Brasil
Arquidiocese de BH afasta padre suspeito de abusar de mulheres; uma delas relata que foi vítima dele por pelo menos 50 vezes
Até sexta-feira (5), quatro pessoas procuraram a Polícia Civil para denunciar religioso.
A Arquidiocese de Belo Horizonte afastou nesta terça-feira (9) o padre José Carlos Pereira, suspeito de abusar sexualmente de mulheres em Santa Luzia, na região metropolitana. O número de vítimas que denunciam o religioso já chega a quatro.
Uma das vítimas afirma que os abusos se repetiram por pelo menos 50 vezes.
A Arquidiocese de Belo Horizonte chegou a dizer que ele havia sido afastado, mas depois recuou da decisão. Agora, decidiu tirá-lo da paróquia até que as investigações sejam concluídas.
“Desde que tomou ciência das denúncias, a Arquidiocese de Belo Horizonte procurou agir com rapidez, mas com prudência, se inteirando do processo, em diálogo com as instâncias oficiais, o que exige respeito a prazos de instituições e agentes do direito. Dialogou também com o sacerdote e com a comunidade paroquial. A Arquidiocese de Belo Horizonte confia que a justiça prevalecerá”, disse a instituição em nota.
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Para a polícia, uma das vítimas disse que um dos abusos foi na sala do padre. Ela estava contando notas de dinheiro, quando ele segurou a vítima pela cabeça e forçou um beijo na boca e que depois disso em todas as oportunidades em que permanecia sozinha com o sacerdote, ele passava as mãos nos braços dela e descia em direção aos seios.
A mulher também disse aos investigadores que o padre já passou as mãos nas pernas dela e que os abusos aconteceram na sala paroquial e na garagem da casa paroquial, de agosto do ano passado até abril deste ano. Foram pelo 50 vezes, de acordo com o depoimento.
A outra vítima disse que o padre passava a mão na cintura e nas costas dela, beijava e mandava ela se sentar no colo dele.
A mulher afirma ainda que viu uma reportagem na Globo, falando que o padre tinha assediado outras pessoas. Então contou para o marido, que a orientou a procurar a polícia.
Padre rebate acusações
Em nota, o padre José Carlos disse que pediu para se afastar da paróquia. Ele ainda falou que vai aproveitar para cuidar da saúde, seguindo orientações médicas.
“Entendam que não estou saindo da paróquia”, disse ele.
Há trinta anos, o religioso é o responsável pela paróquia de São Benedito, além de ser o dono de uma rede de ensino com dois colégios e uma faculdade.
Do G1 Minas
Brasil
Tempestades e risco de inundações voltam ao Rio Grande do Sul
Previsão indica chuvas intensas até terça-feira.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul prevê um cenário de elevado risco meteorológico e hidrológico até quarta-feira (29). As condições indicam a ocorrência de tempestades severas, com chuva intensa e volumosa, rajadas de vento, queda de granizo e possibilidade de tornados em parte do estado, além do aumento do risco de cheias e inundações em diversos rios.

Segundo o órgão, entre a segunda-feira (27) e a terça-feira (28), a instabilidade se intensifica significativamente. A previsão aponta para tempestades severas, com possibilidade de granizo de grande porte, rajadas de vento que podem superar os 90 km/h e volumes elevados de precipitação.
Em algumas localidades, os acumulados de chuva poderão ultrapassar 100 milímetros em apenas 12 horas e superar os 200 milímetros em 48 horas, principalmente durante a terça-feira (28). Também permanece a possibilidade de ocorrência de tornados.
Na madrugada de quarta-feira (29), as instabilidades ainda atuam sobre o estado, mantendo condições para chuva forte, ventos intensos e queda de granizo, principalmente nas regiões norte, noroeste, nordeste, serra, vales e litoral norte.
Inundações
Além das condições meteorológicas adversas, a Defesa Civil reforça o risco hidrológico para diversas bacias hidrográficas. A previsão de volumes elevados de chuva, somada aos níveis já elevados de alguns rios, aumenta a possibilidade de cheias, extravasamento de arroios e pequenos cursos d’água, alagamentos urbanos e inundações.
Os maiores riscos concentram-se nos rios Uruguai, Quaraí, Ibirapuitã, Santa Maria, Ibicuí, Jacuí e Sinos. Atualmente, os rios Uruguai, Jacuí e Sinos já apresentam pontos de monitoramento acima da cota de inundação, condição que pode persistir nos próximos dias.
A Defesa Civil também destaca a possibilidade de inundação em municípios localizados ao longo dos rios Ibirapuitã, em Alegrete; Santa Maria, em Dom Pedrito e Rosário do Sul; Ibicuí, em Manoel Viana; e Quaraí, no município de Quaraí.
Agência Brasil
Brasil
Anvisa manda apreender lotes de azeite e doces; veja de quais marcas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (22) a apreensão de todos os lotes do azeite de Oliva Extra Virgem da marca San Oliveto e de todos os produtos da Indústria e Comércio de Doces Fatti a Mano Ltda. 

