Paraíba
Governo da Paraíba institui programa Casa-Abrigo que visa atender mulheres vítimas de violência doméstica e familiar
Os locais terão capacidade para 20 pessoas e o tempo de permanência varia de 15 a 90 dias, podendo ser prorrogado após avaliação.
O decreto nº 42.213, publicado na edição desta quarta-feira (05), no Diário Oficial do Estado (DOE), instituiu o Programa Casa-Abrigo, que irá oferecer serviços de atendimento e proteção às vítimas de violência doméstica e familiar, na Paraíba. Os locais terão capacidade para 20 pessoas e o tempo de permanência varia de 15 a 90 dias, podendo ser prorrogado após avaliação. O abrigo se estende aos dependentes das vítimas de violência.
De acordo com o texto, o Programa Casa-Abrigo consiste nos serviços de abrigamento, atendimento e proteção às mulheres, maiores de 18 anos, em situação de violência doméstica e familiar, que sofrem o risco iminente de morte, e seus dependentes de até 16 anos.
Essas casas-abrigos são locais seguros e sigilosos onde são oferecidas a moradia temporária e o atendimento integral às mulheres e seus dependentes. As vítimas são atendidas por uma equipe multiprofissional. O prazo mínimo de permanência no abrigo é de 15 dias e o prazo máximo é de 90 dias, podendo ser prorrogado por novo período.
“Configura como violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”, diz o decreto, que o ClickPB teve acesso. Ainda segundo a publicação, a efetivação dos serviços será feito por meio de termo de cooperação entre a Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH) e a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SESDS).
Trabalho conjunto
A SESDS deve disponibilizar efetivo policial feminino e masculino, 24 horas, para garantia da segurança humana e patrimonial das casas-abrigos. Já a SEMDH compete disponibilizar para o efetivo funcionamento do serviço como estrutura física de imóvel com capacidade para o abrigamento de até 20 pessoas entre mulheres e seus dependentes; funcionamento 24h; alojamento feminino e masculino para o Policiamento Militar que estará 24h no serviço; e recursos humanos.
Critérios
Entre os critérios de abrigamento, mulheres acima dos 18 anos em situação de violência doméstica e familiar e com risco de morte, podendo ser encaminhada por Centro de Referência Especializado na Assistência Social (Creas), Programa Integrado Patrulha Maria da Penha (PIPMP), Centro de Referência de Atendimento às Mulheres (CRAM’s), Delegacia Especializada em atendimento às Mulheres em situação de violência (Deams).
Além disso, precisa estar morando na Paraíba, independente da nacionalidade, que não disponham de alternativas de abrigo seguro, que apresentem Registro de Ocorrência Policial em Delegacia Especializada de Mulheres ou Delegacia Comum com a representação criminal do agressor, entre outras.
ClickPB
Cultura
Governador sanciona lei que cria o Dia do Quadrilheiro Junino na Paraíba
O governador Lucas Ribeiro (PP) sancionou a Lei nº 14.585, que institui o Dia do Quadrilheiro Junino na Paraíba. A norma foi publicada na edição desta quarta-feira (1º) do Diário Oficial.
A nova data será celebrada anualmente no dia 27 de junho e passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos do estado.
“Considera-se Quadrilheiro Junino, para efeitos desta Lei, o profissional que utiliza meio de expressão artística cantada, dançada ou falada transmitido por tradição popular nas festas juninas”, destaca o texto.
De acordo com a lei, de autoria do deputado Galego Souza, o objetivo da criação da data é “valorizar e fortalecer o patrimônio imaterial, as expressões culturais e os profissionais responsáveis pela disseminação dos festivais de quadrilhas juninas.”
MaisPB
Paraíba
Governo da Paraíba realiza IV Seminário Estadual de Enfrentamento ao Trabalho Infantil
O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), realizou no Auditório do Sebrae, em João Pessoa, nessa segunda-feira (15), o IV Seminário Estadual de Enfrentamento ao Trabalho Infantil. Com o tema “Trabalho Infantil: Desafios Contemporâneos e Estratégias de Intervenção nos Territórios”, o evento marca o lançamento da Campanha Estadual de Enfrentamento ao Trabalho Infantil e adere à Campanha Nacional “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”, promovida pelo Governo Federal em uma mobilização nacional em torno do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil (12 de junho).
O espaço de reflexão, diálogo e fortalecimento das estratégias de prevenção e enfrentamento às violações de direitos de crianças e adolescentes, reafirma o compromisso do Governo da Paraíba com a promoção de garantia dos direitos da infância e adolescência por meio de ações articuladas entre Estado, municípios, Sistema de Garantia de Direitos, Sistema Único de Assistência Social (SUAS), órgãos de Justiça e sociedade civil.
O Evento reuniu profissionais de toda a Paraíba, como autoridades do judiciário e outros representantes das políticas públicas envolvidas com o tema. Entre os presentes, estiveram gestores, representantes e técnicos da Sedh, MPT, TRT, Famup, Coegemas, Cedca, Ceas, Fepeti, Creas, Cras, Associação de Conselheiros Tutelares e CPA.
