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Uruguai é o 1º país da América Latina a vacinar adolescentes

Jovens entre 12 e 17 anos devem ser acompanhados por um adulto para receber o imunizante contra a covid-19

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Foto: Pixabay/ilustração

O Uruguai iniciou nesta quarta-feira (9) seu processo de vacinação contra a covid-19 para a população de 12 a 17 anos, sendo o primeiro país da América Latina a imunizar menores de idade.

Conforme anunciado pelo presidente Luis Lacalle Pou, durante entrevista ao “Canal 10” no último dia 1º, jovens entre 12 e 17 anos receberão a vacina de Pfizer/BioNTech para ampliar o processo de imunização da população.

Fontes do Ministério da Saúde Pública (MSP) confirmaram à Agência Efe que, até ontem, 157.314 adolescentes haviam cadastrado seus dados e, destes, 69.195 já foram informados sobre local e dia que serão vacinados.

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A única diferença entre este processo de inoculação e o desenvolvido até agora com outras faixas etárias é que a assinatura do consentimento deve ser feita por um adulto que acompanha os menores ao posto de vacinação e que a ordem de aplicação será por idade e não por inscrição: em primeiro lugar, os de 17 anos e daí por ordem decrescente até os 12.

O presidente da Autoridade Nacional de Educação Pública, Robert Silva, descreveu a decisão do governo como “uma grande notícia para o país e para a educação”, conforme escreveu em seu Twitter no início de hoje.

As autoridades sanitárias optaram por priorizar esse grupo populacional com vistas ao regresso às aulas presenciais, suspensas desde 23 de março de 2020, como forma de coibir infecções e cujo retorno está sendo desenvolvido progressivamente.

No caso do ensino médio, ocorreria após as férias de inverno, em julho.

Como pode ser visto no monitor da web desenvolvido pelo MSP, o Uruguai administrou 3.085.860 doses da vacina contra covid-19 até às 18h27 (hora local) de ontem.

Até o momento, 30,42% da população (1.076.196 pessoas) já completaram o processo de imunização com as duas doses da Pfizer ou da chinesa CoronaVac. Além disso, 933.468 pessoas receberam a primeira dose com as vacinas Pfizer, CoronaVac e AstraZeneca.

O último relatório do Sistema Nacional de Emergências (Sinae) apontou que o Uruguai acumula 322.978 casos, dos quais 34.832 estão ativos, e 4.749 mortes por covid-19.

Por EFE

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Mundo

Novo mapa-múndi corrige tamanho da África, América do Sul e Ásia

Desde o século 16, regiões eram representadas menores do que são.

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Representação atualizada dos continentes - Mapa Equal Earth Map / Reprodução

No mapa-múndi, a África, a América do Sul e o Sul da Ásia foram representados, desde o século 16, menores do que são. Nessa sexta (4), a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu corrigir a distorção ao examinar a proposta intitulada “Corrija o mapa”, liderada pelo Togo e outros países africanos.

Ao todo, representantes de 164 países votaram a favor da mudança. Apenas os Estados Unidos foram contrários. Houve seis abstenções. A proposta altera a representação cartográfica global para “mostrar de forma mais justa algumas regiões do mundo”, como explica a ONU.

Ao discursar antes da votação, o ministro das Relações Estrangeiras de Togo, Robert Dussey, disse que a aprovação envia a mensagem de que a Assembleia Geral acredita na “verdade científica”. 

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Ainda, de acordo com ele, a decisão reforça a equidade de representação e a dignidade dos povos. Para ele, não se trata apenas de corrigir um mapa e sim de corrigir a percepção. 

Distorção

Segundo o argumento, a projeção de Mercator, concebida em 1.569 para fins de navegação, foi amplamente usada em materiais educacionais, midiáticos, digitais e oficiais.

No entanto, a distorção fez com que as massas de terra ao Norte e ao Sul da linha do Equador fossem ampliadas. Essa representação fez com que se perpetuasse “uma visão desequilibrada do mundo”, apontaram os africanos.

O texto ainda afirma que a correção dessas distorções cartográficas de dimensões continentais vai proporcionar “justiça cognitiva e reparação memorial” para fomentar a compreensão mútua entre os povos.

Precisão

Os representantes da União Africana apresentaram o modelo de “Terra Igual” como a projeção cartográfica que representaria com mais precisão as dimensões de todos os continentes. A ONU espera que a aprovação da resolução encoraje a adoção desse modelo por governos, organizações internacionais e outras entidades.

Ainda nos argumentos da União Africana, os mapas constituem uma ferramenta educacional, científica e cultural fundamental que “molda a percepção do mundo e o imaginário coletivo dos povos”.

Segundo o texto, as distorções têm impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos e constituem “vieses históricos, cuja correção promoverá reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

A ONU argumentou que o Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-Membros em 2024, enfatizou a necessidade de eliminar os vestígios de desigualdades históricas e estruturais e de erradicar todas as formas de discriminação.

Agência Brasil

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Mundo

Novo terremoto de 4.6 atinge Venezuela cinco dias após tremor duplo

Não foram registrados danos adicionais aos outros terremotos.