O azeite tem origem desconhecida e é importado no Brasil pela empresa Comercial Alimentícia e Cerealista Vale do Carioca Ltda, que possui CNPJ inapto desde 23 de junho de 2026 e endereço desconhecido.
De acordo com a medida, divulgada no Diário Oficial da União, o produto apresentou resultado insatisfatório no ensaio de determinação do índice de refração, usado para avaliar a pureza, e não pode ser importado, distribuído, divulgado e utilizado.
Em relação a Fatti a Mano Ltda, os itens não estão regularizados no órgão competente e são fabricados por estabelecimento não licenciado.
Com isso doces, sobremesas e demais produtos não podem ser fabricados, distribuídos, divulgados e consumidos segundo Resolução (RE) 2.856/2026.
Entre os doces da marca que devem se apreendidos estão:
- cocada branca;
- cocada com maracujá;
- doce de leite;
- doce de leite com coco;
- palha italiana;
- doce de jaca;
- beijinho;
- pé de moleque;
- fatticoco (leite com coco);
- pé de moça;
- brigadeiro.
Agência Brasil
Brasil
Spray de pimenta para mulher é medida paliativa, diz promotora
Uso do produto exige treinamento específico, afirmou.
A aprovação do projeto de lei que autoriza a comercialização, a compra e a posse de spray de pimenta para mulheres acima de 16 anos em todo o país como medida de defesa pessoal, trata-se de apenas uma medida paliativa e não uma política real ou segura de segurança pública. 

A afirmação é da promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e presidente do Instituto Pró-Vítima, Celeste Leite dos Santos.
O texto segue para sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A partir dos 18 anos a mulher pode comprar o spray livremente, mas deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência e certificado de que não possui antecedentes criminais.
O volume máximo do frasco será de 50 ml e as lojas credenciadas deverão registrar os dados da compra e emitir nota fiscal para controle do produto. O texto diz que o spray poderá ser utilizado de forma “moderada” para repelir agressão “injusta, atual ou iminente”. Em caso de roubo ou furto do spray, a dona deverá registrar boletim de ocorrência em até 72 horas.
“Essa é uma medida de “populismo penal”, que gera na população uma falsa sensação de segurança sem considerar as consequências práticas. O uso do spray cria a ilusão de que a mulher pode se defender facilmente, mas seu manuseio não é simples e exige treinamento específico”, disse.
Ela exemplificou que, se disparado contra o vento, o produto pode voltar contra a própria mulher, tornando-a ainda mais vulnerável. Se utilizado a menos de um metro de distância, o agressor pode tomar o spray da vítima. Além disso, o tipo de spray, que pode ser em jato ou em névoa modifica a forma de uso. E em ambientes fechados o uso é desaconselhável, pois pode atingir a própria usuária e terceiros.
A promotora também alerta para o risco de inversão de papéis, com a vítima podendo ser punida caso utilize o spray de forma desproporcional ou atinja terceiros.
“Nesses casos ela pode estar sujeita a pena administrativa com o pagamento de multas de um a dez salários mínimos. Pode ainda responder na área civil sendo responsabilizada pelos danos causados, ou na esfera criminal, por lesão corporal ou resposta desproporcional”, disse.
Para Celeste, além dos documentos exigidos no ato da compra, a compradora deveria apresentar, obrigatoriamente, um certificado de realização de treinamento técnico específico para o manuseio do spray. Ela critica o fato de o governo liberar a venda sem definir quem ministrará esse treinamento.
Embora explique que o spray deva ser estritamente para legítima defesa (reação a uma agressão injusta, atual ou iminente), principalmente em locais ermos, onde fica clara a intenção de estupro ou roubo, a promotora enfatiza que há outras maneiras de defesa pessoal, inclusive preventivas.
“Também são forma de defesa manter uma postura segura, observar a movimentação da rua antes de entrar em casa ou no carro. Adotar uma postura corporal firme no metrô ou transporte coletivo, com a cabeça erguida, olhar direto e base corporal pronta para fuga ou reação, por exemplo, demonstra atenção e inibe a aproximação de agressores de forma indireta. Mas há também técnicas de defesa pessoal que permitem se desvencilhar do agressor”, afirmou.
Celeste ressaltou que quando se trata de atender às demandas das mulheres por segurança, os Três Poderes têm falhado.
“O Legislativo falha porque não avança em garantir a igualdade; o Judiciário porque muitas vezes não está preparado para lidar com as vítimas, gerando revitimização; e o Executivo por não implementar políticas públicas estruturadas de prevenção”, finalizou.
Agência Brasil
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