sax e Arranjo de Metais: Maestro Parrô Melo
Mix: Victor Hugo Baião
Master: Luciano Scarlecio
Label: The Orchard
Vilarejo Azul
OMIM Comunicação
Agência Taka
Direção de Arte: @passara3000

Assessoria

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Cultura

Reserve Garden traz exposição permanente com peças de artesãos da Paraíba e do Nordeste

Restaurante recém reinaugurado em João Pessoa valoriza e celebra a cultura regional.

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Fotos: Reprodução

O artesanato paraibano e nordestino carrega histórias, afetos e identidades que atravessam gerações e encantam quem se aproxima de suas formas, texturas e significados. Em João Pessoa, essa arte ganha um novo espaço de contemplação e vivência dentro do Reserve Garden, restaurante icônico da capital paraibana que une gastronomia autoral, arquitetura e cultura local em uma experiência realmente única na capital paraibana. Além de saborear os pratos, o público também tem a oportunidade de conhecer, de perto, a riqueza do fazer artesanal da Paraíba e do Nordeste, o que transforma cada visita em um encontro entre arte, território e sensibilidade.

Ao chegar ao local, recém reinaugurado em Manaíra, os visitantes se deparam com uma estante grandiosa com diversas peças e obras espalhadas em lugares estratégicos para apreciação.

Toda a curadoria da decoração cheia de identidade foi realizada pela empresária Heloisa Nonino, do Grupo Nonino, que pautou suas escolhas pela proximidade com os artesãos, pelo conhecimento das técnicas e por um olhar atento à simplicidade e ao significado de cada obra. “A arte paraibana e a nordestina sempre foram uma grande paixão da minha casa, da minha família”, afirma a empresária paranaense radicada em João Pessoa.

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Ao se mudar para a capital paraibana, há mais de uma década, ela criou um acervo pessoal que foi levado posteriormente para o Reserve Garden. “Quando nós fundamos o Reserve Garden, replicamos o que era a nossa casa, com muitas plantas e arte. A princípio, era para decoração, mas as pessoas se encantavam com a forma como eu organizava as peças e queriam comprar. A partir disso, começamos também a comercializar as obras dentro do restaurante”, lembra. Entre os clientes “famosos”, o médico Drauzio Varella, o diretor Jayme Monjardim e a atriz Marieta Severo se encantaram e levaram obras expostas no restaurante para casa.

Valorização, beleza e singularidade

Entre as peças expostas estão os burrinhos de couro de Oziel Dias, feitos com materiais da região de Itabaiana (PB) onde o artesão vive. Nas prateleiras, pássaros em madeira de Bento de Sumé (PB) e esculturas do premiado Sérgio Teófilo, de Dona Inês (PB).

Também são destaque no Reserve Garden os palhaços em papel machê, do artista plástico Babá Santana, as cabeças em cerâmica de Cida Lima, o imponente galo feito por Joca dos Galos com latinhas recicladas.

As cerâmicas esmaltadas do genial Chico Ferreira, a arte sacra crua de Jonas Nogueira e quadros de artistas como Guto Holanda e Thayroni Arruda também podem ser apreciados.

Heloisa diz que faz questão de conhecer de perto e acompanhar a trajetória de cada artesão e conhece os detalhes de produção das obras. “Me emociono quando me aproximo das histórias e sei que, quando nosso cliente vé a arte neste contexto, juntos com as plantas e o concreto aparente da arquitetura, ele se reconhece. É muito bonita essa conexão”, comenta Heloisa.

Para a empresária, é importante reconhecer, valorizar e celebrar a arte nordestina. “O artesanato nordestino tem alma. São peças que falam de território, de memória e de quem somos. Trazer essa arte para dentro do Reserve Garden é um gesto de respeito e admiração pela cultura que nos inspira”, destaca Heloisa Nonino.

Para conhecer de perto o Reserve Garden, o endereço é na Rua Euzely Fabrício de Souza, nº 304, Manaíra.

Mais informações estão disponíveis no Instagram @reservegarden e no site reservegarden.com.br.

Assessoria

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