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Pixabay/ ilustração

Um novo terremoto foi registrado na Venezuela, nesta segunda-feira (29), de magnitude 4.6 da escala Ritcher, com epicentro na cidade de Carabelleda, no estado La Guaira, o mais afetado pelo duplo terremoto registrado há cinco diasO tremor foi sentido também na capital, Caracas. 

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que o tremor desta segunda-feira foi uma “réplica de moderada intensidade”, mas que não foram registrados danos adicionais “em nenhuma parte do território nacional”. 

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) calculou que o tremor teve origem a 10 quilômetros (km) de profundidade da superfície e a 27 km do centro de Carabelleda. 

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O município de cerca de 50 mil habitantes, que fica a cerca de 40 km de estrada de Caracas, foi um dos gravemente afetados pelo duplo terremoto da semana passada

Na sexta-feira (29), outro tremor de magnitude 4.9 foi registrado no país, que vem tendo sucessivos casos de “réplicas” do duplo terremoto da semana passada. As réplicas são tremores secundários que ocorrem em decorrência de um primeiro grande terremoto. Agência estatal da Venezuela informou que foram, pelo menos, 430 tremores secundários registrados desde o terremoto duplo. 

A professora de Direito da Universidade Central de Caracas (UCV) Tamara Ádrian, que vive em Caracas, disse à Agência Brasil que tem havido muitas réplicas nos últimos dias. 

Como trabalha em um edifício com estrutura anti-sismica, do tipo japonesa, Ádrian sente até os menores terremotos.  

“Trabalho nesse prédio há quase 30 anos e sinto pelo menos um ou dois tremores por semana. São sempre leves, mas sinto o movimento”, comentou, acrescentando que terremotos com a magnitude da semana passada são raros.

“Vivi o terremoto de 1967, que teve magnitude 6.1. Na Venezuela, há muitos tremores, mas os terremotos raramente ultrapassam 6 na escala Richter. Historicamente, porém, em Caracas, o intervalo entre esses terremotos maiores, segundo medições de sismólogos, tem sido de cerca de 50 anos”, disse. 

Números da catástrofe 

De acordo com última atualização do governo de Caracas, nesta segunda-feira, os terremotos deixaram 1.500 mortos e 3.150 feridos. Ao todo, 25 mil socorristas trabalham para localizar pessoas embaixo dos escombros, sendo 2,6 mil estrangeiros.

Até domingo (28), foram resgatadas 33 pessoas com vida dos escombros. Entre os socorristas, há brasileiros enviados pelo governo federal. O Brasil já enviou quatro aviões com ajuda humanitária ao país vizinho.  

Os terremotos de magnitude 7.2 e 7.5 na escala Richter, ocorridos na quarta-feira (24) passada, causaram destruição e desabamentos na capital Caracas e várias outras cidades, principalmente na província de La Guaira. 

Agência Brasil

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Mundo

Terremoto: 680 mil crianças precisam de ajuda humanitária, diz Unicef

Novo terremoto atingiu o país nesta segunda-feira.

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Pixabay /ilustração

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que 680 mil crianças necessitam de assistência humanitária na Venezuela, após os terremotos que atingiram o país no último dia 24, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas um minuto de diferença, deixando um rastro de destruição no país.

Esse foi o abalo sísmico mais grave registrado no país em quase um século e deixou quase um terço das edificações destruídas na região de Catia La Mar, no estado de La Guaira.

O Unicef está trabalhando em conjunto com o governo da Venezuela e seus parceiros para ampliar o apoio às crianças e suas famílias e será fundamental contar com financiamento contínuo para sustentar essa resposta nas próximas semanas.

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Hospitais e escolas

O representante do Unicef na Venezuela, Manuel Rodriguez Pumarol comentou a situação precária nos hospitais da região.

“Os hospitais estão operando muito acima de sua capacidade. Milhares de crianças não têm acesso confiável a água potável e muitas escolas sofreram danos.”

Os hospitais de Caracas e dos estados de La Guaira, Carabobo, Aragua e Falcón estão em situação crítica e o atendimento a crianças e mulheres grávidas está comprometido.

Ao todo 432 escolas na região atingida – mais de um terço do total – foram danificadas. As escolas que não sofreram danos estão funcionando como abrigos temporários para atendimento aos desabrigados.

Equipes de emergência do Unicef foram mobilizadas para atender cerca de 650 mil pessoas, entre elas, 234 mil crianças, com assistência nas áreas de saúde, nutrição, água e saneamento.

Uma carga de ajuda humanitária com 20 toneladas de suprimentos médicos do Unicef já chegou a Venezuela. Uma outra carga de suprimento vindo de Copenhague está prevista para chegar nos próximos dias. Os dois suprimentos são suficientes para atender 100 mil pessoas.

O Unicef prevê que sejam necessários US$ 52 milhões para atender a emergência provocada pelos terremotos. O Fundo já mobilizou US$ 3,5 milhões para as equipes e suprimentos, em um primeiro momento.

Terremoto

Nesta segunda-feira (29), um novo terremoto de magnitude 4.6 da escala Ritcher foi registrado na Venezuela, com epicentro na cidade de Carabelleda, no estado La Guaira, o mais afetado pelo duplo terremoto registrado há cinco dias. O tremor também foi sentido na capital, Caracas. 

>> Clique aqui e leia mais sobre os terremotos que atingiram a Venezuela

Agência Brasil

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