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Saúde

Ministério da Saúde tira dúvidas sobre transmissão do sarampo

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No último balanço apresentado pelo Ministério da Saúde, o Brasil registou, entre os dias 5 de maio e 3 de agosto, 907 casos confirmados de sarampo em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A doença circula no país desde dezembro de 2017 e o ressurgimento do vírus, que não era registrado desde 2015, fez o país perder o Certificado de Eliminação do Sarampo, entregue pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).  A doença é altamente contagiosa. Pode ser transmitida pela respiração, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Para tirar dúvidas sobre o sarampo, a Agência Brasil entrevistou diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Júlio Croda.

Agência Brasil: Quais são os principais sintomas do sarampo?
Júlio Croda: Os principais sintomas são febre e pele avermelhada, conhecida como exantema. Também podem ser apresentados coriza e conjuntivite.

Agência Brasil: O contágio da doença é fácil?
Croda: É muito fácil. O sarampo é uma doença transmitida pelo ar, por gotículas e é o que apresenta a maior transmissibilidade das doenças transmitidas pelo ar. Uma pessoa infectada pode transmitir a doença para 15 a 20 pessoas em um mesmo ambiente.

Agência Brasil: Existe risco de morte?
Croda: Existe para alguns grupos populacionais especiais, principalmente crianças desnutridas, imunossuprimidos e crianças abaixo de um ano.

Agência Brasil: Como a doença pode ser detectada?
Croda: A doença geralmente é detectada através dos sinais e sintomas clínicos. Também existe o exame laboratorial que pode confirmar a doença.

Agência Brasil: Quais são os locais no Brasil com maior incidência da doença?
Croda: Atualmente nós temos três estados com casos notificados e confirmados. São Paulo concentra 90% dos casos. A gente tem um caso na Bahia e cinco casos no Riode Janeiro.

Agência Brasil: A vacinação do sarampo faz parte do calendário nacional de vacinação?
Croda:: A vacinação faz parte do calendário nacional. Ela é dada dos 12 aos 15 meses. Toda a população entre um ano e 49 anos deve ter duas doses no seu cartão vacinal. Importante ressaltar que os profissionais de saúde devem tomar essas duas doses. Eles fazem atendimento à população e isso evita a infecção e adoecimento desses profissionais.

Agência Brasil: A vacina é segura?
Croda: A vacina é muito segura. Essa vacina tem décadas de uso, uma dose protege 93% e duas doses têm uma eficácia de 97%.

Agência Brasil: Quem pode vacinar?
Croda: Quem pode vacinar são crianças a partir de 12 meses até 49 anos de idade. Todos devem ter, idealmente, uma dose entre um ano e 29 anos e tomar a segunda dose entre 30 e 49 anos.
Atualmente, por conta do aumento do número de casos, nós estamos recomendando que crianças de seis meses a um ano que residam em municípios onde há transmissão da doença tomem uma dose extra da vacina. Crianças da mesma idade que vão viajar para esses municípios também precisam de uma dose extra.

Agência Brasil: Existem medidas que as pessoas podem tomar para evitar a doença?
Croda: As principais medidas para a prevenção são lavagem de mãos adequadamente, proteger o espirro com a mão e evitar locais aglomerados. O paciente que for diagnosticado com a doença deve ficar em seu domicílio. Essa medida é chamada de isolamento domiciliar, e evita que outras pessoas da comunidade sejam infectadas.

Fonte: Agência Brasil

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Saúde

Anvisa atesta segurança de alimentos, mas 23% têm resíduos tóxicos

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Foto: Arquivo/Agência Brasil

Técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisaram a presença de resíduos de agrotóxicos em amostras de 14 alimentos consumidos pela população brasileira e concluíram que os produtos de origem vegetal testados são seguros para o consumo humano, ainda que 23% das 4.616 amostras tenham revelado inconformidades em relação aos limites estipulados pela própria agência reguladora e que vestígios de 122 dos 270 agrotóxicos pesquisados tenham sido encontrados.