A secretária Estadual do Desenvolvimento Humano, Neide Nunes, destacou a importância da intersetorialidade e orientou os profissionais a dialogar mais com os territórios, avançar na socialização e nas campanhas em combate ao trabalho infantil. “A gente precisa, enquanto formadores de políticas sociais, ouvir mais os municípios e criar estratégias para enfrentar o trabalho infantil”.
Segundo a secretária da Sedh, o trabalho infantil é uma das violências mais danosas para a vida de uma criança. “No momento em que a criança deveria estar aproveitando e crescendo, dentro de suas inúmeras possibilidades, ela está ali trabalhando para sobreviver. Então, que nós saiamos daqui com essa grande missão de refletir: o que eu preciso para diminuir essa situação do trabalho infantil no meu município?”.
O procurador do Trabalho, Raulino Maracajá Coutinho Filho, explicou que “para eliminar totalmente a chaga social que é o trabalho infantil, precisamos atuar em várias formas: na parte repressiva, através de ações e intervenções do Estado, de forças policiais, do Ministério Público, do Ministério do Trabalho; na parte assistencial, através do cadastramento dessas famílias com crianças e adolescentes em cadastros assistenciais, verificando se elas estão indo à escola; e na parte preventiva, que é justamente isso aqui hoje. São eventos como esse que fazem com que debatamos esses assuntos e as pessoas entendam que o trabalho infantil realmente só traz malefícios, não traz benefício algum para a vida adulta daquela criança ou adolescente. O trabalho infantil ocasiona analfabetismo funcional e evasão escolar”, frisou.
A representante do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social da Paraíba (Coegemas), Sofia Ulisses, alertou sobre a importância de identificar os trabalhos infantis ainda na subnotificação e o perigo desse momento, propício para o trabalho infantil devido às festas juninas.
De acordo com a presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Paraíba (Cedca/PB), Marília França, “o IBGE disse, no ano de 2025, que no Brasil ainda tem 1,5 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. E esse dado revela que, por mais que existam avanços, a questão ainda é presente. E a gente precisa fortalecer nossa rede de proteção, fazer formação contínua dentro dos territórios para que consigamos combater o trabalho infantil. E essa é uma responsabilidade de todos nós”.
O representante da Comissão de Participação de Adolescentes da Paraíba (CPA/PB), Kevin Gabriel, de 13 anos, deixou um recado claro: “Criança tem que estudar, brincar, sonhar, correr na rua, jogar bola, sem preocupações. Quando criança trabalha, ela perde tudo isso. Ela perde a escola, perde o tempo de ser criança, perde o futuro. Trabalho infantil não é só pesado para o corpo, ele acaba com a mente. Tira a chance de aprender, de escolher uma profissão, de crescer com saúde. Muitas vezes esses trabalhos vêm junto com exploração e perigo. A gente não nasce para carregar peso de adulto nas costas. A gente nasceu para crescer, para estudar, para ser o que quiser quando crescer. Por isso todo mundo aqui hoje para dizer: chega de trabalho infantil! Toda criança tem direito de ir à escola, ao lazer, a uma infância segura! Respeite quem ainda está crescendo! Nós crianças e adolescentes merecemos um futuro, não o cansaço! Chega de trabalho infantil!”.
Secom
Paraíba
Polícia Civil inaugura nova Central de Polícia de Mamanguape com investimento de R$ 4,5 milhões
A Polícia Civil da Paraíba inaugurou, na noite desta quarta-feira (17), a nova sede da Central de Polícia de Mamanguape. O prédio moderno, estruturado e equipado passa a oferecer melhores condições de trabalho para as equipes policiais e de atendimento à população da região. O investimento na construção do prédio foi de R$ 4,5 milhões.
A nova unidade será utilizada para comportar a estrutura da 7ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Mamanguape, do Núcleo de Homicídios e do Grupo Tático Especial (GTE) da 7ª DSPC, além do polo de plantão responsável pelo atendimento da área de abrangência da seccional. A construção da nova Central de Polícia reforça o compromisso do Governo do Estado e da Polícia Civil da Paraíba com a modernização das estruturas de segurança pública e a melhoria das condições de atuação dos policiais.
A solenidade de inauguração contou com a presença do governador do Estado da Paraíba, Lucas Ribeiro; do secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes; do delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo; além de autoridades, representantes das forças de segurança e demais convidados.
O delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo, ressaltou que a entrega da nova estrutura representa um avanço para a instituição e para o atendimento à sociedade.
“Esse dia de hoje é um marco para nossa instituição. Não é apenas a entrega de um prédio, mas a concretização de uma série de realizações que estão sendo desenvolvidas pelo Governo do Estado junto à Polícia Civil. Este equipamento vai trazer conforto, segurança e qualidade no atendimento, não apenas à população de Mamanguape e região, como também aos servidores que aqui vão desempenhar suas funções, de maneira muito mais efetiva, contribuindo para a segurança pública do Estado da Paraíba”, comentou André Rabelo.
A nova Central de Polícia irá beneficiar aproximadamente 160 mil habitantes dos 11 municípios que integram a 7ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP), garantindo uma estrutura mais adequada para o desenvolvimento das atividades de investigação, atendimento e combate à criminalidade.
A entrega da unidade reafirma o compromisso da Polícia Civil da Paraíba com a valorização dos seus profissionais, a ampliação da capacidade operacional e a prestação de um serviço cada vez mais eficiente à população.
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Ascom/PCPB
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