As amostras de abacaxi, alface, arroz, alho, batata-doce, beterraba, cenoura, chuchu, goiaba, laranja, manga, pimentão, tomate e uva foram coletadas em supermercados de 77 cidades brasileiras entre agosto de 2017 e junho de 2018. O único estado não abrangido pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos é o Paraná. De acordo com a Anvisa, o governo paranaense optou por não fazer parte do programa em 2016.

Levando em conta os limites máximos de resíduos estabelecidos pela própria Anvisa, os técnicos pesquisaram a presença de até 270 agrotóxicos nas amostras de alimentos recolhidas. Segundo o relatório da Gerência-Geral de Toxicologia da Anvisa, divulgado hoje (10), menos de 1% das amostras testadas, ou seja, 41 amostras, apresentaram potencial de risco agudo se consumidas. Dentre estas 41 amostras, 37, ou seja, 90% das que oferecem risco agudo, continham indícios da presença de carbofurano, princípio ativo de alguns agrotóxicos e que, no Brasil, começou a ser banido do campo a partir do fim de 2017.

Uma nota técnica, divulgada pela Anvisa durante o processo de discussão pública sobre a proibição do carbofurano aponta, que pesquisas científicas demonstraram que a substância apresenta efeito tóxico sobre diferentes órgãos e sistemas em humanos e danos para o meio ambiente, sendo extremamente tóxica para os mamíferos. “O carbofurano tem toxicidade elevada, mesmo em baixos níveis de exposição, podendo apresentar efeitos agudos, subagudos e crônicos em organismos não alvos. Vários casos de envenenamento em humanos foram descritos na literatura, com a ocorrência de casos fatais”.

Para os técnicos responsáveis pelo relatório divulgado hoje, os resíduos de carbofurano encontrados em 37 das amostras de alimentos recolhidas entre agosto de 2017 e junho de 2018 podem ter se formado a partir do uso, pelos produtores rurais, do agrotóxico carbossulfano, uma vez que este se converte em carbofurano.

Gráfico da Anvisa sobre segurança de alimentos – Anvisa/Divulgação

Das 4.616 amostras analisadas, 3.544 (ou 77% do total) foram consideradas satisfatórias, estando em conformidade com o Limite Máximo de Resíduos estabelecidos pela Anvisa. Em 2.254 (49%) amostras não foram detectados resíduos de agrotóxicos, e 1.290 (28%) apresentaram resíduos com concentrações iguais ou inferiores ao limite superior permitido. Os 23% restantes das amostras apresentaram inconformidades – na maioria delas (17,3%) foi detectado algum ingrediente tóxico não permitido para a cultura.

A íntegra do relatório está disponível no site da agência  e conclui que “os resultados de monitoramento e avaliação do risco compilados, correspondentes às análises de diversos alimentos que fazem parte da dieta básica do brasileiro, indicam que os alimentos consumidos no Brasil são seguros quanto aos potenciais riscos de intoxicação aguda e crônica advindos da exposição dietética a resíduos de agrotóxicos. As situações de risco agudo encontradas são pontuais e de origem conhecida, de modo que a Anvisa vem adotando providências com vistas à mitigação dos riscos identificados”.

Da Agência Brasil

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Saúde

Mutirão faz diagnóstico precoce de câncer de pele em todo o país

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Foto: Divulgação/ Fernando Frazão / Agência Brasil

Cinco mil dermatologistas participam neste sábado, (7), no Dia Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, do mutirão de atendimento gratuito à população para o diagnóstico precoce da doença. A iniciativa marca o início da campanha Dezembro Laranja, promovida anualmente pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O atendimento será realizado de 9h às 15h, em todo o país, nos 130 postos espalhados em diversas cidades, que podem ser identificados no site da instituição.

O primeiro mutirão foi realizado em Goiânia (GO), em 1998, tornando-se uma ação nacional a partir do ano seguinte. Desde 1999, o evento já beneficiou mais de 600 mil pessoas.

Neste ano, a 21ª Campanha Nacional do Câncer de Pele deve atender 30 mil pessoas.

Há cerca de cinco anos, o mutirão entrou para o livro de recordes Guiness como a maior campanha de uma especialidade médica. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, há cerca de 180 mil novos da doença por ano. Quando descoberta no início, a chance de cura é noventa por cento.

O coordenador do Departamento de Cirurgia Micrográfica de Pele da SBD, Luiz Fernando Fleury, destacou hoje (6), em entrevista à Agência Brasil, disse que esse é o câncer mais frequente no ser humano, porque ocorre no maior órgão do corpo, que é a pele, onde há também a maior incidência. “Felizmente, a maioria não mata, mas isso não significa que não cause problemas, pois pode se infiltrar nos órgãos e levar à morte”.

Melanoma

Há dois tipos de câncer de pele. O mais grave é o câncer de pele melanoma, que tem mais risco de provocar metástase. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse tipo de câncer “é mais frequente em adultos brancos” e pode aparecer em qualquer parte do corpo (pele ou mucosas), na forma de manchas, pintas ou sinais. Nas pessoas de pele negra, “pode ocorrer nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés”.

O número maior de diagnósticos feitos atualmente, aliada ao fato de que a população está vivendo mais, significa que haverámais câncer de pele, do qual um dos fatores de risco é o aumento cumulativo da exposição à radiação ultravioleta. “À medida que a população vive mais, é natural que haja mais câncer de pele”, ressaltou o médico.

A questão da proteção da pele contra os efeitos nocivos do Sol está mais fácil hoje do que há trinta ou quarenta anos, afirmou o dermatologista. “Temos mais recursos hoje, com filtro solar ou roupas de proteção”.

O mutirão e a campanha da SBD reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoces. “Mais do que prevenir contra os fatores de risco, é importante chamar a atenção para o diagnóstico precoce. Acho que esse é o grande mérito da campanha, porque o câncer de pele, assim como qualquer outro câncer, quanto antes for diagnosticado, melhores serão as taxas de cura. É maior a possibilidade de cura quanto antes for diagnosticado (o câncer)”, disse Fleury.

Tipo comum

O tipo mais grave e agressivo de câncer de pele, o melanoma, qcausa mais de 1.700 óbitos anualmente e representa 4% do total de cânceres de pele. O mais comum é o carcinoma basocelular, que responde por cerca de 75% a 80% do total de cânceres de pele no país. Ele pode afetar locais nobres como nariz, orelha e regiões próximas dos olhos, levando a mutilações graves, informou Fleury.

O segundo tipo de câncer de pele mais comum é o carcinoma espinocelular (15% dos casos de pele).

A SBD está divulgando também a campanha em redes sociais, com apoio da imprensa, marcada com as ‘hashtags’ #DezembroLaranja e #SinaisdoCancerdePele.

Luiz Fernando Fleury recomendou que a população reforce a atenção com a pele. “Ao observar sinais que não cicatrizam, lesões que aparecem de repente, pintas que mudam de cor, de formato ou de tamanho, as pessoas devem procurar um dermatologista sem demora para fazer o possível diagnóstico. Porque o câncer de pele tem tratamento, principalmente se diagnosticado mais cedo”.

O médico alertou que, quando o diagnóstico é feito mais tarde, a evolução da doença é ruim. “É um câncer grave que pode evoluir para metástese em pulmão, gânglios linfáticos, cérebro. É bem grave”, concluiu.

Da Agência Brasil

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Saúde

Futebol e filantropia unidos no combate ao câncer no Brasil

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Foto: Divulgação Craques Master

No próximo dia 15 de dezembro, às 14h, jogadores e ex-jogadores de futebol estarão no Parque São Jorge, em São Paulo, com a camisa do projeto Driblando o Câncer, participando de uma partida de futebol para divulgar a necessidade do diagnóstico precoce para a cura da doença. “O objetivo do projeto é chamar a atenção da opinião pública para a grave incidência do câncer no país, que atinge 600 mil brasileiros por ano e mata 240 mil. E o nosso intuito é unir todos os times de futebol para uma ação conjunta contra o câncer porque essa doença não escolhe time, raça, cor ou credo. Atinge a todos os cidadãos, de forma indiscriminada e cruel”, disse Gil Santos, presidente da Craques Master, promotora da campanha.

Um estudo feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o câncer caminha para se tornar a principal causa de morte no mundo, caso medidas de intensificação da prevenção à doença não sejam tomadas. Segundo a OMS, entre os homens, são esperados 295.200 novos casos, e entre as mulheres, 300.870. O tipo de câncer mais incidente em ambos os sexos será o de pele não melanoma (175.760 casos novos a cada ano), o que corresponde a 29% do total estimado.

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se, no biênio 2018-2019, a ocorrência de 600 mil casos novos de câncer, para cada ano. Os dados mostram que “os cânceres de próstata (68 mil) em homens e mama (60 mil) em mulheres serão os mais frequentes”. Segundo o oncologista Hezio Fernandes, diretor da Sociedade Brasileira de Cancerologia, o diagnóstico precoce e o tratamento imediato podem evitar que o número de mortes causadas pela doença aumente no país.

“Com relação ao câncer, e assim como as demais doenças, quando mais cedo fizermos o diagnóstico, quando mais cedo nós investigamos e quando mais cedo nós completamos o diagnóstico de um determinado câncer, maiores são as chances de sucesso, inclusive de cura definitiva dessa doença, que nos arrasa e traz enormes complicações. Então, o diagnóstico precoce deve ser perseguido por todos os médicos, por todos os clínicos gerais”, disse.

Driblando o Câncer

De acordo com Gil, unir futebol e filantropia é importante na conscientização da população para que faça os exames preventivos. A partida envolverá jogadores, times de futebol e artistas na campanha inédita contra a doença.

Jogadores como Cafu, capitão de seleção brasileira pentacampeã mundial, além de Müller, Veloso, Biro Biro, Júnior, Aloísio, Luizão, Amaral, Edilson, Gustavo Nery, Pavão, Zenon, Zé Carlos, Diney, César Sampaio, Gilmar, Ademir da Guia, Jamelli e Ronaldão, entre outros, estarão com a camisa da luta contra o câncer no Brasil.

O pentacampeão mundial Cafu (Marcos Evangelista de Morais), um dos pioneiros no futebol a se envolver em projetos sociais, disse que abraçou a causa, tornando-se padrinho do Driblando o Câncer, pela sua importância na conscientização da população para o diagnóstico, que pode levar à cura.

“Primeiro que, quando se fala em projeto social, eu sou um dos pioneiros em projeto sociais, eu tenho a Fundação Cafu com 950 crianças. Então sempre que se fala em ajudar, em solidariedade, em ajudar o próximo, em ajudar as pessoas, eu estarei sempre disponível. Então, essa campanha, Driblando o Câncer, assim que tomei conhecimento, eu me engajei na hora. Até porque, eu perdi meu pai e minha mãe para essa doença, que a gente sabe o quanto isso é sofrido e quantas pessoas precisam de carinho e tratamento nesse momento”, disse Cafu.

As mulheres também participarão da campanha, que tem Adriana Restum, empresária da Planet Girl, como coordenadora do jogo feminino que ocorrerá antes da partida masculina.

No time feminino estarão em campo, além da ex-jogadora Milena Rodrigues, atual embaixadora do futebol feminino do Corinthians, sete jogadoras do time oficial da Escola do Bolinha Futebol Clube, de Manaus, que incluem índias do Amazonas.

Parceria

O presidente da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp), o médico Yussif Ali Mere Jr, defende a parceria público-privada como forma de ampliar o acesso de pacientes com câncer ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“Garantir o acesso da população ao diagnóstico e tratamento do câncer pelo SUS é possível integrando o sistema público ao privado, o que propicia aumento da eficiência e diminuição dos custos para os cofres públicos”, disse.

Segundo o presidente da Fehoesp, todo o conhecimento médico está disponível para tratamento do câncer. “O que precisamos é entregar isso para a população. E eu só vejo um caminho viável: usar o sistema de saúde suplementar”.

Da Agência Brasil

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